Medicamento sujeito a receita sem ter receita...

E também me poderás responder sobre uma situação que me causa algumas dúvidas: é sabido que por vezes, há compras de medicamentos, por parte das farmácias, com bónus incluido, ou seja, x embalagens grátis por cada lote comprado. Nada de mal, é uma prática corrente em muitas vendas a retalho. Agora, considerando que essas embalagens são vendidas pelo PVP, que legitimidade têm as farmácias de ir reclamar ao estado a comparticipação entre 30-95% de uma coisa que lhes custou... 0 euros? Como é feita a contabilidade dessas situações?
 
citação:Originalmente colocada por Avant


Portanto, como pudeste demonstrar, todas as generalizações são perigosas.
E eu que pensava que era só na classe médica que havia maus profissionais.

Mas já agora, podes-me responder à pergunta das fluoxetinas. E se consideras que existem de facto genéricos em portugal?

Não encontras nenhum post meu a fazer generalizações quanto aos médicos. Nunca o fiz nem o farei até por respeito aos muitos bons médicos que existem no nosso país. Cada vez mais acho que a "pseudo-guerrinha" medicina/farmácia não faz nenhum sentido nos dias de hoje. Como profissionais de saúde queremos a melhoria do estado de saúde do utente/paciente e claro que no meio de tudo isto lá se apanham umas ovelhas negras como em todas as profissões.

Quanto ao facto dos genéricos, tu sabes a definição de medicamento genérico tão bem como eu e sabes a situação que está de meomento em vigor em Portugal. Temos que jogar com as cartas que nos colocam na mesa.

Quanto às fluoxetinas, queria que o médico me receitasse precisamente isso: Fluoxetina. Depois na farmácia queria que me dissessem quais as alternativas, qual o preço de cada uma e mediante isso tomava a minha decisão.
 
citação:Originalmente colocada por PowerSlide

Não encontras nenhum post meu a fazer generalizações quanto aos médicos. Nunca o fiz nem o farei até por respeito aos muitos bons médicos que existem no nosso país. Cada vez mais acho que a "pseudo-guerrinha" medicina/farmácia não faz nenhum sentido nos dias de hoje. Como profissionais de saúde queremos a melhoria do estado de saúde do utente/paciente e claro que no meio de tudo isto lá se apanham umas ovelhas negras como em todas as profissões.

Pois não, mas eu estava a responder na mesma moeda ao Liberal.

citação:Quanto ao facto dos genéricos, tu sabes a definição de medicamento genérico tão bem como eu e sabes a situação que está de meomento em vigor em Portugal. Temos que jogar com as cartas que nos colocam na mesa.

Pois, mas a generalidade das pessoas não sabe e graças à campanha de desinformação que a ANF e o governo anterior levaram a cabo, parece que eram medicamentos bons e muito mais baratos que os mauzões dos médicos não queriam receitar. Como sabes, isso caiu por terra quando este ministro (e bem) decidiu acabar com o acréscimo de comparticipação de mais 10%, que no fundo era concorrência desleal. O sistema de preço de referência é correcto, e também sabes que há muitas cópias ao preço de referência, como os genéricos.

citação:Quanto às fluoxetinas, queria que o médico me receitasse precisamente isso: Fluoxetina. Depois na farmácia queria que me dissessem quais as alternativas, qual o preço de cada uma e mediante isso tomava a minha decisão.

Também eu, mas para isso tem que se criar verdadeiros genéricos - fluoxetina é fluoxetina, e quem a produziria durante x tempo seria o laboratório que, em concurso público, apresentasse o preço mais barato. Mas em portugal não há genéricos, há uns medicamentos que têm o nome do principio activo e do laboratório à frente.
Agora o que não poderia tolerar é que o poder de decisão do medicamento a dispensar estivesse em quem, inevitavelmente, tem interesses comerciais na sua venda. E à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-la.

Os exemplos que dei foram propositados. A fluoxetina da farmoz é muito mais barata do que a fluoxetina ratiopharm. Caixa de 60 capsulas de 20mg. Porquê? E então se receitar ratiopharm, um genérico, estou a prestar um bom serviço ao doente?
 
citação:Originalmente colocada por Avant

E também me poderás responder sobre uma situação que me causa algumas dúvidas: é sabido que por vezes, há compras de medicamentos, por parte das farmácias, com bónus incluido, ou seja, x embalagens grátis por cada lote comprado. Nada de mal, é uma prática corrente em muitas vendas a retalho. Agora, considerando que essas embalagens são vendidas pelo PVP, que legitimidade têm as farmácias de ir reclamar ao estado a comparticipação entre 30-95% de uma coisa que lhes custou... 0 euros? Como é feita a contabilidade dessas situações?

Contabilisticamente é assim: o bónus não entra a custo zero. O que se passa é que o preço dilui-se pelas outras embalagens. Por exemplo: compra-se dez caixas de um medicamento que custa dez euros e vem uma de bónus. As onze caixas entram na farmácia a custar 9,09 cada. Sei de um caso de uma farmácia que metia os bónus a custo zero na contabilidade e levaram uma multa que não foi nada meiga. Como sabes, a margem é fixada pelo estado (vai descer agora em Fevereiro) assim como o PVP. Os bónus são uma maneira de subir a margem de lucro.
 
E agora a pergunta inevitável; uma vez que a comparticipação do estado é em percentagem, até um determinado preço de referência, a comparticipação aplica-se aos 10€ ou aos 9,09€?
 
citação:Originalmente colocada por Avant



Pois não, mas eu estava a responder na mesma moeda ao Liberal

Eu percebi. Daí ter dito que não concordava com a opinião dele.

citação:Pois, mas a generalidade das pessoas não sabe e graças à campanha de desinformação que a ANF e o governo anterior levaram a cabo, parece que eram medicamentos bons e muito mais baratos que os mauzões dos médicos não queriam receitar. Como sabes, isso caiu por terra quando este ministro (e bem) decidiu acabar com o acréscimo de comparticipação de mais 10%, que no fundo era concorrência desleal. O sistema de preço de referência é correcto, e também sabes que há muitas cópias ao preço de referência, como os genéricos.

Também não tenho nada contra o sistema de preços de referência que está agora em vigor. Os tais 10% não faziam sentido. Muitos farmacêuticos não concordam com as posições da ANF mas a ANF era até há bem pouco tempo praticamente a única alternativa que uma farmácia tinha para receber o dinheiro das comparticipações a tempo e horas. É triste mas é verdade.


citação:Também eu, mas para isso tem que se criar verdadeiros genéricos - fluoxetina é fluoxetina, e quem a produziria durante x tempo seria o laboratório que, em concurso público, apresentasse o preço mais barato. Mas em portugal não há genéricos, há uns medicamentos que têm o nome do principio activo e do laboratório à frente.
Agora o que não poderia tolerar é que o poder de decisão do medicamento a dispensar estivesse em quem, inevitavelmente, tem interesses comerciais na sua venda. E à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-la.
Os exemplos que dei foram propositados. A fluoxetina da farmoz é muito mais barata do que a fluoxetina ratiopharm. Caixa de 60 capsulas de 20mg. Porquê? E então se receitar ratiopharm, um genérico, estou a prestar um bom serviço ao doente?

E quem disse que não concordo com o que disseste? Como podes ver, disse que queria que o médico receitasse Fluoxetina e não escrevi mais nada à frente. A situação dos "genéricos de marca" é estranha desde o início. Por norma temos o genérico mais barato e mais alguns mas temos que ter a Fluoxetina da Ratiopharm porque há receitas que estão trancadas e não podemos dar outra. Obviamente que dar a mais cara sem informar a pessoa de que há uma mais barata não é correcto. Nós ao fim ao cabo, na farmácia não decidimos nada. O médico como prescritor é que vai dizer o medicamento que pretende e se permite ou não a substituição. Eu não altero prescrições. Se outros o fazem tenho pena que andem a destruir o bom nome de uma classe profissional.
 
citação:Originalmente colocada por Avant

E agora a pergunta inevitável; uma vez que a comparticipação do estado é em percentagem, até um determinado preço de referência, a comparticipação aplica-se aos 10€ ou aos 9,09€?

A comparticipação aplica-se sempre ao PVP. Os 10 ou 9,09 são os PVF (preço de venda à farmácia). O estado vai desembolsar o mesmo. O armazenista é que me fez o desconto.
 
citação:Originalmente colocada por PowerSlide

citação:Originalmente colocada por Avant



Pois não, mas eu estava a responder na mesma moeda ao Liberal

Eu percebi. Daí ter dito que não concordava com a opinião dele.

citação:Pois, mas a generalidade das pessoas não sabe e graças à campanha de desinformação que a ANF e o governo anterior levaram a cabo, parece que eram medicamentos bons e muito mais baratos que os mauzões dos médicos não queriam receitar. Como sabes, isso caiu por terra quando este ministro (e bem) decidiu acabar com o acréscimo de comparticipação de mais 10%, que no fundo era concorrência desleal. O sistema de preço de referência é correcto, e também sabes que há muitas cópias ao preço de referência, como os genéricos.

Também não tenho nada contra o sistema de preços de referência que está agora em vigor. Os tais 10% não faziam sentido. Muitos farmacêuticos não concordam com as posições da ANF mas a ANF era até há bem pouco tempo praticamente a única alternativa que uma farmácia tinha para receber o dinheiro das comparticipações a tempo e horas. É triste mas é verdade.


citação:Também eu, mas para isso tem que se criar verdadeiros genéricos - fluoxetina é fluoxetina, e quem a produziria durante x tempo seria o laboratório que, em concurso público, apresentasse o preço mais barato. Mas em portugal não há genéricos, há uns medicamentos que têm o nome do principio activo e do laboratório à frente.
Agora o que não poderia tolerar é que o poder de decisão do medicamento a dispensar estivesse em quem, inevitavelmente, tem interesses comerciais na sua venda. E à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-la.
Os exemplos que dei foram propositados. A fluoxetina da farmoz é muito mais barata do que a fluoxetina ratiopharm. Caixa de 60 capsulas de 20mg. Porquê? E então se receitar ratiopharm, um genérico, estou a prestar um bom serviço ao doente?

E quem disse que não concordo com o que disseste? Como podes ver, disse que queria que o médico receitasse Fluoxetina e não escrevi mais nada à frente. A situação dos "genéricos de marca" é estranha desde o início. Por norma temos o genérico mais barato e mais alguns mas temos que ter a Fluoxetina da Ratiopharm porque há receitas que estão trancadas e não podemos dar outra. Obviamente que dar a mais cara sem informar a pessoa de que há uma mais barata não é correcto. Nós ao fim ao cabo, na farmácia não decidimos nada. O médico como prescritor é que vai dizer o medicamento que pretende e se permite ou não a substituição. Eu não altero prescrições. Se outros o fazem tenho pena que andem a destruir o bom nome de uma classe profissional.

Então afinal estamos de acordo em muita coisa...
 
citação:Originalmente colocada por PowerSlide
Muitos farmacêuticos não concordam com as posições da ANF mas a ANF era até há bem pouco tempo praticamente a única alternativa que uma farmácia tinha para receber o dinheiro das comparticipações a tempo e horas. É triste mas é verdade.

Mas qual é a outra alternativa?
 
Já o escrevi anteriormente e volto a referir, bons e maus profissionais existem em todas as actividades mas da mesma forma que não concordo que se diga que todos os farmacêuticos são uns corruptos e gananciosos também não vou escrever que a maioria da classe médica, no acto da prescrição, só pensa é nos laboratórios que lhe dão mais via...vantagens. Acredito que não seja assim.

E lamento que, por vezes, para "defender a nossa dama" haja necessidade de recorrer a situações menos agradáveis por parte dos outros. Poderíamos passar o dia todo a referir situações em que um ou outro fez algo que não devia e provavelmente na maioria delas haveria base para recriminação. Será que isso seria o reflexo de toda uma classe? Na minha boa fé espero que não. E aliás, tenho a convicção- correcta ou não- de que os médicos conhecem mais casos de má conduta de outros colegas do que de farmacêuticos e estes dos seus colegas.

A mim não me faz muita diferença se a receita estiver trancada ou não. O problema só se coloca quando não é possível, num intervalo de tempo razoável, que esse mesmo medicamento esteja disponível. E aí é que coloquei as situações das farmácias de serviço. Mas também sou sincero, se a data da receita não for daquele dia, que culpa tem o médico do doente não ter sido mais responsável e ter ido à farmácia atempadamente?
 
citação:Originalmente colocada por Avant

citação:Originalmente colocada por PowerSlide
Muitos farmacêuticos não concordam com as posições da ANF mas a ANF era até há bem pouco tempo praticamente a única alternativa que uma farmácia tinha para receber o dinheiro das comparticipações a tempo e horas. É triste mas é verdade.

Mas qual é a outra alternativa?

O Estado paga directamente às farmácias que quiserem correr esse risco. O ministério da saúde está agora a tentar convencer as farmácias a saírem da ANF uma vez que dizem que conseguem garantir o pagamento das comparticipações a tempo e horas. A ver vamos.
Existem algumas (poucas) farmácias em Portugal que não estão associadas à ANF. Antes da criação da ANF haviam farmácias que estavam com atrasos de cerca de 2 anos no pagamento das comparticipações. Existe também uma outra associação (que agora não me recordo o nome) que também paga comparticipações às farmácias. Pelo menos pagava, não sei se agora com as novas leis se continua a pagar. A diferença para a ANF era que esta associação não cobrava o tal 1,5%.
A ANF já contornou a nova legislação. Oficialmente não é a ANF que paga as comparticipações.
 
Tenho algum conhecimento de Farmácia. E já aqui o disse muitas vezes. Algumas coisas, mas posso repetir...

1º Cerca de 90% dos médicos "tranca" a receita!!! E "teoricamente" a farmácia não pode fazer nada! Se fizer "teoricamente" está a ajudar o utilizador.

Dou um exemplo. O meu irmão precisou de um antibiótico. O Médico receitou XXXXX YYYY Caixa de 24comp. SEM possibilidade de Genérico. Eram para tomar apenas 3 comprimidos antes de um pequena cirurgia. Só 3, o próprio médico o disse!. O meu irmão chega a farmácia e dão-lhe a caixa e paga os 12€. Mas o farmacêutico diz: O médico trancou a receita por isso não posso fazer nada. Mas há o genérico a 5€ e pior que isso sem genérico há o ORIGINAL caixa de 12! A 6€!!! E como só tem de tomar 3, pq leva é que o médico receitou de 24????

2º - Uma Farmácia não Enriquece a vender medicamentos... (como é obvio ganha dinheiro com isso), mas não enriquece.! Se virem bem as farmácias grandes e que vendem bem, enriquecem a vender os NÃO MEDICAMENTOS! perfumes, tretas de bébé, cremes etc etc. Esses sim são comprados a 10€ e vendidos a 20€ um medicamento é comprado a 3€ e vendido a 3,30€.... Há medicamentos com taxas de lucro irrisórias.
 
citação:Originalmente colocada por Avant

Não estou muito bem a ver essa do "máquinas de passar receitas". Se for no público, sim, há gente assim, agora na medicina privada não estou a ver grande sucesso para quem "só passe receitas"...
[:0][:0]Sim senhor[^][^].
Grande evolução;).
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Avant

Não estou muito bem a ver essa do "máquinas de passar receitas". Se for no público, sim, há gente assim, agora na medicina privada não estou a ver grande sucesso para quem "só passe receitas"...
[:0][:0]Sim senhor[^][^].
Grande evolução;).

Então mas alguma vez coloquei isso em causa? Ovelhas negras há em todo o lado...
 
citação:Originalmente colocada por Keyser_Soze

também não vou escrever que a maioria da classe médica, no acto da prescrição, só pensa é nos laboratórios que lhe dão mais via...vantagens. Acredito que não seja assim.

Mas podes, pois agora posso-te mostrar um estudo que IGS se deu ao trabalho de fazer ao relacionar as precrições dos médicos que mais prescreviam com as idas a congressos no estrangeiro - conclusão: não acharam relação nenhuma.

citação:A mim não me faz muita diferença se a receita estiver trancada ou não. O problema só se coloca quando não é possível, num intervalo de tempo razoável, que esse mesmo medicamento esteja disponível. E aí é que coloquei as situações das farmácias de serviço. Mas também sou sincero, se a data da receita não for daquele dia, que culpa tem o médico do doente não ter sido mais responsável e ter ido à farmácia atempadamente?

Se a receita for trancada e a farmácia de serviço não tiver o medicamento, a farmácia telefona ao médico. Simples, correcto, e já me aconteceu algumas vezes.
 
E na farmácia onde estive a estagiar esse é o procedimento habitual mas estando tu no ramo da saúde, saberás tão bem como eu, que por vezes o circuito entre o centro de saúde e a farmácia não é linear. E depois quando se tenta estabalecer o contacto já é tarde de mais. Não é o habitual mas é uma hipótese plausível. Claro que não me custa admitir que estou a relatar exemplos que tentam de alguma forma ajudar a compreender que nem sempre tudo é feito para prejudicar o utente e sacar-lhe dinheiro.

As outras situações menos correctas que foram colocadas são também elas verdadeiras. Não me parece é justa generalização porque tal como escrevi anteriormente, saberei eu melhor de certas artimanhas que os farmacêuticos fazem e não estão correctas. Mas lá por eles o fazerem não quer dizer que todos o façam e felizmente das vezes que tive ocasião de falar com outros colegas verifiquei que não é regra.

E para finalizar, volto a repetir, que acho piada a essa pseudo-moralidade de algumas pessoas que criticam os procedimentos incorrectos por parte da classe farmacêutica, mas quando lhes dá jeito são os primeiros a fechar os olhos e a mendigar a venda de determinados medicamentos na farmácia. Como se costuma dizer, dão a chapada e depois escondem a mão.

Enfim...
 
O que é que vocês acham de o estado passar a controlar um a um, todos os medicamentos sujeitos a receita médica vendidos?
Para doentes crónicos ou urgências teríamos sempre as vendas suspensas. Eu sei que este assunto é polémico, mas como eu estou na área, verifico que existem imensas farmácias que recorrem à dispensa sem escrúpulos para conquistarem clientela. É doentio que se dispense um antibiótico (+ anti inflamatório) porque aparece um doente com dor de dentes na farmácia! Meus caros, eu nem quis acreditar quando soube! [8] Ora, se todos se regessem por regras mais apertadas, teríamos uma concorrência mais leal. E reparem, o que dispensa sem escrúpulos (por vezes apenas técnico) é precisamente aquele que menos conhecimento possui. Um medicamento é uma arma!É uma questão muito séria de saúde pública. Agora vamos lá ver, isto iria trazer custos para o estado e a indústria farmacêutica/distribuição não iam gostar.
No entanto estes custos poderiam ser recuperados pela diminuição de problemas relacionados com medicamentos nas pessoas (efeitos secundários, medicamento errado para determinada doença, resistências a antibióticos, insuficiências renais/hepáticas, entre outras coisas).
 
Peço imensa desculpa por estar a interromper a vossa conversa, mas tenho uma dúvida sobre um medicamento, e já vi que vocês aqui percebem disso, por isso não achei necessário abrir um novo tópico..

Na semana passada fui a uma daquelas parafarmacias que agora há (calculo que parafarmacias vs farmacias daria outra discussão) e ia apenas comprar uns cremes, quando ouvi uma senhora à minha frente a pedir algo para a consitpação. A vendedora (não farmaceutica) deu-lhe o antigripine. A senhora então pergunta se o antigripine não tinha sido retirado do mercado por conter uma substância que poderia provocar AVCs? A rapariga não soube responder e eu fiquei com essa curiosidade.

Foi retirado? Se sim, como está à venda? E se está à venda, alteraram a dita substância? Ou eu e a senhora estamos a fazer confusão e nunca houve problema nenhum com o antigripine?

desculpem lá o testamento, mas fiquei mesmo curiosa :)
 
O que eu acho é que os medicamentos deviam era ser unidose; e eu prescrevo fluoxetina 20mg 1 caps ao peq. almoço durante 3 meses. E o farmacêutico dispensa quantidade suficiente para 3 meses, de uma ou repartido por mais ida à farmácia. Assim não tenho que me preocupar se os remédios chegam ou não até à próxima consulta... Mas enquanto continuarem a ser vendidadas caixas de 10,14,28,30,40,56,60,90,100 comprimidos, é claro que ninguém consegue ter de cor a quantidade de comprimidos que tem cada caixa de cada medicamento.

Aliás, a farmácia hospitalar funciona assim, medicamentos de uso hospitalar que se dispensam para o domicílio só tenho que escrever o nome do medicamento, a posologia e a data da próxima consulta, e o farmacêutico trata do resto...

É claro que nada tenho contra a venda suspensa de medicamentos a doente crónicos, que posteriormente entregam a receita; é bem melhor do que deixarem de tomar a medicação porque se acabou e só têm consulta dentro de um mês.

As situações que me fazem confusão é cederem medicamentos sem receita, e ficar a coisa por aí, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E é claro que compreendo que que não o queira fazer está em desvantagem pela concorrência desleal de outras farmácias; acaba por ser quase como o negócio dos stands de usados, quem quiser ser sério não tem a mínima hipótese, pois as pessoas vão comprar no stand ao lado onde têm um carro semelhante pelo mesmo preço, com metade dos km, e com uma pintura e jantes novas...
 
citação:Originalmente colocada por Jfamendes

Peço imensa desculpa por estar a interromper a vossa conversa, mas tenho uma dúvida sobre um medicamento, e já vi que vocês aqui percebem disso, por isso não achei necessário abrir um novo tópico..

Na semana passada fui a uma daquelas parafarmacias que agora há (calculo que parafarmacias vs farmacias daria outra discussão) e ia apenas comprar uns cremes, quando ouvi uma senhora à minha frente a pedir algo para a consitpação. A vendedora (não farmaceutica) deu-lhe o antigripine. A senhora então pergunta se o antigripine não tinha sido retirado do mercado por conter uma substância que poderia provocar AVCs? A rapariga não soube responder e eu fiquei com essa curiosidade.

Foi retirado? Se sim, como está à venda? E se está à venda, alteraram a dita substância? Ou eu e a senhora estamos a fazer confusão e nunca houve problema nenhum com o antigripine?

desculpem lá o testamento, mas fiquei mesmo curiosa :)

Não, acho que não foi retirado; http://www.infarmed.pt/prontuario/framepesactivos.php?palavra=antigrippine&x=0&y=0
Mas saliento a parte que diz "Não se recomenda o seu uso."; E não é o único... são medicamento aprovados pelo infarmed, mas depois no prontuário terapêutico da autoria do infarmed vem que não se deve usar... brutal.

O que foi retirado acho que foi outro que continha efedrina, mas não me lembro agora qual foi. Também não são coisas que receite.
 
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