Energias Renováveis

citação:Originalmente colocada por neoxic

citação:Originalmente colocada por colin


Em minha opinião, é urgente apostar desde já nas energias renováveis, embora os seus custos ainda superem (cerca de 40% a mais) os das centrais térmicas convencionais. Todos, como consumidores, deveremos de certa forma "arcar" com os custos extra.

Ao nível pessoal , podemos saber em que medida apostaste nessas tecnologias? :)

Podes pois: Em nada. Infelizmente estou longe de ser rico e neste momento um investimento deste tipo não faz grande sentido.

Daí eu ter começado esta discussão.

À luz do sistema actual, se quisesse adquirir um sistema fotovoltaico teria de investir cerca de 28 mil euros. O sistema teria a potência tal que me permitiria o menor tempo de retorno do investimento possível (5kWp, o que não é muito). O pior é que esse tempo de recuperação ocorreria após o final da vida útil do equipamento. Serve isto para dizer que SÓ uma pessoa com uma enormíssima preocupação ambiental E possibilidades financeiras acima da média é que está disposta a um investimento deste tipo. Isto não chega.

É necessário que uma "pessoa comum" (onde eu e quase todos os portugueses nos inserimos), de certa forma sensibilizada para as questões ambientais embora não sendo "fanático", veja reunidas as condições para apostar nestas soluções.

Por estar envolvido num estudo destas questões de há uns tempos para cá, surgiu-me a "crença" (quanto aos estudos, não infundada) que é possível que este tipo de investimentos sejam proveitosos (financeira e ambientalmente) para todas as partes envolvidas na questão, sejam elas o estado, os proprietários dos sistemas e até os consumidores finais da energia que não possuem os equipamentos.

Para isto e devido a estas razões expostas é necessário que o estado, principalmente, esteja disposto a investir seriamente.
 
[^][^]Um post com intervenções muito sóbrias e correctas[^][^].

Conclusão (abusiva da minha parte??;)): Demora muito para fazerem umas Nucleares???
 
Eu não gosto muito de energia eólica, nem penso que terá muito futuro
por várias razões.

1 - não ficaria muito lindo ter as casas todas com um venoinha no topo. :D
2 - Estamos muito dependentes de haver vento. Poucos locais são rentáveis.

Agora, tanto a energia solar térmica como a solar fotovoltaica,
penso que vão ser usadas em larga escala no futuro, até porque agora
já é obrigatório novas casas incluirem um sistema solar térmico. (não sei se isso já está em vigor).

A solar fotovoltaica ainda é muito cara, e além disso, produzir
os paineís fotovoltaicos também pouli bastante.

Mas não tenho dúvidas que o futuro será cada casa ter água quente
e electricidade directamente do sol que lhes chega ao telhado. :D
Especialmente em zonas solarengas como Portugal.

De facto, o incentivo aos paineis solares térmicos podia ser bem melhor, mas o nosso (des)governo gosta é de nos chular nos ISP's e afins...
 
XlPower já existe legislação que obriga o uso de fontes renováveis de energia em todas as construções. É uma obrigação que deveria ser posta se calhar como incentivo. Se fosse bom negócio todos metiam e não era preciso obrigatoriedade.

Painéis fotovoltaicos em casa não sei quem irá meter devido ao investimento inicial, mas a EDP compra a 0.30/0.40€ por cada kW de energia. Lembrem-se que pagamos 0.09€ na factura da EDP. Pelo que ouvi dizer a eficiência solar em nada se equipara à eólica. Tipo na Solar temos um preço de custo de vinte e tal centimos por kW e na eólica 9 cêntimos. Mas há sistemas que procuram melhorar isto. Inclusive vi na tv a empresa Ao Sol que pretende comercializar painéis solares térmicos que aquecem água a 250ºC e a partir daí basta uma turbina de vapor para criar a electricidade.. O futuro irá trazer muita evolução nesta área.
 
citação:Originalmente colocada por XlPower

Eu não gosto muito de energia eólica, nem penso que terá muito futuro
por várias razões.

1 - não ficaria muito lindo ter as casas todas com um venoinha no topo. :D
2 - Estamos muito dependentes de haver vento. Poucos locais são rentáveis.

1- Claro que não ficaria nada lindo. Mas em "aldeolas" ou propriedades com uns metros quadrados de terreno e condições de vento favoráveis, tal não seria impraticável.

2-`O vento não existe sempre, é certo. mas as mini turbinas eólicas têm cut-ins de 2,5 ou 3 m/s. A partir destas velocidades de vento, começam a produzir energia. A média anual em lisboa cifra-se nos 5.37 m/s. Há no entanto que frisar que, em cidades, a presença dos edifícios e outros obstáculos criam uma turbulência excessiva do ar, tornando-o "impróprio para consumo" pelas turbinas eólicas.

Já no "campo", esses efeitos são diluídos e há com certeza locais onde os pequenos aproveitamentos eólicos são perfeitamente viáveis e o impacto visual é bastante reduzido. Isto, claro, se não se plantar uma turbina em cada propriedade!

Concordo plenamente que a maior aposta deveria ser no solar. Temos condições extremamente propícias à instalação desses sistemas, o que ajuda a diluir o menor rendimento dos fotovoltaicos face às eólicas.

cumps
 
citação:Originalmente colocada por J.R.
Demora muito para fazerem umas Nucleares???
Penso que em Portugal a maioria da população é contra o nuclear e ao mesmo tempo.... acha a electricidade muito cara;)

Quanto às renováveis, exceptuando a fotovoltaica, todas as outras estão cada vez mais competitivas. [^]

É pena que a forma mais simples e eficaz de uso de energia renovável (aquecimento solar de água ) ainda seja tão pouco utilizada...
 
citação:Originalmente colocada por colin

O "pior" é que até chegarmos ao ponto que o carvão é extremamente caro, ainda hão-de passar alguns anos.

Em minha opinião, é urgente apostar desde já nas energias renováveis, embora os seus custos ainda superem (cerca de 40% a mais) os das centrais térmicas convencionais. Todos, como consumidores, deveremos de certa forma "arcar" com os custos extra.

Na realidade quanto custa queimar o carvão?

O preço do carvão reflete todas as consequencias boas/más? Tem o custo de extracção, tratamento, transporte etc etc, mas terá os custos referentes à queima e aos poluentes daí resultantes?

Por outras palavras, creio que o custo da queima de carvão não está totalmente "contabilizado" na factura final paga pelo consumidor.

Talvez se aplicassem externalidades negativas ao carvão, a percepção que se tem da sua energia ser barata mudasse. E mais rapidamente as energias "limpas" se tornassem mais eficientes mesmo em termos económicos.
 
Não sei quanto está o carvão. Mas é barato. Se o rendimento do processo é no máximo 40% em ciclo combinado. Há o transporte, lavagem, tratamento de resíduos etc. E mesmo assim é mais barato que as energias limpas tem de ser barato. Mas com a escassez o preço vai ser sempre a aumentar. Além da depenência energética que é um problema gravíssimo. Imaginem que os nossos fornecedores de carvão entram em guerra.. O preço explode!
 
citação:Imaginem que os nossos fornecedores de carvão entram em guerra.. O preço explode!

E já aconteceu na 1ª Grande Guerra Mundial de modo que a Armada Britânica mudou para o petróleo de modo a precaver-se além de que em termos tecnológicos lhes deu avanço na Armada.
 
citação:Originalmente colocada por Jacare

Na realidade quanto custa queimar o carvão?

O preço do carvão reflete todas as consequencias boas/más? Tem o custo de extracção, tratamento, transporte etc etc, mas terá os custos referentes à queima e aos poluentes daí resultantes?

Aí está um ponto fulcral! Há custos ambientais associados à queima do carvão que nós não estamos habituados a contabilizar.

Com o comércio europeu de licenças de emissão, podemos atribuir um preço (em euros!) às toneladas de CO2 emitidas devido à queima de combustíveis fósseis.

Por exemplo, o Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão prevê a atribuição de licenças para emissão de 16,476 Mtoneladas de CO2 por ano para o sector da electroprodução.

Esse PNALE também refere que "o fundo português de carbono será objecto de dotação plurianual por parte do Estado Português num montante que poderá atingir os 348 milhoes de euros, no período de 2007 a 2012." Essa verba permitirá adquirir os créditos correspondentes ao défice de 3,72Mton de CO2 por ano como também as 2,08Mton/ano relativos ao esforço de reserva para novas instalações.

Isto implica que o custo da emissão de CO2 pode atingir os 60€/tonelada, custos suportados pelo estado português. E se algum desse dinheiro servisse para produzir energia limpa em vez de comprar licenças de emissão? Poderia ser um ponto de partida.

Para que conste, as multas por não se cumprir o protocolo de Kyoto, no periodo de 2008-2012, atingirão os 100€/tonelada de CO2. depois desse periodo, é natural que aumente...
 
citação:Isto implica que o custo da emissão de CO2 pode atingir os 60€/tonelada, custos suportados pelo estado português. E se algum desse dinheiro servisse para produzir energia limpa em vez de comprar licenças de emissão? Poderia ser um ponto de partida.

Só por curiosidade quanto custa a tecnologia dita limpa e as suas infra-estruturas, pessoal técnico e sua formação, manutenção, entre outros aspectos.

O ponto de partida mais cedo ou mais tarde terá que ser dado mas é da competência do Estado em dar um Real "tiro" de partida coisa que ainda não aconteceu.
 
Establecer um preço para a energia limpa não é fácil pois depende de muitos factores desde tipo de energia, potência instalada, local, etc...

Mas, em 2002, o custo das energias renováveis (sem hídrica) foi de 7,09 cent/kWh. O custo da energia produzida pelo parque térmico, hidricas e energia importada foi de 5,26 cent/kWh, se nao me falharam as contas. Dá quase 40% a mais.
 
O futuro aponta claramente para a produção distribuida da energia.

Por agora, mas seria muito bom começar por trocar as centrais de carvão por gás natural.

A eficiência da energia fotovoltaica ainda é muito baixa o que a torna cara.

Para além dos já citados, há ainda o hdrogénio como vector energético.
Tem uma quantidade de energia por massa espectacular mas também ainda há muito que desenvolver para o tornar mais prático.

A quem estiver interessado, aconselho uma vista de olhos nos artigos de um grande cientista italiano, Cesare Marchetti. Vão a www.cesaremarchetti.org e vejam alguns dos seus artigos sobre a economia do hidrogénio e a energia nuclear.
 
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Estudo: mercado da energia eólica em expansão
O estudo do Worldwatch Institute demonstra que a utilização da energia eólica registou aumentos significativos no passado ano.
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Os avanços conseguidos pela indústria da energia eólica na construção de turbinas mais rentáveis e produtivas conduziu a um aumento da taxa de utilização de energia eólica, na ordem dos 26%, a nível global, revela o site cnet.com. No ano transacto a capacidade de produção de energia, através do recurso ao vento, aumentou em 15.200 megawatts em comparação com o ano anterior. Até ao final do corrente, prevê-se que a capacidade global de produção de energia eólica chegue aos 75 megawatts, o permitirá que não sejam lançadas para a atmosfera 43 milhões de toneladas de dióxido de carbono, segundo o estudo do instituto americano.
Actualmente, Alemanha, Espanha e EUA são os maiores produtores mundiais de energia eólica, com 60% da produção global. Porém, o mesmo estudo prevê que, em poucos anos, países como a China ou a Índia ocupem os lugares cimeiros na produção mundial de energia eólica.
Consulte o estudo do Worldwatch Institute clicando aqui.


http://exameinformatica.clix.pt/noticias/futurologia/215816.html
Uma boa noticia.
 
O post da cara colega forista é um post raro, de uma colheita seleccionada, envelhecida em cascos de carvalho durante 7 anos com notas suaves de bafio devido ao toque de desenterranço com uma suave e delicado aroma a publicidade revestido com uma camada de serviço informativo.
 
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