citação:Originalmente colocada por Avant
Acredita que a ordem dos médicos, actualmente, não passa de uma cambada de acomodados e emproados que passam muito mais tempo em tricas pessoais e em fala-barato na rádio do que a fazer alguma coisa pela saúde em portugal... E mesmo quando tenta fazer alguma coisa, ninguém liga nada, a saúde neste momento é regida por mecanismos puramente economicistas, o doente é a última coisa que conta, apesar de toda a propaganda do SNS em prol do "utente".
Lamentável que assim seja !!!
Porque isso é actuar de forma diversa da que apregoam á sociedade e aos doentes.
Porque todos, sem excepção ...
citação:
Juramento de Hipócrates
É um momento ímpar na vida de um médico. O primeiro passo para quem abraçou uma profissão diferente. Depois de concluído um dos cursos mais exigentes do Ensino Superior, é chegado o momento de assumir perante os pares e perante a sociedade um conjunto de compromissos que fazem do médico um profissional diferente.
O Juramento de Hipócrates é um ritual que se repete anualmente, mas o tempo não lhe tem retirado nem a importância nem o significado.
(...)
Dr. Pedro Nunes, Bastonário da OM
“Ser médico é nunca desistir…”
Completo aqui:
Ordem dos Médicos - Ano 6 - Nº 103 - Quinzenal - 31 de Janeiro de 2006
Juramento de Hipócrates
"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.
Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.
Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.
Aquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."
Hipócrates
FORMA SIMPLIFICADA DO JURAMENTO DE HIPÓCRATES
Textos abreviados do juramento de Hipócrates têm sido utilizados em diferentes países e idiomas, tendo em vista a extensão do texto original para leitura durante uma solenidade festiva como a da conclusão do curso médico.
Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência.
Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra.
Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu, para sempre, a minha vida e a minha arte, com boa re****ção entre os homens.
Se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.
Sobre o sr. que deu Origem ao Juramento
Hipócrates, (460?-377 a.C.)
Considerado o Médico mais importante da Antigüidade e o "Pai da Medicina", nasceu na ilha de Cos, 460 anos a.C., e pertence ao ramo de Cos da família Esculápio (ou Asclepíades) por descendência masculina.
O termo esculápio é igualmente empregado para designar os médicos em geral, na medida em que praticam a arte de Esculápio (ou Asclepios), o Deus da medicina na época clássica.
Na sua origem, o termo restringe-se aos filhos de Esculápio, Podalira e Machaon, personagem famosos, ambos médicos, e seus descendentes.
Esculápio, fundador da família, ainda não era um Deus no tempo de Homero e sim o príncipe de Tricca, na Tessália, conhecido por seu grande saber médico, que, segundo a lenda, adquiriu do centauro Quiron.
Segundo esta tradição, a família de Hipócrates era descendente de Podalira, único dos dois irmãos que sobreviveu à guerra de Tróia (1194-1184 a.C.).
Conta-se que, ao voltar de Tróia, Podalira perdeu-se mas foi salvo por um pastor de cabras que conduziu-o a Damaithos, rei de Caria, cuja filha Syrna, que havia caído do telhado, foi tratada pelo médico.
Como Damaithos estava desesperado, Podalira apelou para o que considerava o remédio ideal para queda do telhado, fazendo sangrias nos dois braços da filha do rei.
O rei, cheio de admiração, mostrou o seu reconhecimento dando ao médico a mão de sua filha em casamento. Podalira fundou duas cidades, uma com o nome de sua mulher, Syrna, e outra com o nome do pastor que salvou-o.
Os filhos de Podalira nasceram em Syrna, que tornou-se assim o berço da família dos Esculápios da Ásia. A família cindiu-se em dois ramos. Um deles fixou-se na pequena ilha de Cos. Este é o ramo da família de Hipócrates.
O outro ramo não deixou o continente asiático e instalou-se em Cnida, uma península bem na frente da ilha de Cos. Como a ciência médica transmitia-se de pai para filho, os dois ramos desenvolveram-se igualmente, transformando-se em centros médicos de grande re****ção; porém, graças à personalidade e competência de Hipócrates, Cos terminou por eclipsar Cnida, e tornou-se o maior centro médico do mundo na época.
Segundo algumas biografias, o grande Hipócrates é o décimo-nono descedente de Esculápio e o vigésimo a partir de Zeus. O avô de Hipócrates, também médico, chamava-se Hipócrates, mas nunca alcançou a fama daquele que tornou-se conhecido como o pai da medicina.
Seu nome é associado ao juramento hipocrático, embora seja bem possível que ele não tenha sido o autor do documento.
Na verdade, das quase 70 obras que compõem o "Corpus hippocraticum", é possível que ele tenha escrito apenas seis.
A maior parte desses textos foi escrita entre 420 e 350 a.C. e ajudou a definir as origens da tradição médica do Ocidente. Escritas por muitas mãos e exibindo diversos estilos e posições teóricas, as obras hipocráticas tratam de muitos aspectos da doença e da saúde, incluindo o diagnóstico, a cirurgia, a higiene e a terapêutica.
Entre as mais significativas idéias hipocráticas estava a de que a doença tem causas naturais, não sendo um evento provocado pelos deuses ou por forças sobrenaturais. Um dos trabalhos discorre sobre a epilepsia, argumentando que essa doença resulta de bloqueios no cérebro. Outro examina o papel das condições ambientais no aparecimento das moléstias no indivíduo e de epidemias na comunidade.
A doutrina hipocrática dos humores (sangue, bílis amarela, bílis preta e fleuma), elaborada em "A Natureza do Homem" e outros trabalhos, diz que a saúde é o resultado do equilíbrio desses quatro humores e a doença resulta do desequilíbrio entre eles. Os hipocráticos interpretavam vários sintomas de doença (vômito, tosse, suor excessivo, urina escura e outros) como a tentativa do corpo de se livrar do excesso ou da falta dos humores. O papel do médico era ajudar a natureza através de medicamentos, sangrias, mudanças na dieta, massagens e outras medidas. Para fazer isso, ele precisava saber qual era o equilíbrio humoral de cada paciente individual. A doutrina dos humores foi a base de boa parte da prática médica até o século XIX.
"Hippocrates".
Jacques Jouanna Fayard.
Paris, 1992.