Manutenção ! Viaturas do estado gastam 67 milhões

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Reforma - despesa com a manutenção da frota automóvel
Carros gastam 67 milhões


A manutenção dos 28 167 automóveis do Estado custa aos cofres públicos 67,4 milhões de euros por ano. Com uma despesa anual desta dimensão, o Governo espera que a futura Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), que deverá assumir a gestão centralizada do parque automóvel do Estado ainda no primeiro trimestre de 2007, permita assegurar uma poupança na ordem dos 50,1 milhões de euros por ano.


Um estudo sobre a dimensão do número de veículos e da despesa pública com a frota automóvel do Estado, da autoria da Roland Berger & Partner, faz um diagnóstico preciso sobre a situação: num universo de 28 167 carros, constituído por viaturas de forças de segurança e ligeiros de passageiros, cada um deles tem um custo de manutenção anual médio de 2394 euros. Como a manutenção das viaturas é realizada de forma descentralizada por serviço público, o gasto total ascende a 67,4 milhões de euros por ano.

Para reduzir este montante da despesa anual, o estudo propõe como novo modelo de gestão a centralização dos “processos de aquisição ou locação, afectação, manutenção, abate e alienação dos veículos do Estado”. Por essa via, admite-se uma poupança anual na manutenção anual da frota automóvel na ordem dos 50,1 milhões de euros, uma redução de 74 por cento face ao gasto actual.

Com a aprovação na semana-passada em Conselho de Ministros da ANCP, o Governo criou condições para a futura gestão centralizada da frota automóvel do Estado. O diploma, que está integrado na reforma da Administração Pública, necessita da aprovação do Presidente da República, mas espera-se que o novo organismo inicie funções até Março de 2007.

POUPAR ENTRE 129 E 267 MILHÕES

A centralização das compras de bens e serviços para os organismos do Estado numa única entidade poderá permitir uma poupança anual mínima entre 129 milhões de euros e 267 milhões de euros. Mas esta verba poderá ser ainda superior: segundo o trabalho da Roland Berger & Partner, “estudos realizados em 2003 apontam para potenciais de poupança anual em intervalos que variam de 129 a 267 milhões de euros [e] de 373 a 759 milhões de euros”. Com a criação da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), que irá gerir a frota automóvel do Estado e a aquisição de bens e serviços para os organismos públicos, caberá a esta estrutura tentar obter poupanças desta ordem de grandeza. Certo, segundo o estudo, é que haverá condições para um “reforço do poder negocial e redução do custo de aquisição”.

DETALHES

VANTAGENS

Para além da potencial redução dos custos de manutenção em 75 por cento e da poupança obtida com a mudança da compra para o sistema de renda das viaturas, a centralização da frota automóvel permitirá reduzir os custos com o pessoal, obter nelhores condições negociais, maior eficiência e capacidade de satisfação dos serviços públicos.

SERVIÇO PARTILHADO

Os Centros de Serviços Partilhados vão abranger, para além do sistema de compras públicas e da gestão do parque de veículos, a gestão da mobilidade especial dos funcionários públicos. Objectivo do Governo é colocar 26 pessoas a fazer os serviços realizados agora por 1500 funcionários.

MELHORAR GESTÃO

Com os Centros de Serviços Partilhados, o Executivo pretende obter uma gestão mais eficiente e evitar duplicações de funções.

NÚMEROS

10,4 milhões de euros é o total de proveitos que a Agência de Compras Públicas poderá gerar em Portugal em cinco anos.

30 por cento é a poupança potencial com a alteração de aquisição/alienação para renda/ /utilização dos carros do Estado.

2400 milhões de euros é a poupança obtida no Reino Unido entre Abril de 2000 e Março de 2003 com a centralização das compras para os serviços públicos.

2300 milhões de euros é a poupança obtida na Itália em 2003 com a criação de uma estrutura central de compras.

1900 milhões de euros é a poupança conseguida em França com a centralização das compras para o Estado.

12 por cento é a poupança na Áustria com a criação de uma Unidade Nacional de Compras.
António Sérgio Azenha

Diário de Referência
 
a tempos vi num jornal a manutençao de um toyota corola da gnr e o seus km num ano.. nao posso precisar nos numeros mas fiquei parvo:( num 220 000 km e imaginem leva por volta de 5 discos de embreagem!!
 
citação:Originalmente colocada por Vieira

a tempos vi num jornal a manutençao de um toyota corola da gnr e o seus km num ano.. nao posso precisar nos numeros mas fiquei parvo:( num 220 000 km e imaginem leva por volta de 5 discos de embreagem!!


Claro claro, 1 disco e "4 desviados"...[8)]
 
Isto só é novidade para quem não conhece a fauna de motoristas do Estado.

Perguntem aos donos de casas de pneus e aos chefes de oficina da BMW, Volvo e Mercedes como é que se dão com os senhores motoristas do governo, câmaras, comissões de coordenação, governos civis e direcções gerais...
E depois investiguem os gastos dos meninos nos carros. É um luxo.
Aproveitem e investiguem também as folhas de pagamento mensais...há casos em que ganham tanto quanto o parolo que transportam, tão somente porque engendram tudo e mais alguma coisa para trabalhar sempre em horas extraordinárias.
Especialmente ao fim-de-semana, com os foguetórios e inaugurações bacocas.

Quanto às polícias, os carros não andam tanto como fazem crer.
Andam a tentar tapar o sol com a peneira. Mas também não acredito que a central de compras venha resolver grande coisa...o problema continua lá - são as pessoas e a velha concepção de que o Estado é que fabrica o dinheiro, por isso há a rodos. É só imprimir.
 
Muita coisa deveria ser esmiuçada para justificar este 67 Milhões de Euros.

Isto bem visto á lupa devia dar para rolarem cabeças.

Isto é uma enorme suposição da minha parte, mas há departamentos que comem uma enorme fatia destes 67.000milhões e outros que vivem á mingua.

A gestão e a correlação de meios deve estar desajustada.
 
citação:Originalmente colocada por Vieira

a tempos vi num jornal a manutençao de um toyota corola da gnr e o seus km num ano.. nao posso precisar nos numeros mas fiquei parvo num 220 000 km e imaginem leva por volta de 5 discos de embreagem!!




Ora visitando os arquivos


citação:O que é que vocÊs têm a dizer destes numeros ??

UM CARRO EM NÚMEROS

QUILÓMETROS PERCORRIDOS

- Circula 330 dias por ano. Pára durante 35 dias para revisões

- Faz num ano 495 mil km

- Percorre 1500 km por dia

COMBUSTÍVEL E OFICINA

- Cada carro-patrulha gasta cerca de 34 mil litros de gasolina por ano

- Faz num ano 49 mudanças de óleo e, pelo menos, 25 grandes revisões

- Gasta por ano 24 jogos de pastilhas de travões e 10 discos de embraiagem

In CM Hoje



Acho que alguém a andar a chular a BT ou então exagerou (ou então os Toyotas a frota maioritáriamente da GNR BT, nãos são o tal "paradigma" que se fala aqui no fórum)


- 10 discos de Embraiagem para 495.000 kms ( um jogo a cada 49.500) kms

- 24 Jogos de pastilhas de travão (um jogo a cada 20.625 kms)

- 25 Grandes revisões - ( uma em cada 19.800kms )


O tópico onde se fala das viaturas da GNR BT
Um carro da GNR BT em Numeros
 
Auditorias como Pé Leve? É estado!!! De que vale auditar se não se faz nada depois...


Não se lembram do artigo da visão o ano passado sobre a quantidade de carros que o estado possui e a percentagem deles que estava parada sem andar?

O que mudou desde então? O estado é um buraco negro...
 
É tudo a meter ao bolso
party-smiley-048.gif


Enquanto nós
sleeping-smiley-012.gif


Mas a minha vontade era
s48.gif




[xx(]
 
Já se sabe bem como e que são estas coisas.

Por cada carro do estado que vai à oficinal são adicionadas as revisões dos carros particulares de todos os que conseguirem meter lá o bedelho. É uma vergonha mas portugal sempre foi assim. Encomenda-se 10, usa-se 1 e os outros "desaparecem".
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Auditorias para cima... PORRA.

Para isso é preciso que haja vontade ...

É logico que os casos que vou mencionar estarão ainda a ser investigados, mas será bom sabermos o desfecho:

1ª Oficais da GNR envolvidos em esquemas de aquisições e empresas de que saõ associados

2º Oficais e ex-Oficias da Armada em negócios para aquisição de serviços e equipamento

3º Oficiais do exercito e negócios com fardamentos


Por isso será só uma questão de vontade e esmiuçar tudo muito bem nesta questão da gestão das frotas das viaturas do estado.
 
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