Uma das maiores críticas que fazem à GM é a falta de personalidade dos modelos comercializados pelas suas marcas. Acusam, com razão, o grupo americano de comercializar com marcas distintas um mesmo modelo, nisto a identidade das marcas era perdida, por exemplo: há uns poucos anos não havia muitas diferenças entre os modelos fabricados por Chevrolet, Buick e Pontiac. Até mesmo a nobre Cadillac sofreu, quando, por exemplo nos anos 80 fizeram umas modificações simples num Opel Asconna para vende-lo no EUA como Cadillac Cimarron, outro produto quase identico deste projeto era o Chevrolet Cavalier.
A GM passou a ter nos EUA na sua marca mais popular, a Chevrolet, produtos quase idênticos aos da marca mais esportiva, a Pontiac, e aos mais luxuosos, a Buick e a Cadillac, Assim estas ultimas duas marcas tomaram uma valente surra no que tange à tecnologia embarcada, à qualidade de construção, à estética e à imagem e distinção da marca, primeiramente, para brigada alemã composta por Audi, BMW e Mercedes e depois para as nipo-americanas Infinit e Lexus.
E antes de perder para a ofensiva que vem sendo aprontada pela Hiunday, que trará em pouco tempo uma berlina luxuosa RWD como prelúdio do surgimento de uma marca premium a ser criada nos moldes de Infinit e Lexus, e pela Honda que pretende dar ânimo e personalidade à sua Acura, a GM resolveu revitalizar a identidade de suas marcas, principalmente no mercado domestico, e guardando à Cadillac o papel de marca mais exclusiva e luxuosa de todo o grupo, com o objetivo competir em qualquer mercado do mundo com o trio de ferro germânico. E acredito que está a fazer um grande trabalho iniciado com o primeiro CTS, que trouxe conceito estético de bom gosto e recuperou a tracção traseira para marca. Houve também a incursão da marca em Le Mans, que infelizmente foi breve (marca deveria retornar ao desporto automóvel, embarcar nos sucessos do Corvette nas categorias de turismo, por exmplo) . E a empresa norte americana tratou de dar maior atenção para os mercados onde sua marca luxuosa é comercializada e está a buscar novos mercados.
A trajetória desta nova Cadillac ainda está meio do caminho, pois ainda faltam investimentos em divulgação e acertar sua gama de veículos às peculiaridades dos mercados nos quais a marca está inserida, o oferecimento de motorizações a diesel na Europa é um exemplo, seria oportuno ttambém levar para este mercado motores a gasolina de menores cilindradas. Seria importante ainda acertar alguns equívocos como o de chamar de Cadillac BLS à um SAAB 9-3 como algumas alterações, mas estas são situações a serem resolvidas no médio prazo.
Por isto, devido a todo este esforço em galgar imagem à Cadillac, não faz sentido fazer um CTS “descer um degrau” para ser comercializado por uma marca considerada mais generalista, como a Opel... Mas um desenvolvimento em conjunto com a SAAB para o desenvolvimento de modelos do segmento D (e até o C), seria bem vindo desde que ambas marcas mantivessem suas características próprias.