RicardoHdi
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Desculpa mas "processo apito dourado" só há um. [] E isto foi a decisão instrutória do caso «Apito Dourado».
Há varios processos do apito dourado este foi um.
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Desculpa mas "processo apito dourado" só há um. [] E isto foi a decisão instrutória do caso «Apito Dourado».
Pois agora é que gostava de ouvir a opinião ...
Um até já andou a comprar casa em Forteleza! Diz que é para oferecer á nova namorada [][
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Corrupção
Apito Dourado começou com carta de árbitro
"Nunca me passou pela cabeça que a carta que enviei a Valentim Loureiro desse origem ao processo ‘Apito Dourado’”, disse ontem ao CM o ex-árbitro Rui Mendes, que deu origem ao processo ‘Apito Dourado’ ao denunciar uma alegada tentativa de aliciamento para favorecer uma equipa de futebol.
A carta, que o CM publica hoje, conta uma conversa entre Rui Mendes e um vogal do Conselho de Arbitragem da Liga (Nemésio de Castro), que ocorreu numa estação de serviço na A6, perto de Campo Maior, no dia 1 de Outubro de 2000, domingo, às 11h00. Nesse dia, Rui Mendes e os seus auxiliares José Borges e Vítor Oliveira, mais o quarto árbitro Luís Miranda, tinham sido designados para dirigirem o jogo Campomaiorense-União de Leiria, a contar para a 6.ª jornada da I Liga.
Segundo Rui Mendes, Nemésio de Castro disse-lhe que a arbitragem precisava de árbitros jovens como ele e alertou-o para o facto de o treinador Carlos Manuel poder ser despedido caso o Campomaiorense perdesse. O encontro terminou empatado (1-1) e a actuação de Rui Mendes foi mesmo elogiada por Manuel José, técnico dos leirienses. O observador do jogo, no entanto, teve opinião diferente e deu uma nota fraca ao árbitro. Rui Mendes não gostou e decidiu falar com Valentim Loureiro.
Só o conseguiu no dia 2 de Abril de 2001, quando recebeu um telefonema de José Luís Oliveira, vice-presidente da Câmara de Gondomar, convocando-o para uma reunião na autarquia com o major.
Rui Mendes contou então ao major a abordagem de Nemésio de Castro. Durante a conversa, assegura o árbitro, Valentim telefonou a um funcionário da Liga a solicitar que fossem feitas averiguações sobre o Campomaioremse-U. Leiria: “Disse também que a minha situação na classificação era preocupante, mas recuperável, e que mais tarde me informaria do resultado das diligências que ia fazer.”
Nesse encontro, Rui Mendes garante que José Luís Oliveira lhe perguntou se “estava preparado” para dirigir o Gondomar-Trofense, da II Divisão B. O árbitro aceitou e, por isso, também acabou arguido no processo ‘Apito Dourado’, indiciado por um crime de corrupção passiva, punível com pena até dois anos de prisão.
Em Maio de 2001, Rui Mendes afirma que relatou ao amigo Pimenta Machado, na altura presidente do V. Guimarães, tudo o que se tinha passado com Nemésio de Castro e o encontro com Valentim em Gondomar: “Pimenta aconselhou-me a falar à Comunicação Social e a escrever uma carta ao major. Foi o que fiz. As declarações aos media tiveram como consequência final o abandono da arbitragem.”
A carta de Rui Mendes foi enviada por Valentim Loureiro para a Comissão Disciplinar, passou pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto e acabou nas mãos do procurador do Tribunal de Gondomar, Carlos Teixeira. O magistrado mandou ouvir Rui Mendes, soube do encontro com o major, do pedido que José Luís Oliveira lhe fez para dirigir o Gondomar-Trofense e deu início ao processo ‘Apito Dourado’.
Quando mandou a carta para a Comissão Disciplinar da Liga, Valentim previu que nada lhe aconteceria: “Uma coisa é certa, de certeza que não serei beliscado com nada disto.”
Três anos depois (2 de Dezembro de 2004), Valentim Loureiro foi detido e, mais tarde, acusado da prática de 26 crimes dolosos de corrupção activa sob a forma de cumplicidade e dois crimes dolosos de prevaricação. Além do major, foram ainda constituídos mais 170 arguidos, dos quais 27 vão saber amanhã, no Tribunal de Gondomar, se irão ou não ser julgados, a maioria por crimes de corrupção.
“Não me importo de apanhar dois anos de prisão. Se isso suceder, os tubarões têm de apanhar 200 anos”, sublinha Rui Mendes.
PERFIL
Rui Mendes chegou à arbitragem em 1989. Tinha 21 anos. Natural do Marco de Canaveses, casado, sem filhos, bancário, atingiu a 1.ª categoria na época 1999/2000, onde apenas dirigiu dois jogos: Alverca-Estrela da Amadora e Campomaiorense-União de Leiria. Deixou o futebol em 2004. Estava na 3.ª categoria.
SISTEMA
O árbitro Rui Mendes deu início ao processo ‘Apito Dourado’ numa carta que escreveu a Valentim Loureiro em que diz que o “sistema” (...) “continua vivo e bem vivo” e em que denuncia uma tentativa de aliciamento.
CARTA
Rui José de Sousa Viera Mendes
Ao Exmo. Sr. Presidente da Liga P.F.P
Major Valentim Loureiro
Marco de Canaveses 09 de Maio de 2001
Exmo. Sr. Presidente,
Estou a escrever estas duas letras, no sentido de o alertar e à opinião pública do chamado “SISTEMA”, que continua vivo e bem vivo, apesar das boas intenções das pessoas responsáveis e acima de tudo de uma certa mágoa das “situações” não tomarem outro rumo.
Conforme conversa pessoal, e na presença do Sr. José Oliveira, na Câmara Municipal de Gondomar, no dia 2 de Abril de 2001, ao fim da tarde, alertei V/Exa. que tive uma abordagem numa área de serviço na auto-estrada a caminho de Campo Maior, por um elemento do CA da Liga aquando do jogo Campomaiorense / União de Leiria. Esse mesmo elemento do Conselho disse-me que era de árbitro jovens, como eu, que a arbitragem precisava, prevendo-se um jogo difícil, e que caso o Campomaiorense não vencesse o treinador poderia ser despedido.
Mais tarde apercebi-me da ousadia na abordagem desse Sr. do CA, não me falando sobre a minha actuação. Mais tarde, tive conhecimento que o Observador era do distrito da equipa da casa...
No dia 10 de Novembro, em Leiria, abordei esse Sr. do CA dizendo-lhe que o relatório do jogo não era coincidente, com a opinião da, comunicação social, treinador da União de Leiria, etc. respondendo-me que não esteve muito atento à minha actuação, mas sim aos dos Árbitros Assistentes.
No dia 2 de Abril, durante a nossa conversa, foi abordada a minha posição classificativa,, e o Sr. Presidente disse-me que era preocupante mas recuperável.
De imediato fez um telefonema para um funcionário da Liga a solicitar averiguações dos factos ocorridos no jogo em causa e que, posteriormente, me comunicaria qualquer coisa.
Como deve calcular ainda estou à espera de uma palavra sua, para que a VERDADE DESPORTIVA ímpere na nossa sociedade e não hajam posições pré-definidas antes dos campeonatos terminarem.
Aguardo serenamente, pois isto que escrevo é só um capítulo...
Grato desde já pela atenção dispensada.
Saudações Desportivas,
Rui José de Sousa Vieira Mendes
Continua
Pinto da Costa constituído arguido no caso das agressões a Ricardo Bexiga
14.03.2007 - 10h06
O presidente do FC Porto voltou a ser interrogado ontem pela equipa de magistrados liderada pela procuradora Maria José Morgado e terá sido ouvido enquanto arguido no caso das agressões a Ricardo Bexiga. Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, Pinto da Costa é suspeito de ter ordenado as agressões ao antigo vereador da Câmara Municipal de Gondomar.
O presidente do FC Porto é o terceiro arguido neste processo, juntando-se a Carolina Salgado e a Fernando Madureira, o líder da claque Super Dragões.
Contactado pela TSF, o advogado do presidente do FC Porto, Gil Moreira dos Santos, não confirma nem desmente a informação de que o presidente do FC Porto foi constituído arguido, limitando-se a recordar que o caso está em segredo de justiça. “Não cometerei a ilegalidade deontológica de falar sobre um processo que está em segredo de justiça."
Sobre a acusação de Pinto da Costa ser o mandante das agressões a Ricardo Bexiga, o advogado afirma que só sabe o que foi escrito no livro de Carolina Salgado: "relativamente a essa imputação ao senhor Pinto da Costa (...) é um facto que já foi publicitado por uma escritora que foi promovida recentemente em público. Essa escritora, não sei se em texto que corresponde a romance ou se a autobiografia, terá referido esses factos. Esses factos foram já tratados na comunicação social em vários momentos e, portanto, relativamente a isso, eu sei, como cidadão, o mesmo que sabe qualquer cidadão que teve acesso à comunicação social. É evidente que não posso confirmar nem desmentir, porque isso seria, efectivamente, uma forma enviezada de violar o segredo de justiça, que eu preservo".
Diário de referência
No dia em que conseguirem sentar o Pinto da Costa no banco dos réus, aí acredito que a Justiça vai começar a funcionar neste País. []
pois...era o que eu dizia, só vão acreditar na justiça se ele for condenado, se for absolvido não, por isso...para quê comentar??[8b]
Filipe permite-me só um comentário.
Das diversas vezes que se falou de apito dourado e arguidos, muitos vieram a publico dizer que o sr. PC nem era arguido, que era uma colagem que estavam a fazer ao sr. uma cabala , etc, etc.
Agora que parece já ser arguido, volta a haver desculpabilização com argumentos do teor como os que colocaste.
Enfim, vão desculpar sempre, ou vão aceitar que há coisa que eventualmente não estão bem !!??
No dia em que conseguirem sentar o Pinto da Costa no banco dos réus, aí acredito que a Justiça vai começar a funcionar neste País. []
acho que por acaso já tivemos esta discussão noutro tópico![] [
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como nesse tinha dito, se ele é culpado, deverá ser punido como qualquer outra pessoa, aceito perfeitamente que algo se passa!
só não aceito que se ponha em causa os títulos do FCP por causa destas questões! [8b]
que é normalmente o que se passa à posteriori!
Operação 'Apito Dourado': Magistrados nas escutas
Polícia e juízes pediam favores
Valentim Loureiro e Pinto da Costa faziam questão de manter uma boa relação com magistrados e polícias que mais tarde poderiam ser “úteis” noutro tipo de circunstâncias.
A maioria das situações detectadas nas escutas telefónicas no âmbito do processo Apito Dourado passam mesmo pela oferta de bilhetes para jogos internacionais, que o magistrado Carlos Teixeira considerou configurarem o crime de corrupção e serem passíveis de infracção disciplinar no caso dos magistrados que solicitaram as ofertas.
Outras há que não deram origem a qualquer extracção de certidão criminal, por nem sequer se ter determinado quem eram os envolvidos. No entanto, fica claro como se processava algumas teias de favores. Exemplo disso é uma conversa entre Pinto da Costa e o empresário Jorge Mendes, onde o dirigente portista pede ao segundo para arranjar um clube da 2.ª divisão para um guarda-redes que eles próprios consideram não ser especialmente dotado.
O motivo, no entanto, é claro: Pinto da Costa quer que o empresário faça o favor ao irmão do jogador, comissário da PSP de Gaia, cujo cargo, segundo Pinto da Costa, “tem sempre interesse”.
Dois dos magistrados envolvidos nesta situação (pedido de bilhetes) são Antero Luís, na altura juiz de 1.ª instância, actualmente director do SIS, e Madeira Pinto, juiz desembargador da Relação do Porto e à data magistrado do Tribunal de Menores.
Segundo as escutas, que deram origem a uma das certidões, Antero Luís pretenderia bilhetes para a inauguração do Estádio da Luz, enquanto Madeira Pinto queria assistir ao encontro Porto-Manchester. Os pedidos foram feitos através do advogado Lourenço Pinto e tiveram como interlocutores Valentim Loureiro e Pinto da Costa. Lourenço Pinto garantiu que os bilhetes foram pagos.
Houve também um caso investigado pelas autoridades que dizia respeito a um contrato de trabalho do filho do juiz Costa Mortágua, celebrado com a Câmara de Gondomar. O contrato chegou a ser apreendido durante uma busca à autarquia, mas as autoridades não conseguiram demonstrar que tinha havido tráfico de influências.
JUIZ COSTA MORTÁGUA
"ESSE NÃO PODE SER, QUE ESSE É SPORTINGUISTA"
Valentim Loureiro liga ao presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, o juiz Costa Mortágua, a propósito de declarações prestadas por Dias da Cunha. O magistrado dá-lhe conta de que as afirmações de Saldanha Sanches que também merecem participação e acaba a prometer abrir um inquérito ao dirigente do Sporting e arranjar um colega que não seja sportinguista.
Costa Mortágua (CM) - ...em directo...que...os grandes clubes..ele disse, à cabeça, que os grandes responsáveis pela corrupção, pelo que está mal no futebol, - aquelas merdas todas, aqueles chavões! - que eram os dois nomes: Gilberto Madaíl e Valentim Loureiro! Exactamente assim, pá!!
Valentim Loureiro (VL) - Não me diga que isso, também tem que se fazer uma participação para a...criminal, ou não?!
CM: – Essa... essa... essa é que sim. Essa, eu chamei a atenção disso ao Madaíl.
VL: O senhor é da área, porra! O que é que lhe parece? Hã?
CM - Eu chamei a atenção ao Madaíl, que me disse...que ia..tentar obter a cassete. Eu ontem falei com ele...falei com ele...ele vai hoje à Suíça, mas segunda-feira vamos aí faze...vou tentar, pá!... não deixar esfriar isto...
VL - Para ele coisa, e... e transcreve-a?...Para ele
CM - E porque...essa é que fala mesmo com os...vem com os nomes à cabeça! Está a ver... o Saldanha Sanches é um fiscalista, não percebe nada de futebol, pá...e, chega ali, debita um ódio terrível em cinco minutos, pá...
VL - Quê? Os responsáveis são A e B! Prontos! Come também.
CM - A e B! À cabeça! Nomes e tudo!
VL - Come também!
CM - É que não é o Presid... é: Gilberto Madaíl e Valentim Loureiro. Quer dizer... cidadãos...
VL -Nós é que somos os responsáveis?...
CM - Exactamente! Oh pá, não pode ser!
VL - Tem que dizer porquê!
CM - Pá! Evidente, pá! É evidente! (...) Eu disse ao Madaíl para arranjar a cassete da SIC, pá... porque essa é fundamental, está lá o nome... os dois nomes e... eh pá, eu fiquei... eu fiquei... achei aquilo horrível.
VL: - Está bem. OK. Mas, ouça: essa, se for, ´é... é... participação, nem é preciso falar... é pumba!
CM - Pumba! Essa é directa, pá!
VL - Percebe? Pumba! (risos)
CM - Essa é directo!
VL - O resto é conversa...
CM - Eh... qua... não diga nada que...
VL - Não, não, não!
CM - Diga... Não! Diga que... diga que vai mandar para o Conselho de Justiça, e tal, não faça considerações, porque eu, na próxima reunião...
VL - Sim...
CM - Vou... vou mandar... abrir um inquérito..
VL - É...
CM - ... e vou pôr um colega a ouvi-lo.
VL - Sim, sim! Eu tenho lá um gajo bom, pá! Aquele gajo que conseguiu engavetar o Pimenta!
CM - Sim. Mas esse não pode ser, que esse é sportinguista.
VL - Ai é?
CM - Pois. Porque eles também não têm tempo, e tal. Simplesmente, eu vou tentar pôr outro... outro gajo, sem ser ele...
VL - Sim... sim...
JORGE MENDES
"O GAJO É LÁ DA POLÍCIA, EM GAIA, TEM ALGUM INTERESSE"
Pinto da Costa pediu ao empresário para ‘observar’ um guarda-redes, que um comissário da Polícia de Gaia lhe pediu para contratar. O empresário diz que o jogador não é para o Porto, mas o dirigente insiste, e aproveita também para tentar saber se o polícia tem algum interesse.
Pinto da Costa (PC) - Olhe uma coisa... você conhece? ... aquele jogador, um gajo chamado Colaço, que é guarda-redes do Fão...? Sabe quem é?
Jorge Mendes (JM) - Ó pá, aquilo é da zona lá do Carlos... é da zona dele... é capaz... ele mora ali ao pé, como ele vê muito essa equipa... mas eu posso perguntar!
PC - Pergunte só...
JM- ... Não lhe vou dizer já!
PC-- É que veio aqui um... gajo, que é irmão dele...
JM- Ahhhhhh! Espere aí! Espere aí!
PC- Um gajo que é...
JM- Não é nada disso! Já sei o que é que você está a falar! Está a falar do comissário da Polícia!
PC-- Exacto!
JM- É pá, mas ouça lá! – Isto aqui estamos a falar os dois! – esqueça lá o guarda-redes, *******(carvalho)!
PC-- Não vale nada?
JM- Ó pá, é normal... é normal... - a indicação que eu tenho, que nunca o vi, mas não é para o Porto nem pensar nisso! Nem coisa que se pareça!
PC-- Não, não!... mas ele também não era para o Porto! Ele, era “para ver se o puxava... se ajudava o rapaz, que ele era seu jogador, estava a jogar”...
JM- Ele disse-me, ontem... ele foi, ontem, lá ao meu escritório! Não me lar... está sempre... anda sempre atrás de mim, foi lá ontem, ao escritório o gajo!
PC - Um gajo magrinho, não é?
JM- Sim, magrinho... é comissário da Polícia!
PC - Exacto!
JM- Que é... que é... pronto! que está a jogar muito bem, não sei quê! Mas eu não sei o nível dele! Mas eu posso perguntar, depois digo-lhe!
PC-- Pergunte e ... e, depois, diga-me! É que o gajo é comissário lá da Polícia, em Gaia, tem sempre interesse!
JM- Está bem! Olhe uma coisa...
PC-- E veja lá se sabe como... se o polícia vale alguma coisa!
JM- Está! Eu digo-lhe alguma coisa!
PC-- OK! Está!
JM- Até já, até já!
LOURENÇO PINTO
" O LELLO DISSE-ME QUE ATÉ ME AGRADECIA MUITO"
Pinto da Costa e Lourenço Pinto decidem não apresentar queixa contra uma procuradora, que “tem muito peso”, mas avançam com uma contra a socialista Ana Gomes porque José Lello até agradecia.
LP — Agora, a ... a Liga... o Major f*deu-me para aqui a cabeça... já tenho procuração da..da..da Federação e da Liga, para fazer o processo contra a Ana Gomes, não é?
PC— Sim
LP — Isso vou fazer! Agora contra a procuradora... eu estou a ver se arranjo matéria, não é? Mas não sei se tenho matéria para... para...
PC— Não, e o Major disse-me que as declarações dela que não têm nada... o próprio Major me disse que até... Não, nem acho que se deva, agora, estar a... meter com a procuradora...
LP — Nada, nada! Nem de perto nem de longe!
PC— Não porque aquilo também representa um grupo que tem... ela não é sozinha...
LP— É e tem peso, a gaja tem peso!
PC— Acho que nem o Major - e o meu amigo muito menos - está para meter-se nisso!
LP — Não, não eu não me meto nada nisso! Agora, contra a Ana Gomes... contra a Ana Gomes... vou-lhe chegar!
PC— Ah, isso é diferente! Claro!
LP — Ela chamou-nos ‘gabirus’, não é?
PC— ‘Gabirus’ que não pagam impostos!
LP — É! Essa vai comer, não é? Vai comer!
PC— É... ela vai para o Parlamento Europeu, que eles querem-se ver livres dela!
LP — Pois mas... mas vêem-se livres dela mas mandam-na para um tacho bestial, não é?
PC— Pois é!
LP — Mandam-na para um tacho bestial!! O Lello disse--me que... que... até me agradecia muito que fizéssemos a queixa porque queriam ver--se livres dela...
PC— Pois!
LP— ... e, portanto, a queixa dá mais... mais força para... para a gaja desandar, não é?
CAROLINA REITERA ACUSAÇÕES CONTRA PINTO DA COSTA
Carolina Salgado reiterou ontem, no Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto (DIAP), que Pinto da Costa e Reinaldo Teles foram avisados de que, no âmbito do processo ‘Apito Dourado’, iam ser detidos pela Polícia Judiciária, o que permitiu aos dois dirigentes do FC Porto não estarem em casa no dia 2 de Dezembro de 2004.
Segundo soube o CM, Carolina Salgado foi ontem ouvida no DIAP do Porto, no decurso do inquérito sobre as queixas, por difamação, que lhe foram movidas por causa do livro ‘Eu, Carolina’, no qual escreveu que Pinto da Costa, Reinaldo Teles e o irmão deste último, Joaquim Pinheiro, souberam antecipadamente que iam ser detidos pela PJ. Perante o representante do Ministério Público que a inquiriu, Carolina confirmou tudo o que consta no livro. Sobre Pinto da Costa, Carolina Salgado repetiu ainda que foi ele quem pagou 10 mil euros aos agressores do ex-vereador do PS de Gondomar, Ricardo Bexiga. Confirmou ainda que o médico Fernando Póvoas lhe receitou medicamentos que lhe fizeram mal e que os motoristas de Pinto da Costa, Afonso e Nuno Santos, a agrediram, situações que também descreveu no livro ‘Eu, Carolina’.
CASA NO BRASIL
O CM soube, ainda, que Pinto da Costa terá adquirido uma casa em Fortaleza, no Brasil, e que estará a preparar o casamento com a sua actual companheira, a brasileira Lisa.
"ESCUTAS ILEGAIS"
O major Valentim Loureiro considera ilegal a transcrição de escutas que não deram origem a processo-crime. por isso não comenta o que o Correio da Manhã tem vindo a publicar.
CAROLINA
Carolina diz no livro que Pinto da Costa pediu ao juiz Mortágua para o albergar em casa quando ‘fugiu’.
"NÃO TENHO IDEIA"
Contactado pelo CM, o juiz Costa Mortágua afirmou não ter nada a “comunicar” sobre as escutas, limitando-se a dizer: “Não tenho ideia. Podem publicar à vontade”.
JUIZ DO PORTO
O conselheiro Costa Mortágua, que chegou a ser desembargador na Relação do Porto, é apanhado em várias escutas, onde manifesta ser um portista ferrenho.
JORGE MENDES
O empresário Jorge Mendes, também visado nas escutas, esteve incontactável durante o dia de ontem não sendo, por isso, possível ao CM obter uma reacção.
Tânia Laranjo/Octávio Lopes
Diário de referência
Se tiverem de apanhar o Pinto da Costa é bom que seja quanto antes...
Daqui a uns tempos está casado com uma brasileira, a morar no Brasil e sem possibilidades de ser extraditado...
Vão vêr se não é isso que vai acontecer....