Responsabilidade de acidente: Velocidade ou Peão ?

citação:Originalmente colocada por João Dias

citação:Originalmente colocada por Vanquish

Face á falta de elementos de análise, esta pergunta nem parece formulada por ti.

- Era dia ou noite?
- O trânsito era intenso?
- O piso estava seco ou molhado?
- O peão estava visível ou atravessou pela frente de outros veículos?
- O condutor viu o peão antecipadamente e não tomou precauções?

Enfim, uma série de factores que podem não afastar a responsabilidade do condutor mas farão certamente a diferença entre a responsabilidade criminal e a mera negligência.;)

- Dia ou noite ? Qual a relevância ? A que distância iluminam os médios ? Mas pronto: de dia
Toda! É de todo relevante não só o ser dia ou noite, a iluminação do local caso seja noite e até a cor da indumentária do peão.
- Se fosse intenso será que o peão tiha atravessado ?
Depende do peão, mas quem anda diariamente na estrada sabe que há gente para tudo e vê-se de tudo.
- Seco ou molhado: é irrelavante porque o peão foi atingido a 80.
Então o condutor não travou? Por que carga de água?
- Em relação às duas últimas um condutor típico nestas circunstâncias diz que não viu o peão ! Mas será possível ?
Alguns até dizem que o viram mas não imaginaram que atravessasse. Sim, é perfeitamente possivel, basta o peão vir em corrida e passar tangencialmente pela frente de um furgão que circule na fila imediatamente á direita para que o condutor que vai a ultrapassar só se aperceba quando "está em cima".

As minhas respostas estão a bold.

Acrescento que não respondi á questão porque há mais para alem dos dados que indicaste, e tudo tem que ser analisado. Perante o que pões na mesa, admito que o condutor seja legalmente responsabilizado pelo acidente, mas já a questão crime</u> ou mera negligência</u> não pode, nem deve, ser analisada apenas e só com estes elementos.

Há muito que deu para perceber que tens muita teoria e a usas na análise de acidentes. No entanto, isso não é tudo e a prática mostra-nos coisas que a teoria não imagina, para alem das pessoas nos dizerem muito.

Cumprimentos
 
Em termos de Responsabilidade Civil temos de considerar sempre duas situações distintas:
- Responsabilidade Subjectiva: Analisada com base na culpa
- Responsabilidade Objectiva: Analisada com base no risco

Pela responsabilidade civil Objectiva o condutor será sempre o culpado do acidente, pois é ele o detentor do objecto de risco.
Pela Responsabilidade civil subjectiva o condutor não poderá ser responsabilizado, pois não teve culpa no acidente.
Desta forma, o condutor deverá ser civilmente responsabilizado, em termos de pagamento de indemnização pelos danos causados ao peao, sendo essa responsabilidade transferivel para aseguradora.
Em termos criminais não haverá qualquer responsabilização do condutor.
 
Certíssimo. Mas para análise da responsabilidade subjectiva/culpa não bastam os elementos descritos, sendo necessário pormenorizar muito mais as circunstâncias do acidente. É por vezes nos pequenos pormenores que se pode aferir a existência (ou não) de culpa no acidente.

Cumprimentos

PS: Já agora, quanto á responsabilidade objectiva/risco, não basta ter a condução efectiva do objecto de risco para o acidente ser indemnizável pela seguradora. Mesmo assim, pode ser ilibado de culpa, embora o ónus da prova lhe caiba.;)
 
Têm ambos culpa... e a sentença está dada.

-Peão-
Facilitismo e incuria por atravessar uma estrada com aquelas caracteristicas.
Sentença: Morte

-Condutor-
No minimo, uma gritante falta de atenção.
Falta de respeito pela LEI que rege o limite de velocidade
Sentença: Todos os dias do resto da sua vida irá se lembrar que matou alguém. Sempre que vir um filme, reportagem, noticia, um nome da rua, nome da pessoa, irá sentir o que sentiu na altura, irá cheirar o que cheirou na altura irá reviver centenas de vezes aquele minuto da vida para o resto da vida.
 
citação:Originalmente colocada por João Dias

citação:Originalmente colocada por Vanquish

Face á falta de elementos de análise, esta pergunta nem parece formulada por ti.

- Era dia ou noite?
- O trânsito era intenso?
- O piso estava seco ou molhado?
- O peão estava visível ou atravessou pela frente de outros veículos?
- O condutor viu o peão antecipadamente e não tomou precauções?

Enfim, uma série de factores que podem não afastar a responsabilidade do condutor mas farão certamente a diferença entre a responsabilidade criminal e a mera negligência.;)

- Dia ou noite ? Qual a relevância ? A que distância iluminam os médios ? Mas pronto: de dia
- Se fosse intenso será que o peão tiha atravessado ?
- Seco ou molhado: é irrelavante porque o peão foi atingido a 80.
- Em relação às duas últimas um condutor típico nestas circunstâncias diz que não viu o peão ! Mas será possível ?
-De dia?? Ok.
-Podia não ter visto o carro que acabou por atropela-lo atrás da Ford Transit que seguia na 2ª faixa. Basta um carro volumoso na 2ª faixa.
-Em molhado todos tem maiores dificuldades de visão. Como se sabe que ia 80??
-É possível. Tb ele não podia ver o peão antes de ter surgido pela frente da Ford Transit que ia a ultrapassar.
 
Se calhar se o gajo fosse a 120, a culpa ainda era do peão... enfim...
--------------------------------------------------------------------
Como é que é possivel comprovar a velocidade a que o automóvel seguia?
Pode provar inequivi«ocamente que o peão atravessou onde não devia.
A velocidade a que seguia o veiculo nada nem ninguem (nem a confissão do condutor), com excepção de aparelho homologado pode comprovar.
Como a responsabilidade de um acidente é apurada com base nos elementos comprovados, tudo o resto é mera especulação.
 
citação:Originalmente colocada por APFmesquita

Em termos de Responsabilidade Civil temos de considerar sempre duas situações distintas:
- Responsabilidade Subjectiva: Analisada com base na culpa
- Responsabilidade Objectiva: Analisada com base no risco

Pela responsabilidade civil Objectiva o condutor será sempre o culpado do acidente, pois é ele o detentor do objecto de risco.
Pela Responsabilidade civil subjectiva o condutor não poderá ser responsabilizado, pois não teve culpa no acidente.
Desta forma, o condutor deverá ser civilmente responsabilizado, em termos de pagamento de indemnização pelos danos causados ao peao, sendo essa responsabilidade transferivel para aseguradora.
Em termos criminais não haverá qualquer responsabilização do condutor.

Pode-se saber porque é que o condutor não teve culpa do acidente. Quem artigo do código da estrada violou o peão ?

citação:Originalmente colocada por APFmesquita

Se calhar se o gajo fosse a 120, a culpa ainda era do peão... enfim...
--------------------------------------------------------------------
Como é que é possivel comprovar a velocidade a que o automóvel seguia?
Pode provar inequivi«ocamente que o peão atravessou onde não devia.
A velocidade a que seguia o veiculo nada nem ninguem (nem a confissão do condutor), com excepção de aparelho homologado pode comprovar.
Como a responsabilidade de um acidente é apurada com base nos elementos comprovados, tudo o resto é mera especulação.

Exactamente e a velocidade é um dado comprovável, não a de circulação mas sim a de impacto ! Os tais 80 km/h ;)
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por João Dias

citação:Originalmente colocada por Vanquish

Face á falta de elementos de análise, esta pergunta nem parece formulada por ti.

- Era dia ou noite?
- O trânsito era intenso?
- O piso estava seco ou molhado?
- O peão estava visível ou atravessou pela frente de outros veículos?
- O condutor viu o peão antecipadamente e não tomou precauções?

Enfim, uma série de factores que podem não afastar a responsabilidade do condutor mas farão certamente a diferença entre a responsabilidade criminal e a mera negligência.;)

- Dia ou noite ? Qual a relevância ? A que distância iluminam os médios ? Mas pronto: de dia
- Se fosse intenso será que o peão tiha atravessado ?
- Seco ou molhado: é irrelavante porque o peão foi atingido a 80.
- Em relação às duas últimas um condutor típico nestas circunstâncias diz que não viu o peão ! Mas será possível ?
-De dia?? Ok.
-Podia não ter visto o carro que acabou por atropela-lo atrás da Ford Transit que seguia na 2ª faixa. Basta um carro volumoso na 2ª faixa.
-Em molhado todos tem maiores dificuldades de visão. Como se sabe que ia 80??
-É possível. Tb ele não podia ver o peão antes de ter surgido pela frente da Ford Transit que ia a ultrapassar.

EStou a ver o JR ainda não são se convenceu que não existe apenas uma maneira de ser "caçado" em execesso de velocidade. Existem duas: a 2ª chama-se reconstituição de acidentes http://www.dem.ist.utl.pt/acidentes/reconst.htm e permite determinar a velocidade a que o peão foi atropelado função das suas lesões, distância de projecção, caracteristicas do veículo, do peão, etc.

Portanto um condutor pode afirmar o valor que quiser, porque é possível saber se está a mentir ou não ;)
 
São todos responsáveis,e o mais responsável,daqui para a frente,pela morte de peões neste tipo de vias,será com certeza o autor do tópico!

Eu prefiro andar mais 200 metros do que atravessar uma avenida com 3 faixas de cada lado,mas parece-me que o autor do tópico quer dar a entender que se deve atravessar porque os condutores têm que cumprir o limite de velocidade!

Será que o problema das mortes está no excesso de velocidade ou são as pessoas que brincam com a própria vida,atravessando um via com 3 faixas[:0]
 
Só uma pergunta...... porque é que toda a gente está enganada no que respeita a faixas ???

Respondam lá a isto...quantas faixas tem a Av. da Liberdade ?
 
citação:
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Originalmente colocada por APFmesquita

Em termos de Responsabilidade Civil temos de considerar sempre duas situações distintas:
- Responsabilidade Subjectiva: Analisada com base na culpa
- Responsabilidade Objectiva: Analisada com base no risco

Pela responsabilidade civil Objectiva o condutor será sempre o culpado do acidente, pois é ele o detentor do objecto de risco.
Pela Responsabilidade civil subjectiva o condutor não poderá ser responsabilizado, pois não teve culpa no acidente.
Desta forma, o condutor deverá ser civilmente responsabilizado, em termos de pagamento de indemnização pelos danos causados ao peao, sendo essa responsabilidade transferivel para aseguradora.
Em termos criminais não haverá qualquer responsabilização do condutor.

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Pode-se saber porque é que o condutor não teve culpa do acidente. Quem artigo do código da estrada violou o peão ?


citação:
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Originalmente colocada por APFmesquita

Se calhar se o gajo fosse a 120, a culpa ainda era do peão... enfim...
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Como é que é possivel comprovar a velocidade a que o automóvel seguia?
Pode provar inequivi«ocamente que o peão atravessou onde não devia.
A velocidade a que seguia o veiculo nada nem ninguem (nem a confissão do condutor), com excepção de aparelho homologado pode comprovar.
Como a responsabilidade de um acidente é apurada com base nos elementos comprovados, tudo o resto é mera especulação.

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Exactamente e a velocidade é um dado comprovável, não a de circulação mas sim a de impacto ! Os tais 80 km/h
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Eu não estou ligado à area do direito, como tal não sei citar assim de repente o código da estrada. De qualquer forma, os peões têm obrigações, tal como os condutores, e uma das obrigações dos peões é utilizarem as passadeiras para atravessar as vias urbanas.
O que acontece é que é muito mais fácil culpar os condutores dos que os peões. Até mesmo a actuação das forças de segurança, nessa matéria deixa muito a desejar. Quem é que já viu um peão ser multado por não atravessar na passadeira?
Em relação à velocidade de impacto... já me tentaram explicar essa teoria, mas continuo a pensar que há muitas variáveis envolvidas para que se consiga chegar a um conclusão precisa.
 
citação:Originalmente colocada por João Dias

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por João Dias

citação:Originalmente colocada por Vanquish

Face á falta de elementos de análise, esta pergunta nem parece formulada por ti.

- Era dia ou noite?
- O trânsito era intenso?
- O piso estava seco ou molhado?
- O peão estava visível ou atravessou pela frente de outros veículos?
- O condutor viu o peão antecipadamente e não tomou precauções?

Enfim, uma série de factores que podem não afastar a responsabilidade do condutor mas farão certamente a diferença entre a responsabilidade criminal e a mera negligência.;)

- Dia ou noite ? Qual a relevância ? A que distância iluminam os médios ? Mas pronto: de dia
- Se fosse intenso será que o peão tiha atravessado ?
- Seco ou molhado: é irrelavante porque o peão foi atingido a 80.
- Em relação às duas últimas um condutor típico nestas circunstâncias diz que não viu o peão ! Mas será possível ?
-De dia?? Ok.
-Podia não ter visto o carro que acabou por atropela-lo atrás da Ford Transit que seguia na 2ª faixa. Basta um carro volumoso na 2ª faixa.
-Em molhado todos tem maiores dificuldades de visão. Como se sabe que ia 80??
-É possível. Tb ele não podia ver o peão antes de ter surgido pela frente da Ford Transit que ia a ultrapassar.

EStou a ver o JR ainda não são se convenceu que não existe apenas uma maneira de ser "caçado" em execesso de velocidade. Existem duas: a 2ª chama-se reconstituição de acidentes http://www.dem.ist.utl.pt/acidentes/reconst.htm e permite determinar a velocidade a que o peão foi atropelado função das suas lesões, distância de projecção, caracteristicas do veículo, do peão, etc.

Portanto um condutor pode afirmar o valor que quiser, porque é possível saber se está a mentir ou não ;)
Só respondeste a uma pequena parte:).
Curioso.
E é impossível saber com exactidão a velocidade pq através das consequências não podes saber os factos.
Já deixei cair MUITAS vezes o telemóvel no chão e nem sempre se parte;).
Tu sabes os resultados finais.
Estás longe de saber como aconteceu[:p].
Podes afirmar com segurança que a moto vinha a +-145.
Provas que vinha em excesso de velocidade se os resultados foram muito altos em relação ao limite.
Não entras com as variáveis da elelasticidade e dinâmica do carro nem com a forma de escorregar da moto no asfalto.

Até parece que nunca viste corridas de moto e respectivas quedas.
Se não vires a queda e só observares os resultados finais não descobririas como tinha sido.
O mesmo se aplica a carros em menor grau.

De qq forma as perguntas estão respondidas.
É possivel não ter visto.
Tu não sabes as variáveis todas pq... não estavas lá a ver.
 
E isto sem falar no facto de que até os gráficos que são apresentados no link referido ( http://www.dem.ist.utl.pt/acidentes/reconst.htm ) são aparentemente ... uhm ... falsos. Ou então alguém precisa rapidamente de rever o software ou a matemática...

Veja-se este exemplo:
motociclista.gif


Os "dados" abaixo dizem que o motociclo se deslocava a 145kms/h.
O gráfico velocidade/deslocamento refere "64m/s" no eixo das velocidades.
Se assumirmos que 64m/s é a linha central do grafico, a linha de cima serão 128m/s, o que indica que a moto circulava a 460kms/h no momento do impacto...
Mas se assumirmos que afinal os "64m/s" afinal se referem à linha de cima do gráfico, já temos que a moto no momento do impacto circulava a cerca de 64m/s ... o que dá 230Kms/h.
Afinal em que ficamos ? 460, 230 ou ..erm... de onde sairam mesmo os 145kms/h ?

Depois temos o "VRC", que é suposto fornecer a velocidade em função das marcas de travagem.
Ora uma busca rápida na net encontra alguma informação interessante sobre isso, nomeadamente o facto de que os valores normalmente usados nesses cálculos (no que toca a motociclos), datam de testes feitos algures nos anos 70 e 80. Assim de repente, um excerto:
citação:
The deceleration capabilities of motorcycles is often a topic of debate among accident reconstructionists. As shown in the publications table below, there has been little research in the past decade on the topic of motorcycle braking, despite a dramatic improvement in the grip afforded by available street tires.</u> In recent years, magazine-reported average decelerations from highway speeds are universally in excess of 0.9 g's, and even top 1.0 g's with some frequency. Furthermore, there are many people who aver that one can determine if the front brake was in use by examining a rear wheel skidmark for a "lazy-S" appearance. They claim that a straight rear skid is a clear indication of front brake use.

(source: http://mfes.com/motorcyclebraking.html )

Que valores de desaceleração estão a ser utilizados no "VRC" ?
As "skid marks" estão a ser analisadas devidamente ?
Qual a metodologia para se determinar o coeficiente de atrito das superfícies em causa ? O velho pneu com cimento, uma balança e um dinamómetro ? Ou "assumem-se" coeficientes de atrito "standard", que nada tem a ver com a realidade das nossas estradas ?
Os indícios de travagem deficiente (over-use do travão traseiro ou under-use do dianteiro) estão a ser procurados ?
Tenta-se saber se o acidente se deu com os pneus frios ou se já teriam atingido a sua temperatura "óptima" de funcionamento (sim, um pneu de moto actualmente nada tem a ver com um pneu de automóvel, tanto na construção como nos parâmetros de funcionament) ?
Mais importante que tudo isto, o software tem "capacidade" para processar essa informação adicional ?

Sem respostas a estas (e outras ...) perguntas, ponho seriamente em causa a validade do dito "estudo"...

"V"
 
citação:Originalmente colocada por RIDER

São todos responsáveis,e o mais responsável,daqui para a frente,pela morte de peões neste tipo de vias,será com certeza o autor do tópico!

Eu prefiro andar mais 200 metros do que atravessar uma avenida com 3 faixas de cada lado,mas parece-me que o autor do tópico quer dar a entender que se deve atravessar porque os condutores têm que cumprir o limite de velocidade!

Será que o problema das mortes está no excesso de velocidade ou são as pessoas que brincam com a própria vida,atravessando um via com 3 faixas[:0]

assino por baixo, todas estas polls só ajudam a haver menos conciencia e mais acidentes
 
citação:Originalmente colocada por paulinhuu

Só uma pergunta...... porque é que toda a gente está enganada no que respeita a faixas ???

Respondam lá a isto...quantas faixas tem a Av. da Liberdade ?

tanto podes dizer que tem 11 se contares com as laterais e com as 2 laterais de cada lado onde se estanciona

ou então se contares só com as centrais tens 5, 3 para em direcção ao marques que depois +- a meio passam a ser 3 em direcção ao rossio
 
citação:Originalmente colocada por Japh

E isto sem falar no facto de que até os gráficos que são apresentados no link referido ( http://www.dem.ist.utl.pt/acidentes/reconst.htm ) são aparentemente ... uhm ... falsos. Ou então alguém precisa rapidamente de rever o software ou a matemática...

Veja-se este exemplo:
motociclista.gif


Os "dados" abaixo dizem que o motociclo se deslocava a 145kms/h.
O gráfico velocidade/deslocamento refere "64m/s" no eixo das velocidades.
Se assumirmos que 64m/s é a linha central do grafico, a linha de cima serão 128m/s, o que indica que a moto circulava a 460kms/h no momento do impacto...
Mas se assumirmos que afinal os "64m/s" afinal se referem à linha de cima do gráfico, já temos que a moto no momento do impacto circulava a cerca de 64m/s ... o que dá 230Kms/h.
Afinal em que ficamos ? 460, 230 ou ..erm... de onde sairam mesmo os 145kms/h ?

Depois temos o "VRC", que é suposto fornecer a velocidade em função das marcas de travagem.
Ora uma busca rápida na net encontra alguma informação interessante sobre isso, nomeadamente o facto de que os valores normalmente usados nesses cálculos (no que toca a motociclos), datam de testes feitos algures nos anos 70 e 80. Assim de repente, um excerto:
citação:
The deceleration capabilities of motorcycles is often a topic of debate among accident reconstructionists. As shown in the publications table below, there has been little research in the past decade on the topic of motorcycle braking, despite a dramatic improvement in the grip afforded by available street tires.</u> In recent years, magazine-reported average decelerations from highway speeds are universally in excess of 0.9 g's, and even top 1.0 g's with some frequency. Furthermore, there are many people who aver that one can determine if the front brake was in use by examining a rear wheel skidmark for a "lazy-S" appearance. They claim that a straight rear skid is a clear indication of front brake use.

(source: http://mfes.com/motorcyclebraking.html )

Que valores de desaceleração estão a ser utilizados no "VRC" ?
As "skid marks" estão a ser analisadas devidamente ?
Qual a metodologia para se determinar o coeficiente de atrito das superfícies em causa ? O velho pneu com cimento, uma balança e um dinamómetro ? Ou "assumem-se" coeficientes de atrito "standard", que nada tem a ver com a realidade das nossas estradas ?
Os indícios de travagem deficiente (over-use do travão traseiro ou under-use do dianteiro) estão a ser procurados ?
Tenta-se saber se o acidente se deu com os pneus frios ou se já teriam atingido a sua temperatura "óptima" de funcionamento (sim, um pneu de moto actualmente nada tem a ver com um pneu de automóvel, tanto na construção como nos parâmetros de funcionament) ?
Mais importante que tudo isto, o software tem "capacidade" para processar essa informação adicional ?

Sem respostas a estas (e outras ...) perguntas, ponho seriamente em causa a validade do dito "estudo"...

"V"


Caro Japh

Aparentemente a física não é o seu forte. Porque se tivesse olhado para os outros gráficos, via logo que existia algo errado no seu raciocício. Porque a velocidade é a derivada do espaço em ordem ao tempo. Como pode verificar o que aconteceu (e esse programa já tem uns anos) é que as unidades da velocidade estão erradas e são em km/h e não em m/s. Mas pode ficar descansado que esse acidente são foi verifcado com outros softwares incluindo o VRT e de facto o valor velocidade era conservativo, o que significa que por acaso até era mais de 145 km/h. Mas registo a sua recomendação e preocupação, porque de facto as velocidades das motas nos acidentes podem estar a ser sub-avaliadas !
 
citação:Originalmente colocada por RIDER

São todos responsáveis,e o mais responsável,daqui para a frente,pela morte de peões neste tipo de vias,será com certeza o autor do tópico!

Eu prefiro andar mais 200 metros do que atravessar uma avenida com 3 faixas de cada lado,mas parece-me que o autor do tópico quer dar a entender que se deve atravessar porque os condutores têm que cumprir o limite de velocidade!

Será que o problema das mortes está no excesso de velocidade ou são as pessoas que brincam com a própria vida,atravessando um via com 3 faixas[:0]

Os peões morrem neste tipo de vias. Eu não perguntei se devem, perguntei se forem atropelados, se podem ? E o que deve acontecer ao condutor ? Será preciso fazer um boneco ...
 
citação:Originalmente colocada por Braz

Por ter conhecimento de uma situação semelhante, a responsabilidade do acidente, foi dada ao condutor... [xx(]

Tenho conhecimento de várias, mas não me lembro agora a quem foi dada a responsabilidade [8)]
 
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