Mãe de Aluna Agride Professora

"É verdade que há escolas que os professores antes de pensarem em ensinar alguem ( o que na maior parte das vezes é impossivél ) têm de pensar se vão conseguir sair "inteiros" no fim do dia de trabalho, presenciei cenas dentro de saulas de aula que nunca era capaz de fazer..."

Aparentemente, há quem ache que a esses professores ainda devia ser exigido que seduzam, que cativem, que tornem o ensino uma coisa lúdica...

Levou com uma cadeira? Não soube motivar os alunos...

Foi impotente para impedir que um aluno fosse agredido dentro da sua sala? Não soube exercer a sua autoridade...

Conseguiu afastar um aluno filho de traficantes da marginalidade? Não fez mais do que a sua obrigação...
 
Há a ideia que os professores são uma elite, que ganham muito bem e não fazem nenhum, isso leva a uma pseudo-inveja de quem não sabe melhor, e pior do que isso, que nem sequer quer saber.
 
Há a ideia que os professores são uma elite, que ganham muito bem e não fazem nenhum, isso leva a uma pseudo-inveja de quem não sabe melhor, e pior do que isso, que nem sequer quer saber.

E de quem, a dada altura da sua vida, não esteve para dar o litro (excluo os que, tendo obtido igual formação, honestamente não se sentiram vocacionados para o Ensino).
 
Há a ideia que os professores são uma elite, que ganham muito bem e não fazem nenhum, isso leva a uma pseudo-inveja de quem não sabe melhor, e pior do que isso, que nem sequer quer saber.


é isso mesmo que ainda se faz passar:(... Ganha-se bem, faz-se pouco...
Mas a realidade não é bem essa... Acho que os professores hoje em dia têm de ser multifacetados, e não lheS compete apenas ensinar os conhecimentos de uma disciplina, mas também educar, e perceber os problemas dos seus alunos... passá-los sem nada ou pouco saberem... Enfim, cada vez o ensino está a ficar mais degradado... Muitos alunos são "obrigados" a irem para a escola porque a escolaridade é obrigatória, mesmo que não gostem ou tenham dificuldades em aprender... Estão ali por obrigação, são um alívio para os pais, e fazem a vida difícil aos professores, que por mais que tentem, não conseguem fazer com que eles se motivem para os estudos, porque não estão para ali virados...
Enfim, assim vai o nosso ensino e são estes alunos o futuro da nossa sociedade... [8b]
 
"Ministra da Educação quer mais autoridade para professores e conselhos executivos
05.03.2007 - 14h28 Lusa


A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, defendeu hoje mais autoridade para os professores, escolas e conselhos executivos para combater a violência escolar e alcançar um quadro legal mais flexível e menos burocrático.
"As escolas, os professores e os conselhos executivos têm que ser mais responsabilizados. Tem que lhes ser restituída autoridade para que possam fazer a gestão quotidiana de uma forma simples e sobretudo no quadro daquilo que é uma relação pedagógica de poder e de autoridade", afirmou a ministra da tutela, que falava à margem da sessão inaugural da "Semana da Leitura 2007", que decorreu na Escola Básica Integrada/Jardim-de-Infância Vasco da Gama, no Parque das Nações.

Maria de Lurdes Rodrigues defendeu ainda a alteração do actual quadro legal de 2002, considerando que este "necessita de ser alterado, porque burocratiza e torna rígido aquilo que são elementos da relação pedagógica que têm de ser flexíveis".

No actual quadro legal, a ministra exemplificou que "um professor para fazer uma advertência a um aluno, não só essa advertência aparece com uma penalização codificada como há um conjunto de procedimentos que não se compadecem com o quotidiano da situação pedagógica".

De acordo com Maria de Lurdes Rodrigues, o estatuto do aluno está a ser revisto e está a ser preparado um diploma que irá agilizar os procedimentos relacionados com a gestão da indisciplina.

A responsabilização dos pais é outra dimensão que é preciso rever no estatuto do aluno. Para a ministra da tutela, os pais e encarregados de educação também devem ter uma "maior responsabilidade" no que respeita ao cumprimento da escolaridade obrigatória e dos seus deveres.

"Os encarregados de educação devem cumprir os seus deveres de custódia e de enquadramento das crianças, zelando pela sua assiduidade e permanência na escola e pelos seus comportamentos disciplinares", justificou.

Nas questões de violência escolar, a ministra afirmou que é preciso haver mais rigor na análise das situações para a reposta na intervenção ser mais eficiente. "Eu insisto na necessidade de distinguir o que são actos de violência de incidência esporádica", disse, explicando que, normalmente são situações que emergem no exterior da escola.

Nestes casos, a ministra considera que "a escola cumpre no geral bem a sua missão de proteger alunos e professores dessas agressões externas". "Não podemos considerar que se vive nas escolas portuguesas um clima generalizado de violência. Pelo contrário, as escolas são, atendendo à dimensão da sua população, espaços seguros", sustentou.

A ministra da Educação afirmou que as situações não podem ser generalizadas. "Não podemos confundir as questões de violência com as questões da indisciplina, são matérias muito diferentes", sublinhou, reforçando que para os casos de violência não deve haver "nenhuma tolerância".

"Temos de ser eficientes também na penalização dos agressores de acordo com os quadros gerais, como acontece com outros grupos profissionais, como acontece na rua", acrescentou.

Para prevenir estas situações, a ministra adiantou que têm sido tomadas muitas medidas desde a escola a tempo inteiro, a ocupação plena nos tempos escolares, o desenvolvimento do desporto escolar e projectos na área da educação para a cidadania.

Segundo dados do Observatório da Segurança Escolar, no passado ano lectivo foram contabilizadas 390 agressões a professores nas escolas e arredores, o que dá uma média diária superior a dois casos, tendo em conta que há 180 dias de aulas por ano."

In http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1287409&idCanal=74
 
"Miguel (nome fictício) tem nove anos e vive todos os dias o terror de ir para a escola. Aluno do 4º ano, na Escola Básica Sophia Mello Breyner, em Carnaxide foi já vítima de agressões por parte dos colegas de turma, que o ultrapassam não só na idade, mas sobretudo no tamanho.

Na manhã desta segunda-feira chegou à escola acompanhado pela irmã. Cabisbaixo e olhar aterrorizado, não levanta os olhos. Talvez pela vergonha, certamente pelo medo, denunciado no tremelicar de mãos.

A jovem irmã pede para falar com um professor. Timidamente, e consciente das represálias para o irmão Miguel, conta ao PortugalDiário por que foi à escola. «Ele já chegou a casa marcado várias vezes.

Ultimamente, andava a roubar dinheiro ao pai para dar aos colegas de turma, para que não lhe batessem», contou a jovem, que pediu para não ser identificada.

A extorsão de dinheiro e objectos por parte de alunos mais velhos a mais novos não é novidade para muitas famílias que vivem paredes-meias com bairros sociais. A multiplicidade étnica salienta as diferenças, o sustento vem, vezes de mais, da criminalidade, desde o pequeno roubo ao tráfico de droga. A escola acaba por ser o espelho dos bairros. Dos problemáticos e dos «normais».

«O que está mal é deixarem que exista uma escola com alunos da primária até ao 9º ano. A escola diz que olha por ele, mas a verdade é que se não lhe batem cá dentro, apanham-no ao ir para casa», conta a jovem.

O PortugalDiário tentou obter mais informações sobre este tema junto do presidente do Conselho Executivo, no entanto, ninguém deste quis prestar declarações. «Ninguém quer ver a escola na televisão e referenciada como violenta», declaravam alguns funcionários. A violência de que são alvo várias crianças diariamente é ainda um tabu.
À saída da escola, Miguel encosta-se a um canto junto do portão e chora.

A irmã explica: «Só há uma solução. Vamos tirá-lo desta escola e vai para outra numa zona mais rural, onde é mais fácil haver controlo». Miguel segue então para as aulas. Sempre cabisbaixo. Sempre com medo.

É assim na Escola Básica Sophia de Melo Breyner. É assim em tantas outras escolas. Mas esta recebeu, esta manhã, três deputadas da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, da Assembleia da República. Uma visita que decorreu à porta fechada e tinha como objectivo conhecer a realidade da violência escolar.

Perto de 30 deputados visitam, esta segunda-feira, 12 escolas de Lisboa e Porto, incluídas no Programa dos Territórios Educativos de Intervenção Rápida."

In http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=781387&div_id=
 
Essa apanha os bairros da Outurela e Portela de Carnaxide... Bem complicado.

As EBI têm dessas coisas. Já dei aulas numa, e ter miúdos de 6 anos a partilhar o mesmo espaço com alguns de 16 e 17, com longo historial de problemas, não é boa ideia.
 
Essa apanha os bairros da Outurela e Portela de Carnaxide... Bem complicado.

As EBI têm dessas coisas. Já dei aulas numa, e ter miúdos de 6 anos a partilhar o mesmo espaço com alguns de 16 e 17, com longo historial de problemas, não é boa ideia.

Não é boa ideia? Tás parvo, ou quê?

Claro que é boa ideia - já viste a quantidade de dinheiro que se poupa, fazendo uma escola no lugar de duas? E ainda para cima para quem não vota?
 
É como disse há uns posts atrás: este pessoal pensa que só os professores é que estão a ficar prejudicados, mas nem sonham com o mal que este governo anda a fazer aos alunos.

Mas ainda bem que estão a gostar...
 
É como disse há uns posts atrás: este pessoal pensa que só os professores é que estão a ficar prejudicados, mas nem sonham com o mal que este governo anda a fazer aos alunos.

Mas ainda bem que estão a gostar...


A propósito disto:


[FONT=&quot]Já espancou um professor?[/FONT][FONT=&quot]


[/FONT][FONT=&quot]Bater em professores tornou-se o desporto favorito dos portugueses. Só no ano passado, segundo dados do Observatório de Segurança Escolar, houve 390 agressões a professores, o que, tendo em conta que o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas, dá a luzida média de dois por dia. Por outro lado, a Linha SOS Professor anunciou que 40% dos docentes que a contactaram desde Setembro foram vítimas de agressões por parte de alunos e encarregados de educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues está, pois, de parabéns por vários motivos não só foi ela a da ideia, inaugurando o seu memorável mandato a "bater" nos professores, acusando-os de todas as desgraças da Educação em Portugal, como o facto de os professores espancados acabarem, na maior parte dos casos, no hospital permitirá excluí-los de progressão na carreira, já que em boa hora se lembrou de pôr as faltas por doença a contar para a avaliação da sua assiduidade. A ministra promete agora "restituir" a autoridade às escolas. Pode imaginar-se o que isso quer dizer através do exemplo de autoridade já dado pelo CE da Escola EB 2+3 de Maceda (Ovar), que, no caso de uma professora pontapeada, mordida e ferida no couro cabeludo pela mãe de um aluno decidiu pôr um processo disciplinar à professora.[/FONT]

 
Última edição:
É como disse há uns posts atrás: este pessoal pensa que só os professores é que estão a ficar prejudicados, mas nem sonham com o mal que este governo anda a fazer aos alunos.

Mas ainda bem que estão a gostar...

A propósito disto:


:confused:Já espancou um professor?


Bater em professores tornou-se o desporto favorito dos portugueses. Só no ano passado, segundo dados do Observatório de Segurança Escolar, houve 390 agressões a professores, o que, tendo em conta que o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas, dá a luzida média de dois por dia. Por outro lado, a Linha SOS Professor anunciou que 40% dos docentes que a contactaram desde Setembro foram vítimas de agressões por parte de alunos e encarregados de educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues está, pois, de parabéns por vários motivos não só foi ela a da ideia, inaugurando o seu memorável mandato a "bater" nos professores, acusando-os de todas as desgraças da Educação em Portugal, como o facto de os professores espancados acabarem, na maior parte dos casos, no hospital permitirá excluí-los de progressão na carreira, já que em boa hora se lembrou de pôr as faltas por doença a contar para a avaliação da sua assiduidade. A ministra promete agora "restituir" a autoridade às escolas. Pode imaginar-se o que isso quer dizer através do exemplo de autoridade já dado pelo CE da Escola EB 2+3 de Maceda (Ovar), que, no caso de uma professora pontapeada, mordida e ferida no couro cabeludo pela mãe de um aluno decidiu pôr um processo disciplinar à professora.
 
Pode imaginar-se o que isso quer dizer através do exemplo de autoridade já dado pelo CE da Escola EB 2+3 de Maceda (Ovar), que, no caso de uma professora pontapeada, mordida e ferida no couro cabeludo pela mãe de um aluno decidiu pôr um processo disciplinar à professora.

:eek: :eek: :eek: :eek: :eek: :eek: [8b] [8b] [8b] [8b]
 
A propósito disto:


:confused:Já espancou um professor?


Bater em professores tornou-se o desporto favorito dos portugueses. Só no ano passado, segundo dados do Observatório de Segurança Escolar, houve 390 agressões a professores, o que, tendo em conta que o ano lectivo tem cerca de 180 dias de aulas, dá a luzida média de dois por dia. Por outro lado, a Linha SOS Professor anunciou que 40% dos docentes que a contactaram desde Setembro foram vítimas de agressões por parte de alunos e encarregados de educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues está, pois, de parabéns por vários motivos não só foi ela a da ideia, inaugurando o seu memorável mandato a "bater" nos professores, acusando-os de todas as desgraças da Educação em Portugal, como o facto de os professores espancados acabarem, na maior parte dos casos, no hospital permitirá excluí-los de progressão na carreira, já que em boa hora se lembrou de pôr as faltas por doença a contar para a avaliação da sua assiduidade. A ministra promete agora "restituir" a autoridade às escolas. Pode imaginar-se o que isso quer dizer através do exemplo de autoridade já dado pelo CE da Escola EB 2+3 de Maceda (Ovar), que, no caso de uma professora pontapeada, mordida e ferida no couro cabeludo pela mãe de um aluno decidiu pôr um processo disciplinar à professora.

Como se tudo o resto não bastasse, já nem podemos confiar no nosso próprio CE.

A dar tiros nos pés desta maneira, não admira que as coisas tenham chegado ao que chegaram...
 
A mãe da aluna que anteontem agrediu à bofetada a educadora da sua filha, de seis anos, no jardim de infância de Santa Luzia, em Celorico da Beira, está “arrependida” do acto – mas não perdoa à professora o ter chamado “porca” à menina. A docente nega esta versão, diz que não chamou nenhum nome à criança e que apenas se limitou a elaborar um relatório pedido pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPMJ).

A agressão verificou-se às 09h00 de quarta-feira. Na véspera, os pais da menina – que têm mais três filhos de tenra idade – foram chamados pela CPMJ e ficaram “revoltados” por a educadora ter referido, num relatório, que a menina “chegava algumas vezes à escola pouco cuidada higienicamente e mal vestida”.

No dia seguinte, Olga Inocêncio Ferreira, de 33 anos, foi levar a filha ao jardim de infância e “aproveitou para pedir satisfações” à educadora. “Estava muito nervosa porque ela tinha dito coisas feias da minha filha. Ela disse que ela é porca e andava mal vestida, o que não é verdade”, contou ontem ao CM a encarregada de educação, acrescentando: “A certa altura, passei-me com a conversa e encostei-lhe a mão à cara. Como mãe, senti-me ofendida e não aguentei, dei-lhe uma pequena chapada.”

Olga Inocêncio reconhece que a sua atitude “não foi a melhor nem a mais correcta”. Mostra-se “arrependida” e tenciona, mais tarde, “pedir desculpa” à educadora. “Agora não há nada a fazer mas em breve vou falar com ela”, adiantou a mãe, que já foi identificada pela GNR.

A educadora de infância agredida ainda não recuperou do “susto”. Em 25 anos de carreira foi a primeira vez que se viu envolvida numa situação de violência escolar. Em conversa com o CM, Amélia Paulino afirma que apenas cumpriu o seu dever profissional ao elaborar um relatório sobre a situação da criança. Garante que se limitou a “dizer a verdade” e lamenta que os pais tenham sabido da autoria do relatório. A educadora confirma que, por vezes, a menina chega à escola “pouco cuidada higienicamente e nem sempre bem vestida”. Segundo o CM apurou, a menina já chegou a tomar banho no jardim de infância. Amélia Paulino queixa-se de que foi agredida e insultada e diz-se “humilhada”. “Fiquei muito abalada”, adianta a professora, salientando que vai apresentar queixa na GNR contra a agressora e ligar para a Linha SOS Professor “para engrossar a lista dos professores desprotegidos”.

O Agrupamento de Escolas de Celorico da Beira instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias em que se verificou a agressão.
getimage.asp




 
A mãe desta criancinha tem ar de anormal...e tal como estava nervosa e deu na professora, também deve ir às crianças quando lhe dá a nervoseira. Até um dia haver um azar...

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=234687&idselect=10&idCanal=10&p=200

Podes crer que as crianças sofrem na mão desta mãe... é o cúmulo o que se passa agora nas escolas/jardins de infância.... Cada vez mais os professores são rebaixados, insultados, ameaçados e mesmo agredidos e o que podemos nós fazer? Nada... A razão está na maior parte das vezes do lado dos encarregados de educação aos olhos do povo, mas enfim... Nem comento mais![8b]
 
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