Tó
Continuamos de acordo.... e em desacordo

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Repara que eu digo que Roma começa a enfraquecer QUANDO ABANDONA as tradições republicanas e o sistema de governo com cheks and balances e passa a tratar todos os seus cidadãos como clientes (a velha relação cliente-patrono da república).
Evolui-o logo para o sistema "normal" dos estados clássicos com dimensão

e não foi capaz de transformar as suas instituições em algo "NOVO".
Esse algo novo só vai surgir muito mais tarde na história.
É a partir daí, apesar de não se notar logo, que começa a decadência e não, como tu dizes, com o Cristianismo.
É ao tornar os seus cidadãos passivos e a depender de um Exército Profissional que a MENTALIDADE começa a mudar.
Nem Roma nunca teve na sua fase de republicana o ensejo de conquistar o mundo por direito divino, tu próprio já colocaste aqui as diferentes conquistas e as razões eram maioritariamente de defesa.
Nem o impeto de conquista foi parado por uma mudança de mentalidade cristã.
Foi MUITO ANTES.
O PRIMEIRO imperador Augusto defeniu LOGO que o Império só sustentava 25 Legiões (se a memória não me falha), isto tem a ver com a incipiência do Estado em cobrar impostos e sustentar um Exército numeroso, mas não deixa de ser o mais eficiente até então e durante seculos depois, tirando o Bizantino

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E Adriano "fechou" o Império.
Após isto foi só algumas excepções esporádicas.
Nada a ver com mentalidades cristãs.
O problema é que as causas e modo do fim da República mantiveram-se depois no Império. Guerra CIVIL.
Dos quais os 4 imperadores, o leilão pretoriano do cargo e susequente crise e a "crise" de 235dc a 284dc são os exemplos mais... extremos.
E se se aguentou tanto tempo deve-se em grande parte ao auto-governo das regiões-cidades.
Foi isso que tirou razão de ser ao sistema político CENTRAL.
Repara que eu não falo muito em derrotas militares ou vitórias pq elas, raramente, são decisivas.
Falo sim em sistema de governo.
Nem sempre as ultrapassaram como dizes.
Por vezes conduziram a alterações que fortaleceram e outras vezes minaram a força do Império-Estado.
As suas mais antigas instituições politico-religiosas tinham sido alteradas por Augusto.
Nunca mais foram as mesmas.
E é por isso que concordamos aqui: Ou seja a causa mental é determinante na forma de actuação frente às causas materiais...
A primeira, pelas razões que te dei e não pelas tuas


(eh!eh!!eh!!!), levou a prazo à anarquia e ao enfraquecimento do Império.
Depois das razões materiais estarem de "rastos" era uma questão de tempo.
E esse tempo foi dilatado por força do cristianismo.
Principalmente visivel no Império Bizantino.
Logo à noite falo-te mais do problema do estado Romano, longe de ser um estado Moderno mas, repito, o mais brilhante até então.
Um estado moderno é por exemplo a França de Luís Rei Sol que conseguia ter um Exército tão grande como todo o Império Romano.
Isso depende da eficiência da Economia e do Estado que nos tempos Romanos não existia... ainda.
Até

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P.S. o nome secreto foi dado como exemplo das superstições romanas e do pq das perseguições. Não no sentido de traição que hoje associamos ao termo.