Paulo Macedo abandona o cargo...

Muito se fala em boas medidas por ele tomadas.... que medidas foram...
Talvez um mero programa informático em que havendo dividas`ao Estado vão bloquear contas bancárias, penhorar salários, créditos, etc...
Isto nunca passaria pela cabeça de ninguem, até pela cabeça de um funcionário de 400€ mensais? ou agora há mais coragem politica?
Afinal o fosso entre ricos e probres tem aumentado e a corrupção tambem....
 
Tenho pena que o exemplo dado por este senhor não seja estendido à generalidade dos gestores públicos em Portugal e outros altos funcionários.

Concretizou objectivos, deve ter apoquentado muitos directores de finanças e afins e porque, aparententemente, não precisa de se colar ao poder e aos vícios e vai fazer-se à vida.

É só para quem sabe e merece.
 
O problema, é que se confunde a carreira Política com a carreira de Servidor Público.

Entendo que o Estado deve pugnar por ter os melhores e como tal deve ir ao mercado de trabalho e propor condições que aliciem e motivem bons colaboradores. Eu faço isso na minha Empresa.

Claro que o Estado à custa de uma política ruinosa da nossa classe política, engoliu gente a mais, sem grandes preocupações de exigência e agora tem um problema entre mãos.

Mas há que sair disto. Já não vale a pena falar dos incompetentes e vamos cingir-nos aos competentes, pois são eles o verdadeiro motor de tudo isto.

O problema é isto ser um País de frustrados. Se eu estou mal, não é por minha culpa, mas sim por culpa do sistema. Se eu tenho um ordenado de 675€, qualquer gajo que receba acima disto é por causa das cunhas, dos amigos e etc e tal.

Parece-me ser este o pensamento dominante.

Penso que falta a coragem política para romper com este marasmo.

É pena que o que se passou com o Paulo Pedroso tenha sido um sinal em sentido contrário. Tipicamente Socialista.

É por isso, que o PS por muito que preencha os espaço político do Centro, lá no fundo, nas caves húmidas do Largo do Rato, é completamente inadaptado da realidade. [:blush:]
 
O problema, é que se confunde a carreira Política com a carreira de Servidor Público.

Entendo que o Estado deve pugnar por ter os melhores e como tal deve ir ao mercado de trabalho e propor condições que aliciem e motivem bons colaboradores. Eu faço isso na minha Empresa.

Claro que o Estado à custa de uma política ruinosa da nossa classe política, engoliu gente a mais, sem grandes preocupações de exigência e agora tem um problema entre mãos.

Mas há que sair disto. Já não vale a pena falar dos incompetentes e vamos cingir-nos aos competentes, pois são eles o verdadeiro motor de tudo isto.

O problema é isto ser um País de frustrados. Se eu estou mal, não é por minha culpa, mas sim por culpa do sistema. Se eu tenho um ordenado de 675€, qualquer gajo que receba acima disto é por causa das cunhas, dos amigos e etc e tal.

Parece-me ser este o pensamento dominante.

Penso que falta a coragem política para romper com este marasmo.

É pena que o que se passou com o Paulo Pedroso tenha sido um sinal em sentido contrário. Tipicamente Socialista.

É por isso, que o PS por muito que preencha os espaço político do Centro, lá no fundo, nas caves húmidas do Largo do Rato, é completamente inadaptado da realidade. [:blush:]

O que se passou com o Paulo Pedroso ? não ficou ilibado do processo casa Pia ?
 
O problema, é que se confunde a carreira Política com a carreira de Servidor Público.

Entendo que o Estado deve pugnar por ter os melhores e como tal deve ir ao mercado de trabalho e propor condições que aliciem e motivem bons colaboradores. Eu faço isso na minha Empresa.

Claro que o Estado à custa de uma política ruinosa da nossa classe política, engoliu gente a mais, sem grandes preocupações de exigência e agora tem um problema entre mãos.

Mas há que sair disto. Já não vale a pena falar dos incompetentes e vamos cingir-nos aos competentes, pois são eles o verdadeiro motor de tudo isto.

O problema é isto ser um País de frustrados. Se eu estou mal, não é por minha culpa, mas sim por culpa do sistema. Se eu tenho um ordenado de 675€, qualquer gajo que receba acima disto é por causa das cunhas, dos amigos e etc e tal.

Parece-me ser este o pensamento dominante.

Penso que falta a coragem política para romper com este marasmo.

É pena que o que se passou com o Paulo ******* tenha sido um sinal em sentido contrário. Tipicamente Socialista.

É por isso, que o PS por muito que preencha os espaço político do Centro, lá no fundo, nas caves húmidas do Largo do Rato, é completamente inadaptado da realidade. [:blush:]
Percebo-te perfeitamente, mas pergunto, o que é que o nosso executivo quer, afinal? Quer profissionais de alto rendimento e pagar-lhes em conformidade, ou, pelo contrário, quer que todos (os que restarem...) rendam o máximo e, mesmo assim, a qualquer momento, "dar-lhes um chuto..." e, entretanto mas antes disso, pagar-lhes, num contexto de mercado, mal?...
 
Muito se fala em boas medidas por ele tomadas.... que medidas foram...
Talvez um mero programa informático em que havendo dividas`ao Estado vão bloquear contas bancárias, penhorar salários, créditos, etc...
Isto nunca passaria pela cabeça de ninguem, até pela cabeça de um funcionário de 400€ mensais? ou agora há mais coragem politica?
Afinal o fosso entre ricos e probres tem aumentado e a corrupção tambem....

Em parte tens razão. O Paulo Macedo não é nenhum génio e não é melhor do que muitos outros. Nós é que estamos tão mal habituados que temos esta tendência a elogiar o Paulo Macedo das Finanças, o [SIZE=-1]António Nunes[/SIZE] da ASAE ou o Fernando Pinto da TAP, entre (poucos) outros.

Não deveria ser assim, aquilo que estas pessoas fazem não é nada de transcendental, não são nenhuns super-herois.

Mas infelizmente a realidade é que perante tudo a que fomos assistindo ao longo dos anos damos por nós a elogiar quem está simplesmente a fazer ... o seu trabalho. E realço o "infelizmente". Não deveria ser assim! Mas infelizmente é !

Falas de programas informáticos, básicamente tem sido isso também. Mas o pormenor é que esses programas informáticos existem há muitos anos e misteriosamente nunca funcionavam ou funcionavam mal. Ainda me lembro dum revolucionário programa desenvolvido pela Artur Andersen para o IVA há uns 10/15 anos atrás que custou uns 2 ou 3 milhões de contos na altura e que iria fazer uns cruzamentos de dados fabulosos. Passado 5 anos esses cruzamentos continuavam a não ser feitos. Porquê ? Não sei, mas suponho que tenha a ver com as lideranças, alguém do topo que olha para tudo e dá um berro e diz, meus senhores, este programa não funciona, por isso não o pago. A partir daí os programas começam a funcionar. Até há 2 ou 3 anos atrás por exemplo havia pessoas desempregadas no distrito de Braga e que estavam a receber subsidio de desempego e que estavam inscritas como trabalhadores no distrito de Bragança, sem que nem o software das Finanças nem o da Segurança Social conseguissem fazer um cuzamento tão rudimentar como esse. A minha opinião é a de que não faziam o cruzamento, não por limitação do software, pois nada de revolucionário teria, mas porque alguém simplesmente não queria esses cruzamentos, ou pior, porque a nossa constituição sovietica não o permitia e se calhar ainda não permite.

Portanto, porque é que até ao Paulo Macedo nada funcionava ? Não sei, é uma bela pergunta, mas ao que me dizem, a principal diferença foi o facto dele ser um gajo de fora, fora da máquina e fora dos circuitos de poder e cumplicidades e se calhar (especulação minha) fora dos circuitos de corrupção. E o facto de ser um tipo bem sucedido na vida, quadro superior dum banco, discreto e bem pago, se calhar ajudou a mantê-lo imune aos circuitos da corrupção.

Ora, chegados aqui, pelo menos a mim parece-me que a saída de alguém que apresenta bons resultados e mexe numa área tão sensível e com tantos interesses por causa do valor do seu salário não é um tiro no pé, é mesmo um enorme tiro na cabeça !


Tirem as conclusões que quiserem.
 
Percebo-te perfeitamente, mas pergunto, o que é que o nosso executivo quer, afinal? Quer profissionais de alto rendimento e pagar-lhes em conformidade, ou, pelo contrário, quer que todos (os que restarem...) rendam o máximo e, mesmo assim, a qualquer momento, "dar-lhes um chuto..." e, entretanto mas antes disso, pagar-lhes, num contexto de mercado, mal?...
É realmente uma situação complicada.

Mas como já o disse, tudo isto tem muito do PS profundo. Nivelar por baixo e alimentar bem a numenclatura. É por isso que o PS tem tanto político profissional. [:cool:]
 
Em parte tens razão. O Paulo Macedo não é nenhum génio e não é melhor do que muitos outros. Nós é que estamos tão mal habituados que temos esta tendência a elogiar o Paulo Macedo das Finanças, o [SIZE=-1]António Nunes[/SIZE] da ASAE ou o Fernando Pinto da TAP, entre (poucos) outros.

Não deveria ser assim, aquilo que estas pessoas fazem não é nada de transcendental, não são nenhuns super-herois.

Mas infelizmente a realidade é que perante tudo a que fomos assistindo ao longo dos anos damos por nós a elogiar quem está simplesmente a fazer ... o seu trabalho. E realço o "infelizmente". Não deveria ser assim! Mas infelizmente é !

Falas de programas informáticos, básicamente tem sido isso também. Mas o pormenor é que esses programas informáticos existem há muitos anos e misteriosamente nunca funcionavam ou funcionavam mal. Ainda me lembro dum revolucionário programa desenvolvido pela Artur Andersen para o IVA há uns 10/15 anos atrás que custou uns 2 ou 3 milhões de contos na altura e que iria fazer uns cruzamentos de dados fabulosos. Passado 5 anos esses cruzamentos continuavam a não ser feitos. Porquê ? Não sei, mas suponho que tenha a ver com as lideranças, alguém do topo que olha para tudo e dá um berro e diz, meus senhores, este programa não funciona, por isso não o pago. A partir daí os programas começam a funcionar. Até há 2 ou 3 anos atrás por exemplo havia pessoas desempregadas no distrito de Braga e que estavam a receber subsidio de desempego e que estavam inscritas como trabalhadores no distrito de Bragança, sem que nem o software das Finanças nem o da Segurança Social conseguissem fazer um cuzamento tão rudimentar como esse. A minha opinião é a de que não faziam o cruzamento, não por limitação do software, pois nada de revolucionário teria, mas porque alguém simplesmente não queria esses cruzamentos, ou pior, porque a nossa constituição sovietica não o permitia e se calhar ainda não permite.

Portanto, porque é que até ao Paulo Macedo nada funcionava ? Não sei, é uma bela pergunta, mas ao que me dizem, a principal diferença foi o facto dele ser um gajo de fora, fora da máquina e fora dos circuitos de poder e cumplicidades e se calhar (especulação minha) fora dos circuitos de corrupção. E o facto de ser um tipo bem sucedido na vida, quadro superior dum banco, discreto e bem pago, se calhar ajudou a mantê-lo imune aos circuitos da corrupção.

Ora, chegados aqui, pelo menos a mim parece-me que a saída de alguém que apresenta bons resultados e mexe numa área tão sensível e com tantos interesses por causa do valor do seu salário não é um tiro no pé, é mesmo um enorme tiro na cabeça !


Tirem as conclusões que quiserem.

[;)] apr:) [;)]
 
Dor de cabeça é tentar entender certas pessoas.

Porque se o Paulo Macedo ficasse, iriam dizer que o executivo abre excepções para uns e não para outros. O Paulo Macedo sai, dizem que o executivo desperdiça recursos essenciais...

Isto sim é a comédia que temos no nosso país! [:D] [:D] [:p] Como não arranjam pretextos para discutir outros temas bem mais interessantes e importantes, pegam nisto... fantástico! [:blush:] [kiss]

Por exemplo neste tópico que se estava a certa altura a discutir o novo plano de urgências... http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=26064. De repente os críticos desapareceram depois de ter visto que, afinal, não há grande coisa a criticar. Bem! :)
 
Dor de cabeça é tentar entender certas pessoas.

Porque se o Paulo Macedo ficasse, iriam dizer que o executivo abre excepções para uns e não para outros. O Paulo Macedo sai, dizem que o executivo desperdiça recursos essenciais...

Isto sim é a comédia que temos no nosso país! [:D] [:D] [:p] Como não arranjam pretextos para discutir outros temas bem mais interessantes e importantes, pegam nisto... fantástico! [:blush:] [kiss]

Por exemplo neste tópico que se estava a certa altura a discutir o novo plano de urgências... http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=26064. De repente os críticos desapareceram depois de ter visto que, afinal, não há grande coisa a criticar. Bem! :)


Por acaso como não participei nesse tópico e a minha unica intervenção neste se vai resumir a este post, estou á vontade para dizer somente ...


Propaganda não obrigado !!!

Quando a quiser vou de forma gratuita e sem indução ao comício de um qualquer partido.

 
O Homem e os Impostos...

O Homem e os Impostos...

Se há duas coisas certas nesta vida, é morrer e pagar impostos...
Morrer, é mesmo garantido. Quanto a pagar impostos...também. Contudo, uns pagam e outros usufruem dos impostos por vezes pagos com tanto sacrifício pelos outros.
Bom, no fundo todos acabamos por reconhecer que os tributos nem sempre são justos; são normalmente exagerados; só são pagos pelos tolos, etc, etc.
Esquecemo-mos normalmente, como bons Portugueses que somos, que os Hospitais custam dinheiro, as estradas, as escolas...e por aí fora. Vivemos num abençoado País que considera o "bom cidadão" como sendo o que de forma mais hábil consegue contornar os apertados meandros dos tributos e se possível não pagar nada, ou quanto menos melhor.
É neste triste conceito que aparecem os "Paulos de Macedo", ou seja, um potente antibiótico para fazer face uma infecção generalizada, que muito rapidamente nos poderá levar à Cova, pelo menos daqueles que ainda pagam os seus impostos.
Só tenho pena que a meio da convalescença o doente deixe de tomar o remédio, mesmo sendo ele muito caro, mas acreditem que não existe genérico nenhum que o substitua, pelo menos com a mesma eficácia.

Cumprimentos
 
Voltar
Superior