Portugueses são os que sentem mais orgulho no seu passado

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Os portugueses são a população europeia que mais orgulho sente no seu passado (91,8%), só utrapassados na matéria pelos norte-americanos (92,8%), mas à frente da França (89%) e do Reino Unido (87,6%). É o que revela um estudo sobre "Identidade Nacional" do pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, cujos resultados serão hoje apresentados e discutidos numa sessão pública.

"Os portugueses sentem um grande orgulho no seu passado histórico. Neste ponto, estamos no pelotão da frente", refere o investigador. A explicação é encontrada na educação que inculcou valores de apreciação dos feitos antigos.

"Desde os Lusíadas que os portugueses criaram a ideia de seres excepcionais, que fizeram a gesta dos Descobrimentos. Este tópico foi reproduzido durante o Estado Novo e prevalece enraízado nas pessoas", adianta.

Tal atitude contrasta com "a falta de patriotismo nacional" no presente "Os portugueses são muito cépticos em relação à Economia, à Segurança Social e ao funcionamento da democracia. Habituaram-se a ouvir que o país está atrasado em relação à Europa, em contraponto ao passado glorioso".

Numa apreciação genérica do estudo, José Manuel Sobral realça que "a identidade nacional continua a ser uma fonte importante de identificação".

Fonte: http://jn.sapo.pt/2007/02/28/sociedade_e_vida/portugueses_os_sentem_mais_orgulho_s.html

Numa altura em que cada vez andamos com a cabeça "mais baixa" haja ainda patriotismo e orgulho pelo passado do nosso Portugal..
 
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Numa altura em que cada vez andamos com a cabeça "mais baixa" haja ainda patriotismo e orgulho pelo passado do nosso Portugal..
Se isso pagasse as contas do dia-a-dia, podes ter a certeza que até eu estaria muito mais orgulhoso do que os malandros dos Britânicos ou dos Franceses, já para não dar sequer hipótese aos Espanhóis.

Mas não é isso que traz investimentos, aumento de competitividade e essas coisas. :confused:
 
Diga-se de passagem que os Americanos não tem um grande passado.

Agora na questão de patriotismo, não há como eles e os chauvinistas dos franceses.
 
"Os portugueses sentem um grande orgulho no seu passado histórico. Neste ponto, estamos no pelotão da frente", refere o investigador. A explicação é encontrada na educação que inculcou valores de apreciação dos feitos antigos.
Não acredito.

A melhor maneira de honrar os nossos antepassados é seguir-lhes o exemplo e isso, vejo poucos a fazer.





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O problema é que a maioria das pessoas orgulham-se do passado... mas não conhecem a história !!

E a falta de conhecimentos históricos impede muita gente de tomar as decisoes certas...
 
Se isso pagasse as contas do dia-a-dia, podes ter a certeza que até eu estaria muito mais orgulhoso do que os malandros dos Britânicos ou dos Franceses, já para não dar sequer hipótese aos Espanhóis.

Mas não é isso que traz investimentos, aumento de competitividade e essas coisas. :confused:


Claro, porque as geraçoes vindoras vão se orgulhar dos feitos economicos?!?!Ninguem se orgulha por na altura sermos ricos ou pobres, mas sim por termos descoberto, por termos sido os primeiros e por nos termos defendido sempre e sempre com forças inferiores...
Economia e investimento é muito bonito, mas o mundo não gira à volta disso...
 
Da notícia citada.... um país com uma diáspora e com Afonso de Albuquerque??

Da notícia citada.... um país com uma diáspora e com Afonso de Albuquerque??

A génese da xenofobia

Na definição do que é ser português, os portugueses são os que mais importância dão ao facto de se ter antepassados nacionais. As respostas dos inquiridos chegaram aos 83,4% bem à frente do Japão (72,1%) ou da Dinamarca (58,3%).
 
Cegueira retroactiva...

Não bastava a cegueira actual!




Entretanto compare-se a idade de Portugal, enquanto nação, com a idade dos usa...e depois falem em orgulho patriótico do passado heróico!
 
A génese da xenofobia

Na definição do que é ser português, os portugueses são os que mais importância dão ao facto de se ter antepassados nacionais. As respostas dos inquiridos chegaram aos 83,4% bem à frente do Japão (72,1%) ou da Dinamarca (58,3%).


O que tem valorizar a identidade nacional com a xenofobia?!?!?! Não é por reconheceres que uma pessoa é de um povo diferente do teu, que não convives com ele como se fosse da tua nacionalidade...

Para alem de que se há povo que sempre acolheu de braços abertos foram os Portugueses...
Sempre tivemos judeus e Mouros a viver ca (só o poder central os mandava embora, nunca a populaçao...)
No seculo 16, 10% da populaçao era preta e misturaram-se na populaçao portuguesa (a maior parte de nos tem sague preto...)
Ainda hoje em dia se nota isso, por sermos o pais latino que mais e melhor fala linguas estrangeiras como somos o unico que no seu pais faz um esforço para falar a lingua dos visitantes...Ainda há 1 semana uma irlandesa a viver em madrid me disse que em Portugal toda a gente fala ingles, desde o taxista até ao empregado da recepçao...
 
Para o pessoal de agora só interessa a economia $$$$$$, o demais não conta.

A pensar assim nunca vamos passar da cepa torta, a economia é importante mas os outros valores tambem contam para a afirmação de um povo.

Como diz o ditado: "O dinheiro não é tudo!"
 
O que tem valorizar a identidade nacional com a xenofobia?!?!?! Não é por reconheceres que uma pessoa é de um povo diferente do teu, que não convives com ele como se fosse da tua nacionalidade...

Para alem de que se há povo que sempre acolheu de braços abertos foram os Portugueses...
Sempre tivemos judeus e Mouros a viver ca (só o poder central os mandava embora, nunca a populaçao...)
No seculo 16, 10% da populaçao era preta e misturaram-se na populaçao portuguesa (a maior parte de nos tem sague preto...)

Eu sei isso tudo e concordo contigo.
Da notícia:

A génese da xenofobia

Na definição do que é ser português, os portugueses são os que mais importância dão ao facto de se ter antepassados nacionais. As respostas dos inquiridos chegaram aos 83,4% bem à frente do Japão (72,1%) ou da Dinamarca (58,3%).

Este critério tão fortemente considerado é analisado por José Manuel Sobral, um dos dois coordenadores do projecto, como um sentimento de "pertença a uma comunidade que conta com os mortos e os vivos, os ascendentes e descendentes e que pode contribuir para a existência de uma certa reserva à entrada de imigrantes e até a aspectos de xenofobia".
É algo que me supreende, pelo valor absoluto, pelo valor relativo.
E que está nos antípodas do que eu defendo.
 
Eh!eh!!eh!!!!

Eh!eh!!eh!!!!

Talvez o português se agarre ao passado glorioso porque o futuro afigura-se muito negro...
Cala-te!
Seu velho do restelo.

Eh!eh!!eh!!!

94
"Mas um velho d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C'um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:



95
- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

96
- "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana

97
- "A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

Os Lusíadas, Canto IV, 94-97
 
Última edição:
Cala-te!
Seu velho do restelo.

Eh!eh!!eh!!!

94
"Mas um velho d'aspeito venerando,
Que ficava nas praias, entre a gente,
Postos em nós os olhos, meneando
Três vezes a cabeça, descontente,
A voz pesada um pouco alevantando,
Que nós no mar ouvimos claramente,
C'um saber só de experiências feito,
Tais palavras tirou do experto peito:



95
- "Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas! 96
- "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana!

96
- "Dura inquietação d'alma e da vida,
Fonte de desamparos e adultérios,
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de reinos e de impérios:
Chamam-te ilustre, chamam-te subida,
Sendo dina de infames vitupérios;
Chamam-te Fama e Glória soberana,
Nomes com quem se o povo néscio engana

97
- "A que novos desastres determinas
De levar estes reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas
Debaixo dalgum nome preminente?
Que promessas de reinos, e de minas
D'ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? que histórias?
Que triunfos, que palmas, que vitórias?

Os Lusíadas, Canto IV, 94-97
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Estiveste bem![;)]
 
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