Pior, pior é alguém queixar-se de que lhe fizeram algo mas depois fazer exactamente o mesmo aos outros...
Isso é completamente falso e só prova que não sabes o significado da palavra
realpolitik.
Ele não faz aos outros aquilo que lhe fazem a ele. Ele apenas expõe factos. Se depois as pessoas se sentem atacadas, insultadas ou perseguidas porque ele lhes diz aquilo que elas não querem ouvir, isso já é um problema delas. Há uma diferença enorme. Quando fazem a ele é perseguição. Quando ele faz aos outros é apenas reposição da
verdade dos factos.
É preciso perceber estas diferenças antes de se comentar.
Aliás, o quão doente pode ser alguém para perseguir uma pessoa só por causa das opiniões que escreve num fórum de internet? Estamos a falar de insultos constantes, ameaças, perseguição e até divulgação de dados pessoais.
Por mais que o insultem e o persigam, não o vão calar.
Agora, se ele chamar alguém de defensor de massacres, apoiante de criminosos de guerra, propagandista, fanático, mentiroso ou disser que essa pessoa não é decente porque alegadamente defende a morte de inocentes, isso é completamente diferente. Aí estamos apenas perante factos.
Isto são factos.
E não vale a pena aparecerem agora com semântica jurídica, presunção de inocência, diferença entre acusado e condenado ou outras manobras. O
TPI considera Netanyahu um criminoso de guerra, ponto final. Se alguém disser que tecnicamente existe um mandado por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade mas ainda não houve condenação, essa pessoa está obviamente a branquear massacres e a defender a morte de inocentes.
Porque
quem é a favor da morte de inocentes não é e nunca será uma pessoa decente.
Isto não é um
straw man. É apenas interpretar corretamente aquilo que a outra pessoa realmente queria dizer, mesmo quando ela insiste que não disse nada disso.
Se alguém disser A e ele perceber Z, é porque provavelmente a pessoa queria dizer Z mas ainda não teve coragem de admitir.
Novamente: factos.
Depois ainda aparecem aqui com notícias. Dependendo da notícia, obviamente. Se for do Observador nem vale a pena abrir porque toda a gente sabe que é
o maior antro de propaganda e aldrabices de direita em Portugal. Se disser alguma coisa com que ele concorda, aí já podemos analisar o conteúdo porque nesse caso provavelmente corresponde à realidade.
É uma questão de saber filtrar propaganda.
O mesmo se aplica ao Trump. Se chamarem pedófilo ao Trump por causa do Epstein, convém ter cuidado porque
não existem provas concretas, existem suspeitas, associações e histórias e não se pode condenar alguém dessa maneira.
Netanyahu é diferente.
Não perguntem porquê.
É
realpolitik.
Aliás, vocês claramente não sabem o significado dessa palavra. Realpolitik significa perceber que temos de negociar com ditadores como Putin porque a Europa negoceia todos os dias com sauditas, chineses, marroquinos e regimes africanos. É preferível negociar do que continuar uma guerra onde morrem inocentes.
Agora, negociar com terroristas já é outra coisa. A menos que seja preciso negociar com eles. Nesse caso já temos de analisar a situação de forma pragmática.
Realpolitik.
E não venham também com a Ucrânia. Se alguém disser que talvez um país invadido tenha direito a decidir se quer continuar a defender o seu território, isso significa obviamente que essa pessoa prefere território à vida humana e estaria disposta a deixar morrer 20% dos portugueses para impedir Espanha de ficar com o Algarve.
Foi exatamente isso que a pessoa disse?
Não.
Mas percebe-se perfeitamente que era isso que queria dizer.
Factos.
E nada é mais importante do que a vida humana. Absolutamente nada. Daí ele estar constantemente preocupado com a vida dos inocentes, exceto quando a discussão é sobre outra coisa e é necessário explicar que o adversário está a usar propaganda ocidental.
Também não percebo porque continuam a falar dos números de Gaza. São quase 100 mil inocentes mortos.
Se alguém aparecer com uma notícia recente a dizer que o total ronda os 74 mil e que esse total inclui civis e combatentes, está claramente a tentar minimizar a morte de inocentes.
“Então 74 mil não têm mal porque são muçulmanos?”
É uma pergunta perfeitamente legítima, mesmo que ninguém tenha dito que não tinha mal e a discussão fosse apenas sobre o número estar errado.
Mais uma vez, não confundam isto com
straw man. É apenas contextualização moral.
Depois vêm os indostânicos. Os indostânicos são dos imigrantes mais bem-sucedidos e mais pacíficos em todos os países para onde emigram.
Isto são factos.
Não é necessário apresentar números porque acabámos de estabelecer que são factos.
Se alguém aparecer com taxas de homicídio, índices de criminalidade ou qualquer estatística que obrigue a introduzir contexto, provavelmente está a tentar manipular os dados.
E cuidado com os índices que usam. Se Portugal estava em 3.º lugar e agora está em 7.º, isso não prova nada. Mas se um índice mostrar alguma coisa que confirme aquilo que ele estava a dizer, aí naturalmente passa a ser bastante relevante.
É preciso saber interpretar estatísticas.
É também por isso que ele não faz aos outros aquilo que lhe fizeram. Quando publicam alguma coisa sobre ele, isso é perseguição. Quando ele escreve durante páginas que outra pessoa defende massacres, criminosos de guerra, genocidas e a morte de milhares de inocentes, está apenas a exercer o seu direito de opinião e a repor a verdade.
Não percebo onde está a contradição.
O problema é que há muita gente doente atrás de um computador.
Pessoas que passam horas em fóruns de internet atrás de outras pessoas por causa das suas opiniões.
Ele, naturalmente, está no fórum apenas para explicar a essas mesmas pessoas durante dezenas de páginas que estão erradas.
É diferente.
E por mais que o insultem, o persigam, discordem dele, lhe respondam, citem aquilo que escreveu, desmontem aquilo que disse ou, pior ainda, lhe peçam fontes:
NÃO O VÃO CALAR.
Porque ele não tem medo de dizer a verdade.
A
verdade dos factos.
E se ainda não perceberam isto tudo, então é porque claramente não sabem o significado da palavra...
realpolitik.