Medicamento sujeito a receita sem ter receita...

Então aquela história de o andarem a impingir não é propriamente correcta.. Eu pensava que as parafarmácias também eram obrigadas a terem farmacêuticos a atender, mas pelos vistos não. Eu confesso que sem ser para cremes ou algo assim simples, dirigo-me sempre a uma farmácia, sinto-me mais segura. Mas também pode ser parvoice..!

Obrigada de qualquer maneira Avant ;)
 
citação:Jfamendes Posted - 29/01/2007 : 17:13:10

Então aquela história de o andarem a impingir não é propriamente correcta.. Eu pensava que as parafarmácias também eram obrigadas a terem farmacêuticos a atender, mas pelos vistos não. Eu confesso que sem ser para cremes ou algo assim simples, dirigo-me sempre a uma farmácia, sinto-me mais segura. Mas também pode ser parvoice..!

E é precisamente aí que os farmacêuticos farmácia de oficina deviam apostar, na mais valia do atendimento. Mas cada vez que se fala em medicamentos fora das farmácias começam logo a barafustar e blá, blá e conversa toda que vem na cassete distribuída pelo Cordeiro. Se prestarem um bom serviço e atendimento no acto da dispensa tenho quase a certeza que o utente vai querer lá voltar. Claro que depois quem os ouve só pode pensar que a eles nada mais interessa que os euros. São autênticos "tiros no pé".

A ANF representa uma mais valia, quanto mais não seja pelo pagamento a horas da comparticiação, mas digo sem qualquer pudor que os tipos são enjoativos "comó cacete!". Xiça!
 
Se a receita for trancada e a farmácia de serviço não tiver o medicamento, a farmácia telefona ao médico. Simples, correcto, e já me aconteceu algumas vezes.
[/quote]


Já agora como se verifica que a receita está "trancada"?

E mais ainda, o farmaceutico telefona ao médico? Onde? Não estou a ver como!
 
citação:Originalmente colocada por PowerSlide

Está ainda por explicar porque é que uma receita com "genéricos" pode vir trancada numa determinada marca de genéricos. Também deve ser culpa do farmacêutico não?

A mim já me aconteceu ir a farmacia com uma receita sem discriminação de qualquer laboratorio de "genericos", apenas a DCI e obviamente não trancada e levar pra casa um medicamento de marca mto mais caro.

Portanto acho até q os médicos q optem por "genericos" devem escolher o mais barato e um laboratorio q normalmente haja em stock nas farmacias e trancar a receita.
 
citação:Originalmente colocada por MariaR



Se a receita for trancada e a farmácia de serviço não tiver o medicamento, a farmácia telefona ao médico. Simples, correcto, e já me aconteceu algumas vezes.


Já agora como se verifica que a receita está "trancada"?

E mais ainda, o farmaceutico telefona ao médico? Onde? Não estou a ver como!

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Nos quadrados em baixo onde diz "autorizo o fornecimento ou a dispensa de um medicamento genérico" ou "não autorizo". Não estar nada preenchido é o equivalente a autorizar. O que isso quer dizer que nesse caso, com a concordância do doente (que assina em espaço próprio no verso), a farmácia pode dispensar o medicamento genérico que quiser com o mesmo princípio activo.

O contacto telefónico é muito simples; 1º, as receitas têm um espaço para o contacto telefónico do médico, que é obrigatório ser preenchido. 2º, normalmente as prescrições que obrigam o recurso a farmácias de serviço são efectuadas em horário nocturno, o que implica a permanência do médico no SU/SAP. Agora se a receita foi passada de dia e as pessoas acham que às 23h é que é boa altura de ir à farmácia, ou se vão aviar a receita passados 2 dias...
 
citação:Originalmente colocada por MariaR


Já agora como se verifica que a receita está "trancada"?

E mais ainda, o farmaceutico telefona ao médico? Onde? Não estou a ver como!

Há uns quadradinhos em baixo e em frente um espaço pra assinar na receita, onde se assinalam os medicamentos q não se querem ou os q não importam q sejam alterados, isto claro, desde q seja o mesmo principio activo e dosagem.

Nas receitas consta o contacto telefonico do médico
 
citação:Originalmente colocada por smi1e
A mim já me aconteceu ir a farmacia com uma receita sem discriminação de qualquer laboratorio de "genericos", apenas a DCI e obviamente não trancada e levar pra casa um medicamento de marca mto mais caro.

Portanto acho até q os médicos q optem por "genericos" devem escolher o mais barato e um laboratorio q normalmente haja em stock nas farmacias e trancar a receita.

Mais uma vez, não há genéricos em portugal. Há "genéricos de marca", que foi uma invenção fabulosa do Sr. Ministro da Saúde do Grupo Mello, que por sua vez detém x% da ANF... ai cala-te boca. ;)

Mesmo entre "genéricos" há diferenças de preço consideráveis. A maior parte dos genéricos são vendidos ao preço de referência, que é o preço máximo até que o estado comparticipa o custo do medicamento. Muitas "cópias" - que são medicamentos de "marca" também. Até muitos originais já são vendidos ao preço de referência.

Eu tranco as receitas todas por uma questão de princípio - acho que quem decide o medicamento a dispensar ao doente NÃO pode ter interesse financeiro nesse acto. É claro que tento optar pelos mais baratos, mas também por aqueles que me merecem confiança. Já antes da lei dos genéricos receitava ratiopharm, ciclum, labesfal e merck. Agora desde que começaram a nascer marcas de medicamentos como cogumelos, perdoem-me se não quero que os meus doentes sejam tratados com medicamentos que não faço a mínima ideia de onde apareceram.

E até te digo um "esquema" que algumas farmácias desonestas utilizam; na lei que regulamenta o modelo das receitas, se hover cruzes nos dois lados, é tipo totoloto invalidado, ou seja, é o equivalente a não estar lá nada. Então estão mesmo a ver, dão o que querem ao doente, fazem cruzes nos quadrados todos, e quando o doente vira costas fazem um rabisco na assinatura do doente atrás. Passa tudo...
 
Avant usei sempre genericos entre aspas. [:p]

Qdo referi q os médicos devem escolher o mais barato, é claro q dentro da sua experiencia clinica. Há uns anos qdo o dentes do siso me atazanavam, cheguei a experimentar uma nimesulida de um laboratorio espanhol q não fazia o efeito desejado, nessa altura tomava o gerilide ou o jabasulide. Mas estas agora parece q tb são "genericos". :D
 
citação:Originalmente colocada por smi1e
cheguei a experimentar uma nimesulida de um laboratorio espanhol q não fazia o efeito desejado, nessa altura tomava o gerilide ou o jabasulide. Mas estas agora parece q tb são "genericos". :D

Ora essa é que essa. O que fazer ou pensar quando os doentes vêm com um genérico a dizer que não faz o mesmo efeito? Mostro-lhes os estudos de bioequivalência? Agora podem ser genéricos, mas já há muito tempo que receito jabasulide, com resultados. Porque é que hei-de prescrever Nimesulida ManelCiganão MG ?
 
Sou contra o desperdício de dinheiro mas, entre um medicamento conhecido, prescrito pelo médico conhecido e um genérico pouco ou nada conhecido, prefiro a 1.º opção.
 
citação:Originalmente colocada por Jfamendes

Peço imensa desculpa por estar a interromper a vossa conversa, mas tenho uma dúvida sobre um medicamento, e já vi que vocês aqui percebem disso, por isso não achei necessário abrir um novo tópico..

Na semana passada fui a uma daquelas parafarmacias que agora há (calculo que parafarmacias vs farmacias daria outra discussão) e ia apenas comprar uns cremes, quando ouvi uma senhora à minha frente a pedir algo para a consitpação. A vendedora (não farmaceutica) deu-lhe o antigripine. A senhora então pergunta se o antigripine não tinha sido retirado do mercado por conter uma substância que poderia provocar AVCs? A rapariga não soube responder e eu fiquei com essa curiosidade.

Foi retirado? Se sim, como está à venda? E se está à venda, alteraram a dita substância? Ou eu e a senhora estamos a fazer confusão e nunca houve problema nenhum com o antigripine?

desculpem lá o testamento, mas fiquei mesmo curiosa :)

Nas parafarmácias não é obrigatória a presença permanente de um profissional de saúde. É necessário existir um farmacêutico responsável que pode ter sob a sua alçada um número limitado de estabelecimentos (até 5 se bem me lembro) num raio de 50 Km.

Quanto ao Antigrippine, foi realmente retirado do mercado assim como o Rinogan por causa de um dos seus componentes, a fenilpropanolamina, precisamente pela razão que a senhora mencionou. Entretanto o Antigrippine mudou a sua composição e voltou ao mercado sem a fenilpropanolamina.
 
citação:Originalmente colocada por Avant
E até te digo um "esquema" que algumas farmácias desonestas utilizam; na lei que regulamenta o modelo das receitas, se hover cruzes nos dois lados, é tipo totoloto invalidado, ou seja, é o equivalente a não estar lá nada. Então estão mesmo a ver, dão o que querem ao doente, fazem cruzes nos quadrados todos, e quando o doente vira costas fazem um rabisco na assinatura do doente atrás. Passa tudo...

Que vergonha!! Eu era incapaz de fazer isso.

citação:O contacto telefónico é muito simples; 1º, as receitas têm um espaço para o contacto telefónico do médico, que é obrigatório ser preenchido. 2º, normalmente as prescrições que obrigam o recurso a farmácias de serviço são efectuadas em horário nocturno, o que implica a permanência do médico no SU/SAP. Agora se a receita foi passada de dia e as pessoas acham que às 23h é que é boa altura de ir à farmácia, ou se vão aviar a receita passados 2 dias...

Pois é mesmo esse o problema. Sinceramente acho uma falta de respeito para com o médico, vir aviar uma receita de uma urgência dois ou três dias depois... quando não é uma semana.
 
Para informação um genérico para ir para o mercado precisa de um de dois tipos de testes:

O teste de bioequivalencia (complicado e onerouso de se executar).
Ou o teste de equivalencia farmacêcutica.
Neste 2º resume-se ao seguinte: tem o principio activo na mesma dosagem, tem a mesma forma farmacêutica (comprimido ou xarope ou afins) então é igual.....

Á cerca de um ano apenas cerca de 25% dos genéricos tinham sido aprovados pelo teste de biodisponibilidade, os restantes 75% apenas pelo 2º teste.

Será que os excipintes não contam para nada na produção de um medicamento??? será que são mesmo iguais???

Eu, pela minha experiância pessoal com alguns medicamentos e pelos testes que temos executado na faculdade quer-me parecer que não!!!!
 
citação:Spinnaker Posted - 30/01/2007 : 10:54:51
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Para informação um genérico para ir para o mercado precisa de um de dois tipos de testes:

O teste de bioequivalencia (complicado e onerouso de se executar).
Ou o teste de equivalencia farmacêcutica.
Neste 2º resume-se ao seguinte: tem o principio activo na mesma dosagem, tem a mesma forma farmacêutica (comprimido ou xarope ou afins) então é igual.....


Á cerca de um ano apenas cerca de 25% dos genéricos tinham sido aprovados pelo teste de biodisponibilidade, os restantes 75% apenas pelo 2º teste.

Será que os excipintes não contam para nada na produção de um medicamento??? será que são mesmo iguais???

Eu, pela minha experiância pessoal com alguns medicamentos e pelos testes que temos executado na faculdade quer-me parecer que não!!!!

Se faz favor podes desenvolver um pouco mais o texto que está a bold? E também a fonte dessa informação.

Agradeço antecipadamente.
 
Caríssimos, QUALQUER farmacêutico que dispense um medicamento sujeito a receita médica (MSRM) sem haver receita, está sujeito a uma coima e não é nada meiga...para nós...para as farmácias é outra história...:D
O que acontece por vezes é que pessoas que tomam um comprimido 1x dia que é vital para a sua sobrevivência (ex: medicamentos do foro cardiológico) podem comprar o medicamento apresentando depois a receita. A farmácia regista o medicamento como "venda suspensa" até ser entregue a receita.
nestes casos, o benefício para o utente é SUPERIOR ao risco para o farmacêutico, ou seja, o farmacêutico está a defender a vida do doente mesmo indo contra a lei. Nestes casos, nada há contra e nenhuma coima é aplicada desde que o doente precise comprovadamente do medicamento.
 
citação:Originalmente colocada por Keyser_Soze

citação:Spinnaker Posted - 30/01/2007 : 10:54:51
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Para informação um genérico para ir para o mercado precisa de um de dois tipos de testes:

O teste de bioequivalencia (complicado e onerouso de se executar).
Ou o teste de equivalencia farmacêcutica.
Neste 2º resume-se ao seguinte: tem o principio activo na mesma dosagem, tem a mesma forma farmacêutica (comprimido ou xarope ou afins) então é igual.....


Á cerca de um ano apenas cerca de 25% dos genéricos tinham sido aprovados pelo teste de biodisponibilidade, os restantes 75% apenas pelo 2º teste.

Será que os excipintes não contam para nada na produção de um medicamento??? será que são mesmo iguais???

Eu, pela minha experiância pessoal com alguns medicamentos e pelos testes que temos executado na faculdade quer-me parecer que não!!!!

Se faz favor podes desenvolver um pouco mais o texto que está a bold? E também a fonte dessa informação.

Agradeço antecipadamente.

Amanhã (hoje...:D) posso esclarecer-te isso...;)

Depois posto aqui!:)
 
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