Eu percebo o teu ponto de vista, mas repara que esses senhores não precisam de perceber nada de tecnologia automóvel, o que eles precisam é de olhar para o valor das emissões (CO2 e partículas) e cobrar segundo estes valores. O que a marca faz para atenuar as emissões não lhes diz respeito, até os podiam guardar num saco como acontecia num protótipo da saab que guardava as emissões iniciais, com o motor frio, num saco e depois voltava a readmitir estes gases quando os motores estavam mais quentes diminuindo assim a quantidade de gases emitidos. Eu acho que faz muito mais sentido este tipo de taxação do que apenas pela cilindrada do motor e acho que não faz sentido nenhum haver a distinção entre veículos a diesel e gasolina, e a haver seria sempre o contrário já que os veículos a diesel poluem muito mais.
Eu quando estava a falar em disponibilizar os filtros estava a falar em incluir esse equipamento de série, desculpa não me expressei claramente.
Não acho que os veículos sejam "sub-motorizados" e muito menos que estes sejam perigosos, com a tecnologia existente hoje tens veículos com cilindradas baixas e com uma potência muito boa. O exemplo que dás do 1.3CDTI tem 90cv. Repara que ainda há poucos anos atrás 90cv eram considerados muito bons e mais do que suficientes para todas as deslocações e para todas as ultrapassagens. Eu ando com um de 65cv e consigo planear perfeitamente todas as minhas ultrapassagens de forma segura e olha que faço estradas muito perigosas e não tenho nem de perto nem de longe o "pé leve", tenho é cuidado para antes de pisar no pedal saber se o posso fazer em segurança.
Dou-te outro exemplo, tenho na família um 520d e já fiz 2 a 3 Mkm com ele. Toda a gente me dizia que aquilo não era motor para aquele carro pois bem, depois de todos estes km eu acho que aquele motor com aquela potência tem tudo que se pode querer, acima daquilo é um exagero. Aquele motor chega sem qualquer dificuldade a 230km/h e atinge 100km/h em 8 segundos o que para as estradas portuguesas é bem mais do que suficiente. No entanto tens montes de pessoas a pagaram mais 10.000€ por um motor com mais 500cc num carro exactamente igual(em termos de equipamento) já para não falar nas cilindradas superiores.
Acho que hoje em dia há uma febre por ter o carro mais potente quando na realidade a maioria das pessoas nunca utiliza nem metade dessa potência. É um bocado como a internet e o ADSL para a maioria das pessoas uma ligação de 512Kbs é mais do que suficiente mas toda a gente quer ter 24Mbs, depois vai-se a ver e apenas usam a net para ver o mail.
Não é minha intenção transformar isto numa quezila mas tenho de dizer que continuo a discordar de alguns pontos que falaste embora isto seja um pouco offtopic mas de certa forma está relacionado no geral.
Eu concordo que não tem de existir distinção entre diesel e gasolina mas continuo a discordar quando dizes que os diesel poluem muito mais. Não poluem muito mais. Emitem menos C02 que os a gasolina mas por seu turno emitem partículas o que vai acabando a curto prazo com a generalização dos filtros. Portanto daqui por uns tempos serão os menos poluentes.
Os veículos actuais (por exemplo segmento C, Peugeot 307, Opel Astra, etc) com os motores de acesso à gama a gasolina e diesel estão submotorizados. A desenvoltura de um carro, a sua potência está sempre associada a uma coisa: peso. Falas dos 90cv em veículos de há uns anos, eu concordo mas lembra-te que os equivalentes agora pesam mais 200, 300Kg...isso é o suficiente para matar o andamento de um carro.
Dou-te o exemplo por exemplo de um Skoda Fabia 1.4 100cv. Pesa quase 1400Kg e faz quase 12 sec dos 0-100. Este motor no polo de 2000 fazia 10 sec dos 0-100.
Andei num 307 com o motor 1.4hdi daqueles que se vem a andar muito pelas nossas cidades. Andei sozinho, só uma pessoa. Cada ultrapassagem tinha de pensar bem se podia ou não e tal ficar ali...porque sabia que ele dos 60 aos 100 demorava uns 16 segundos...agora se fosse no meu (ibiza tdi 130cv) não me preocupava tanto porque sabia que tinha a potência debaixo do pé e assim estava mais seguro. A velocidade com que se faz uma ultrapassagem também significa segurança, tanto que o código diz para a efectuarmos o mais rapidamente possível.
È uma questão de gostos ao fim e ao cabo isso da potência. Eu ando com o meu carro até muito devagar para a potência que ele tem e amigos meus me dizem sempre que se era para andar assim, tinha comprada o de 80cv que chegava bem. Não chegava, porque eu sei se um dia estou numa situação complicada em que preciso de potência, sei que a tenho lá, isso dá-me confiança e segurança e poucas coisas podem pagar essa sensação.
Ter mais potência também significa que para uma mesma situação, precisas de carregar menos no pedal e isso significa menos consumo, menos poluição.