Alpiger
Suspenso
"O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, reiterou a ameaça de greve, apelando hoje à mobilização dos futebolistas para as causas colectivas.
"Greve? Se tiver de chegar, tem de chegar até para se ver até que ponto o futebol afecta terceiros. O SJPF tem tido sempre posições ponderadas, mas também grande verticalidade e independência", referiu o presidente do Sindicato à agência Lusa.
De acordo com Joaquim Evangelista, "toda a gente ganha com o futebol (...) mas são sempre os jogadores a pagar a factura."
Com o fim do regime transitório de enquadramento dos agentes desportivos, o que está em causa neste momento é o facto dos jogadores passarem a pagar IRS segundo o regime geral.
Nas palavras do líder do sindicato dos jogadores, "tem de haver um tratamento adequado para as profissões de desgaste rápido, como propõe a União Europeia, que consagra este regime". "Os benefícios nos descontos para a Segurança Social e o IRS são uma forma de minimizar esta especificidade; é assim em toda a Europa", frisa.
Para Fevereiro encontra-se já marcada um reunião geral de futebolistas, para discutir a nova Lei das Bases da Actividade Física e do Desporto que "consagra a especificidade, mas tem que ser regulamentada o mais depressa possível."
"Os jogadores têm de se mobilizar para as questões fundamentais da sua vida, têm que ter uma consciência colectiva" disse o presidente do SJPF, sublinhando que "apenas cinco por cento são estrelas".
"Se for necessário dar um murro na mesa estamos preparados para o fazer", prosseguiu o presidente do sindicato, afirmando que tem falado com os jogadores: "Eles sentem-se lesados, por serem tratados de forma injusta só porque alguns ganham muito dinheiro".
Joaquim Evangelista espera também ter os clubes do seu lado, mas não necessita deles para empreender a luta: "Na questão dos salários em atraso, temos dialogado em articulação com os clubes, Liga e Federação e não se tem falado do tema apesar de eles subsistirem."
Na conclusão do seu discurso, o presidente do sindicato referiu ainda que "o que me importa é a minha classe, pelo que apelo, mais uma vez aos jogadores para se mobilizarem"."
Fonte: Jornal Record
"Greve? Se tiver de chegar, tem de chegar até para se ver até que ponto o futebol afecta terceiros. O SJPF tem tido sempre posições ponderadas, mas também grande verticalidade e independência", referiu o presidente do Sindicato à agência Lusa.
De acordo com Joaquim Evangelista, "toda a gente ganha com o futebol (...) mas são sempre os jogadores a pagar a factura."
Com o fim do regime transitório de enquadramento dos agentes desportivos, o que está em causa neste momento é o facto dos jogadores passarem a pagar IRS segundo o regime geral.
Nas palavras do líder do sindicato dos jogadores, "tem de haver um tratamento adequado para as profissões de desgaste rápido, como propõe a União Europeia, que consagra este regime". "Os benefícios nos descontos para a Segurança Social e o IRS são uma forma de minimizar esta especificidade; é assim em toda a Europa", frisa.
Para Fevereiro encontra-se já marcada um reunião geral de futebolistas, para discutir a nova Lei das Bases da Actividade Física e do Desporto que "consagra a especificidade, mas tem que ser regulamentada o mais depressa possível."
"Os jogadores têm de se mobilizar para as questões fundamentais da sua vida, têm que ter uma consciência colectiva" disse o presidente do SJPF, sublinhando que "apenas cinco por cento são estrelas".
"Se for necessário dar um murro na mesa estamos preparados para o fazer", prosseguiu o presidente do sindicato, afirmando que tem falado com os jogadores: "Eles sentem-se lesados, por serem tratados de forma injusta só porque alguns ganham muito dinheiro".
Joaquim Evangelista espera também ter os clubes do seu lado, mas não necessita deles para empreender a luta: "Na questão dos salários em atraso, temos dialogado em articulação com os clubes, Liga e Federação e não se tem falado do tema apesar de eles subsistirem."
Na conclusão do seu discurso, o presidente do sindicato referiu ainda que "o que me importa é a minha classe, pelo que apelo, mais uma vez aos jogadores para se mobilizarem"."
Fonte: Jornal Record