A Polícia Judiciária e a Inspecção Tributária detectaram 400 restaurantes que usavam um programa informático de contabilidade paralela, alegadamente criado por duas empresas da Póvoa de Varzim, para omitir a facturação real e assim fugir ao IVA e ao IRC.
Os montantes globais deverão ultrapassar, revelou à Agência Lusa fonte próxima do processo, 50 milhões de euros em vendas não declaradas. Em certos casos foram omitidas vendas superiores a dois milhões de euros. "Alguns dos visados estão já a proceder à liquidação ao fisco das verbas em dívida", esclareceu.
O programa informático, criado pela empresa NortRest e comercializado pela WinRest, permitiria que os restaurantes subtraíssem automaticamente à facturação entre 10 e 70% dos valores. "Os clientes pediam a percentagem de fuga e o programa era, alegadamente, executado à medida", especificou a fonte.
A Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira e a Inspecção Tributária apreenderam em Dezembro, na Póvoa de Varzim, programas informáticos e listagens de clientes que os adquiriram.
As duas entidades, actuando conjuntamente, realizaram diversas buscas e fiscalizaram alguns dos restaurantes envolvidos, apreendendo cópias do software e documentos informáticos e contabilísticos. No âmbito do processo foram constituídos vários arguidos, nomeadamente os responsáveis da gestão das empresas e os autores do programa de facturação paralela, suspeitos da prática dos crimes de fraude fiscal e fraude informática.
As autoridades vão, agora, determinar se nas listagens de compradores do programa informático estão empresários de outros sectores, nomeadamente de pronto-a-vestir e calçado.
A acção policial, que surge na sequência de informações chegadas ao conhecimento das Finanças, visa quer a recuperação das verbas devidas ao Estado, quer a necessidade de pôr cobro, ou diminuir significativamente, a fuga ao fisco. Este tipo de fuga é, segundo a fonte, regra em boa parte do sector da restauração, sobretudo em pequenas e médias empresas familiares.
Os montantes globais deverão ultrapassar, revelou à Agência Lusa fonte próxima do processo, 50 milhões de euros em vendas não declaradas. Em certos casos foram omitidas vendas superiores a dois milhões de euros. "Alguns dos visados estão já a proceder à liquidação ao fisco das verbas em dívida", esclareceu.
O programa informático, criado pela empresa NortRest e comercializado pela WinRest, permitiria que os restaurantes subtraíssem automaticamente à facturação entre 10 e 70% dos valores. "Os clientes pediam a percentagem de fuga e o programa era, alegadamente, executado à medida", especificou a fonte.
A Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira e a Inspecção Tributária apreenderam em Dezembro, na Póvoa de Varzim, programas informáticos e listagens de clientes que os adquiriram.
As duas entidades, actuando conjuntamente, realizaram diversas buscas e fiscalizaram alguns dos restaurantes envolvidos, apreendendo cópias do software e documentos informáticos e contabilísticos. No âmbito do processo foram constituídos vários arguidos, nomeadamente os responsáveis da gestão das empresas e os autores do programa de facturação paralela, suspeitos da prática dos crimes de fraude fiscal e fraude informática.
As autoridades vão, agora, determinar se nas listagens de compradores do programa informático estão empresários de outros sectores, nomeadamente de pronto-a-vestir e calçado.
A acção policial, que surge na sequência de informações chegadas ao conhecimento das Finanças, visa quer a recuperação das verbas devidas ao Estado, quer a necessidade de pôr cobro, ou diminuir significativamente, a fuga ao fisco. Este tipo de fuga é, segundo a fonte, regra em boa parte do sector da restauração, sobretudo em pequenas e médias empresas familiares.