A ter em atenção
A ter em atenção
Novo imposto ameaça 'pick-ups' e comerciais
Rudolfo Rebêlo
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Os comerciantes de automóveis alertaram ontem para o risco de desaparecerem do mercado as pick-ups, bem como as viaturas comerciais, e estão aconselhar os consumidores a comprarem os carros até 30 de Junho, antes de entrar em vigor o novo Imposto sobre Veículos (ISV), que substituirá o actual Imposto Automóvel (IA).
O aviso dos revendedores de automóveis vai, em especial, para os potenciais compradores de
pick-ups e de "derivados de passageiros". Não admira. É que as vulgares carrinhas de caixa aberta de dupla cabine - as
pick-ups - não liquidam imposto automóvel, tal como acontece com os chamados "derivados de passageiros", os carros comerciais com separador central. Mas, após 1 de Julho, estas carrinhas passam a pagar imposto e os "derivados de passageiros terão um aumento da carga fiscal".
De acordo com a proposta de lei, apresentado pelo Governo, as carrinhas de caixa aberta ficam mais caras 30% com o novo imposto. Os "derivados", por sua vez, sofrem um aumento fiscal de 50% na taxa de imposto.
O aumento tributário para os "comerciais" está, neste momento, a ser discutido na Assembleia da República - comissão parlamentar de Economia e Finanças - após a provação na generalidade. E é visível que os
stands querem aproveitar a oportunidade para modificar a proposta de lei em "sede de especialidade". "São viaturas de trabalho", contrapõe Neves da Silva, vice-presidente da Anecra, ao aumento fiscal para a fileira comercial dos automóveis. "Estamos a falar de bens de equipamento", com destino "à produção de bens".
Também as marcas comerciais, como a
Nissan e a
Toyota, com tradição no mercado das carrinhas e comerciais, estão agitadas, temendo a estabilidade futura do negócio. "Lamentamos a subida do IA quando já temos uma das maiores taxas da Europa", afirma Guilherme Castro, da Mitsubishi.
As marcas de automóveis consideram que a reforma do imposto, na generalidade, é positiva mas afirmam que existirá um aumento da carga fiscal.
O novo imposto, apresentado pelo Governo e a entrar em vigor a 1 de Julho, transfere 10% da carga fiscal - paga no acto de compra do automóvel - para o novo Imposto Único de Circulação, que, por sua vez, substitui o actual "selo do carro". A Anecra afirma que o "desconto" à cabeça é apenas de 7,7% e que ao longo de dez anos da vida útil do automóvel, o Estado acaba por ganhar mais receita fiscal.
Em
http://dn.sapo.pt/2007/04/05/economia/novo_imposto_ameaca_pickups_e_comerc.html