Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

Pois esse ponto 2 é uma questão complicada, e que acontece muito ! certo.

Mas há sectores que eles podem pagar mais sem ser forçosamente à custa de tesouraria.

Olha dou-te um exemplo: call centers de fornecedores de comunicações.

Alguns nem tugas são, e , porque ninguém lhes ensina, nem sabem ler uma morada em português, não sabem o que é uma vivenda ou coisas assim. Isto é o resultado de despejar malta sem formação para lá, e eles que se orientem com o seu SMN.
Isso é uma ilusão socialista/comunista que não cola na realidade.

O @jimbo pode explicar-te porquê.
 
Os jovens não sabem nada, falam o que ouvem, não se pode obrigar mas pode.se incentivar e formar, e nem isso acontece, se os jovens soubessem quanto ganha um pedreiro hoje em dia se calhar muitos iriam querer ser.
Os jovens sabem disso...

Há mais país além dos centros urbanos, onde há malta que vai visitar casas no interior para ter como segunda habitação de verão e quer um terreno pequenino para o cão e miudos, de uns 5 hectares, medida que pensam ser um quintal grande ( nao tou a brincar, falar com consultores imobiliários, eles têm diversas histórias lol ).

Tudo o que seja jovens fora das grandes urbes ( e alguns dentro tambem ) têm fácil contacto com alguém que conhece alguém aqui ou ali e o guito que fazem na construção agora é óbvio são profissões muito duras por ex no verão.
 
Tens mais de 300 mil desempregados, dos quais 60 a 70 mil são jovens. A escassez é de trabalhadores qualificados, que os imigrantes não são e muitos nunca serão. Temos um ensino técnico muito fraco e dasajustado e empurramos os jovens para licenciaturas sem procura ou qualidade. Portanto poderias ter cá menos uns milhares de imigrantes o sistema de ensino fosse ajustado ao mercado.

É muito isso, a grande parte dos imigrantes que vieram foi para trabalhos de baixo valor, e alguns desses trabalhos foram tambem criados pela vinda deles, como por exemplo trabalhos em supermercados.

Do Brasil vieram uma parte deles qualificados nomeadamente para trabalhar nas obras e areas a volta.

No ensino tens carradas de cursos inuteis, e o problema é que os putos fazem esses cursos, saem de lá sem saber fazer nada de util mas convencidos que são bons e merecem grandes ordenados por ter um canudo, e isso faz com que muitos depois fiquem a viver á conta dos pais e não procurem outra coisa. O desemprego jovem está nos 20% mas a tendencia é aumetar de forma explosiva.

Em italia Meloni já viu isso...

 
Nota que eu refiro que podem pagar mais DENTRO do rendimento que o trabalhador gera para a empresa.

Não é pagar mais por decreto e indo o rendimento gerado pelo cano.

Há uma diferença.
Na verdade não há diferença nenhuma.
Repara, tu tens um limite para o dinheiro que ganhas? Não. As empresas também não.

Não é por uma empresa ganhar (aquilo a que tu chamas) muito dinheiro que vai começar a pagar mais aos colaboradores, há toda uma série de mecanismos de causa efeito que regulam os salários, a começar pelo bom e velho oferta vs procura.

E tu dir-me-ás, então os imigrantes ajudam a baixar salários, é óbvio que sim, naqueles trabalhos pouquíssimo qualificados, mas a opção inversa era pior, sem eles ou terias a economia a mingar por falta de colaboradores/empresas ou tinhas a inflação a galopar porque andavam a pagar quanto fosse preciso para arranjar trabalhadores.
 
Na verdade não há diferença nenhuma.
Repara, tu tens um limite para o dinheiro que ganhas? Não. As empresas também não.

Não é por uma empresa ganhar (aquilo a que tu chamas) muito dinheiro que vai começar a pagar mais aos colaboradores, há toda uma série de mecanismos de causa efeito que regulam os salários, a começar pelo bom e velho oferta vs procura.

E tu dir-me-ás, então os imigrantes ajudam a baixar salários, é óbvio que sim, naqueles trabalhos pouquíssimo qualificados, mas a opção inversa era pior, sem eles ou terias a economia a mingar por falta de colaboradores/empresas ou tinhas a inflação a galopar porque andavam a pagar quanto fosse preciso para arranjar trabalhadores.
Por isso é que vais a Espanha ou até França e não raras vezes tens produtos do hiper ao mesmo preço e com ordenados superiores.
Ou o mesmo acontece diversas vezes em restauração.

Eu já aqui o disse várias vezes que isto não é tábua rasa. Da mesma forma que há empresas que nao conseguem pagar mais, há outras que só o fazem por opção e preferem contratar malta mais barata nem que trabalhe pior.


Não reconhecer isto é não ter a minima noção dos vários tipos de empresas que temos.

E já em falo daquelas que contratam ilegalmente e completamente sem condições. E agora? também é por causa de não cobrarem mais aos clientes? ora pois...
 
há sempre esta noção que as empresas são uma cooperativa e que quando os lucros aumentam têm de ser partilhados com todos.

isto é ridículo porque a relação não é igual - ao contrário dos empregadores, os trabalhadores não assumem qualquer risco do negócio, e muitas ezes as decisões estratégicas que geram mais lucro são também as que implicam mais risco, por isso os lucros têm de ser divididos com quem assume o risco - ou os empregadores em empresas que não estão no mercado, ou os accionistas em empresas que estão.

e mais uma vez lembro que os accionistas não são exclusivamente milionários - são maioritariamente pequenos e médios aforradores de classe média, que ou adquiriram estas acções directamente (através de compra, ou ETFs, fundos, etc), ou indirectamente através de fundos de pensões que vão ser usados para as suas reformas.

quanto ao salário do trabalhador, este tem de ser sempre resultado de leis da oferta/procura em cada geografia e nunca pode ser inferior ao valor gerado (o que não acontece por exemplo na FP).
 
há sempre esta noção que as empresas são uma cooperativa e que quando os lucros aumentam têm de ser partilhados com todos.

isto é ridículo porque a relação não é igual - ao contrário dos empregadores, os trabalhadores não assumem qualquer risco do negócio, e muitas ezes as decisões estratégicas que geram mais lucro são também as que implicam mais risco, por isso os lucros têm de ser divididos com quem assume o risco - ou os empregadores em empresas que não estão no mercado, ou os accionistas em empresas que estão.

e mais uma vez lembro que os accionistas não são exclusivamente milionários - são maioritariamente pequenos e médios aforradores de classe média, que ou adquiriram estas acções directamente (através de compra, ou ETFs, fundos, etc), ou indirectamente através de fundos de pensões que vão ser usados para as suas reformas.

quanto ao salário do trabalhador, este tem de ser sempre resultado de leis da oferta/procura em cada geografia e nunca pode ser inferior ao valor gerado (o que não acontece por exemplo na FP).
oh jimbo nós já sabemos isso tudo, e também por isso eu referi que o valor nunca pode ser superior ao gerado, se não, nao faz sentido ter aquela pessoa lá.

Agora DENTRO desse valor aceitável, há empresas que preferem baixar ao máximo mas baixando também a qualidade do serviço que prestam aos clientes.
 
Por isso é que vais a Espanha ou até França e não raras vezes tens produtos do hiper ao mesmo preço e com ordenados superiores.
Ou o mesmo acontece diversas vezes em restauração.

Eu já aqui o disse várias vezes que isto não é tábua rasa. Da mesma forma que há empresas que nao conseguem pagar mais, há outras que só o fazem por opção e preferem contratar malta mais barata nem que trabalhe pior.


Não reconhecer isto é não ter a minima noção dos vários tipos de empresas que temos.

E já em falo daquelas que contratam ilegalmente e completamente sem condições. E agora? também é por causa de não cobrarem mais aos clientes? ora pois...

E a produtividade, a escala do mercado, a concorrência, os custos de distribuição, os impostos, etc. Nada conta? É só a ganancia dos patrões?

Isso de contratar quem trabalha pior é uma falácia, uma empresa que não é competitiva (se não for um monopólio) vai à falência.
 
oh jimbo nós já sabemos isso tudo, e também por isso eu referi que o valor nunca pode ser superior ao gerado, se não, nao faz sentido ter aquela pessoa lá.

Agora DENTRO desse valor aceitável, há empresas que preferem baixar ao máximo mas baixando também a qualidade do serviço que prestam aos clientes.

E achas que em Espanha e em França não é assim? Que lá pagam melhor porque ficam com menos lucros?
 
@EscapeLivre só para ficares com uma imagem real, porque falaste em supermercados em Espanha, o Mercadona espanhol no ano passado gerou em % mais lucro liquido que o mercadona de Portugal. Pela tua lógica, como lá pagam mais aos funcionários deveria ser o inverso.
 
E a produtividade, a escala do mercado, a concorrência, os custos de distribuição, os impostos, etc. Nada conta? É só a ganancia dos patrões?

Isso de contratar quem trabalha pior é uma falácia, uma empresa que não é competitiva (se não for um monopólio) vai à falência.
Mas quem é que ignorou o que está na primeira frase?
Há empresas com ganância, outras sem, qual a dúvida?

Quanto à segunda, ya, num mundo bonito sim vai à falência mas em PT temos diversos sectores com pouca concorrência, o caso das operadoras de comunicações é um deles.....

Nas áreas com verdadeira concorrência claro que já não acontece.
 
E achas que em Espanha e em França não é assim? Que lá pagam melhor porque ficam com menos lucros?
Em boa parte do resto da UE paga-se melhor, as pessoas trabalham melhor, só cá é que ninguém tem dinheiro pa pagar nem há ng pa trabalhar....

A realidade não são apenas empresas que querem pagar mais e não podem, há várias realidades por muito que vos custe a aceitar.
 
Mas quem é que ignorou o que está na primeira frase?
Há empresas com ganância, outras sem, qual a dúvida?

Quanto à segunda, ya, num mundo bonito sim vai à falência mas em PT temos diversos sectores com pouca concorrência, o caso das operadoras de comunicações é um deles.....

Nas áreas com verdadeira concorrência claro que já não acontece.
O que é ganância?
É um conceito subjetivo e tu terás o teu. É um discurso muito típico que se ouve muitas vezes, os patrões andam de Porsche e Ferrari à pala dos funcionários.
Numa empresa privada no mercado concorrencial é um conceito que não se aplica, ou competes com o mercado e prosperas ou não. E se estás no mercado concorrencial a competir não há espaço para tirar dinheiro aos funcionários, caso contrário ficas sem eles.
 
@EscapeLivre só para ficares com uma imagem real, porque falaste em supermercados em Espanha, o Mercadona espanhol no ano passado gerou em % mais lucro liquido que o mercadona de Portugal. Pela tua lógica, como lá pagam mais aos funcionários deveria ser o inverso.
Não vale a pena entrares em loop porque queres ter sempre razão e para isso mais vale dialogares com uma parede.

Há, por parte de alguns aqui, uma brutal falta de conhecimento do país real.
 
Em boa parte do resto da UE paga-se melhor, as pessoas trabalham melhor, só cá é que ninguém tem dinheiro pa pagar nem há ng pa trabalhar....

A realidade não são apenas empresas que querem pagar mais e não podem, há várias realidades por muito que vos custe a aceitar.
Não há ninguém para trabalhar porque já estão todos a trabalhar.
 
O que é ganância?
É um conceito subjetivo e tu terás o teu. É um discurso muito típico que se ouve muitas vezes, os patrões andam de Porsche e Ferrari à pala dos funcionários.
Numa empresa privada no mercado concorrencial é um conceito que não se aplica, ou competes com o mercado e prosperas ou não. E se estás no mercado concorrencial a competir não há espaço para tirar dinheiro aos funcionários, caso contrário ficas sem eles.
Qual é a parte que não percebes que há sectores onde concorrência quase nem se aplica?

Diz-me tu se a qualidade que tem vindo a decrescer de apoio ao cliente em diversas empresas estruturadas, se é fruto do quê? de poupar ao máximo, e depois claro, o serviço é dos bons, e mesmo que lideram os rankings de reclamações olha, continuam a facturar...assim é fácil.
 
Todos? esse argumento anda muito por aí.
Que eu saiba AINDA temos 5.7% de desempregados, mas ta tudo parvo ou quê? que eu saiba ainda há dezenas de milhares de pessoas pa trabalhar....
Cada vez estou mais convencido que a grande maioria desses 5,7% dividem-se entre inúteis e burlas (trabalho informal).
 
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