Criminalidade juvenil a subir,culpados e soluções?

MrAnderson

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Mais violência e jovens dos 12 aos 16 anos no crime


Ana Mafalda Inácio Rodrigo Saias
O crime está a mudar em Portugal. De acordo com as autoridades policiais, tem novas características: mais violência e mais jovens em idades muito precoces, dos 12 aos 16 anos, a praticá-lo. Os dados disponíveis ainda não permitem identificar se os actos violentos pertencem sobretudo a esta faixa etária, mas apontam para a existência de uma nova tendência que associa a juventude à violência e que está a ganhar terreno em Portugal. É que, em 2005, a PSP registou um aumento de quase sete por cento da criminalidade juvenil e a PJ investigou mais casos de assaltos à mão armada com adolescentes.

A situação é preocupante. Aliás, e segundo apurou o DN, esta questão foi uma das que dominaram as reuniões entre as forças policiais com competências na investigação criminal, que decorreram no âmbito da preparação dos relatórios de 2005 sobre segurança, entregues ao Ministério da Administração Interna, em Fevereiro. O documento final, pelo Gabinete de Segurança Interna, está a ser ultimado e será apresentado ao Parlamento, no final do mês.

A PSP, GNR e PJ já estão a analisar o fenómeno. O chefe de Divisão de Análise de Informações Policiais da PSP, Alexandre Coimbra, afirmou ao DN que o Gabinete de Estudos Criminológicos, recentemente criado, se encontra a estudar a situação, justificando o facto com o aumento de 2005, o que só tinha acontecido em 2000 e 2003. A Judiciária também solicitou ao seu instituto a avaliação de casos ocorridos no ano passado que fugiram aos padrões normais. Para a GNR, que registou uma descida na criminalidade juvenil, em relação a 2004, "a tendência é uma preocupação e deve continuar a ser estudada", garante o tenente-coronel Albano Pereira, chefe da Investigação Criminal.

Crime da geração espontânea

No fundo, já todas as entidades revelam ter identificado o fenómeno, sobretudo urbano. Há até quem lhe chame "o crime da geração espontânea". Isto porque é praticado por jovens, muitos menores de 16 anos, que actuam em grupo, com motivações quase sempre económicas e de afirmação social, que não hesitam em usar armas de fogo e a violência para atingirem os objectivos imediatos.

Para o director nacional adjunto da Polícia Judiciária, Carlos Farinha, esta prática traduz uma alteração qualitativa nos padrões de actuação, no que toca aos crimes contra o património, e justifica maior violência contra pessoas e bens. "É uma prática desordenada que tem vindo num crescendo nos últimos anos, e com especial incidência em 2005", diz. "Antes, os agressores estudavam os alvos e planeavam os actos, tentando diminuir os riscos. Agora, partem para os actos com o que chamam 'fezada' e fazem razias pelos locais por onde passam durante uma noite. Tanto faz que sejam restaurantes, bombas de gasolina ou outros estabelecimentos comerciais. Mas se as coisas correm mal, não hesitam em usar a arma de fogo e partir para a violência." Por outro lado, os agressores mais jovens apenas seguem a linha da auto-estrada,"receiam afastar-se do meio que conhecem".

O crime, garante, não é pensado e serve para satisfazer as necessidades do momento, que tanto podem ser uns ténis, uns jeans ou o prestígio. "É o crime da oportunidade, mais rápido e imediato, que não dá muito trabalho", salienta Carlos Farinha. Talvez, por isso, marcado pela dita violência gratuita. Esta pode surgir para responder ao descontrolo das situações, contra vítimas ou autoridades, ou tão-só para se "obter mais poder" ou "estatuto social", explica a psicóloga do Instituto da Polícia Judiciária(IPJ) Cristina Soeiro.

Percursos sem sucesso

De acordo com o perfil traçado até agora, a maioria destes jovens provem de bairros degradados, sujeitos a fenómenos de imigração, marginalização, de famílias disfuncionais, em que falha a supervisão, com percursos escolares problemáticos e de baixas habilitações profissionais.

A entrada no crime nada tem a ver com questões culturais ou sociais, mas ambientais, justifica o sociólogo do IPJ Eduardo Ferreira. "São adolescentes que encontram no mundo do crime tudo o que sonham, até valorização social", afirma. Alguns iniciam as experiências criminais aos 12 anos, e aos 13 já são líderes de grupos. O reconhecimento social pelos pares sustenta um pensamento: "Eu tenho importância, tenho uma identidade e não sou um ser social desvalorizado."

A partir daqui, e se o entendimento for este, o factor de risco para que um adolescente se mantenha no mundo do crime é elevado. Até porque não pensam em consequências a longo prazo. "As consequências são as imediatas: se conseguem ou não a mercadoria ou se são apanhados", argumenta Cristina Soeiro. Acrescentando: "Sabem que até aos 16 anos a pena maior são os centros de emergência da Segurança Social ou os educativos da justiça", de onde fogem. O facto de actuarem em grupo serve-lhes também de auto-protecção. "A responsabilidade de cada um é atenuada e distribuída por todos", especifica a psicológa.

Os casos de reincidências são muitos. A única solução para estes jovens parece ser a de respostas diferentes para uma vida diferente, tanto a nível da prevenção como da reinserção. O presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, afirmou ao DN que tem havido um esforço nesse sentido. "É nossa obrigação apoiar as instituições para que sejam dadas respostas mais adequadas, mas também é obrigação da comunidade estar atenta aos sinais de jovens em risco para se fazer prevenção atempada."

O Instituto de Reinserção Social foi contactado pelo DN para comentar o fenómeno há mais de uma semana, mas não obtivemos resposta.


in DN

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Não fui buscar esta noticia por acaso, recentemente assisti a dois assaltos por grupos de jovens, um deles roubaram um boné.... no outro, tentaram assaltar um tipo da telepizza, no primeiro caso saíram impunes, no segundo caso foram apanhados pela policia, e ainda ouvi um policia perguntar a um deles "Qual é a piada?".

Em ambos os casos eram jovens que aparentavam ser perfeitamente normais(Pela maneira de vestir e afins) todos os elementos do grupo brancos(pormenor importante... até porque isto aconteceu em Lisboa).

Agora pergunto, que falha? [xx(]

Já agora:


Enquanto, entre nós, se mantém e continua a haver quem defenda - contra todas as evidências e conveniências - uma «idade penal» nos 16 anos, a Inglaterra optou pelos 10 anos; a Grécia, o Canadá e a Holanda pelos 12 anos; a França, Israel e a Nova Zelândia pelos 13 anos; a Áustria, a Alemanha, a Itália, vários outros países da Europa ocidental pelos 14 anos; e a Noruega, a Dinamarca, a Finlândia, a Islândia e a Suécia pelos 15 anos.


in site do cds-pp


cumpts
 
[generalização grosseira]
a culpa é "deste" e doutros parecidos.

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É degradante o rumo q a juventude portuguesa ( e não só ) está a tomar.
Faço parte dela ( 17 anos ) mas felizmente não fui infectado pelo virus da basofice.
Soluções ?
Bem talvez não seja uma acção directa, mas se o sistema judicial em portugal muda-se um pouco talves os jovens não fizessem o q bem entendem ( estou me a referir particularmente aos basofes ).
Sei q isto é muito superficial...mas é o q eu acho. [xx(]


Edit: concordo inteiramente com o Luis Capelo.
 
A esse própósito vi esta seman 2 putos com 14 anos que violaram uma rapariga em frança e os putos foram mesmo para pildra aguardar julgamento... Aqui em Pt iam logo para casa.
 
Tem sido uma vergonha.

Os putos fazem asneiras depois metem essas asneiras na net e ainda ficam rotulados como os melhores e os maiores.

Só basofes da treta com armas e dinheiro e coisas roubadas no hi5.
 
Sempre houve quem não tivesse cabeça para pensar por si, e, infelizmente, numa sociedade que cada vez se preocupa menos com os indigentes, é fácil arranjar formas de dourar a ideia de que ser marginal é fixe e que é mais fácil roubar que trabalhar.
Há uns anos, tinha alunos que queriam ser jogadores de futebol; agora dizem que quando crescerem querem ser traficantes.

Houve alguém que deixou passar a ideia que o crime é também uma forma de ocupação social, e isto é verdadeiramente GRAVE!

Quanto a mim tenho a convicção que os miúdos ão como livros em branco, à procura de exemplos para seguirem. Se não forem os pais a escreverem nesses livros, outro o fará, e pode acontecer ser alguém desaconselhável.

Mas os pais estão demasiado ocupados com as suas carreiras, com os seus problemas, enfim, estão ocupados com tudo menos com os seus filhos...
 
citação:Originalmente colocada por Peacelove

é nisto que dá os pais fazerem as vontadinhas todas aos meninos,habituam-se a fazer o que querem e depois é assim,não respeitam ninguém..
Pelo contrário, estes nem sequer têm pais para lhes fazer as vontades ou não. E quando não há modelos a seguir e estamos revoltados, viramo-nos para quem não presta.
 
Em Portugal penso que o sistema judicial está mal formulado ou mal enquadrado com a realidade do país e até mesmo com a evolução (sim, a criminalidade infelizmente tb evolui). Já disseram e bem, os "meninos" roubam, batem, violam e como são menores de idade nada lhes acontece. Isto, associado a questões de afirmação, na sociedade ou nos grupos da "ganza" lá do bairro torna-se uma mistura explosiva.
Para mim, a solução seria uma profunda revisão ao sistema judicial do país e uma maior formação das forças policiais, para que pudessem ter uma maior autonomia para em vez dos casos em que são gozados e muitas das vezes espancados quando tentam intervir, pudessem à força começar a dar a educação que muitos destes "meninos" não levam em casa.

Digo à força sim, pq eu quando era puto e fazia asneiras não tinha uma mão que me desse festas mas sim umas quantas palmadas. Pelo menos mal não me fez.
 
Eu diria que está a subir e tem tendência para subir muito mais, embora espere estar enganado...

Para mim as causas estão na desagregação familiar que se vive cada vez mais! Seja pela falta de regras, já habitual, seja por falta de tempo do núcleo familiar se reunir e privar, seja pelas crises sociais que desagregam e desestabilizam a célula da Sociedade (precaridade no trabalho, no ensino, nas infraestruturas, na economia...)!...

É o que eu venho dizendo e que tantos contestam...
 
Eu não julgo que o problema esteja na maneira de vestir ou nos idolos que os jovens têm ou possam vir a ter, pode influenciar é obvio mas não é o factor determinante, não é por o "Joãozinho" gostar mais 50 Cent e o "Manelinho" gostar mais do Robie Williams que torna o "Manelinho" melhor pessoa, e não é por o "MAnelinho" usar umas calças largas e um piercing que é pior ou melhor pessoa que o "Joãozinho" que usa umas calças normais e nem sequer usa brincos...

Tudo se define na infância, a educação antes de se tornarem adulescentes para mim é o factor determinante para uma juventude "saudavél", e é ai que as coisas variam, há os que crescem nos bairros sociais e os pais se estão a "c4gar" para eles e se tornam marginais e há os que crescem em urbanizações de luxo e os pais tambem se estão a ***** para eles e tambem acabam por se tornar marginais... O meio e os custumes e o estilo de vida onde uma criança cresce pode não ter a minima importância se a educação dada pelos pais for a educação correcta.

E acho que nos dias de hoje por motivos de trabalho, por feitio ou o que seja há uma grande falta de atenção e acompanhamento por parte dos pais para com a infância dos seus filhos, e quando uma criança não obtem atenção da parte de quem ama, procura fazer tudo para chamar á atenção, mesmo sendo coisas menos correctas , e é por isso que muitos jovens se metem nos roubos na droga etc, a educação deficiente e a falta de atenção que sofrem dos seus (Supostos) educandos leva-os a uma juventude miseravél e que por vezes (infelizmente quase sempre) os derruba de vez e nem sequer conseguem mais tarde se tornar adultos de responsabilidade e com um estilo de vida estavél, começam e acabam a viver na miséria.

Não sou pai ainda, é coisa que vou ter um orgulho enorme em ser, e espero que depressa possa ter condições para o ser e lhe proporcionar uma vida com tudo o que ele possa precisar mas acima de tudo muito amor e carinho vai ter de certeza.

Abraço a e Bom natal.
 
citação:Originalmente colocada por rCrew
...

Não sou pai ainda, é coisa que vou ter um orgulho enorme em ser, e espero que depressa possa ter condições para o ser e lhe proporcionar uma vida com tudo o que ele possa precisar mas acima de tudo muito amor e carinho vai ter de certeza.

Abraço a e Bom natal.
Para mim o cerne do problema citado no tópico está aqui. E atenção que eu não estou a falar de consumismo!...
 
Querem dinheiro "fácil" e essa obtenção de dinheiro fácil, leva-os a um futuro miserável, vão furtando aqui e ali, em grupos organizados(ou não) fugindo quando são apanhados no acto de ladroagem. É um futuro que os leva a um dia de manhã, a uma visita inesperada para o pequeno almoço, a policia. Ou então e é para lá que caminhamos, os cidadãos a começarem a adquirir armas de "defesa", fazendo justiça pelas proprias mãos. A educação começa em casa, se lá não a têm começam a agir conforme os grupos(na rua, escola,ect) em que se vão inserindo, que os vão encaminhando gradualmente, para essa vida de *****.[xx(][8)]
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por rCrew
...

Não sou pai ainda, é coisa que vou ter um orgulho enorme em ser, e espero que depressa possa ter condições para o ser e lhe proporcionar uma vida com tudo o que ele possa precisar mas acima de tudo muito amor e carinho vai ter de certeza.

Abraço a e Bom natal.
Para mim o cerne do problema citado no tópico está aqui. E atenção que eu não estou a falar de consumismo!...

Amigo Pé Leve, não estou a falar de bens materiais como um telemovel aos 6 anos, ou uma ps3 aos 8 ou ténis de marca desde a infância, falo de bens essenciais como fraldas, medicamentos, comida, etc etc.

Embora acredite que me possa ter explicado mal ;)
 
citação:Originalmente colocada por rCrew

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por rCrew
...

Não sou pai ainda, é coisa que vou ter um orgulho enorme em ser, e espero que depressa possa ter condições para o ser e lhe proporcionar uma vida com tudo o que ele possa precisar mas acima de tudo muito amor e carinho vai ter de certeza.

Abraço a e Bom natal.
Para mim o cerne do problema citado no tópico está aqui. E atenção que eu não estou a falar de consumismo!...

Amigo Pé Leve, não estou a falar de bens materiais como um telemovel aos 6 anos, ou uma ps3 aos 8 ou ténis de marca desde a infância, falo de bens essenciais como fraldas, medicamentos, comida, etc etc.

Embora acredite que me possa ter explicado mal ;)
Eu percebi e até sublinhei isso!;)
 
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