Sobre a energia das ondas, há um projecto de cooperação entre portugueses e escoceses para a instalação de um sistemas destes na zona da Póvoa de Varzim. Também hános Açores mas não sei por quem foi desenvolvido o projecto.
Penso que seja isto Mário Silva.[

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"Ondas vão dar energia a um terço do concelho
Ana Trocado Marques
Ondas vão dar energia a um terço do concelho
O primeiro parque mundial de aproveitamento da energia das ondas, o Okeanós, que será instalado ao largo da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, poderá vir a abastecer mais de um terço do concelho em 2008, já que 10% da energia produzida reverterá a favor do município, ou seja, segundo as estimativas da Enersis, o equivalente ao abastecimento a 25 mil habitantes.
Satisfeito com os impactos que a instalação da tecnologia pioneira poderá ter na Póvoa de Varzim, o vice-presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, lembra que o Okeanós poderá criar "um 'cluster' importante de energias alternativas" no concelho, centenas de novos postos de trabalho e "uma excelente poupança do município em termos energéticos", já que a Câmara lucrará cerca de 10% da energia produzida.
Em 2008, quando estiver concluída a segunda fase do Okeanós, a energia total produzida será suficiente para abastecer uma população de 250 mil habitantes.
"Desta energia, 10%, ou seja, o suficiente para abastecer 25 mil habitantes, revertem a favor do município, o que representará uma economia naquilo que são as despesas da edilidade com a energia eléctrica", explicou, ao JN, Aires Pereira.
Tecnologia em Setembro
Recorde-se que o projecto, uma parceria da portuguesa Enersis com a escocesa Ocean Power Delivery - que desenvolveu a tecnologia -, foi apresentado na passada semana, em Peniche.
Nos Estaleiros Navais de Peniche, a tecnologia está agora a ser montada, para que possa ser rebocada por mar para a Póvoa de Varzim, em Setembro próximo.
O investimento rondará os 8,5 milhões de euros, dos quais 1,25 milhões serão financiados pelo Estado através do Prime (Programa de Incentivos à Modernização da Economia).
O Okeanós está dividido em duas fases Aguçadoura 1 e 2. Numa fase experimental, serão instaladas ao largo da Póvoa três estruturas de produção de energia - pelamis (ler caixa) -, capazes de produzir energia suficiente para alimentar seis mil habitantes.
Numa fase posterior, e, como explicou, ao "Jornal de Notícias", Aires Pereira, "condicionada pelo sucesso da experiência", o objectivo é instalar um parque com 38 pelamis.
O investimento total rondará os 70 milhões de euros e prevê ainda a instalação, provavelmente na região de Peniche, de uma fábrica para produção de pelamis.
Oportunidade única
Para Aires Pereira, esta é uma oportunidade única para a Póvoa de Varzim e para o país, que passará, com o Okeanós, a ser pioneiro neste tipo de tecnologia.
"É um investimento pioneiro e, como tal, vai exportar o nome da Póvoa de Varzim e vai criar condições para que venha cá mais gente conhecer o projecto", afirmou o vice-presidente da autarquia, que acredita que o concelho - que, segundo os investidores, dispõe de condições ideais para a captação da energia das ondas - se tornará numa espécie de centro de exposições de uma tecnologia pioneira ao nível mundial.
Aires Pereira espera, ainda, que a instalação do primeiro parque na Aguçadoura possa vir a servir de alavanca para outros investimentos na área das energias alternativas.
"Além disso, é um grande investimento, que vai obrigar à criação, em terra, de um conjunto de serviços, que irá traduzir-se naturalmente em mais emprego", explicou, ainda, o vice-presidente da autarquia, lembrando, por exemplo, a central de energia eléctrica já em construção junto ao campo de futebol do Aguçadoura.
Invenção escocesa
Com tecnologia desenvolvida pela escocesa Ocean Power Delivery, os pelamis são uns enormes tubos articulados, semi-flutuantes, cada um com 37,5 metros de comprimento e 3,5 metros de diâmetro. Cada pelamis é composto por quatro secções unidas entre si. Em cada uma das três juntas, fica instalado um motor hidráulico. O movimento das ondas faz com que seja bombeado óleo das juntas através dos motores hidráulicos. Estes motores estão acoplados a geradores, que, por sua vez, transformam a energia mecânica em eléctrica. A energia é, depois, transportada por via de um cabo submarino até à subestação eléctrica."
In
http://jn.sapo.pt/2006/05/22/porto/ondas_dar_energia_a_terco_concelho.html