Erros nos traçados das estradas em tribunal

Para quem não sabe, as nossas estradas são projectadas para uma determinada velocidade, sendo as auto-estradas, dimensionadas para uma velocidade que permita a circulação com segurança e comodidade. Assim, as mesmas AE´s, são dimensionadas para uma velocidade de segurança igual a:

Vseg.= Vmáx + 20 km/h

O que em Portugal, dá para a maioria das situações, 140 Km/h !
O que acontece em algumas situações, a velocidade de circulação máxima não pode ser 120 km/h, isto devido a muitos factores( custos, problemas de implantação, etc etc).

Só uma curiosidade...

...voçês sabiam que na A1, a passagem pela serra d´Aire, se deveu a um problema levantado pela Quercus, que alegavam a existencia de um sapal que deveria ser preservado ? ? ? Sim, sapal... (sapos)
 
Fiquem lá com a bicicleta [8D]

Por mim, continuarei a assumir os meus erros!

Espero não precisar de desculpas para os meus "azares" (que espero não vir a ter, naturalmente ;) )

Como disse, é óbvio que a estrada podia ser melhor! Mas, enquanto não é, cabe a cada condutor empregar uma condução defensiva.

(Já agora, todos fazem as curvas à velocidade máxima permitida numa determinada estrada, certo ;) ? Pois... se calhar aí está um problema...)

Cumprimentos.
 
Obviamente que se a curva tiver um traçado mais "amigável", os acidentes serão muito menos.

Eu vejo um pouco estas situações como os brinquedos para as crianças, perdoem-me a comparação, mas em bom tempo começaram a proibir os potencialmente perigosos. Ora se a curva tiver um traçado que perdoe alguns eventuais excessos ou distracções, tanto melhor para todos... "penso eu de que".
 
citação:Originalmente colocada por polo_TDI

Tudo bem que algumas curvas poderiam ser diferentes... mas vamos lá ver uma coisa: se a velocidade praticada for inferior à velocidade legalmente permitida (80 kms/h) e ajustada à capacidade da viatura e do condutor, a estrada não é perigosa.

Agora, se se pretender usá-la para além daquela velocidade, é óbvio que se pode tornar perigosa, tal como qualquer estrada nacional com curvas e contra-curvas onde o limite de velocidade é de 90 kms/h...

Para mais, grande parte dos acidentes com que me deparei naquela zona, tinham como intervenientes, viaturas do segmento médio, médio-alto, que à partida, à velocidade legalmente permitida, fariam aquelas curvas com uma "perna às costas".

No entanto, eu compreendo que dá gosto curvar depressa ou quase nos limites mas, numa zona como aquela, a probabilidade do acidente é tão alta, quanto
a adrenalina...

A maior parte dos acidentes nesta estrada dão-se com o piso molhado.
Mesmo circulando a 80km/h a estrada tem curvas perigosas, sem visibilidade e com a inclinação ao contrario, para não falar nas depressões e lombas no asfalto.
 
citação:Originalmente colocada por Movyk

citação:Originalmente colocada por ppais

citação:Originalmente colocada por Movyk

citação:Originalmente colocada por eduardomaio

citação:Originalmente colocada por Luis Capelo

as emissões de CO2 têm relação directa com a velocidade.
quanto mais depressa andas, mais combustível gastas, logo, mais CO2 emites.

Isso quer dizer que se eu for a 50km/h em primeira com o pedal no fundo vou a poluir menos do que se for a 120km/h com o acelerador quase em cima a gastar muito menos combustivel :D

Aliás, todos nós sabemos que os carros em cidade não poluem nada, nas auto-estradas é que se fartam de poluir :D

as emisssoes de co2 aumentam com a quantidade de rotação. Portanto, um carro em terceira a 3000rpms emite a mesma quantidade de co2 que em quinta a 3000rpms.

Não é verdade... as emissões de CO2 aumentam com o consumo de combustível... Podes ir a 3000rpm a gastar zero, como podes ir a 3000rpm a injectar muito combustível.

Se estiverem a gastar pouco então também estão a emitir menos CO2

ir a 3000 e nao gastar nada e ir a 3000 e gastar muito?

explica la isso como se eu fosse uma criança:D

sempre pensei que as centralinas metessem a mesma quantidade de gasolina por rotação.

Tens computador de bordo? Se não tiveres arranja um carro com um e faz um teste, mete-te numa subida a 2000rpm e vê o consumo, depois dá a volta e faz o percurso inverso mas nas 3000rpm. Vais ver a diferença.

Quando existem problemas as coisas devem-se resolver de uma maneira séria, não é com paninhos quentes ou medidas estúpidas.

O que é que polui mais? Um taxi 190D com um porradão de anos em cima ou um C220CDI? E porque não um C180 a GPL ou GNC?

E o que é que isto tem a ver com o tópico? É o mesmo que meterem um radar antes de uma curva perigosa para o pessoal abrandar de 120 para 50 em vez de fazerem as obras necessárias para que a curva se faça a 80 ou 100...
 
por acaso...já tinha pensado nisso, aqqui nas minhas traseiras fizeram uma rotunda tão bem feitinha...com as entradas tão bem delineadas (para caber mais um prédio...enfim...) que acidentes é dia sim dia sim pois as entradas estão TANGENTES á rotunda e não em linha recta que obrigue a travar para entrar na mesma.
 
De todos as AE's em que conduzi, o troço da A8 entre Caldas e Loures, para mim é sem dúvida a pior coisa que existe em Portugal e provalmente da Europa.

Combinação de mau piso, em todos os sentidos, zonas em que é irregular devido a ser em betão outras zonas é uma manta de retalhos de diferentes tipos de piso, a isto juntando curvas demasiado prolongadas e com grandes desniveis = uma bela m@rda.

Isto no troço que têm o maior movimento de viaturas e que tem unicamente duas faixas, das Caldas até Leiria é precisamente o oposto, três faixas + bom piso + longas rectas para estar quase às moscas em termos de trânsito.

Um completo contransenso.
 
citação:Originalmente colocada por polo_TDI

De facto, a notícia não é minimamente esclarecedora:


Em declarações à TSF, o juiz Nuno Salpico recordou que os erros de construção no Eixo Norte-Sul fizeram desta via um percurso «extremamente perigoso», devido ao desenho de algumas curvas entre o viaduto Duarte Pacheco e aqueduto das Águas Livres.

A construção pode não ser a mais correcta, mas tal não quer dizer que esse seja a causa exclusiva, como parece fazer crer a notícia ;)

Por mim, o condutor será sempre o primeiro responsável...

Este é o tipo de raciocínio que tem conduzido ao verdadeiro descalabro nesta matéria e à "Caça à Multa" como, se não o único, o instrumento prioritário da fiscalização nas nossas estradas. Escolhe-se o mínimo denominador comum...

Então e o que é feito da prevenção rodoviária?!

Não passa a prevenção rodoviária por melhores traçados e melhor sinalização?!

Por essa ordem de ideias o segredo para combater toda e qualquer sinistralidade é circularmos todos a 20km/h!!! Porque é que não se impõe uma velocidade máxima legal de 20km/h nos carros, em primeiro lugar, e nas estradas?!

Com a qualidade duvidosa das nossas estradas nunca poderemos antecipar quando é que + de 20km/h será demasiado... ou não é assim?!

Por outro lado, não deixa de ser interessante constatar que a indústria automóvel responde à sinistralidade rodoviária portuguesa com carros cada vez mais potentes; onde a norma começa a ser valores de potência acima de 100cv!

Como é que vamos resolver esta contradição?!

Provavelmente com melhores estradas e sinalização... ou estarei enganado?!

O condutor só deve ser culpado quando tudo o resto foi assegurado: traçado correcto, asfalto em perfeitas condições, sinalização visível e adequada.

Devemos culpar os condutores que estão na origem de sinistros por atitude irresponsável nas estradas e não porque foram vítimas da atitude irresponsável de quem as construiu ou mantém.
 
O que faz falta a esta gente do Observatório de Segurança de Estradas é fazerem umas auto-férias por essa Europa civilizada fora e não virem exigir impossibilidades tecnicas só a nós:).

As estradas ou cumprem as normas de execução e projecto ou não cumprem.
O resto é blá blá blá.
 
Nesse caso é dupla irresponsabilidade, se as nossas estradas têm qualidade duvidosa porque é que se continua a guiar sem cuidado.

Muitas vezes os pontos negros são bem conhecidos e no entanto os acidentes mais graves nesses pontos dão-se com condutores que os conhecem bem, muitas vezes utilizadares diários.

Os projectistas e construtores podem ser responsáveis pela má qualidade do projecto, mas acho mais responsável o dono da obra que aceita e paga como boa uma coisa que não está em condições.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

O que faz falta a esta gente do Observatório de Segurança de Estradas é fazerem umas auto-férias por essa Europa civilizada fora e não virem exigir impossibilidades tecnicas só a nós:).

As estradas ou cumprem as normas de execução e projecto ou não cumprem.
O resto é blá blá blá.

Nesse caso não é preciso ir muito longe... basta ir aqui à vizinha Espanha e ver as "impossibilidades técnicas" de elevada qualidade que são as suas estradas e reparar na sinalização sempre bem visível (com sinais verticais de um e de outro lado da estrada para que não haja ângulos "cegos" quando por exemplo se inicia uma ultrapassagem a um camião que não nos deixa ver o sinal único na direita - como acontece em Portugal - que sinaliza proibição de ultrapassagem 100m mais à frente).

Depois é o condutor que calculou mal o tempo de ultrapassagem e pisou o contínuo...

É apenas um exemplo de uma "impossibilidade técnica" que nós os humanos possuimos quando ao circular pela direita atrás de um camião nos aproximamos para iniciar uma ultrapassagem e não conseguimos ver um sinal de proibição da mesma que se situa à nossa direita e 100m mais à frente.

O que vale é que em Espanha os projectos já contemplam este tipo de "impossibilidades técnicas"...
 
citação:Originalmente colocada por LM

Nesse caso é dupla irresponsabilidade, se as nossas estradas têm qualidade duvidosa porque é que se continua a guiar sem cuidado.

Muitas vezes os pontos negros são bem conhecidos e no entanto os acidentes mais graves nesses pontos dão-se com condutores que os conhecem bem, muitas vezes utilizadares diários.

A questão é precisamente essa... NÃO DEVEM EXISTIR PONTOS NEGROS!!!

Se o mesmo condutor que circula em pontos ditos não negros não tem acidentes e quando circula em ponto negros passa a ter acidentes... ENTÃO A CULPA SÓ PODE SER DOS PONTOS NEGROS (seja pela sinalização deficiente ou traçado e/ou piso irregular)!!!

Ou estou enganado?!
 
Tanto as estradas como os automóveis são objectos inertes, não se movem por vontade própria.
Destes dois, só o último ao ser conduzido por um ser humano é que se consegue movimentar. Se o condutor não tiver responsabilidade no modo como conduz o carro, quem é que terá?
 
citação:Originalmente colocada por Buzinão

citação:Originalmente colocada por J.R.

O que faz falta a esta gente do Observatório de Segurança de Estradas é fazerem umas auto-férias por essa Europa civilizada fora e não virem exigir impossibilidades tecnicas só a nós:).

As estradas ou cumprem as normas de execução e projecto ou não cumprem.
O resto é blá blá blá.

Nesse caso não é preciso ir muito longe... basta ir aqui à vizinha Espanha e ver as "impossibilidades técnicas" de elevada qualidade que são as suas estradas e reparar na sinalização sempre bem visível (com sinais verticais de um e de outro lado da estrada para que não haja ângulos "cegos" quando por exemplo se inicia uma ultrapassagem a um camião que não nos deixa ver o sinal único na direita - como acontece em Portugal - que sinaliza proibição de ultrapassagem 100m mais à frente).

Depois é o condutor que calculou mal o tempo de ultrapassagem e pisou o contínuo...

É apenas um exemplo de uma "impossibilidade técnica" que nós os humanos possuimos quando ao circular pela direita atrás de um camião nos aproximamos para iniciar uma ultrapassagem e não conseguimos ver um sinal de proibição da mesma que se situa à nossa direita e 100m mais à frente.

O que vale é que em Espanha os projectos já contemplam este tipo de "impossibilidades técnicas"...
Em Espanha tens muito por onde escolher.
Mas para não sair das vias Urbanas tipo eixo Norte Sul tens a "bela" M40 em Madrid com o seu belo traçado e o seus desniveis e curvas e contra curvas e sinalização.... difícil.

Conheço muito bem Espanha e as suas Autopistas e Auto estradas com traçados que se fosse em Portugal morria lá metade do País.
Tipo entre Madrid e Murçia. Ou Murçia e Valência. Ou etc.


Que tal a estrada que vai de Lérida para Andorra???
Fácil de calcular as ultrapassagens????
Relevês ao contrário???
Boa sinalização???
Dupla faixa de ultrapassagem em subidas sem traço continuo.
Cá morria a outra metade em choques frontais</u>.
 
citação:Originalmente colocada por LM

Tanto as estradas como os automóveis são objectos inertes, não se movem por vontade própria.
Destes dois, só o último ao ser conduzido por um ser humano é que se consegue movimentar. Se o condutor não tiver responsabilidade no modo como conduz o carro, quem é que terá?

Tal e qual como as estradas... não têm vontade própria mas condicionam a acção do condutor. Este é que é verdadeiro problema. As estradas impõem a sua vontade... ou melhor de quem as projectou e/ou construiu. Se forem bem feitas e estiverem bem sinalizadas ajudam o condutor, caso contrário, põem-no em risco... existem sempre imprevistos que nem o condutor mais responsável do mundo pode antecipar!

Mas porque não impor então uum limite de velocidade máxima de 20km/h, se achas que o problema é a velocidade?!
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

Em Espanha tens muito por onde escolher.
Mas para não sair das vias Urbanas tipo eixo Norte Sul tens a "bela" M40 em Madrid com o seu belo traçado e o seus desniveis e curvas e contra curvas e sinalização.... difícil.

Conheço muito bem Espanha e as suas Autopistas e Auto estradas com traçados que se fosse em Portugal morria lá metade do País.
Tipo entre Madrid e Murçia. Ou Murçia e Valência. Ou etc.


Que tal a estrada que vai de Lérida para Andorra???
Fácil de calcular as ultrapassagens????
Relevês ao contrário???
Boa sinalização???
Dupla faixa de ultrapassagem em subidas sem traço continuo.
Cá morria a outra metade em choques frontais</u>.


Eu também conheço minimamente as estradas espanholas e a diferença qualitativa é gritante.

Aliás, basta passar a fronteira para se perceber de imediato a diferença...

Quanto à sinalização... digo-te apenas o seguinte: ao aproximares-te de uma curva perigosa quase sempre tens vários sinais verticais de limitação da velocidade que aparecem com a devida antecedência e que se vão sucedendo e impondo limites de velociddade progressivamente mais baixos - 1º 80km/h, depois 60km/h,e finalmente 40km/h (por exemplo) - sempre acompanhados de muitas setas "luminosas" avisando do perigo eminente. E se o limite for 40km/h e fizeres a curva a uma velocidade superior, regra geral, já fazes a curva com alguma dificuldade.

É o que eu chamo de sinalização visível e adequada.

Só essa é que os condutores podem aprender a respeitar.
 
O problema não se resolve com limites de 20Km/h, normalmente bastam os limites existentes.

Deu-se como exemplo o Eixo Norte-Sul junto ao Aqueduto. É uma via urbana, que está sujeita a um traçado restringido por factores inerentes à sua localização, portanto há curvas e inclinações que sendo inadmissíveis numa AE, nesta via terão de existir.

Apesar de ser uma via urbana, devido às suas condições de circulação tem uma velocidade máxima de 80Km/h.

A experiência é fácil, fazer o percurso a 80 e ver se sente que em algum momento a sua vida esteve em perigo. Julgo que não, no entanto irá constatar que será um dos carros mais lentos.

Portanto um condutor, mesmo que seja a primeira vez que por ali passe, se cumprir os limites de velocidade, não terá problemas. O mesmo não se poderá dizer de outro que chegue às curvas do aqueduto a 120 ou 130 como eu já vi.

Portanto só há uma maneira de circular, não conhece a estrada tem de ter cuidado. Se conhece a estrada, ainda melhor pois sabe onde deverá precaver-se.
 
citação:Originalmente colocada por LM

O problema não se resolve com limites de 20Km/h, normalmente bastam os limites existentes.

Deu-se como exemplo o Eixo Norte-Sul junto ao Aqueduto. É uma via urbana, que está sujeita a um traçado restringido por factores inerentes à sua localização, portanto há curvas e inclinações que sendo inadmissíveis numa AE, nesta via terão de existir.

Apesar de ser uma via urbana, devido às suas condições de circulação tem uma velocidade máxima de 80Km/h.

A experiência é fácil, fazer o percurso a 80 e ver se sente que em algum momento a sua vida esteve em perigo. Julgo que não, no entanto irá constatar que será um dos carros mais lentos.

Portanto um condutor, mesmo que seja a primeira vez que por ali passe, se cumprir os limites de velocidade, não terá problemas. O mesmo não se poderá dizer de outro que chegue às curvas do aqueduto a 120 ou 130 como eu já vi.

Portanto só há uma maneira de circular, não conhece a estrada tem de ter cuidado. Se conhece a estrada, ainda melhor pois sabe onde deverá precaver-se.

Em qualquer parte do mundo civilizado uma junta de dilatação a meio de uma curva e/ou uma curva com inclinação para o exterior é considerado crime - seja a 80km/h ou a 200km/h!!!

Basta que se tenha que travar a meio da curva devido a um obstáculo imprevisto que aqueles dois factores podem ser "fatais" mesmo circulando a 80km/h!

Por exemplo, o limite legal de velocidade nas auto-estradas portuguesas é, não raras vezes, manifestamente alto para as deficientes condições de drenagem e estado de conservação do asfalto quando chove copiosamente... e no entanto é o limite legal!

Agora eu pergunto: vamos baixar o limite legal de velocidade nas auto-estradas ou vamos assegurar o mais possível que elas tenha uma drenagem conveniente e um piso em bom estado de conservação?!

Eu já sei a tua resposta... «os condutores é que têm de ser capazes de perceber que há uma drenagem deficiente e/ou o piso não está em bom estado e devem, portanto, diminuir a velocidade!»

E eu respondo... «Tudo bem! Só não lhe chamem auto-estradas e não me obriguem a pagar portagem!»

O mesmo argumento é válido, em última análise, para todas as outras estradas... «Não me obriguem a pagar impostos se me obrigam a circular em estradas que me põem em risco!»
 
citação:Originalmente colocada por Buzinão

citação:Originalmente colocada por J.R.

O que faz falta a esta gente do Observatório de Segurança de Estradas é fazerem umas auto-férias por essa Europa civilizada fora e não virem exigir impossibilidades tecnicas só a nós:).

As estradas ou cumprem as normas de execução e projecto ou não cumprem.
O resto é blá blá blá.

Nesse caso não é preciso ir muito longe... basta ir aqui à vizinha Espanha e ver as "impossibilidades técnicas" de elevada qualidade que são as suas estradas e reparar na sinalização sempre bem visível (com sinais verticais de um e de outro lado da estrada para que não haja ângulos "cegos" quando por exemplo se inicia uma ultrapassagem a um camião que não nos deixa ver o sinal único na direita - como acontece em Portugal - que sinaliza proibição de ultrapassagem 100m mais à frente).

Depois é o condutor que calculou mal o tempo de ultrapassagem e pisou o contínuo...

É apenas um exemplo de uma "impossibilidade técnica" que nós os humanos possuimos quando ao circular pela direita atrás de um camião nos aproximamos para iniciar uma ultrapassagem e não conseguimos ver um sinal de proibição da mesma que se situa à nossa direita e 100m mais à frente.

O que vale é que em Espanha os projectos já contemplam este tipo de "impossibilidades técnicas"...
O que falaste lembrou-me uma situação semelhante que eu passei e exemplifica bem o que dizes. Eu já fui traído uma vez por sinalização inadequada e perigosa. Isto passou-se à noite na estrada nacional que entre Àguas de Moura e Setúbal. Fiz copy e paste do que coloquei num outro tópico a relatar o que se passou:

citação:Originalmente colocada por blindness2005

[...] Entre Águas de Moura e Mitrena (Setúbal), estava atrás de um TT de um caçador com a respectiva cãozoada no seu atrelado a 70/80kms/h. Calmamente esperei por uma oportunidade para passá-lo. Vou começar por relatar o que vi e aconteceu no momento. Já vão entender porquê. Numa recta com toda a visibilidade</u>, depois de passarem alguns carros em sentido contrário, reparei que havia uma boa aberta para passá-lo. Vi que ao longe vinha um carro em sentido contrário. Ia para aí quase a 1 km de distância. Portanto, não era por aí que o "gato vai às filhozes". Procurei por uma proibição de ultrapassar e nada. Não havia sinais e o traço era descontínuo. Pensei eu: "ok, vou ultrapassar". Ligo o pisca, acelero e mando-me para a esquerda. De repente, vindo do nada, vejo os faróis de um carro em sentido contrário de tal forma perto que inviabilizava por completo a ultrapassagem! :([:0] Era morte certa se continuasse!!! [:0]:( "F*da-se"!!! Trava e amocha atrás do jipe que é lá que estou bem!!! O que é que aconteceu? Existia uma lomba que não era visivel apenas com os faróis dos carros. No momento não dava para ter noção da existência da mesma, por mais que tivesse com a devida atenção. São as desvantagens de andar à noite, ou seja, não dá para ver bem ao longe como de dia. Depois de uns segundos para me refazer do susto e conseguir voltar a raciocinar, apercebi-me que fui completamente traído não só pela escuridão, como também e sobretudo pela deficiente sinalização! Onde já se viu permitir uma ultrapassagem numa lomba?!?!?! [:0] Ah e tal, vão dizer que a culpa é toda minha porque não devia ultrapassar ali por causa da lomba e que antes de o outro carro surgir da lomba devia de ter visto o clarão dos faróis dele... dos faróis do outro carro, incrivelmente, não se via qualquer clarão antecipadamente (como se tivessem desligados, o clarão estava muito bem camuflado pela p*ta lomba) e como disse não dava para perceber que existia ali uma lomba (porque estava fora do alcance dos médios e não podia ligar os máximos porque ia encandear os outros). Se pelo menos aparecesse o clarão dos faróis do outro carro, tinha percebido logo da existência da lomba e aí ficava quietinho atrás do jipe! [8)] A minha percepção do local naquele exacto momento e com as condições de luz que tinha, foi de uma grande recta (podia passar com segurança 3 jipes de uma vez), completamente plana</u> (via perfeitamente carros ao longe e sem perceber que estava ali uma lomba no meio) e sem qualquer sinalização de impedimento de ultrapassagem. Eu acho que é um erro (um dos muitos) de concepção da estrada que devia proíbir a ultrapassagem naquela lomba com o respectivo sinal vertical e um traço contínuo na estrada. Com a devida sinalização eu não decidia fazer a ultrapassagem e isto não tinha acontecido! [8)] Isto é um verdadeiro perigo para a condução, pois permite-se certas manobras perigosas que potência acidentes graves! É uma falha grave e imperdoável! Se adicionarmos o facto de ser uma via concorrida... [xx(] Como se não bastasse, passados 2 ou 3 kms encontro outro erro crasso! Imediatamente antes de uma curva, há um cruzamento em forma de Y invertido (dos mais perigosos! [xx(]). Pasmem-se!!! O traço contínuo e respectivo sinal de proíbição de ultrapassagem encontram-se imediatamente antes da curva e imediatamente depois do cruzamento! Ou seja, no cruzamento um gajo pode ultrapassar "à vontade" e logo depois (antes da curva) já não pode! [8] Depois é assim, nestes casos, se houver acidente a culpa é de quem? Devia de ser de quem fez ou mantém a estrada... mas não! É sempre do condutor! [8] [8)]

[...]


Pessoal, volto a frisar que a culpa não é só dos condutores! Conduz-se muito mal em Portugal, é certo! Essa condução deficiente dos portugueses resulta no panorama de acidentes que todos conhecemos, é certo! Mas as estradas mal construídas e mal sinalizadas contribuem ainda mais para este cenário negativo e é disso que se está a falar aqui neste tópico!

Ponham uma coisa na vossa cabeça, ninguém está a colocar em causa que se conduz mal em Portugal e que isso é uma grande causa dos acidentes! O que se põe em causa aqui é que, partindo sempre do principio que a nossa condução é insenta de imperfeições (nada é perfeito, mas vamos supor que não existe asneira do condutor), sendo a estrada e a qualidade dela um factor importante para a segurança, se esta falhar e nos quebrar essa segurança, o acidente é bem provavel! É um dado adquirido. É claro que se adcionarmos as asneiras do condutor nessa estrada insegura, a possibilidade de acidente é bem maior e quanto mais e mais graves são as falhas de ambos (estrada e condutor), mais probabilidade tem de acontecer o acidente e com mais gravidade.

Tão certo como 2 + 2 = 4, são os dois factores que contribuem para o acidente: condutor e estrada!
 
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