Como já foi dito aqui, as seguradoras têm que emprestar um veículo de substituição com as características equivalentes ao carro que possuímos. Só que isso nem sempre acontece!
A maior parte das vezes é um carro de segmento abaixo ao nosso e desculpam-se quase sempre de não terem um equivalente para colocar à disposição.
Claro que não somos obrigados a aceitar. Há quem nunca se importe e aceite, pensando que mais vale levar uma pandeireta que ande do que andar a pé (perfeitamente compreensível). Há quem se importe, mas que dadas determinadas circunstâncias acaba por aceitar (pressa, não necessidade de um carro idêntico no momento...). Há quem não aceita tal coisa porque ou tem mesmo necessidade e não pode mesmo levar outro inferior ou porque acham que eles são obrigados a fornecer um idêntico e mais nada. Fazem "finca pé" e doa a quem doer tem que ser e pronto, só porque acha que são obrigados e não têm qualquer desculpa.
Claro que também há diferenças ao contrário, isto é, colocarem á disposição um carro superior. Já são casos menos frequentes e aí o pessoal não reclama e vai todo contente, como é óbvio!
Eu acho que no meu caso só aceito um carro abaixo do segmento se no momento não for mesmo possível arranjarem-me outro e se não tiver mesmo necessitado de um idêntico (tipo de carroceria, combustível, potência...)
Mas posso dar um exemplo de uma situação verídica que se torna mesmo inaceitável um carro de segmento abaixo: em 98 estava com os meus pais a passar férias no Minho (somos de Lisboa) e sofremos um acidente (sem culpa) que deixou a Astra F Caravan 1.4i do meu pai completamente imobilizada. A seguradora colocou à disposição um Punto novinho em folha (só tinha 500kms) com o belo motor 1.3 de 85cv (o bicho andava nas horas com aquele peso pluma [B)]). Ok, era um motor de prestações idênticas (podia ter sido pior com um Punto de 55cv), mas excusado será dizer que fartámo-nos de barafustar por ser pequeno demais para nós. Era mesmo inadmissível porque eramos 3 pessoas e respectiva bagagem que era tanta, tanta que enchia completamente a bagageira da carrinha do meu pai! E agora? Como é que se enfia tanta coisa num Punto??? [8] O funcionário da seguradora pediu desculpa por não ter outro maiorzito. Não era uma questão de nos aproveitarmos e levar um carro superior nem nada que se pareça. Só reinvindicavamos algo com rodas, que andasse e que transportasse tudo o que tinhamos para transportar com o mínimo de condições... se é que isso era possível num Punto! [

] Lá tivemos que aceitar o Punto porque não havia volta a dar! [8] Aquilo é que foi um quebra cabeças para o carregar! [8)] Nunca nos vimos tão aflitos em termos de comodidade e espaço para chegar a casa! [8] [8)]
Este é um exemplo da necessidade que temos em ter um carro idêntico.