Portugueses vs o uso da Energia Nuclear

Liberal, o risco de morreres devido a um acidente numa central nuclear é radicalmente inferior ao de morreres num acidente de automóvel.

Todos os anos morrem na europa cerca de 35,000 pessoas em acidentes de viação. Para seres coerente devias igualmente defender a proibição do trânsito automóvel.

Basta dizer que só em Portugal morrem anualmente mais pessoas que a soma de todas de vítimas de acidentes nucleares em todo o mundo, em toda a história da energia nuclear.

Este facto deveria bastar...

PS: eu continuo a defender a energia nuclear, mas estou convencido que é impossível construir uma CN em Portugal, pois nenhum gpverno teria coragem para definir a sua localização...

Um acidente de viação tem os "custos" bem confinados.

Um acidente nuclear não, para além de se prolongar por anos e anos.

São riscos incomparáveis.
 
Um acidente de viação tem os "custos" bem confinados.
Tem? Imaginas qual será o custo (humano e material) dos acidentes de viação em toda a Europa?

Sabias que morrem mais pessoas em Portugal em acidentes de viação que soldados Americanos no Iraque?

Os factos por vezes mostram-nos uma realidade... inconveniente, como diz o ex próximo presidente dos EUA.
 
Todos os anos morrem na europa cerca de 35,000 pessoas em acidentes de viação. Para seres coerente devias igualmente defender a proibição do trânsito automóvel.

Mas estamos a falar de alhos ou de bugalhos ? O que é que o transporte automóvel tem a ver com a produção de energia ?

Basta dizer que só em Portugal morrem anualmente mais pessoas que a soma de todas de vítimas de acidentes nucleares em todo o mundo, em toda a história da energia nuclear.
Este facto deveria bastar...

Mas devia bastar porquê ? Porque é mais barata ? Não é mais barata, pelas razões que já apontei e muitas mais. Em 2004/2005 foi constituido na Reino Unido a Nuclear Decommissioning Authority, entidade que terá a seu cargo a monitorização e gestão do desmantelamento das centrais nucleares britânicas à medida que estas forem sendo desactivadas. Os estudos iniciais apontaram para um custo de 56 billiões de £, mas em 2006 os custos previstos ascenderam aos 72 billiões de £, cerca de 105 mil milhões de € a suportar pelo Estado ao longo das próximas décadas, só para desmantelar centrais e alojar os residuos.

A Finlandia está a construir a primeira central na Europa (Olkiluoto 3) desde o acidente de Chernobyl. É uma central com a nova tecnologia de 3ª geração (EPR European Pressurized Reactor) de origem francesa e alemã.

Era também este reactor que o Patrick Monteiro de Barros queria vender em Portugal. Há uma série de países a observar atentamente os progressos da construção desta central para também eles tomarem decisões, pois além da nova tecnologia está a avaliar-se o conceito quase "chave-na-mão" da construção, que tornava o seu preço bastante atractivo, na ordem dos 5 mil milhões para uma potência de 1600GW)

Acontece que as coisas não estão a correr bem. Estava prevista a sua entrada em funcionamento em 2009 e já foi adiada para 2011 devido a problemas na construção que podiam pôr em risco a segurança, com os franceses e os finlandeses neste momento à batatada a atirarem as culpas de uns para os outros. Os custos até ao momento já derraparam em 500 milhões de €.
 
"Nuclear, em Portugal não, diz José Sócrates

“Os países que quiserem tomar a opção pelo nuclear, façam o favor. Em Portugal, não. O nosso caminho está definido” e passa pelas “energias renováveis”, garante José Sócrates.

Estas declarações foram feitas antes do início da Cimeira da Primavera, que reúne hoje e amanha, em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia. Durante a mesma irá ser discutido o papel da Europa no combate às alterações climáticas e ao aquecimento global do planeta.

Apesar de as metas globais a atingir para a redução das emissões de gases com efeito de estufa estarem já estabelecidas, os Estados-membros estão divididos quanto ao papel das energias renováveis e nuclear para alcançar estes objectivos.

Alguns Estados, liderados pela França, defendem que as energias renováveis são insuficientes para contrariar a emissão de gases nocivos e pretendem introduzir soluções que incluam a energia nuclear, com baixo teor de carbono.

O chefe do Governo português, no entanto, é peremptório ao afirmar que em Portugal a energia nuclear não será utilizada, acrescentando que a aposta do país “é nas energias renováveis”, designadamente através da aposta na energia eólica e a hidráulica.

Até 2020, reduzir 20% das emissões com efeito de estufa

Os líderes europeus são chamados a assumir o “compromisso firme e independente” de alcançar, até 2020, pelo menos uma redução de 20% das emissões de gases com efeito de estufa em relação aos níveis de 1990. Estes gases são os principais responsáveis pelo aquecimento global do planeta.

A Chanceler alemã, Angela Merkel, que preside actualmente à União Europeia, pretende, juntamente com Durão Barroso, presidente da União Europeia, convencer os países da EU a estabelecerem uma “meta vinculativa”. Bruxelas quer que, até 2020, 20% da energia consumida na União seja proveniente de “fontes renováveis” – solar, éolica, hidráulica e bio massa."

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=55&ContentId=199673
 
Claro que o nosso Primeiro é todo pelas renováveis.

O que demonstra que os critérios de subsidiodependência falam mais alto que todos os outros.

Pode ser que ele não possa fazer este tipo de afirmações na próxima legislatura. [:cool:]
 
Mas estamos a falar de alhos ou de bugalhos ? O que é que o transporte automóvel tem a ver com a produção de energia ?
O risco de acidente!

Usei este exemplo para mostrar que o argumento do risco é falacioso, pois todas as actividades humanos comportam riscos, e existem muitas actividades bem mais perigosas que a energia nuclear... uma delas é andar de carro.

Mas devia bastar porquê ? Porque é mais barata ? Não é mais barata, pelas razões que já apontei e muitas mais.
Então alguém tem que dizer aos Finlandeses e Suecos que... eles não sabem fazer contas.
 
(...) Até 2020, reduzir 20% das emissões com efeito de estufa (...)

(...) até 2020, 20% da energia consumida na União seja proveniente de “fontes renováveis” – solar, éolica, hidráulica e bio massa."(...)
Depois dos alemães com os seus "-80% de C02" e "210.000MW em 2014 só em eólicas" aparecem agora estes 2 [:cool:]

Pergunto-me se isto faz parte de algum concurso para a maior parvoíce do ano?
 
O risco de acidente!
Usei este exemplo para mostrar que o argumento do risco é falacioso, pois todas as actividades humanos comportam riscos, e existem muitas actividades bem mais perigosas que a energia nuclear... uma delas é andar de carro.

Eu sei que foi por causa disso, mas vê lá melhor e percebes que a falácia foi tua. E pegando na tua falácia, o que estamos na verdade a discutir é se optamos pelos automóveis ou optamos (se existisse) por uma alternativa equivalente que evitasse a morte a tantas pessoas.

Então alguém tem que dizer aos Finlandeses e Suecos que... eles não sabem fazer contas.

Eles sabem fazer muito bem as contas. Resta saber se tem alternativa. O clima lá não é o de cá. A Finlandia tem um dos maiores consumos de electricidade per capita do mundo, se não me engano, o 2º maior a seguir aos EUA.

Total energy consumption per capita 2003
Units: Kilograms of oil equivalent (kgoe) per person

Código:
Finland      7,218.1
Norway      5,933.6
Sweden      5,764.8
Spain         3,228.4
Portugal     2,482.0


"You are lucky enough to be able to choose between various types of energy but we have to get it where we can," he says. "Right now our energy mix is very good as we have a variety of sources, but each source has its own problems."
Wind power, for instance, provided just 0.1 per cent of electricity generation in 2004 and offers little hope of growth as Finland has weak winds, especially in winter. Hydro provided 17 per cent of the country's electricity but it, too, has little potential for growth. Timber made up 12 per cent and peat another 7 per cent. Imported coal provided another 18 per cent, gas 12 per cent and oil 2 per cent.
 
Eu sei que foi por causa disso, mas vê lá melhor e percebes que a falácia foi tua. E pegando na tua falácia, o que estamos na verdade a discutir é se optamos pelos automóveis ou optamos (se existisse) por uma alternativa equivalente que evitasse a morte a tantas pessoas.



Eles sabem fazer muito bem as contas. Resta saber se tem alternativa. O clima lá não é o de cá. A Finlandia tem um dos maiores consumos de electricidade per capita do mundo, se não me engano, o 2º maior a seguir aos EUA.

Total energy consumption per capita 2003
Units: Kilograms of oil equivalent (kgoe) per person

Código:
Finland      7,218.1
Norway      5,933.6
Sweden      5,764.8
Spain         3,228.4
Portugal     2,482.0


"You are lucky enough to be able to choose between various types of energy but we have to get it where we can," he says. "Right now our energy mix is very good as we have a variety of sources, but each source has its own problems."
Wind power, for instance, provided just 0.1 per cent of electricity generation in 2004 and offers little hope of growth as Finland has weak winds, especially in winter. Hydro provided 17 per cent of the country's electricity but it, too, has little potential for growth. Timber made up 12 per cent and peat another 7 per cent. Imported coal provided another 18 per cent, gas 12 per cent and oil 2 per cent.

É isso.apr:)
 
(...)

Eles sabem fazer muito bem as contas. Resta saber se tem alternativa. O clima lá não é o de cá. A Finlandia tem um dos maiores consumos de electricidade per capita do mundo, se não me engano, o 2º maior a seguir aos EUA.
(...)

"You are lucky enough to be able to choose between various types of energy but we have to get it where we can," he says.
não sei quem é o "he", mas talvez agora se percebam melhor as contas dos Suecos e do Finlandeses :)

"Right now our energy mix is very good as we have a variety of sources, but each source has its own problems."
Wind power, for instance, provided just 0.1 per cent of electricity generation in 2004 and offers little hope of growth as Finland has weak winds, especially in winter.
Não tenho os dados concretos mas, acho que ninguem contesta que o nosso litoral Oeste é varrido por ventos praticamente uniformes durante todo o ano... querem melhor local para implementar eolicas e hidraulicas ?

não está em questão ter moinhos a produzir milhares de gigawats, mas
volto a frisar que a solução não passa só por produzir mais energia, mas tambem pela racionalização do consumo e diminuição.

Já se falou aqui da incapacidade das renováveis de suportar os picos de consumo, com a adopção de horarios desfasados para inicio/fim das atividades empresariais, agora muito mais viavel (como é prova este proprio forum, onde tirando a barreira da lingua poderiamos estar a discutir este tema globalmente ...) com advento das TI's.

cpts
 
não sei quem é o "he", mas talvez agora se percebam melhor as contas dos Suecos e do Finlandeses :)

Tens razão, esqueci-me dos links. Quem disse isso foi Jorma Aurela, senior engineer in the Ministry of Trade and Industry's nuclear energy division, neste artigo sobre a Australia estar a acompanhar a opção nuclear finlandesa e os problemas que tem enfrentado:

Finns radiating confidence
European correspondent Peter Wilson reports on Finland's prototype experience for Australian nuclear power generatio

http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,20867,21238228-2703,00.html

Já agora outras fontes que me esqueci de colocar:

Sobre os problemas recentemente detectados na Suécia:
Safety problems throw Sweden's nuclear energy program into question
http://www.iht.com/articles/2007/02/14/business/sweden.php

Sobre os custos de desmantelamento das centrais inglesas:
Nuclear clean-up 'to cost £70bn'
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/4859980.stm


não está em questão ter moinhos a produzir milhares de gigawats, mas
volto a frisar que a solução não passa só por produzir mais energia, mas tambem pela racionalização do consumo e diminuição.

Mas alguns de vocês tem falado do potencial eólico, mas ele hoje já é uma realidade, somos o 8 ou 9º país com a maior potência instalada do mundo, e com o recente concurso de 1GW ganho pela EDP já decidido, e outro de 700Mw para decidir em breve, Portugal se não me engano terá uma potência de 4500Mw até ao final da década, colocando o país nessa altura entre os 5 ou 6 maiores produtores de energia eólica.

Já se falou aqui da incapacidade das renováveis de suportar os picos de consumo, com a adopção de horarios desfasados para inicio/fim das atividades empresariais

É verdade, a energia eolica tem muitos problemas, o vento é inconstante. Mas esses problemas podem ultrapassar-se com uma gestão cuidadosa. Daí todos os decisores falarem da necessidade de construir mais barragens por exemplo. As barragens servem como acumulador/bateria da energia éolica. Durante os periodos mortos as barragens podem bombear água de volta para a albufeira recorrendo à energia das éolicas (nocturna por exemplo) que de outra forma não seria consumida.

Outro sector é o da energia das ondas. Actualmente o sistema mais promissor a nível mundial é o Pelamis, de origem escocesa, onde Portugal está a implantar o primeiro protótipo comercial do mundo na Póvoa de Varzim.
pelamis1_crop.jpg


_41439944_wave_power_pelamis_inf416.gif

http://en.wikipedia.org/wiki/Pelamis_wave_energy_converter

A esperança aqui é conseguir replicar o modelo eólico, ou seja, se tudo correr bem e a tecnologia provar as suas capacidades, sermos nós os early-adopters e construir fábricas e criar um novo cluster industrial, imitando o que os espanhois fizeram em 10 anos com as eolicas, pois estes tornaram-se num país com largo know-how na área e gerando um sector com mais de 30 mil empregos.

Ora no cuclear, nada disso é possível. É tudo tecnologia e recursos importados, e com custos reais quanto a mim muito maquilhados.
 
Esqueçam os ventos do Litoral. Estão sempre a falar nisso, mas o que vocês
sentem é diferente do que é necessário.
Porque é que acham ques as torres eólicas são colocadas no cimo
das montanhas? Porque é lá aonde há vento mais forte.
A força produzida pelo vento aumenta com a velocidade do vento ao cubo,
portanto não é linear. E o vento que existe na nossa costa
não tem uma velocidade suficiente para ser rentável.
 
Esqueçam os ventos do Litoral. Estão sempre a falar nisso, mas o que vocês
sentem é diferente do que é necessário.
Porque é que acham ques as torres eólicas são colocadas no cimo
das montanhas? Porque é lá aonde há vento mais forte.
A força produzida pelo vento aumenta com a velocidade do vento ao cubo,
portanto não é linear. E o vento que existe na nossa costa
não tem uma velocidade suficiente para ser rentável.

Ninguem disse que era para por os moinhos na praia :) não viajas muito pela A8 pois não ? toda esta faixa entre Sintra e a Figueira da Foz é suficientemente montanhosa para ser explorada, alias basta ver a quantidade de moinhos antigos que ainda perduram por estas bandas...

cpts
 
(...)
A esperança aqui é conseguir replicar o modelo eólico, ou seja, se tudo correr bem e a tecnologia provar as suas capacidades, sermos nós os early-adopters e construir fábricas e criar um novo cluster industrial, imitando o que os espanhois fizeram em 10 anos com as eolicas, pois estes tornaram-se num país com largo know-how na área e gerando um sector com mais de 30 mil empregos.
(...)

Exemplo prático:
á 2 anos fui de férias a Lanzarote nas Canárias, ilha de origem vulcanica onde a falta de água era crónica (ainda se vêem as levadas enormes caiadas nas encostas dos vulcões, unica maneira de reter a agua da chuva), pois os burros dos espanhois montaram um central de dessalinização, alimentada por enegia eolica, e quando eu lá cheguei tinham passado de um bocado de torrão arido e seco, para a região com uma das maiores produções de produtos horticulas de espanha, bem como deixou de haver uma estrada que não seja toda ajardinada nas bermas e tudo, repito, tudo á base de rega...

cpts
 
Liberal

Liberal

Podias dedicar-te agora a estudar o acidente de Chernobyl e o do Concorde.

Assim acabavas como os mitos que tens.

Tanto um como outro não foram por uma sucessão de azares e de experiências. Procura que encontrarás. Encontrarás os disparates que se fizeram na experiência e o tipo de reactor que era.
E encontrarás a péssima manutenção da aeronave Francesa ao trem de aterragem. Não foi o metal do DC-10 que fez o concorde cair.
Se fosse um Concorde da British Airways até um carril de TGV (passe o exagero) ele atropelaria e lavantava voo.


O problema é sempre o mesmo.
Cá, devido ao calor tb vais usar e não é pouco electricidade.
Para no futuro abandonar os combustíveis fósseis vais ter que produzir electricidade a sério.

Para teres um sistema distribuição energética precisas de estabilidade na rede que a eólica ou outra alternativa não te dá.
Pq uma coisa é a potência instalada e outra é a efectivamente produzida e qd.


Mas vi que ignorasta a "curiosidade mórbida".
 
Última edição:
Esqueçam os ventos do Litoral. Estão sempre a falar nisso, mas o que vocês
sentem é diferente do que é necessário.
Porque é que acham ques as torres eólicas são colocadas no cimo
das montanhas? Porque é lá aonde há vento mais forte.
A força produzida pelo vento aumenta com a velocidade do vento ao cubo,
portanto não é linear. E o vento que existe na nossa costa
não tem uma velocidade suficiente para ser rentável.

Nem mais.
As torres funcionam com intervalos muito pequenos de velocidades de vento.
Se houver vento a mais têm que colocar as pás em bandeira ou acionar um travão, depende do modelo.
Se houver vento a menos.... bom, esta é fácil.

Aqui há cerca de dois anos acompanhei uma equipa para escolher locais para instalação de aerogeradores...... e só quem não anda nisto é que pode pensar que aquilo é solução para alguma coisa..... que se veja.



Depois falam de sistema de aaproveitamento das ondas

Acho que está tudo grosso.
Vejam o caso da BÁSICA e simples Monoboia do Porto de Leixões para tentarem perceber o que é a força de um oceano para partir o que lá se coloca.


Mais uma vez: Acho optimo que se estude e desemvolva e etc...
Mas qd se fala de produzir electricidade que se VEJA com custos controlados e POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA ZERO........ só há uma solução nos dias de hoje.
 
Eu sei que foi por causa disso, mas vê lá melhor e percebes que a falácia foi tua. E pegando na tua falácia, o que estamos na verdade a discutir é se optamos pelos automóveis ou optamos (se existisse) por uma alternativa equivalente que evitasse a morte a tantas pessoas.
Falácia, falácia... é usar o argumento do risco, quando na realidade o risco é muito baixo quando comparado com outras actividades humanas.


Eles sabem fazer muito bem as contas. Resta saber se tem alternativa.
Claro que têm! Eles podiam muito bem ter centrais térmicas como nós. Então porque razão preferem o nuclear?
 
Liberal; Mas alguns de vocês tem falado do potencial eólico disse:
https://system.newzapp.co.uk/EditSite/Customers/553/images/pelamis1_crop.jpg[/IMG]

_41439944_wave_power_pelamis_inf416.gif

http://en.wikipedia.org/wiki/Pelamis_wave_energy_converter

A esperança aqui é conseguir replicar o modelo eólico, ou seja, se tudo correr bem e a tecnologia provar as suas capacidades, sermos nós os early-adopters e construir fábricas e criar um novo cluster industrial, imitando o que os espanhois fizeram em 10 anos com as eolicas, pois estes tornaram-se num país com largo know-how na área e gerando um sector com mais de 30 mil empregos.

Ora no cuclear, nada disso é possível. É tudo tecnologia e recursos importados, e com custos reais quanto a mim muito maquilhados.

Li a reportagem do expresso sobre esta nova tecnologia de facto fiquei com a sensação como já o tinha escrito atrás[;)] que pode ser um trunfo para Portugal.
 
Já agora, nas renováveis existe um potencial enorme de crescimento na energia solar.

A curto prazo, bastava que metade das habitações do País usassem paineis solares para aquecimento de água para reduzir de forma significativa o consumo de combustíveis fósseis (principalmente gás) usados para aquecer água.

A médio/longo prazo, a energia solar tem um potencial enorme de crescimento. Em média, a terra recebe do sol cerca de 1 KW de potência por m2.

Isto quer dizer que uma área do tamanho de um campo de futebol recebe cerca de 10 MW de potência !!!

O grande problema científico/tecnológico com que nos depararamos é :como transformar esta radiação em energia eléctrica, de forma eficiente e ... barata.

Tenho a certeza que isto vai ser conseguido em breve (uma ou duas décadas), e quando isso acontecer... vai resolver parte dos problemas da energia no mundo.
 
Voltar
Superior