Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

Mas eu não vou mudar a minha opinião em relação à Despenalização. Eu sou a favor.
Nem ninguém te pediu para mudar.

Até porque existem bons argumentos para se ser a favor do Sim. Argumentos que quase não foram referidos na campanha de 1998, preferindo dar ênfase às mulheres que sairam para rua com t-shirts a dizer "eu abortei", ou "na minha barriga mando eu", como se o aborto fosse apenas mais uma conquista a atingir por parte do movimento feminista.

Nada mais errado. A verdadeira conquista para a mulher será um Estado e uma Sociedade que lhe diga que pode ter um filho à vontade, que cá estaremos para ajudar e apoiar. Isso sim, deveria ser uma causa de luta. Infelizmente só nas alturas dos referendos se vê o movimento feminista a fazer algo em seu prol...e, na minha óptica, causas erradas...
 
Um dia, após o referendo, muitos perceberão que o que esteve em confronto no referendo de 2007 foram duas mundivisões (cada qual com subtipos ligeiramente diferenciados) cultural e filosoficamente diferentes: dois blocos fundamentais que se originaram pela fissura introduzida pelo pensamento grego desde o seu centrar no Homem. Desde Sócrates.

Um bloco, definido como progressista, captou a Razão como a dimensão maior acessível ao Homem, reformando (passar à reforma...) por ela o poder da magia, reformando deus... E adoptou a democracia como «bomba estruturante» não somente da sociedade, mas do indíviduo, das possibilidades de desenvolvimento do pensamento deste, da atitude individual perante a vida, perante tudo, permitindo até ao indíviduo o desafiar do conceito de absoluto...

O outro bloco, definido como conservador, tentou amanhar-se com as ruínas do velho mundo; tentou sofisticar a magia, tentou modernizar deus... E adoptou os antigos e ebm conhecidos princípios dogmáticos de ordem, de absoluto, de indíviduo a eles submetido, assim como o seu pensamento, algemando a sua atitude perante a vida, perante tudo, sobretudo perante o conceito de absoluto...
 
Um dia, após o referendo, muitos perceberão que o que esteve em confronto no referendo de 2007 foram duas mundivisões (cada qual com subtipos ligeiramente diferenciados) cultural e filosoficamente diferentes: dois blocos fundamentais que se originaram pela fissura introduzida pelo pensamento grego desde o seu centrar no Homem. Desde Sócrates.

Um bloco, definido como progressista, captou a Razão como a dimensão maior acessível ao Homem, reformando (passar à reforma...) por ela o poder da magia, reformando deus... E adoptou a democracia como «bomba estruturante» não somente da sociedade, mas do indíviduo, das possibilidades de desenvolvimento do pensamento deste, da atitude individual perante a vida, perante tudo, permitindo até ao indíviduo o desafiar do conceito de absoluto...

O outro bloco, definido como conservador, tentou amanhar-se com as ruínas do velho mundo; tentou sofisticar a magia, tentou modernizar deus... E adoptou os antigos e ebm conhecidos princípios dogmáticos de ordem, de absoluto, de indíviduo a eles submetido, assim como o seu pensamento, algemando a sua atitude perante a vida, perante tudo, sobretudo perante o conceito de absoluto...

não poderia estar mais de acordo
 
Nem ninguém te pediu para mudar.

Até porque existem bons argumentos para se ser a favor do Sim. Argumentos que quase não foram referidos na campanha de 1998, preferindo dar ênfase às mulheres que sairam para rua com t-shirts a dizer "eu abortei", ou "na minha barriga mando eu", como se o aborto fosse apenas mais uma conquista a atingir por parte do movimento feminista.

Nada mais errado. A verdadeira conquista para a mulher será um Estado e uma Sociedade que lhe diga que pode ter um filho à vontade, que cá estaremos para ajudar e apoiar. Isso sim, deveria ser uma causa de luta. Infelizmente só nas alturas dos referendos se vê o movimento feminista a fazer algo em seu prol...e, na minha óptica, causas erradas...
Penso que é completamente errado se esta luta tem a ver com femininismo! Acho que se é por aí, é um argumento péssimo! A liberalização do aborto ser vista como um exemplo de emancipação da mulher? Sinceramente acho muito mau...

Em relação a essa matéria, para mim homens têm os msm direitos e deveres q as mulheres, mas realmente compreendo q na sociedade de hoje isso não se verifica... infelizmente...
 
Um dia, após o referendo, muitos perceberão que o que esteve em confronto no referendo de 2007 foram duas mundivisões (cada qual com subtipos ligeiramente diferenciados) cultural e filosoficamente diferentes: dois blocos fundamentais que se originaram pela fissura introduzida pelo pensamento grego desde o seu centrar no Homem. Desde Sócrates.

Um bloco, definido como progressista, captou a Razão como a dimensão maior acessível ao Homem, reformando (passar à reforma...) por ela o poder da magia, reformando deus... E adoptou a democracia como «bomba estruturante» não somente da sociedade, mas do indíviduo, das possibilidades de desenvolvimento do pensamento deste, da atitude individual perante a vida, perante tudo, permitindo até ao indíviduo o desafiar do conceito de absoluto...

O outro bloco, definido como conservador, tentou amanhar-se com as ruínas do velho mundo; tentou sofisticar a magia, tentou modernizar deus... E adoptou os antigos e ebm conhecidos princípios dogmáticos de ordem, de absoluto, de indíviduo a eles submetido, assim como o seu pensamento, algemando a sua atitude perante a vida, perante tudo, sobretudo perante o conceito de absoluto...


Não é a opinião sobre um assunto que faz de nós uma pessoa conservadora ou progressista.. E definitivamente não seria a questão do aborto, que o definiria.
 
Não é um tema, JRodrigues, é muito mais do que isso: é o alicerce pelo qual nós perspectivamos não um tema mas um conjunto complexo de temas!

Um progressista e um conservador até podem coincidir e convergir em vários temas (embora, geralmente, por motivos e vias diferentes). É a visão de conjunto que os separa e não os temas isolados em que até podem parecer unidos.
 
O progressismo é um conceito ultrapassado e cuja etimologia lexical é, no mínimo, falaciosa...

E se Sócrates fosse vivo, duvido muito que fosse a favor do aborto.
 
O progressismo é um conceito ultrapassado para os teóricos do «fim da história», e que, no entanto, se constataram eles mesmos ultrapassados pelo progresso ao fim de duas ou três curvas!...
 
O progressismo é um conceito ultrapassado e cuja etimologia lexical é, no mínimo, falaciosa...

E se Sócrates fosse vivo, duvido muito que fosse a favor do aborto.

Na Grécia, Sócrates defendia que o aborto fosse um direito materno. A primeira referência ao aborto, na Grécia Antiga, encontra-se nos livros atribuídos a Hipócrates, que negava o direito ao aborto e exigia aos médicos jurar não dar às mulheres bebidas fatais para a criança no ventre. Por outro lado os gregos antigos apoiavam o aborto para regular o tamanho da população e manter estáveis as condições sociais e económicas. Platão recomendava o aborto às mulheres grávidas com mais de quarenta anos de idade, e via a interrupção de uma gravidez não desejada como um meio para aperfeiçoar o próprio corpo. (Fonte: Wikipédia)
 
O progressismo é um conceito ultrapassado para os teóricos do «fim da história», e que, no entanto, se constataram eles mesmos ultrapassados pelo progresso ao fim de duas ou três curvas!...
O progressimo e o conservadorismo foram conceitos que surgiram em contextos específicos, e cujos fundamentos originais, na minha opinião, há muito se esfumaram.

A simpatia lexical da palavra "progressista" é o que ainda lhe dá vida e o que incita a que ela seja tão frequentemente usada.

Porque o progresso não provém, necessariamente, dos "progressistas".
 
Na Grécia, Sócrates defendia que o aborto fosse um direito materno. A primeira referência ao aborto, na Grécia Antiga, encontra-se nos livros atribuídos a Hipócrates, que negava o direito ao aborto e exigia aos médicos jurar não dar às mulheres bebidas fatais para a criança no ventre. Por outro lado os gregos antigos apoiavam o aborto para regular o tamanho da população e manter estáveis as condições sociais e económicas. Platão recomendava o aborto às mulheres grávidas com mais de quarenta anos de idade, e via a interrupção de uma gravidez não desejada como um meio para aperfeiçoar o próprio corpo. (Fonte: Wikipédia)
Não se podem comparar os contextos políticos e sociais da Grécia Antiga com os da actualidade.

Sócrates não queria saber dos direitos da mulheres para nada. Defendia, isso sim, o eugenismo. Sócrates não só incitava ao aborto, como também ao infanticídio como método de criar uma elite de cidadãos.

Por isso é que eu referi se fosse hoje, no contexto actual. Porque Sócrates sempre defendeu o "direito natural" e a "alma" humana.
 
Mais um grande exemplo de "moral" foi dado pelos apoiantes do NÃO:

Distribuiram DVD's a crianças de uma escola (11/12 anos), que mostram um "documentario" sobre o aborto!
As crianças entregaram o DVD à professora e quando esta o visionou, ficou chocada com as imagens!!!

Deu hoje à meia-noite na SIC Noticias.

Não haja duvida; cidadãos exemplares.........:sh) :sh) :sh)

Já vandalalizaram a sede do PS, agora isto............
Que moral tem estas pessoas para falar?!

Não deixa de ser no minimo estranho que os apoiantes da pena de morte estejam na sua maioria do lado do NÃO............

Agora já aparecem alguns a dizer que se devia mudar a lei, pois são contra a morte e as mulheres não deveriam abortar em situação alguma!!
Nem no caso violação, nem nos casos de mal formação.....................

Às vezes pergunto-me se estamos realmente no sec XXI!!
 
Mais um grande exemplo de "moral" foi dado pelos apoiantes do NÃO:

Distribuiram DVD's a crianças de uma escola (11/12 anos), que mostram um "documentario" sobre o aborto!
As crianças entregaram o DVD à professora e quando esta o visionou, ficou chocada com as imagens!!!

Deu hoje à meia-noite na SIC Noticias.

Não haja duvida; cidadãos exemplares.........:sh) :sh) :sh)

Já vandalalizaram a sede do PS, agora isto............
Que moral tem estas pessoas para falar?!

Não deixa de ser no minimo estranho que os apoiantes da pena de morte estejam na sua maioria do lado do NÃO............

Agora já aparecem alguns a dizer que se devia mudar a lei, pois são contra a morte e as mulheres não deveriam abortar em situação alguma!!
Nem no caso violação, nem nos casos de mal formação.....................

Às vezes pergunto-me se estamos realmente no sec XXI!!

É a pura vergonhosa campanha do "NAO".
Na falta de argumentos as "imagens" falam mais alto. Pena terem metido ao barulho simples criancas.
 
Mais um grande exemplo de "moral" foi dado pelos apoiantes do NÃO:

Distribuiram DVD's a crianças de uma escola (11/12 anos), que mostram um "documentario" sobre o aborto!
As crianças entregaram o DVD à professora e quando esta o visionou, ficou chocada com as imagens!!!

Acho que o objectivo foi conseguido. As imagens devem de chocar para as pessoas terem a noção da realidade. Não vejo qualquer tipo de imoralidade nesta iniciativa.
 
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