Portugueses são os que sentem mais orgulho no seu passado

No seculo 16, 10% da populaçao era preta e misturaram-se na populaçao portuguesa (a maior parte de nos tem sague preto...)

Falso. É óbvio que em pleno século XVI brancos em Portugal não se misturavam com escravos (Portugal não era a América Latina onde devido à escassez de mulheres brancas tudo o que vinha à rede era peixe). A maioria dos escravos, ou acabaram por ser enviados para o Brasil, ou morreu como a maioria dos escravos na Europa, sem deixar descendência. Aqui vai um estudo genético que demonstra isso mesmo.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/...ve&db=PubMed&list_uids=11236865&dopt=Abstract

Clinal variation of YAP+ Y-chromosome frequencies in Western Iberia.

Pereira L, Prata MJ, Brion M, Jobling MA, Carracedo A, Amorim A.

Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Portugal.

The potential of Y-chromosome biallelic marker haplotypes to infer population affiliations and structures was exploited to analyze four populations from the southwestern edge of Europe, namely north, central, and south Portugal and Galicia. Three markers subdividing the YAP+ lineage were analyzed: the YAP Alu element insertion itself and the SRY8299 and sY81 base substitutions; these respectively define three haplotypes known as 4, 21, and 8. Only haplotype 21 was detected presenting an increasing north-to-south frequency gradient, from 9.6% (Galicia) to 24.5% (South Portugal). This clinal distribution most likely reflects the genetic input associated with the Neolithic spread of agriculture, but we cannot exclude other movements as potential contributors to the distribution. In this context, it is interesting to note the consistency between the clinal variation and the population movement associated with Islamic rule in Iberia. The absence of haplotype 8, a marker of sub-Saharan populations, suggests that, despite the massive introductions of African slaves in historical times, there was little admixture between the African males and Western Iberian populations.
 
Eu orgulho-me muito da história deste país. Se Hollywood fosse aqui, com a nossa história de Portugal faziam-se milhares de filmes de aventuras e epopeias de sucesso hehe. Acho que temos uma história fantástica a todos os níveis, principalmente pelo facto de sermos "pequeninos" e mesmo assim ultrapassamos os outros grandes europeus muitas vezes.

Ah... e eu sei bem que não conheço nem 1/10 da nossa história... mas isso também acontece com qualquer outro europeu ou americano.

E de ociosos e preguiçosos ainda está este país cheio. Quantas vezes na história de Portugal os nobres procuraram aliar-se a Espanha para fazer de nós uma província espanhola? Muitas... Ao menos que a história de Portugal sirva de exemplo... já passamos por momentos difíceis e sempre os ultrapassamos... e já fomos grandes, muito grandes, porque não podemos voltar a se-lo?
Eventualmente poderíamos voltar a se-lo mas a fibra das gentes é já outra é os herdeiros dos traidores de antanho já não querem favores da coroa espanhola, mas vender seja a quem for.



.
 
Tenho livros que dizem exactamente o contrário...

Vou procurar as passagens e depois posto aqui...Mas mais tarde ou talvez amanha...
 
Claro, porque as geraçoes vindoras vão se orgulhar dos feitos economicos?!?!Ninguem se orgulha por na altura sermos ricos ou pobres, mas sim por termos descoberto, por termos sido os primeiros e por nos termos defendido sempre e sempre com forças inferiores...
Economia e investimento é muito bonito, mas o mundo não gira à volta disso...
Em vez de te questionar os feitos, que me parecem muito poucos para 8 séculos de história, mas a mim interessa-me o progresso económico.

Aliás, o que nos moveu ao longo da história tem muito mais a ver com essa perspectiva económica do que outra coisa qualquer.

É pena que esse teu pensamento não seja condenado em público. Afinal, só demonstra para que serve o ordenado mínimo.
 
Essas conclusões

Essas conclusões

there was little admixture between the African males and Western Iberian populations.[/B]


African males......
Nunca foi isso que esteve em causa na miscigenação portuguesa.

Mas se em Inglaterra foi assim...... fará cá.

Cromossoma hgA1
ADN raro de origem africana é encontrado em brancos britânicos
Um tipo muito raro de ADN, até hoje encontrado apenas em africanos ocidentais, foi descoberto na herança genética de alguns homens a norte de Inglaterra, noticia a National Geographic


A inusitada notícia surgiu durante uma pesquisa sobre diversidade genética no Reino Unido, baseado no cromossoma Y. Passado de pai para filho, este cromossoma determina o sexo do bebé e consegue dar uma ideia da longevidade da linha masculina de cada um.



O cromossoma hgA1 tinha sido detectado em indivíduos do sexo masculino da África Ocidental, que inclui o Mali, o Senegal e a Guiné-Bissau. «É um cromossoma realmente especial, que foi apenas rastreado num pequeno grupo de homens africanos», afirmou Mark Jobling, professor de genética da Universidade de Leicester.



«É um tipo antigo, específico de África», acrescentou o professor. O cromossoma hgA1 aproxima-se da raiz da árvore genealógica do cromossoma Y em África. Contudo, os ingleses portadores deste cromossoma especial não conheciam qualquer ligação da sua família com África.



Presença ancestral



De acordo com a pesquisa, divulgada esta semana no Diário Europeu de Genética Humana, o hgA1 está presente na Inglaterra há pelo menos 250 anos.



Após a descoberta, a equipa liderada por Jobling testou um grupo de homens britânicos que partilhava o mesmo apelido, típico de Yorkshire, com o primeiro portador do cromossoma encontrado. Deste grupo, 18 continham o hgA1 apesar de não serem parentes.



Registos como a data de nascimento ou certificados de casamento ajudaram os cientistas a apurar quais as origens do sobrenome de dois indivíduos, localizando-os em Yorkshire, por volta de 1780.



Os resultados coincidem com as análises das mutações do cromossoma Y, que se construíram através das gerações a um rimo previsível, permitindo à equipa ir tão longe quanto o tempo em que o homem partilhava um ancestral comum. «Ambas as linhas de evidência afirmam que este cromossoma está em circulação pelo menos desde meados do século XVIII», declarou o professor Jobling.



A descoberta sugere que alguns indivíduos de raça negra contribuíram para uma pool genética «indígena» no panorama britânico. Os primeiros registos de africanos em Inglaterra datam de há cerca de 1800 anos, quando o Império Romano os trouxe para combater as tribos que queriam dominar a Escócia. Contudo, pensa-se que os escravos terão sido a principal fonte deste ADN raro.



«Linhagens Misturadas»



As primeiras remessas de escravos surgiram nos portos ingleses a partir de 1555, tendo quadruplicado até ao século XVI. Nenhum vestígio de ADN africano havia surgido em pesquisas anteriores, sublinhou a equipa.



Davif Miles, pesquisador no Instituto de Arqueologia de Oxford, afirmou que 80% da nossa herança genética nos foi deixada por umas poucas centenas de caçadores na Idade do Gelo.



Mark Thomas, do Centro de Antropologia Genética de Londres, constata que outras linhagens de cromossoma Y em Inglaterra também têm origens africanas. «Há uma linhagem muito comum no País de Gales, que também se costuma encontrar no Norte de África e na Etiópia», sublinha Thomas. «Todos temos umas linhagens muito misturadas».
 
Em vez de te questionar os feitos, que me parecem muito poucos para 8 séculos de história, mas a mim interessa-me o progresso económico.

Aliás, o que nos moveu ao longo da história tem muito mais a ver com essa perspectiva económica do que outra coisa qualquer.

É pena que esse teu pensamento não seja condenado em público. Afinal, só demonstra para que serve o ordenado mínimo.

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Se há pessoa que pensa no progresso economico e no trabalho como meio de o conseguir, sou eu....

Mas vou te dizer uma coisa. Ja fiz bastantes viagens e já conheci muita gente de muitas culturas diferentes e se há uma coisa que aprendi é que o melhor para nos, não é o melhor para os outros.

Este ano tive em Africa durante 7 semanas e convivi com muitas pessoas de todo o mundo (estavamos a dar aulas, construir uma escola e poços para povoaçoes remotas...) e quando dizia que um dos meus objectivos na vida era ser rico e que portugal fosse rico, todos me condenavam...
A maior parte deles queria ter um trabalho temporario para poderem viajar à hippie!

e sim o que nos moveu foi o progresso economico, mas as coisas das quais nos lembramos não são a maneira como as pessoas viviam na altura ou as posses que tinham, mas sim os feitos que mais ninguem fez...Porque mesmo com o ouro do Brasil, não eramos mais ricos que França, Italia ou Alemanha (especialmente as populaçoes...)
 
African males......
Nunca foi isso que esteve em causa na miscigenação portuguesa.

No Brasil não, em Portugal onde uma boa parte da população masculina se encontrava espalhada pelo império é outro caso. De qualquer das maneiras parece-me natural que tenha ocurrido alguma miscignação no sul de Portugal (nada generalizado, não ocorre hoje muito menos ocorreria no século XVI), encontraram-se marcadores subsarianos (em reduzidas percentagens) em todas as nações esclavagistas. Daí a insinuar que os portugueses (ou os ingleses) são mestiços vai uma grande distância...
 
No Brasil não, em Portugal onde uma boa parte da população masculina se encontrava espalhada pelo império é outro caso. De qualquer das maneiras parece-me natural que tenha ocurrido alguma miscignação no sul de Portugal (nada generalizado, não ocorre hoje muito menos ocorreria no século XVI), encontraram-se marcadores subsarianos (em reduzidas percentagens) em todas as nações esclavagistas. Daí a insinuar que os portugueses (ou os ingleses) são mestiços vai uma grande distância...
Somos mestiços no sentido de termos muitas misturas.

Temos o tipo europeu a Norte e o Mediterranico a Sul.

Uma das misturas é a negra. Mais a sul onde existiam as grandes propriedades rurais esclavagistas e depois da alforria no sec 18, salvo erro, muitos continuaram ligados à terra pelo que é mais fácil ver esses traços dominantes negros.

No restante território como devido há mobilidade desde há muitos anos estes traços ficaram diluídos.

É no interior Centro e Norte onde ainda há umas dezenas de anos se notava os tipos mais "puros" pelos primeiros antrópologos o que é natural pois desde o Sec 16 sempre foi uma terra de emigras e não de imigras.

De qq forma a moral "machista" impedia essa misceginação pelo lado da mulher branca.

Afonso de Alburquerque tinha homens sobre o seu comando e não o contrário.
 
Somos mestiços no sentido de termos muitas misturas.

Temos o tipo europeu a Norte e o Mediterranico a Sul.

Uma das misturas é a negra. Mais a sul onde existiam as grandes propriedades rurais esclavagistas e depois da alforria no sec 18, salvo erro, muitos continuaram ligados à terra pelo que é mais fácil ver esses traços dominantes negros.

No restante território como devido há mobilidade desde há muitos anos estes traços ficaram diluídos.

É no interior Centro e Norte onde ainda há umas dezenas de anos se notava os tipos mais "puros" pelos primeiros antrópologos o que é natural pois desde o Sec 16 sempre foi uma terra de emigras e não de imigras.

De qq forma a moral "machista" impedia essa misceginação pelo lado da mulher branca.

Afonso de Alburquerque tinha homens sobre o seu comando e não o contrário.

Estás a referir-te a Alcacer do Sal, se não me engano. É o único sitio onde de facto alguma da população exibe traços negros. Mas é uma excepção, não uma regra. A maioria dos escravos acabou por ir para o Brasil, muitos morrerem sem deixar descendência e alguns eventualmente diluiram-me completamente no sul de Portugal, sem deixar rasto ou levar a alterações do fenótipo. Eu quando disse mestiços queria dizer mulatos. É claro que somos uma mistura de vários povos.
 
Estás a referir-te a Alcacer do Sal, se não me engano. É o único sitio onde de facto alguma da população exibe traços negros. Mas é uma excepção, não uma regra. A maioria dos escravos acabou por ir para o Brasil, muitos morrerem sem deixar descendência e alguns eventualmente diluiram-me completamente no sul de Portugal, sem deixar rasto ou levar a alterações do fenótipo. Eu quando disse mestiços queria dizer mulatos. É claro que somos uma mistura de vários povos.
Então acabamos por estar de acordo.

Na maior parte a sul a população negra, mulata, cabrita..... misturou-se com a mediterranica e não altera nada de significativo.

Mas desconhecia essa partida em massa ou significativa dos escravos negros continentais para o Brasil. Sempre li só sobre o percurso África-Brasil directo.

Algum sitio para ler algo sobre isso???
 
Pelo que vejo os portugueses ao contrario do que dizem orgulham-se é do tempo em que existia uma monarquia em Portugal.
Acho bem, porque realmente desde que Portugal se tornou numa republica que temos vindo de mal a pior.
Na Europa os países onde se vive melhor são países monarquicos e não republicanos.
 
Última edição:
Então acabamos por estar de acordo.

Na maior parte a sul a população negra, mulata, cabrita..... misturou-se com a mediterranica e não altera nada de significativo.

Mas desconhecia essa partida em massa ou significativa dos escravos negros continentais para o Brasil. Sempre li só sobre o percurso África-Brasil directo.

Algum sitio para ler algo sobre isso???

O meu avó dizia na brincadeira que a família da minha mãe era descendente de macaenses, de um certo chinês que vendia gravatas em Lisboa... [:D]

A verdade é que a minha mãe e tias têm um ar oriental. Outra questão curiosa que se prende com ser português é uma característica de sangue chamada Talassemia que por acaso tenho.

Trata-se de uma característica comum aos povos mediterrânicos e do Norte de África e revela-se na menor quantidade de glóbulos vermelhos e que era uma defesa natural contra a malaria.

Essa característica é conhecida também por Anemia Mediterrânea, os mouros e os pretos também a têm...

Se olharem para mim sou um “tuga” como a maior de vocês... pele mais escura que os copinhos de leite do Norte europeu mas evidentemente branca, cabelos quase pretos, olhos castanhos escuros sobrancelhas grandes e pelame abundante excepto nas costas... [:)]

Já me perguntaram se era mulato! Na Holanda e na Polónia... Na Europa do Norte os portugueses são vistos como um povo escuro e algo entre mulato e hispânico...

Outra grande influência são os Indianos!

Quantos portugueses não têm o tipo hindu?

Contudo temos também os descendentes dos povos nórdicos e vêm-se muitos homens e mulheres no litoral Norte de Portugal com essas características.

Ruivos, loiros, de olhos azuis ou verdes, bastante altos e com pele branca e sardenta.

Somos uma mistura fina e depois?

Isso só nos torna mais bonitos pah! eheheheheh [:p]
 
Mas desconhecia essa partida em massa ou significativa dos escravos negros continentais para o Brasil. Sempre li só sobre o percurso África-Brasil directo.

Vou ver se encontro alguma coisa. Posso estar enganado mas a ideia que tenho é que realmente os escravos acabaram por ir para o Brasil, onde eram mais necessários.
 
Se olharem para mim sou um “tuga” como a maior de vocês... pele mais escura que os copinhos de leite do Norte europeu mas evidentemente branca, cabelos quase pretos, olhos castanhos escuros sobrancelhas grandes e pelame abundante excepto nas costas... [:)]

Já me perguntaram se era mulato! Na Holanda e na Polónia... Na Europa do Norte os portugueses são vistos como um povo escuro e algo entre mulato e hispânico...

Outra grande influência são os Indianos!

Quantos portugueses não têm o tipo hindu?

Contudo temos também os descendentes dos povos nórdicos e vêm-se muitos homens e mulheres no litoral Norte de Portugal com essas características.

Ruivos, loiros, de olhos azuis ou verdes, bastante altos e com pele branca e sardenta.

Somos uma mistura fina e depois?

Isso só nos torna mais bonitos pah! eheheheheh [:p]

Os portugueses não são homogéneos. Os nortenhos são bem diferentes dos algarvios ou alentejanos. No norte olhos claros e traços nórdicos são perfeitamente vulgares. Esse estereótipo do português "escurinho" tem a ver com o português do sul, não corresponde à realidade da maioria dos portugueses.
 
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