Realmente este país não está bem.
1º- Mas pq?
Não vi melhoras nenhumas, os mesmos de sempre continuam a ver as suas dividas fiscais a prescrever, o estado não paga o que deve as empresas, mas acha-se no direito de publicitar as que devem (mas não todas e não das que fogem descaradamente, nem os empresários que declaram falências fraudulentas e deslocam equipamentos para outro local, despedem pessoas no fim de um ano de contrato, só para não o renovarem).
A única coisa que vi foi uma operação de cosmética a volta de uma pessoa.
2º-Concordo que o governo deve escolher os melhores e recompensa-los de acordo com isso.
Mas não é isso que acontece com o resto dos funcionários públicos, que tem de cumprir com exigentes provas de ingresso e depois são enganados e mal pagos.
3º- etc, etc, etc.
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Fui ver qual era o teu post pois li-o na altura mas não foi oportuno responder-te e entretanto esqueci-me.
Mas respondendo ao que dizes:
1º
A questão das dividas fiscais prescreverem não é de certeza como dizes.
O controle desse tipo de situações foi uma das coisas que mais evoluiu nos ultimos 2 anos. Se na Insp Tributária existiram elevados investimentos a nivel informático, nesta área a situação não ficou nada atrás. Aliás as coisas começaram a evoluir aqui antes do que na IT ....
Poderão (penso eu...não é a minha área) existir casos em que algumas coisas prescrevem, mas isso serão de certeza situações isoladas, pois também foram efectuadas algumas alterações na Lei (vide 46º da LGT, por exemplo) que permitem uma maior margem de manobra....
Além de que à uns anos se calhar não tinhas qq noção do que existia, do que prescrevia ...... agora consegue-se saber à unidade o que foi feito e o que ficou por fazer ....
Quanto ao Estado pagar ou não, ou às listas de devedores ...... isso é claramente assunto do Ministério das Finaças não da DGCI/Paulo Macedo....
Quanto às falências fraudulentas ou não cada caso é um caso.
A unica coisa que te posso dizer é que informação que antes era disponibilizada em por exemplo 6 meses ..... hoje ( desde o ultimo ano e meio) é possivel tê-la devidamente trabalhada e adaptada às minhas necessidades de trabalho quase on-line ...... estamos a falar de IVA, IRC, IMT, .......
Agora para isto é preciso hardware, software, meios humanos em quantidade e, ....... meios humanos com "know How" adequado e que saiba ler "Informática, Códigos Fiscais, lógicas contabilisticas, ...."
Ora isso nem sempre é possivel de conciliar em todo o lado .....
Não houve operação de cosmética nenhuma .....
Uma coisa é ser chefe outra é ser LIDER. Paulo Macedo é de longe, de longe ............. um LIDER.
Há pormenores que nem te passam pela cabeça. Dúvido que aja mais alguém assim em toda a Função Pública.
2º
O ser mal pago é relativo.
Eu pessoalmente não acho que esteja mal pago em relacção a determinadas situações/pessoas/colegas.
Também ainda não me senti enganado nem em provas de ingresso, nem de progressão e já lá vão 11 anos de Finanças ....
Está bem que às vezes as coisas não correm conforme era previsto, mas noutros empregos isso também acontece.....
Acho que não devemos ver estas situações apenas em função do salário que nos pagam. Há outras variáveis.
Agora se e perguntares pessoalmente se eu acho que no meu caso pessoal a minha profissão deveria ser mais bem recompensada, eu digo-te que sim!
Sou obrigado a ter exclusividade e não a pagam.
Tenho algum risco associado e também não me pagam isso.
Tenho que utilizar o meu carro ao serviço do Estado, mas se tiver um acidente .....pago eu......
3º ....
Nunca fui pessimista e continuo a não o ser.
Paulo Macedo trouxe para a DGCI uma lógica que cativou muita da gente que por cá trabalha. Abanou com um bocado com vicios instalados/formas de trabalhar e mesmo que que ele vá embora (o que eu lamentarei muito) nada será como era antes, seja quem for que vier a seguir e mesmo que a imagem criada nestes 2 anos se enfraqueça um pouco!
Se isso acontecer há que dar tempo ao tempo e as coisas voltarão ao caminho certo .....