Granizo em vôo é uma das maiores ameaças à aviação

abf330

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Quando o piloto de uma aeronave desvia de uma nuvem de tempestade não é à toa. Além do risco apresentado pelo vento, raios e a turbulência, um dos maiores perigos para a segurança de vôo é o granizo. Os 148 passageiros do vôo JJ-3012 da empresa TAM sabem muito bem o que representa enfrentar uma tempestade de gelo em pleno ar. Eles viveram momentos de tensão na noite de 28 de março de 2006 a bordo de Airbus 320 da companhia que havia decolado às 20h28 de Curitiba, no Paraná, com destino ao aeroporto de Congonhas em São Paulo. A aeronave acabou pousando no Aeroporto Internacional de Guarulhos devido à situação de emergência enfrentada no vôo. O vôo já tinha deixado a capital paranaense com meia hora de atraso justamente por causa do mau tempo. Na rota para São Paulo, o avião acabou atingido por uma violenta chuva de granizo que provocou trincas no pára-brisa e danificou gravemente a parte frontal do aparelho.
A TAM divulgou nota em que confirmou os danos nos pára-brisas e no bico do avião em decorrência do granizo. "A aeronave enfrentou chuva forte com formação de granizo, o que provocou danos no setor frontal do avião - pára-brisas e radome (nariz), principalmente", disse a nota. A TAM informou ainda que o Airbus prosseguiu vôo normalmente para Cumbica, onde pousou em segurança. "A decisão de efetuar o pouso em Guarulhos e não em Congonhas, destino original do vôo, seguiu as normas de segurança da companhia que determinam, nestes casos, o pouso na pista mais longa à disposição", complementou a nota.
O granizo foi resultado de nuvens gigantescas de tempestade que se formaram entre o Paraná e São Paulo como consequência do avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil. O incidente não foi o único nos últimos anos na aviação brasileira envolvendo granizo. Em outubro de 2001, um avião também da TAM foi atingidopor uma forte chuva de granizo e foi forçado a pousar em São Paulo. O vidro frontal da cabine de comando da aerovane foi trincado.
Em outras partes do mundo, em maio de 2003 o granizo provocou um buraco do tamanho de uma bola de futebol em um Airbus da empresa BMI (foto ao lado). A aeronave se dirigia à Manchester na Inglaterra a partir da ilha de Chipre, quando encontrou uma tempestade sobre o território da Alemanha. Um dos passageiros descreveu a experiência como um "passeio da montanha russa". Ouvido pela imprensa, o piloto da aeronave comentou que em vinte anos de profissão jamais havia enfrentado situação semelhante. O granizo danificou a parte dianteira da aeronave e provocou rachaduras nos vidros da cabine de comando. Outro grave incidente envolvendo granizo também teve lugar na Europa. Um Boeing 737 da empresa Easyjet encontrou uma violenta tempestade de granizo em 15 de agosto de 2003 após decolar de Genebra com destino a Luton na Grã-Bretanha. A aeronave suportou danos em diversas partes da fuselagem e piloto foi obrigado a retornar para o aeroporto de Genebra em procedimento de emergência. Veja abaixo as imagens dos danos ao Boeing 737 da EasyJet.
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FELIZMENTE que durante a fase de desenvolvimento do projecto de um avião se levam estes ( e outros ) factores em consideração, bem como na fase de testes por parte do fabricante, e na fase de certificação de voo por parte das autoridades aeronáuticas, aviação é segura pois tudo é feito com enormes margens de segurança, e prevêem bastantes cenários bizarros....

Para terem uma noção, um dos testes consiste em atirarem de um canhão de ar comprimido, aves CONGELADAS directamente para o vidro do cockpit, fuselagem e motores em potencia máxima...


Tudo isto entre outros, faz do avião o meio de transporte mais seguro do mundo
 
O título deste tópico não corresponde em nada à realidade hoje em dia. É mais um chamariz para que mais pessoas tenham medo de voar... [8]

O granizo não é ameaça alguma desde que os aviões foram equipados com instrumentos que permite localizar áreas de risco, através do radar meteorológico. O piloto tem no monitor acesso às zonas de maior perigosidade, assinaladas por cores que mais se destacam à semelhança dos sistemas que os meteorologistas utilizam. Ao aperceber-se que tem à sua frente (a várias milhas de distância ainda) uma possível perturbação, tem mais do que tempo suficiente para divergir para outro aeroporto, caso esteja já em aproximação, ou emitir um pedido de alteração de rota.

Os casos constatados pelas fotos no topo do tópico são raríssimas excepções, e se isso fosse o pão nosso de cada dia então ninguém voava...
 
Imaginem bater a 800 km/h ou mais contra várias pedrinhas. É normal q o focinho do avião se parta todo. Por isso é q eles evitam as tempestades. Por outro lado andar de avião tem riscos tal como há sp riscos em todo o lado.
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O maior problema são os pombos nos aeroportos!! Não é por acaso que todos os grandes aeroportos tenham águias treinadas para limpar o espaço aéreo.

Sempre ouvi isso tambem... mas é mesmo todos ou mais um "mito urbano"?
o de Lisboa e porto tb tem aves de rapina? quem controla essas aves? a ter teriam que malta especializada em falcoaria.
 
Lembro-me de ver uma reportagem na televisão sobre os pombos no aeroporto de Lisboa e de facto eles tinham uma ave de rapina treinada para os afugentar... por isso não me parece que seja um mito.
 
citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O maior problema são os pombos nos aeroportos!! Não é por acaso que todos os grandes aeroportos tenham águias treinadas para limpar o espaço aéreo.

Sempre ouvi isso tambem... mas é mesmo todos ou mais um "mito urbano"?
o de Lisboa e porto tb tem aves de rapina? quem controla essas aves? a ter teriam que malta especializada em falcoaria.

Não é mito nenhum.

E sim o de Lisboa tem (e o do porto tb deve ter). Há um tratador que cuida das aves e penso que as solta uns tempos de manha e um tempo de tarde.
 
citação:Originalmente colocada por SilverArrow

citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O maior problema são os pombos nos aeroportos!! Não é por acaso que todos os grandes aeroportos tenham águias treinadas para limpar o espaço aéreo.

Sempre ouvi isso tambem... mas é mesmo todos ou mais um "mito urbano"?
o de Lisboa e porto tb tem aves de rapina? quem controla essas aves? a ter teriam que malta especializada em falcoaria.

Não é mito nenhum.

E sim o de Lisboa tem (e o do porto tb deve ter). Há um tratador que cuida das aves e penso que as solta uns tempos de manha e um tempo de tarde.

é verdade e salvo erro
são usados falcões pela sua capacidade da caçar em voo.
 
Yep, são uns falcões com uma fitinha branca, costumam ver-se lá pela zona da Portela, às vezes em impressionantes combates aéreos...

Empresa: http://www.nafa.pt/

citação:
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Quem passar tempo suficiente junto das redes do aeroporto de Lisboa descobrirá um permanente vigilante alado que percorre o espaço aéreo, atento aos infractores, pombos, gaivotas e outras aves, que podem colidir com um avião. Falcões equipados com pequenos emissores nas penas da cauda vigiam os céus, em turnos de 30 minutos, ao longo de todo o dia. Em Julho celebra-se uma década da actividade.

Em Julho de 1996, o vigilante que de carabina em punho afugentava as aves que cruzavam os céus da Portela - garantindo aos aviões aterragens e descolagens mais seguras, ao evitar a colisão dos pássaros metálicos com as aves de carne, osso e penas - reformou-se. O método era pouco eficaz, as aves aprendiam a ficar para lá da distância de tiro e já nem o «cabooum» atroador as assustava. Por isso mesmo a alternativa pirotécnica estava fora de questão, assim como os ultra-sons, de efeitos limitados. Os falcões, já em uso noutros países, eram a solução.

Uma dezena de falcões está em serviço permanente no aeroporto de Lisboa. Especializados em diferentes tarefas, alguns sobem bem alto e descem sobre a presa a velocidade vertiginosa - 300km/h -, abatendo-a por embate. Porque o falcão-sacre, mais lesto no bater da asa, persegue a presa e... poucas vezes a perde. Mesmo que a correria acabe fora da área do aeroporto - o que explica o emissor de rádio na pena de cauda da ave, que ajuda a traçar o seu paradeiro quando a ave se esquece de voltar ao treinador.

Pombo é acepipe raro

Homem e ave formam uma equipa bem oleada. Solta a ave e cumprida a tarefa, se a ave invasora não se afastou, o falcão domina a presa no solo, sem a comer. Foi treinado para esperar pelo orientador, que o presenteia com algum acepipe (carne, claro) evitando que devore a presa. Ou perceberá que pode ser auto-suficiente e acaba-se a cooperação. Mas há alturas em que o treinador deixa que o instinto se sobreponha e o acepipe pode ser um pombo, dos muitos - o último censo referia cerca de 90 mil - que ocupam as imediações do aeroporto. E que são fonte maior de trabalho para esta patrulha alada que tenta evitar, a todo o custo, um «birdstrike», contribuindo assim para a segurança dos passageiros que chegam e partem da Portela. E de Faro, onde a equipa de Eduardo Cabral também está activa.

Eduardo Cabral passou a infância a tirar ovos dos ninhos... para os recolocar de volta depois de «as pessoas da venatória terem passado, porque eles destruíam tudo». Se dissermos que os ovos eram de rapinas - pouco populares por concorrerem com os caçadores... - começa a perceber-se o que o jovem Eduardo faria mais tarde: criar aves de rapina. Nem o curso de Psicologia e o emprego numa empresa de informática o desviaram da paixão, que acabou por ser ocupação de tempo inteiro, labor e amor.

Foi assim que nasceu, nos anos 90, o Centro Falco da Cabeda, a um quilómetro do Sobral do Monte Agraço, a 35 quilómetros de Lisboa. O ex-piloto civil, que da zona só conhecia o VOR (equipamento de orientação rádio aeronáutica) que cruzava nas suas rotas de lazer, acabou por fixar-se na região, ali criando um centro de reprodução de aves em cativeiro que acabou por tornar-se numa empresa, a Nafa - Natureza e Falcoaria, que hoje exporta muitos dos animais que reproduz e cria, quer para a prática de falcoaria quer para serem largados em parques naturais, em projectos de repovoamento.

EXPRESSO

citação:
Ambos têm asas e estão preparados para voar, mas aves e aviões são incompatíveis no mesmo espaço por razões de segurança, obrigando os aeroportos a gastar quantias elevadas e a usar a imaginação para afugentar os pássaros.

No aeroporto da Portela, em Lisboa, dois modernos espantalhos acústicos conjugam esforços com os tradicionais falcões para manter as pistas libertas das aves que, teimosamente, persistem em atravessar o local. O sistema é simples, consistindo em dois altifalantes acoplados a uma carrinha que emitem gravações de gritos de perigo de várias aves, incluindo gaivotas e pombos.

O objectivo é complementar o uso de falcões, diz António Magalhães, responsável da área Segurança Operacional da ANA: O sistema bio-acústico funciona sobretudo quando não é possível usar os falcões: se estiver mau tempo, houver ventos muitos fortes ou em situações de baixa visibilidade..

Existem mais de uma dezena de maneiras diferentes para lidar com este problema. O pior, acrescenta o especialista, é que muitas criam habituação, como os canhões de ar, os sistemas de ultra-sons ou os espantalhos. "Os pássaros habituam-se e deixam de fugir. Por vezes, o efeito é pernicioso porque acabam por ir para cima das pistas.

Rui Francisco é um dos quatro falcoeiros que estão ao serviço da ANA. Diariamente procura locais estratégicos em busca de pássaros e lança as aves de rapina para desimpedir as pistas. Os falcões capturam e matam, mas não chegam a comer a sua presa, que é substituída por ração, à laia de recompensa.

António Magalhães sublinha, no entanto, que todos estes recursos são meios de urgência.O importante é combater a presença das aves a montante, para não haver atractivos no meio envolvente,justificou.

Maria do Carmo Castelo Branco é quem concebe e põe em prática uma série de medidas ambientais com o objectivo de evitar o surgimento de habitats propícios para a vinda de aves. Acabámos com as zonas alagadas e mantemos a vegetação cortada de determinada maneira, exemplificou. A responsável lembra que até há alguns anos a Portela apresentava um cenário bastante bucólico Até tínhamos patos e galinhas de água. Foi necessário tapar e drenar algumas zonas húmidas para evitar a presença destas aves.

PUBLICO
 
citação:Originalmente colocada por joão vasco

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O maior problema são os pombos nos aeroportos!! Não é por acaso que todos os grandes aeroportos tenham águias treinadas para limpar o espaço aéreo.

Sempre ouvi isso tambem... mas é mesmo todos ou mais um "mito urbano"?
o de Lisboa e porto tb tem aves de rapina? quem controla essas aves? a ter teriam que malta especializada em falcoaria.

Não é mito nenhum.

E sim o de Lisboa tem (e o do porto tb deve ter). Há um tratador que cuida das aves e penso que as solta uns tempos de manha e um tempo de tarde.

é verdade e salvo erro
são usados falcões pela sua capacidade da caçar em voo.


é verdade sim senhor o meu pai trabalhou la 40 anos... a volta e meia via-os lá
 
Há coisa de 3 semanas vinha eu de Paris-Lisboa, Tap, quando a chegar a Lisboa o avião ficou uns 50 min. à espera (sobre zona de Santarém) para aterrar devido aos ventos e chuva fortíssima.

Mesmo assim, ao aterrar foi um pandemónio. Não há dúvidas que o piloto teve coragem e o avião portou-se bem. Nunca tinha vista tanta gente aos gritos e a chorar. Isso é o que impressiona mais...
 
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