Projecto do Aborto, aprovado na Especialidade

TURBO

Suspenso
"O PS e a oposição de esquerda aprovam na especialidade o seu projecto de despenalização do aborto e chumbam todas as outras propostas, nomeadamente do PSD, com uma única excepção.


Os socialistas o PCP e o Bloco de Esquerda aceitaram, em parte, uma alteração em que se prevê o acompanhamento por assistente social da mulher que queira abortar, sobre as condições de apoio disponibilizadas pelo Estado à continuação da gravidez e à maternidade.

A direita pretendia um aconselhamento dissuasor, direccionado no sentido da protecção da vida e informações sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento.

No entanto, a maioria de esquerda não aceitou e o líder parlamentar do PSD, Marques Guedes, lembrou as promessas feitas durante a campanha.

Para a socialista Ana Catarina Mendes, o resultado do referendo foi claro e os deputados não o podem alterar na secretaria.

Pelo caminho ficaram as propostas de proibir a publicidade a clínicas de aborto e de impedimento de que os médicos que façam o acompanhamento sejam os mesmos que fazem a interrupção voluntária da gravidez.

A proposta de lei é votada amanhã no Parlamento, seguindo depois para a Presidência da República."

In http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&ContentId=199550

Completamente de acordoapr:) os resultados do refendo foram bastante elucidativos.
 
Última edição:
"Completamente de acordoapr:) os resultados do refendo foram bastante elucidativos.

Tem graça que eu NÃO estou de acordo.

Votei SIM à despenalização e acreditei na palavra do PM Sócrates.
Que se iam aplicar as melhores practicas Europeias, nomeadamente as alemãs.

Afinal.....
 
No referente ao aborto, as práticas alemãs estão longe de ser as melhores práticas europeias...
Não é isso que está em causa.

É a promessa feita pelo PM de qual seria o tipo de legislação e da própria Ana Catarina Mendes que salvo erro era a que estava na assist~encia do primeiro prós e contras sobre o assunto.

Alterar a posição em menos de nada por motivo nenhum é estranho demais se não viesse de quem vem.
 
Não é isso que está em causa.

É a promessa feita pelo PM de qual seria o tipo de legislação e da própria Ana Catarina Mendes que salvo erro era a que estava na assist~encia do primeiro prós e contras sobre o assunto.

Alterar a posição em menos de nada por motivo nenhum é estranho demais se não viesse de quem vem.

Já pareces um idealista da Política...

Manuel Alegre já tinha a idade que tinha e teve que aprender a política total de Sócrates...

Sócrates também pode ter percebido a tempo (por conselho de Lamego) que as práticas alemãs não são, afinal, as melhores...
 
Última edição:
Na pergunta colocada no referendo, no qual participei, não vi nada que impeça que se fale "sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento", por exemplo, sendo que a última decisão caberá sempre à mulher grávida.

Quais são as "alterações na secretaria" que colidem com a pergunta colocada?

Alguma delas retira a hipótese de opção da mulher grávida?

Um belo exemplo de uma opinião política (mal) disfarçada de notícia...
 
Quais são as "alterações na secretaria" que colidem com a pergunta colocada?

E que tal esta:

"A direita pretendia um aconselhamento dissuasor, direccionado no sentido da protecção da vida e informações sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento. "
 
E que tal esta:

"A direita pretendia um aconselhamento dissuasor, direccionado no sentido da protecção da vida e informações sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento. "

Onde é que diz que a mulher perde o poder de opção? Era ou não era essa a pergunta?

Nunca recebeste um conselho do tipo "Se eu fosse a ti não fazia isso, mas tu é que sabes...". Já, pois já? Impediu-te de optares?

Alhos & bugalhos...
 
Onde é que diz que a mulher perde o poder de opção? Era ou não era essa a pergunta?

Nunca recebeste um conselho do tipo "Se eu fosse a ti não fazia isso, mas tu é que sabes...". Já, pois já? Impediu-te de optares?

Alhos & bugalhos...

Pois, pois é a secretaria[;)]
 
E que tal esta:

"A direita pretendia um aconselhamento dissuasor, direccionado no sentido da protecção da vida e informações sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento. "
Lê aquilo que nos foi prometido pelo PM:

http://dn.sapo.pt/2007/02/25/opiniao/que_aconselhamento_para_a_ivg.html

Até voluntários da Igreja católica a Lei alemã prevê e possibilita.

O PSD só queria que fosse dado conhecimento às mulheres da possibilidade que existe sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento por forma a evitar o maior nº possível de abortos.

O PS podia ter honrado o compromisso.
O PCP e BE foram muito mais sérios.
 
E que tal esta:

"A direita pretendia um aconselhamento dissuasor, direccionado no sentido da protecção da vida e informações sobre possibilidades de adopção e instituições de acolhimento. "
Mas um aconselhamento dissuador é a mesma coisa que dizer não abortes e não explicar o porquê, nem ajudar a mulher grávida a decidir o que quer fazer. A mulher não é obrigada a dar a criança para adopção, nem a pô-la numa instituição de acolhimento. As instituições de acolhimento são todas temporárias, supostamente até 6 meses, até a família se restabelecer e a criança que esteja nessa condição só pode ser adoptada com autorização dos pais ou de quem exerce o poder paternal sobre a criança, além disso Casas/Centros de Acolhimento são instituições que retiram a criança do seio familiar temporáriamente, através de ordens judiciais (Tribunal de Menores). Os lares de adopção são constituídos pelos técnicos que deverão dar o tal aconselhamento psiquico e social à mulher grávida, assim como as instituições de acolhimento, mas se a mulher grávida não quizer nem uma coisa nem outra, quem a pode obrigar a ter essa criança, ninguém não é? Ela simplesmente não quer. Esta é a minha opinião.
 
Mas um aconselhamento dissuador é a mesma coisa que dizer não abortes e não explicar o porquê, nem ajudar a mulher grávida a decidir o que quer fazer. A mulher não é obrigada a dar a criança para adopção, nem a pô-la numa instituição de acolhimento. As instituições de acolhimento são todas temporárias, supostamente até 6 meses, até a família se restabelecer e a criança que esteja nessa condição só pode ser adoptada com autorização dos pais ou de quem exerce o poder paternal sobre a criança, além disso Casas/Centros de Acolhimento são instituições que retiram a criança do seio familiar temporáriamente, através de ordens judiciais (Tribunal de Menores). Os lares de adopção são constituídos pelos técnicos que deverão dar o tal aconselhamento psiquico e social à mulher grávida, assim como as instituições de acolhimento, mas se a mulher grávida não quizer nem uma coisa nem outra, quem a pode obrigar a ter essa criança, ninguém não é? Ela simplesmente não quer. Esta é a minha opinião.

E respeito[;)] , mas a minha opinião[;)] como cidadão é de a que a maioria juntamente com PC e BE procedeu e bem.
 
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