Diferentes mas iguais - A. Cunhal / O.Salazar

Os regimes autocráticos, sejam de direita, esquerda ou qualquer outra coisa, desembocam geralmente numa gestão criminosa da sociedade que dominam.

Aqui o foco do crime não é sobre a direita ou a esquerda: é sobre dois homens.

Um foi responsável por um extenso rol de crimes, o outro não.
 
citação:Originalmente colocada por Tuareg

No entanto o potencial latente de crimes, advindos da prática real do sistema preconizado por Cunhal, que ele poderia ter exercido sobre a sociedade não passam de cenários hipotéticos, nunca consumados.
Não são cenários hipotéticos nunca consumados.
São cenários reais consumados em qq latitude onde foram aplicados com o aplauso do próprio Cunhal.

Se cá nunca se consumaram não o devemos à sua vontade mas sim à acção de outros.</u>

A diferença entre uns e outros é abissal.
Tão abissal como este episódio rocambolesco:
Volta a ser preso, em 1940. Teima, na cadeia, em defender a tese de licenciatura. É autorizado. Apresenta--se na Faculdade de Direito com um tema ousado – ‘A Realidade Social do Aborto’. O júri é de respeito: Paulo Cunha, Cavaleiro Ferreira e Marcelo Caetano. Cunhal brilha frente aos catedráticos e figuras do regime, que não hesitam em classificá-lo com um distinto 19. Sai formado da cadeia.
Isto só é possível numa ditadura de grau muito inferior às preconizadas por Cunhal.
 
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