Dois países: Um por um, a cair no mar.

citação:Originalmente colocada por Manuel Jasmim


*Não é pelo facto de mudarmos o nome da marinha para guarda-costeira que passamos a ter mais meios.

**No mar (e para quem conhece o meio, isto é obvio) </u>

Eu lamento profundamente as vidas que se perderam, sei que é sempre possivel melhorar os meios e os sistemas, ***mas também sei que aos pescadores compete a maior fatia neste bolo: a responsabilidade, a formação, a consciência.


* Não é mudar o nome;), é criar outra unidade operacional;).

** Conheço o Mar e como Força da Natureza que É Respeito-o e Muito!

*** Concordo!
 
citação:Originalmente colocada por Manuel Jasmim

Não é pelo facto de mudarmos o nome da marinha para guarda-costeira que passamos a ter mais meios.
Isso meios há sempre, mas só para alguns, caso da fundação sóares que é um dos maiores sorvedouros de dinheiros do estado, mas há mais, muitos mais.
 
citação:Originalmente colocada por ASAS

Aconselho a maioria dos users que postaram neste tópico a, antes de falarem sem saber o que estão a dizer, se informem melhor!!!

A sério, tentem; não custa muito................e não fazem figuras "tristes"!
Claro que falar "à sorte" dá menos trabalho..............


depois deste comentario brilhante, estou desde dia 7 a espera de aprender algo
 
A noticia é de hoje e trás mais umas informações sobre a ineficácia ou inexistência de meios na nossa costa, isto apesar dos acordos internacionais dos quais Portugal é signatário.

:([8)]


SOS
País surdo aos sinais de socorro


Nunca se vai conseguir saber se Inácio Maio, o mestre do pesqueiro que naufragou na praia da Légua, pressionou o botão vermelho de emergência do rádio que tinha a bordo – e não se saberá por uma trágica razão: os barcos de pesca costeira estão obrigados a ter este equipamento para pedir ajuda, mas ao longo de toda a costa portuguesa não existe uma única estação que oiça os pedidos de socorro.

O ‘Luz do Sameiro’ tinha a bordo todos os meios de socorro exigidos por lei: coletes para os sete tripulantes, balsa salva-vidas, bóia de emergência que em contacto com água emite um sinal por satélite – e o rádio com um simples botão capaz de indicar o preciso local do naufrágio. O pesqueiro, matriculado no porto de Vila do Conde, foi inspeccionado em Setembro do ano passado. Estava tudo em ordem.

Na última sexta-feira do ano, dia 29, encalhou num banco de areia, a menos de 100 metros da praia da Légua, a norte da Nazaré. A bóia de emergência, em forma de garrafa, flutuante, funcionou: o sinal foi captado pelo satélite e chegou precisamente às 06h42 à base de rastreio de Toulouse, em França.

Como o CM já noticiou, na edição de 6 de Janeiro, a informação de França foi enviada numa questão de segundos para o centro de busca e salvamento, instalado no ‘bunker’ da NATO, em Oeiras, mas sob a responsabilidade da nossa Marinha de Guerra – que só uma hora e 45 minutos depois, demasiado tarde, chamou os meios de socorros.

Além desta bóia de emergência, o ‘Luz do Sameiro’ tinha a bordo um rádio, como é da lei, equipado com um simples botão vermelho. Em caso de grave perigo, basta pressioná-lo durante cinco segundos. Nem é preciso falar. O sinal chega à costa e permite duas coisas: identificar o barco e conhecer, com rigor matemático, a posição do naufrágio.

Mas ao longo da costa portuguesa, de Caminha a Vila Real de Santo António, não existe uma única estação de rádio para escutar os pedidos de ajuda. Os gritos de socorro perdem-se – ninguém os ouve.

Inácio Maio, o mestre do ‘Luz do Sameiro’, tinha a bordo dois meios para lançar o alerta: a bóia de emergência (conhecida como EPIRB, do inglês Emergency Position Indicacion Radio Beacon), e o rádio com um GPS integrado.

A bóia, que tanto pode ser accionada manualmente como pode soltar-se do barco em contacto com a água, indicou imediatamente o nome do barco e a latitude do naufrágio – uma linha imaginária, paralela ao Equador, que começava a escassas milhas a norte da Nazaré e terminava na costa dos Estados Unidos. A Marinha devia ter enviado imediatamente para a zona da Nazaré os meios de socorro. Não o fez. Esperou que um segundo sinal captado pelo satélite indicasse a posição exacta da bóia. Mas, às 07h15, o centro de busca e salvamento da Marinha já sabia que o ‘Luz do Sameiro’ naufragara na praia da Légua – e só pelas 08h30 accionou os meios de socorro.

Além da bóia, terá o mestre Inácio Maio carregado no botão vermelho do rádio. Se o fez, emitiu um sinal com a posição exacta do barco em dificuldades – inútil sinal, porque ninguém em Portugal o ouviu.

Estivesse ele na costa mais a norte ou encostado na foz do Guadiana, no Algarve, o seu grito de socorro teria sido recebido por um dos centros de busca e salvamento no mar instalados em Espanha.

O TRÁGICO DESTINO DA 'SALGUEIRINHA'

Ainda hoje permanece em mistério o naufrágio da ‘Salgueirinha’ – uma traineira que se afundou ao largo da barra de Aveiro, na noite de 18 de Outubro de 2004, com sete pescadores de Caxinas a bordo. Ninguém se salvou. O mar estava alteroso, mas nada de meter medo a uma traineira de 17 metros de comprimento e um motor novo. O pior era o vento forte e a chuva grossa.

O mestre, José Viana, reconhecido com respeito pelos demais homens de Caxinas, falou com a mulher, ao telemóvel: estava para aí a duas milhas da barra e navegava devagar, com um vigia à proa por causa da ventania e da fraca visibilidade. A conversa foi curta. O mestre desligou dizendo à mulher que “o Armando estava aos gritos na proa”.

Armando era o vigia – e competia-lhe avisar o mestre, na casa do leme, mal avistasse outro barco em rota de colisão. Sabe-se que o vigia gritou – mais nada. Se o mestre carregou no botão do rádio – o pedido de ajuda não foi ouvido. Nessa noite, nenhum meio de socorro acudiu à ‘Salgueirinha’.

2500 PESCADORES E 500 BARCOS ESTÃO ENTREGUES À SUA SORTE

Todos os dias saem para o mar quase 500 barcos portugueses de pesca costeira com cerca de cerca de 2500 homens a bordo. Os pescadores estão entregues à sua sorte. Toda a costa europeia está coberta por estações de rádio que captam os pedidos de socorro enviados por embarcações em dificuldades – excepto os cerca de 900 quilómetros que se entendem de Caminha, na Foz do Rio Minho, a Vila Real de Santo António, na Foz do Guadiana, no Algarve.

A costa portuguesa está surda aos gritos de quem anda no mar. Os armadores de pesca estão obrigados, desde 1999, a instalarem nos barcos o rádio com GPS integrado. Mas nestes últimos sete anos nem uma estação foi construída para captar o sinal de que há vidas em perigo no mar.

O mapa reproduzido nestas páginas mostra a cor-de-laranja as zonas de costa debaixo da cobertura deste dispositivo de emergência. Do Norte da Europa até Espanha – é um oásis de segurança. Entre Caminha e Vila Real de Santo António –o perigo espreita.

PORMENORES

1999

Os armadores de pesca costeira estão obrigados, desde 1999, a instalarem nos barcos os rádios com GPS integrado que permitem, através de um botão, emitir pedidos de socorro. Estes sinais dão a identificação do barca e a posição exacta do naufrágio.

PREÇO

Os rádios com GPS integrado custam entre 900 e 1500 euros – conforme a marca. Uma bóia de emergência (EPIRB) custa entre 600 e 1600 euros.

RAIO DE ACÇÃO

Na ausência de estações costeiras que recebam os pedidos de socorro enviados pelo rádio, a Marinha de Guerra instalou nos navios aparelhos que captam os sinais. Os rádios que equipam os barcos de pesca apenas são eficazes num raio de 40 milhas (o equivalente a cerca de 70 quilómetros). Os pesqueiros não ultrapassam esta distância da costa. E nem sempre está um navio da Marinha de Guerra a menos de 40 milhas de um barco de pesca.

MARINHA DE GUERRA

A Armada, ao longo da costa entre Caminha e Sagres, apenas mantém no mar dois navios – quase sempre uma fragata e uma corveta. Ao largo da costa algarvia, entre Sagres e Vila Real de Santo António, navegam pequenas patrulhas. Os cerca de 900 quilómetros estão desprotegidos.

ACORDOS

Portugal é subscritor da Convenção Internacional para a Salvaguarda das Vidas no Mar e, por isso, obrigou-se a instalar na costa as estações para captação de pedidos de socorro.

SETE MINISTROS COM CULPA

A construção de estações costeiras que permitam captar os pedidos de socorro vindos do mar é da responsabilidade do Ministério da Defesa. Desde 1 de Fevereiro de 1999, quando passou a ser obrigatória a instalação de rádios com GPS nos barcos de pesca, até agora, o País conheceu sete ministros da Defesa – em nenhum dos mandatos a costa portuguesa ficou mais segura.

Veiga Simão tomou posse a 25 de Novembro de 1997 e abandonou o Ministério da Defesa a 29 de Maio de 1999 – já estava em vigor a obrigatoriedade de as embarcações de pesca terem a bordo o bendito rádio. Sucedeu-lhe Jaime Gama, que lá esteve até Outubro de 1999. Nada foi feito. Em mais um Governo chefiado por António Gueterres, tomou posse um terceiro ministro da Defesa – o advogado Júlio Castro Caldas, que ocupou o cargo entre Outubro de 1999 e 2 de Julho de 2001. Saiu Castro Caldas, entrou Rui Pena. No seu mandato, que durou até Abril de 2002, a costa portuguesa continuou surda aos pedidos de socorro vindos do mar.

Novo Governo, desta vez chefiado por Durão Barroso, novo ministro – Paulo Portas, que se manteve no Ministério da Defesa até Julho de 2004. Terá sido, porventura, o mais mediático e tonitruante dos ministros. Ainda assim, a costa portuguesa, ao contrário do resto da Europa, continuou de ouvidos moucos aos gritos de SOS lançados do mar. Novo primeiro-ministro, José Sócrates, outro ministro da Defesa – Luís Amado: tomou posse em Março de 2006, até que, em Julho do ano seguinte, substituiu Freitas do Amaral nos Negócios Estrangeiros. Veio Severiano Teixeira. Está há seis meses no cargo.
Manuel Catarino

Diáriolde Referência
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

A bóia de emergência, em forma de garrafa, flutuante, funcionou: o sinal foi captado pelo satélite e chegou precisamente às 06h42 à base de rastreio de Toulouse, em França.

Como o CM já noticiou, na edição de 6 de Janeiro, a informação de França foi enviada numa questão de segundos para o centro de busca e salvamento, instalado no ‘bunker’ da NATO, em Oeiras, mas sob a responsabilidade da nossa Marinha de Guerra – que só uma hora e 45 minutos depois</u>, demasiado tarde, chamou os meios de socorros.




, indicou imediatamente o nome do barco e a latitude do naufrágio – uma linha imaginária, paralela ao Equador, que começava a escassas milhas a norte da Nazaré e terminava na costa dos Estados Unidos. A Marinha devia ter enviado imediatamente para a zona da Nazaré os meios de socorro. Não o fez. Esperou que um segundo sinal captado pelo satélite indicasse a posição exacta da bóia. Mas, às 07h15, o centro de busca e salvamento da Marinha já sabia que o ‘Luz do Sameiro’ naufragara na praia da Légua – e só pelas 08h30 accionou os meios de socorro.


[:p]Quais meios quais carapuça[:p].
Com o que tinham, que era mais que suficiente para este caso, NÃO AGIRAM.
E isso o CEMA "Nunca conseguirá explicar aos Portugueses".
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

[:p]Quais meios quais carapuça[:p].
Com o que tinham, que era mais que suficiente para este caso, NÃO AGIRAM.
E isso o CEMA "Nunca conseguirá explicar aos Portugueses".

J.R.

Isso que menciona parece-me mais que óbvio e não tem merecido qualquer comentário ou objecção contra.

A questão prende-se com as estações costeiras que façam um exacto Pin Point de uma embarcacão em pedido de socorro.

E ai Portugal está em falha quer com os seus marinheiros/pescadores quer com a comunidade internacional, são esses meios de que falo mais concretamente, quanto aos outros poderemos dizer que estão a ser mal utilizados.
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

Mas ao longo da costa portuguesa, de Caminha a Vila Real de Santo António, não existe uma única estação de rádio para escutar os pedidos de ajuda. Os gritos de socorro perdem-se – ninguém os ouve.

Esta situação é mesmo radical[8], e depois ainda há "umas vozes de fundo" que afirmam que é irreal pensar numa Guarda-Costeira ou num grupo operacional mesmo dentro da Marinha de Guerra com objectivos similares há de uma G.C..
 
citação:Originalmente colocada por TURBO

citação:Originalmente colocada por Excalibur

Mas ao longo da costa portuguesa, de Caminha a Vila Real de Santo António, não existe uma única estação de rádio para escutar os pedidos de ajuda. Os gritos de socorro perdem-se – ninguém os ouve.

Esta situação é mesmo radical[8], e depois ainda há "umas vozes de fundo" que afirmam que é irreal pensar numa Guarda-Costeira ou num grupo operacional mesmo dentro da Marinha de Guerra com objectivos similares há de uma G.C..
Acho que se anda a falar de um evento relacionado com futebol e fazem falta mais uns estádios.

:(
 
Não acredito que se alguem dentro da marinha de guerra soubesse com certeza relativa, que se estava um barco a afundar ao largo de Pt, que não fossem accionados imediatamente os meios necessários de busca e salvamento!!

Agora existiu por aí algures uma fala de comunicação, de certeza!!!

Não degradem as nossas forças armadas!!

Não se esqueçam que a nossa costa ainda hoje é o principal ponto de entrada de droga na UE e que as nossas FA, nomeadamente a marinha portuguesa apanham carregamentos de droga ás carradas (principal utilidade dos submarinos portugueses é patrulhamento com esse fim).
 
citação:Originalmente colocada por Spinnaker

Não acredito que se alguem dentro da marinha de guerra soubesse com certeza relativa, que se estava um barco a afundar ao largo de Pt, que não fossem accionados imediatamente os meios necessários de busca e salvamento!!

Agora existiu por aí algures uma fala de comunicação, de certeza!!!

Não degradem as nossas forças armadas!!

Não se esqueçam que a nossa costa ainda hoje é o principal ponto de entrada de droga na UE e que as nossas FA, nomeadamente a marinha portuguesa apanham carregamentos de droga ás carradas (principal utilidade dos submarinos portugueses é patrulhamento com esse fim).

Não é uma questão de denegrir a imagem das forças armadas, simplesmente uma guarda costeira e uma marinha de guerra tem funções diferentes.

Ah e a Armada não apanha carradas de droga (pelo menos sem o trabalho da pj em terra), costumam é colaborar com a pj.
 
citação:Originalmente colocada por ASAS

Aconselho a maioria dos users que postaram neste tópico a, antes de falarem sem saber o que estão a dizer, se informem melhor!!!

A sério, tentem; não custa muito................e não fazem figuras "tristes"!
Claro que falar "à sorte" dá menos trabalho..............

Asas,

Não queres partilhar o teu conhecimento? Confesso que fiquei curioso.

Abraço
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

Não é uma questão de denegrir a imagem das forças armadas, *simplesmente uma guarda costeira e uma marinha de guerra tem funções diferentes.

Ah e a Armada não apanha carradas de droga (pelo menos sem o trabalho da pj em terra), **costumam é colaborar com a pj.

* ;)
** ;)
 
O meu conhecimento não é que está em causa; o que está em causa é a falta de conhecimento de muitos dos users que postaram!

Eu, quando não estou bem informado sobre alguma assunto, não comento; primeiro, informo-me bem e depois comento!!

Mas, os que não gostaram do meu comentário, só me estão a dar razão; pois os comentarios eram dirigidos a quem está mal informado e se vocês estão bem informados, não tem que se queixar............

Por lerem um artigo num jornal, já sabem tudo sobre salvamentos em mar, sobre a Marinha, sobre FAP, etc., e, está (como sempre) tudo mal!!![8)][8)][8)]

Guarda Costeira e Policia Maritima são diferentes?!
Apenas no nome................
 
citação:Originalmente colocada por ASAS

Guarda Costeira e Policia Marítima são diferentes?!
São, tem funções e naturezas diferentes.

Mas no país do desenrascanso a policia marítima acaba por ter parte das funções de uma guarda costeira, dependente hierarquicamente da Armada e com um deficit enorme em meios e em homens.
 
Trapalhada!

Infelizmente com consequências dramáticas.

Como o vocabulário muda rapidamente...
Como o nível de exigência da opinião pública - domesticada pelos media - baixou subitamente...

Raisparta!
 
em portugal prefere-se comprar subarus audis etc para a bt enquanto barcos para salvar vidas não se compra, afinal salvar vidas não da dinheiro


eu nunca quis acreditar que o heli fosse chamado tanto tempo depois,mas depois de saber da boca de quem estava de serviço no montijo, la tive de acreditar
 
Ouvi ontem o Ministro Severiano Teixeira, dizer com um ar muito sério, que vamos adquirir 3 lanchas de salvamento!!

Confesso que não pude deixar de soltar uma gargalhada! Com tanta lancha, há que ter muito cuidado para não baterem umas nas outras!

Comemos tudo...
 
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