Função Pública... Funcionários públicos com privacidade ameaçada...

Pega no quadro que anexei...

E se esses números correspondessem ao número de decisões favoráveis obtidas em tribunal?[;)]

Isto também é para o OMEGA.

Ai sim ?!?!?

Então explica lá isso melhor que eu sou um bocado básico e não percebo certas coisas assim, às primeiras ......:(
 
Última edição:
O pior da avaliação da FP é que as notas são secretas...

Dois colegas da mesma sala não sabem a avaliação do colega respectivo, a não ser que a divulguem.

E isso é um problema grave ?....

Se te derem 12 sabes que és suficiente...
Se te derem 15 sabes que és bom .....
 
E isso é um problema grave ?....

Se te derem 12 sabes que és suficiente...
Se te derem 15 sabes que és bom .....

Mais uma vez não vejo diferenças...
Como funcionário publico faço o meu relatório critico de três em três anos e sou avaliado pelo meu chefe, (que é da minha area de actividade e com um grau de conhecimentos cientificos e tecnicos superiores aos meus, o que lhe dá legitimidade para tal)em SATISFAZ ou NÃO SATISFAZ. Somos todos alinhados pelo mesmo (SATISFAZ), tanto o que merecia mais que um satisfaz como o que merecia mto menos.
Os colegas da privada são avaliados mensalmente (para saberem se no mês seguinte continuam a receber o "premio produtividade" de 20% sobre o salário (porque coitaditos não teem as benesses todas dos funcionarios da função publica????), por um elemento do conselho de administração, que não tem nada haver com a area de trabalho de quem é avaliado e que lhes dá sempre uma avaliação superior a 75%, que é o necessario para não perderem o incentivo do proximo mês... Quando saiem são os primeiros a trocar impressões com todos os outros "ai eu tive 79%...eu tive 85%"
Não teem qualquer problema em falarem nas avaliações porque é um dado adquirido para eles, como é para voces as grandes regalias dos funcionarios publicos, que nunca irão perder o incentivo. E é um dos "hospitais modelo" de gestão... DESCUBRAM AS DIFERENÇAS, SE CONSEGUIREM.
 
Existe uma muito maior estabilidade e respeito pelas pessoas no sector público e sim, existem muitos benefícios.
No meu entender não se trata de reduzir esses benefícios por dá cá aquela palha mas sim modificar as coisas para padrões diferentes, porque quer queiram, quer não, existem coisas que não estão bem e em certa parte concordo que a máquina estatal deva ser governada como uma (BOA) empresa - fim ao desperdício e à corrupção!
Mais, gostava de saber que experiência têm as pessoas que dizem que as diferenças entre privado e público não são grandes, pq por exemplo eu trabalhava até há bem pouco tempo no privado e fui despedido sem razões plausíveis! E não oulo falar de despedimentos na FP há anos!

Quanto às "invejas", quer queiram quer não, apesar de achar que há certas coisas que este governo não deveria ter feito, outras sim são necessárias, este país tem de levar um grande abanão, é o momento certo! Eu não me contento com os FP's verem díminuidos os seus benefícios (até pq ando a ver se me enrolo com uma [:D] ), mas tem de haver cedências (de todas as partes) para todos nós ficarmos a ganhar no futuro!

Só mais uma, pra acabar...só em Portugal é que o Estado está lá em cima com a Nossa Senhora, porque acontece qq coisa e o Estado tem de se responsabilizar e nunca ninguém tem de se mexer!
 
Se as empresas privadas cumprissem o código de trabalho, não estaríamos a ter este problema de invejas.

Porque em boa verdade, e comparando os dois sistemas, o código de trabalho é muito mais benéfico. O problema só está no ascendente que o patrão tem e das mil e umas maneiras que ele tem para fugir ao cumprimento da lei.

Eu não me oponho ao aumento do n.º de horas de trabalho. Mas também posso sugerir que desse alargamento possa advir também um aumento salarial proporcional...

Omega quando falo em secretismo no SIADAP, tu podes não saber que o teu colega ao lado tem excelente...
 
Se as empresas privadas cumprissem o código de trabalho, não estaríamos a ter este problema de invejas.

Porque em boa verdade, e comparando os dois sistemas, o código de trabalho é muito mais benéfico. O problema só está no ascendente que o patrão tem e das mil e umas maneiras que ele tem para fugir ao cumprimento da lei.

Eu não me oponho ao aumento do n.º de horas de trabalho. Mas também posso sugerir que desse alargamento possa advir também um aumento salarial proporcional...

Omega quando falo em secretismo no SIADAP, tu podes não saber que o teu colega ao lado tem excelente...


Claro que para mais horas terá que haver um aumento, pelo menos, proporcional, senão é o caos! Não podemos esquecer que neste momento muita gente na FP (e no privado também, claro) trabalha em part-time depois do trabalho!! [;)]
 
Claro que para mais horas terá que haver um aumento, pelo menos, proporcional, senão é o caos! Não podemos esquecer que neste momento muita gente na FP (e no privado também, claro) trabalha em part-time depois do trabalho!! [;)]

O meu part-time é ser "doméstico" e tomar conta de uma filha de 15 meses...
 
Mas digam-me lá...

Qual é o medo de serem avaliados a sério?

E é justo todos progredirem de igual forma? Toda a gente é igual a trabalhar??

Então vocês defendem que as chefias devam ter qualidade, que só as melhores continuem a chefiar mas para vocês não defendem o mesmo?

Isto não é mais que contraditório????

Sinceramente isto sempre me fez confusão, porque tomo por verdade que todos fazem e trabalham como dizem trabalhar. Talvez não devesse...
 
Mas digam-me lá...

Qual é o medo de serem avaliados a sério?

E é justo todos progredirem de igual forma? Toda a gente é igual a trabalhar??

Então vocês defendem que as chefias devam ter qualidade, que só as melhores continuem a chefiar mas para vocês não defendem o mesmo?

Isto não é mais que contraditório????

Sinceramente isto sempre me fez confusão, porque tomo por verdade que todos fazem e trabalham como dizem trabalhar. Talvez não devesse...

O que é ser avaliado a sério?
 
Ser avaliado a sério implica, necessariamente, que uns sofram uma discriminação positiva e outros negativa.

Quando vocês falam que é uma estupidez haver limite para "excelente" é no mínimo cómico. É estúpido é que todos sejam avaliados com "excelente" isso sim. Indignam-se com a primeira mas não se indignam com a segunda.

Por muito que vocês não queiram saber, a excelência é rara. Até um nível "bom" o é, quanto mais.

Mas não respondeste à minha questão e sinceramente gostava que o fizesses(em).

Nota: E já nem falo nessas ideias que é impossível avaliar o desempenho. Que seria dos anglo-saxónicos que o fazem há séculos :D
 
No departamento da empresa A o objectivo é vender telemóveis. O objectivo dos vendedores é vender telemóveis.

No direcção de serviços B o objectivo é tratar assuntos da competência do Ministério. Os funcionários têm objectivos diferentes, apesar de pertencerem à mesma categoria.

O funcionário A tem o objectivo de notificar mais de 100 interessados. Notifica até 110, ou seja ultrapassou o objectivo.

O funcionário B tem o objectivo de analisar as propostas válidas
(20). Analisou as 20, cumpriu o objectivo.

De acordo com o SIADAP e a Chefia, o Funcionário A ultrapassou os objectivos e por isso tem Excelente. O funcionário B, como apenas cumpriu, tem Bom.

O que quero dizer é que como as carreiras são únicas, mas as funções e licenciaturas são diferentes, a semente está toldada à partida.

Como compensação o funcionário A é promovido, recebe o aumento salarial e recebe o prémio de excelência.

O funcionário A é excelente a fazer ofícios e tirar fotocópias.
 
Última edição:
No departamento da empresa A o objectivo é vender telemóveis. O objectivo dos vendedores é vender telemóveis.

No direcção de serviços B o objectivo é tratar assuntos da competência do Ministério. Os funcionários têm objectivos diferentes, apesar de pertencerem à mesma categoria.

O funcionário A tem o objectivo de notificar mais de 100 interessados. Notifica até 110, ou seja ultrapassou o objectivo.

O funcionário B tem o objectivo de analisar as propostas válidas
(20). Analisou as 20, cumpriu o objectivo.

De acordo com o SIADAP e a Chefia, o Funcionário A ultrapassou os objectivos e por isso tem Excelente. O funcionário B, como apenas cumpriu, tem Bom.

O que quero dizer é que como as carreiras são únicas, mas as funções e licenciaturas são diferentes, a semente está toldada à partida.

Como compensação o funcionário A é promovido, recebe o aumento salarial e recebe o prémio de excelência.

O funcionário A é excelente a fazer ofícios e tirar fotocópias.
Não vejo qual é o problema.
Mas deixa que te diga que a avaliação de desempenho não tem nada a ver com promoções.
São coisas diferentes.
E nem deviam ter a ver com aumentos de salarios mas isso já é mais controverso.
E as avaliações é bem mais do que cumprir objectivos de "quantos parafusos".
É um factor essencial mas não é o único.

E finalmente se tu aprenderes a fazer relatórios de desempenho irás ter melhores notas.
Não duvides.
Mas não sabes e tens medo e preferes um sistema que corre tudo a Excelente o médio ou fraco. Quer vai dar exactamente ao mesmo.
 
Mas digam-me lá...

Qual é o medo de serem avaliados a sério?

E é justo todos progredirem de igual forma? Toda a gente é igual a trabalhar??

Então vocês defendem que as chefias devam ter qualidade, que só as melhores continuem a chefiar mas para vocês não defendem o mesmo?

Isto não é mais que contraditório????

Sinceramente isto sempre me fez confusão, porque tomo por verdade que todos fazem e trabalham como dizem trabalhar. Talvez não devesse...



Mas ninguém tem medo das avaliações, por mim falo!
Mas diz-me uma coisa. Quais são os objectivos de um administrativo? atender 500 pessoas? Se não atender 500 pessoas tem má nota? Terá ele culpa de não atender essas 500 pessoas?[;)]
 
Mas ninguém tem medo das avaliações, por mim falo!
Mas diz-me uma coisa. Quais são os objectivos de um administrativo? atender 500 pessoas? Se não atender 500 pessoas tem má nota? Terá ele culpa de não atender essas 500 pessoas?[;)]


Já não estamaos na era soviética onde o que interessava era só a quantidade.

Se querem implementar uma avaliação na parte dos objectivos assim... quantidade apenas... lutem contra ela e proponham as alterações.

Mas não querem....... o MEDO transborda deste tópico.
 
Não é a avaliação que deve amedrontar as pessoas.

A forma como será feita é que deixa uma enorme margem de desconfiança.

Que critérios?
Quem avalia?
Quantas vagas para os lugares superiores?

Esta e outras questões é que são relevantes.

No caso dos docentes as regras são injustas e apoiadas em critérios puramente economicistas.
1. Só os últimos sete anos é que são contabilizados para o acesso a prof titular.
Resultado: Deita-se fora uma carreira cheia de iniciativas, cargos de direcção e orientação pedagógica. E a forma como se acede ao luigar de coordenador de departamento e outros que tais é conhecida...

2. A actividade lectiva é relegada para segundo plano. Dá-se importância acrescida ( e pontos) a tarefas burocráticas e repetitivas a que se chama orientação e coordenação pedagógica.
Resultado: As pedagogias pós modernas decorrentes da ideia peregrina que o ensino deve estar centrado no aluno, que o acto deve envover necessariamente prazer, que o aluno aprende sozinho, que memorizar é péssimo, que rotinar procedimentos é criminoso mostram-se aqui em todo o seu esplendor! É a teoria do bom selvagem. Rousseau que tanta asneira nos deixaste em testamento...

Assim, para não me esticar, constata-se que docente experimentados , com provas dadas dentro das salas de aula serão simplesmente ultrapassados pelos colegas burocratas e alinhados com os pequenos poderes locais...

Raisparata tal reforma!
 
Há aqui algumas imprecisões que importa, no geral e sumariamente, corrigir:

Os objectivos são definidos, serviço a serviço, no início de cada ano e são, sempre, realistas até porque quem os define também é avaliado por isso.

As classificações são publicadas, sector a sector, qualitativamente.

Não há, nem deve haver, receios sobre as avaliações, pois se os objectivos estão à partida definidos e os interessados cientes deles desde o início do ano, não há como fazer senão por cumprí-los.

Fácil, simples, acessível!

O problema surgirá, então, com as cotas, com alguma arbitrariedade e com a ausência, na prática (embora esteja pensada...) de retribuição correcta ao consequente e maioritário ultrapassar dos objectivos que, tenho presente, será alcançado pela esmagadora maioria, embora só alguns possam ter "excelente"...

Qual é o problema? É que o excelente terá tendência a ser "escolhido" de forma problemática (porque não é simples) de entre todos os que superaram os objectivos! Os restantes logo se vê como será...

Mas, devo dizer, talvez sejam mais "as vozes do que as nozes" e só retiraremos estas dúvidas a limpo quando o sistema estiver a funcionar em pleno e a velocidade de cruzeiro! Até lá só podemos especular, sobretudo os que, de entre nós, nunca trabalharão com o SIADAP... embora me palpite que, mesmo sem conhecimento directo, de causa, haverá, como tem havido, muita gente a opinar!...
 
Já não estamaos na era soviética onde o que interessava era só a quantidade.

Se querem implementar uma avaliação na parte dos objectivos assim... quantidade apenas... lutem contra ela e proponham as alterações.

Mas não querem....... o MEDO transborda deste tópico.


Não tenho medo nem desconfiança, tenho consciência da importância e necessidade do trabalho que desempenho. Se calhar quando chegar a minha vez de ser avaliado já não trabalho na FP, mas no privado![;)]
 
Dar prémios aos bons e castigar os maus é uma estratégia elementar para melhorar a função pública.

Por isso, não percebo a reacção de medo de muitos FPs. Em vez de rejeitarem esta estratégia, deveriam sim participar na sua elaboração, principalmente na definição dos critérios de avaliação...
 
Dar prémios aos bons e castigar os maus é uma estratégia elementar para melhorar a função pública.

Por isso, não percebo a reacção de medo de muitos FPs. Em vez de rejeitarem esta estratégia, deveriam sim participar na sua elaboração, principalmente na definição dos critérios de avaliação...
Esta ideia importa corrigir porque, é assim, esta "estratágia" não é rejeitada, nem temida pelos funcionários públicos, que trabalham e honram as suas obrigações, sobretudo no sentido de que ela seja algum "papão", mas também não acomete aos funcionários públicos, no seu geral, na definição e estipulação dos critérios, pois que, como já referi acima, não é matéria da sua competência!...

Para além disso também urge melhorar a função privada, pois que se temos déficit no PIB a ela o devemos...
 
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