São 43.000 Licenciados desempregados ! Noticia 22-02-08 Pág. 6!

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O problema do excesso de curriculo é de certo modo o que o Salahudeen disse. Ele tem curso isto e aquilo. E ganha 5.000€ se um gajo com o mesmo curso ganha 500€ a empresa pode comesar a pensar e para postos de nivel baixo, não quer nada de cursos "demasiado bons" pq vai pagar uma coisa que não vai usar. E para isso mete putos baratos que tb serve.
Deixemo-nos de coisas.

Não há excesso de curriculum. Assim como não há excesso de ser uma gaja boa. :)

Há é uma mentalidade instalada onde toda a gente faz a apologia da desgraça e nivela-se por baixo.

Tenho colegas meus que hoje estão no UK e a ganhar mais de 5,000€. Atiraram-se à vida.

Já vos contei que propus 4,000€ como remuneração, para arrancar com uma determinada actividade e até agora o resultado é pífio.

Porque as pessoas, mais do que terem uma profissão, o que procuram é emprego.

E é essa a desgraça deste País. [:0]
 
Concordo onde se diz que num Pais com uma taxa de licenciados inferior á media da UE ter estes milhares de desempregados é sinal que algo vai realmente mal... MAS...

...MAS Ter a licenciatura não implica que se tenha que trabalhar na area onde a pessoa se formou, o ideal era que sim, que o trabalho fosse no mínimo relacionado com a formação recebida, mas essa garantia não existe, e o pessoal pode usar a sua polivalencia para realizar outras funções, é que um licenciado pode fazer o trabalho de 1 não licenciado, já o contrario não é possível...

A licenciatura fornece a quem a tem alem da polivalencia, uma formação superior que muito faz por um Pais melhor, é incontornável o facto de quem tira ou está a tirar, ou só frequentou durante uns tempos o ensino superior, teve acesso a informação privilegiada, acesso a tecnologias de ponta, e no mínimo ganhou de certeza uma melhor compreensão do mundo cientifico, económico e social, tendo ganho de certeza traços de personalidade mais compreensiva, autonomia, maior capacidade de trabalho para já não falar do espirito do desenrascarão...

No fundo, mal comparando com o ditado da tropa, a universidade faz de nós uns homenzinhos e umas mulherzinhas, e independentemente dos licenciados estarem a trabalhar na sua area dfe formação ou não, o que é certo é que toda a sociedade ganhava em ter mais pessoas destas...


Estou, no que escrevi até agora, a assumir que os licenciados são todos iguais, que as universidades que os formam são todas iguais, e que todos receberam formação de qualidade realmente superior....o que evidentemente não é verdade....

Há uma ENORME diferença entre universidades publicas e privadas, e dentro das Publicas há uma diferença entre politécnicos e universidades.

Para alem dos problemas de qualidade de formação, existem os problemas de saturação de marcado:
Os licenciados não estão a trabalhar na sua area de formação porque o mercado está saturado, e se o nº limitado de vagas no superior publico de alguma maneira regulamentava a qualidade e a quantidade de licenciados no mercado...
...com a proliferação das privadas este tipo de controlo foi eliminado, sendo que o mercado ficou saturado de licenciados das privadas, muitas das quais de qualidade duvidosa, senão reparem...

GENERICAMENTE vai para a privada quem não conseguiu entrar na publica, logo era pior aluno, no entanto vai acabar o curso em menos tempo e com melhor nota que um colega que tenha entrado na publica, alem de que a instituição privada que frequentou "consegue" quase sempre grandes estágios ou bons empregos aos seus alunos ( trafico de influencias??)....este tipo de situação descredibiliza os detentores de licenciaturas a sério, na medida em que impede que profissionais realmente competentes e bem formados ocupem os cargos para os quais foram preparados, mas que estão ocupados por cunhas etc...

Devo lembrar que numa sociedade baseada numa meritocracia, só precisa de cunha quem não tem a qualidade necessária para ocupar um cargo que poderia ocupar naturalmente se de facto fosse bom...
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O problema do excesso de curriculo é de certo modo o que o Salahudeen disse. Ele tem curso isto e aquilo. E ganha 5.000€ se um gajo com o mesmo curso ganha 500€ a empresa pode comesar a pensar e para postos de nivel baixo, não quer nada de cursos "demasiado bons" pq vai pagar uma coisa que não vai usar. E para isso mete putos baratos que tb serve.
Deixemo-nos de coisas.

Não há excesso de curriculum. Assim como não há excesso de ser uma gaja boa. :)

Há é uma mentalidade instalada onde toda a gente faz a apologia da desgraça e nivela-se por baixo.

Tenho colegas meus que hoje estão no UK e a ganhar mais de 5,000€. Atiraram-se à vida.

Já vos contei que propus 4,000€ como remuneração, para arrancar com uma determinada actividade e até agora o resultado é pífio.

Porque as pessoas, mais do que terem uma profissão, o que procuram é emprego.

E é essa a desgraça deste País. [:0]

O problema do excesso de curriculo não é o excesso em si, pq isso como dizes não existe. O problema é que para muitas empresas existe. E um gajo não se pdoe fazer a vida se as empresas não deixarem. Se isso acontecer e virar costas e partir para sitio melhor,
 
noticia completa do correio manhã

"Trabalho: Há 54 mil licenciados no desemprego
Mais 14 mil doutores à procura de emprego

As universidades mandaram para o desemprego perto de 14 mil pessoas no terceiro trimestre de 2006, contribuindo para o aumento da taxa de desemprego que se situa nos 7,4%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Uma possível solução para o problema é a flexibilização do trabalho, mas de uma forma segura.

Trata-se da flexigurança, um conceito originário na Holanda que está em debate público na União Europeia e que poderá vir a ser ponderado pela Comissão do Livro Branco das Relações Laborais, encarregue de elaborar propostas para a revisão do Código de Trabalho.

Coincidindo com o final do ano escolar, as estatísticas do INE referentes ao terceiro trimestre do ano revelam que o número de desempregados com licenciatura aumentou para os 54 mil indivíduos, ou seja, perto de 14 mil pessoas acima do registado no final do segundo trimestre (40,6 mil indivíduos).

O número de indivíduos à procura do primeiro emprego também aumentou significativamente – de 50,6 mil no segundo trimestre para 66,1 mil no terceiro trimestre deste ano. O número total de desempregados situava-se nos 417,4 mil, 2,9% a menos que no período homólogo, mas 2,9% acima do verificado no segundo trimestre deste ano. Os dados do INE revelam, igualmente, que o número de desempregados só diminuiu entre as pessoas com o Ensino Básico – de 296,1 mil no segundo trimestre para os 292,8 mil no terceiro trimestre.

A nível europeu, a flexigurança começa a afigurar-se como uma potencial solução para o combate ao desemprego. Bruxelas pediu já aos governos dos Estados-membros para darem a sua opinião sobre o conceito que poderá vir a ser tido em conta pela comissão presidida pelo jurista Monteiro Fernandes – que tomou posse na semana passada – e que deverá elaborar propostas que servirão de base ao Executivo para rever o Código de Trabalho.

“Se vai haver ou não alguma coisa inspirada na flexigurança? Talvez, mas não é o modelo de flexigurança”, afirmou ontem um porta-voz do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. “As alterações que vierem a existir são as que forem recomendadas pela comissão empossada há uma semana – e que tem um mandato de um ano – e aquelas que o Governo considere adequadas”, adiantou a mesma fonte em conversa com o Correio da Manhã.

À partida, a flexigurança não parece seduzir Monteiro Fernandes. Durante uma conversa recente com o CM, o jurista defendeu que é preciso ter muito cuidado com a flexibilidade. “Antes de permitir a flexibilização é necessário saber-se para que é que ela servirá”, afirmou, na altura, Monteiro Fernandes, sustentando ao contrário do que é comummente dito, há uma falsa rigidez nas regras de despedimento em Portugal.

O QUE ELES DIZEM SOBRE A FLEXISEGURANÇA

"DISCUSSÃO É MUITO PREMATURA" (Francisco Van Zeller, CIP)

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco van Zeller, considerou “muito prematura” a discussão sobre a flexigurança. “Não percebo porque é que entrou esta discussão no nosso mundo”, afirmou, adiantando que a Dinamarca, além da Holanda, é o único exemplo com sucesso devido a toda uma estrutura de base que “Portugal e a maior parte da Europa não têm”.

"NÃO PODEMOS SER CONSERVADORES" (José António Silva, CCP)

“Não podemos ser conservadores”, sustentou José António Silva, presidente da Confederação do Comércio de Portugal (CCP), adiantando que a flexigurança é “fundamental para acompanhar a evolução da economia e a sua globalização”. Para este dirigente, o modelo é exequível no nosso país e seria “desafio” para todos.

"MODELO NÃO É EXPORTÁVEL" (João Proença, UGT)

“Em Portugal temos flexibilidade pelas más razões, porque, de facto, temos uma altíssima precariedade de emprego”, frisou o secretário-geral da UGT, João Proença. O sindicalista defendeu que o modelo de flexigurança não é exportável. “Cada país tem a solução, mas é um modelo que não é exportável para Portugal”, declarou Proença.

"LIBERDADE PARA DESPEDIR" (Carvalho da Silva, CGTP)

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, defendeu que o modelo de flexigurança significa, na realidade portuguesa, liberdade para despedir. “Não temos o regime de protecção social e os salários dos dinamarqueses”, sublinhou o líder da intersindical, duvidando que fosse possível, em Portugal, ter um subsídio de desemprego que atingisse 90% do salário.

APONTAMENTOS

SUBSÍDIOS

Os subsídios de desemprego pagos nos dois países que adoptaram a flexigurança – Dinamarca e Holanda – varia entre os 85 e os 90 por cento do salário mínimo nacional, que anda à volta dos 1300 euros.

COMISSÃO EUROPEIA

Para a Comissão Europeia, a flexigurança só é possível com um investimento na formação, com políticas de mercado activas e com padrões elevados de segurança social. O Executivo comunitário vai apresentar uma comunicação sobre a matéria em Julho próximo.

PRECARIDADE

O conceito de flexigurança é apontado como meio para substituir os contratos precários que actualmente abundam no mercado laboral, dando às empresas maior facilidade nas contratações e despedimentos e dando maior segurança aos trabalhadores em matérias como horários de trabalho e formação contínua.

EXEMPLO DA AUTOEUROPA

O acordo entre trabalhadores e administração da fábrica da Volkswagen em Palmela, a Autoeuropa, é um exemplo do modelo de flexigurança que é já aplicado em Portugal. Este acordo prevê um aumento salarial de 4,5% nos próximos dois anos e o pagamento de um prémio de 1200 euros ou de 1,2 salários a cada trabalhador.

MULHERES CAMPEÃS

O desemprego é mais elevado entre as mulheres. A falta de trabalho atinge 232,3 mulheres, contra 185,1 mil homens, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística referentes ao segundo trimestre do ano.

PARCEIROS CRITICAM LEI DA SEGURANÇA SOCIAL

Patrões e sindicados criticaram ontem perante a Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social a nova Lei de Bases da Segurança Social e o novo indexante para os aumentos anuais das pensões e das prestações a apoios sociais.

A CGTP garantiu que a reforma da Segurança Social proposta pelo Governo conduz à redução do valor das pensões dos portugueses e lamentou que as empresas tenham sido dispensadas de contribuir para a reforma do sistema. “A convocação do aumento da esperança média de vida [introdução do factor de sustentabilidade] é instrumental. Há um objectivo que é reduzir a taxa de substituição, o que perspectiva uma quebra das pensões para todos os portugueses”, declarou o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva.

Por seu lado, Paula Bernardo, da UGT, apontou algumas matérias que mereciam alterações, entre as quais a introdução de uma referência expressa à protecção das longas carreiras contributivas, no âmbito das medidas de flexibilização da idade legal de reforma. Para a UGT, “tais premissas violam o texto e o espírito do acordo tripartido celebrado a 10 de Outubro entre Governo e parceiros sociais”.

A reforma proposta também não satisfaz a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), porque não prevê uma passagem do actual sistema de redistribuição para um sistema misto. “Gostávamos que o compromisso ficasse assumido na Lei de Bases da Segurança Social, mas esta proposta apenas dá ideias vagas sobre o plafonamento e a conjugação redistribuição/ /capitalização”, disse o vice-presidente da CIP, Heitor Salgueiro.

A CIP defende um sistema misto assente em três pilares em que uma parte das contribuições de trabalhadores e empregadores revertia para o sistema público de Segurança Social e uma segunda parte reverteria para o sistema público ou para um sistema de fundos privados, consoante a opção do beneficiário. Ao contrário das contribuições anteriores, a terceira parte não seria obrigatória, mas sim voluntária, cabendo ao beneficiário a escolha entre o sistema público ou o sistema privado.

O QUE É A FLEXISEGURANÇA

A flexigurança, palavrão que mistura as palavras flexibilidade e segurança, é uma ferramenta de combate ao desemprego que a Comissão Europeia propõe no Livro Verde sobre a Modernização da Legislação do Trabalho, que está em discussão pública e será apresentado em Junho de 2007.

O modelo nasceu na Holanda – é, também, aplicado na Dinamarca – e determina que as empresas devem assegurar a formação contínua dos seus funcionários, bem como o pagamento de um subsídio de desemprego adequado enquanto estes se encontram entre empregos. O conceito implica que a empresa que despede um funcionário o ajude a encontrar novo emprego.

NÃO PODE SER COPIADO

O modelo flexigurança é “intransponível” para Portugal nas condições actuais e não é prioritário no estímulo da competitividade, defendeu ontem a investigadora Maria Paz Lima.

A professora universitária do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) considera que o principal obstáculo é o elevado apoio do Estado dinamarquês em matéria de educação e saúde, que praticamente liberta de encargos o agregado familiar, quando este está numa situação difícil, frisando que Portugal está longe dessa situação. "
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por SilverArrow

O problema do excesso de curriculo é de certo modo o que o Salahudeen disse. Ele tem curso isto e aquilo. E ganha 5.000€ se um gajo com o mesmo curso ganha 500€ a empresa pode comesar a pensar e para postos de nivel baixo, não quer nada de cursos "demasiado bons" pq vai pagar uma coisa que não vai usar. E para isso mete putos baratos que tb serve.
Deixemo-nos de coisas.

Não há excesso de curriculum. Assim como não há excesso de ser uma gaja boa. :)

Ai não? Então diz-me qual é o empregador que percisa dum engenheiro informático, para lhe pagar X, depois contrata um engenheiro informático com doutoramento? Para quê? Para ir logo para outra empresa onde lhe pagam 2X?





citação:Originalmente colocada por Foliv
A licenciatura fornece a quem a tem alem da polivalencia, uma formação superior que muito faz por um Pais melhor, é incontornável o facto de quem tira ou está a tirar, ou só frequentou durante uns tempos o ensino superior, teve acesso a informação privilegiada, acesso a tecnologias de ponta, e no mínimo ganhou de certeza uma melhor compreensão do mundo cientifico, económico e social, tendo ganho de certeza traços de personalidade mais compreensiva, autonomia, maior capacidade de trabalho para já não falar do espirito do desenrascarão...

No fundo, mal comparando com o ditado da tropa, a universidade faz de nós uns homenzinhos e umas mulherzinhas, e independentemente dos licenciados estarem a trabalhar na sua area dfe formação ou não, o que é certo é que toda a sociedade ganhava em ter mais pessoas destas...


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Sou da mesma opinião... Infelizmente, o que mais se vê hoje em dia, são pessoas que vêm para a universidade, e continuam da mesma maneira de como estavam no 12º... Continuam os mesmos fedelhos... Só sabem fazer exercícios, depois chegam ao mercado de trabalho e só querem é ir para a saias da mamã...

Se queres ver isso, basta vires aqui á FEUP ou qq outra faculdade e assitires a uma teórica, não pagas nada, lol... Até mete impressão com cada cromo que por lá aparece... E atençao que estou a falar da minha faculdade...

Esses de que tu falas, passaram de cerca de 9 em cada 10 para 1 em cada 4 nas universidades portuguesas...
 
Pensassem antes de tirar cursos como historia do Cristo Rei ou engenharia dos barcos de papel. as pessoas fiam-se na virgem e depois olha, azar..... usassem a cabecinha.
 
citação:Originalmente colocada por NLS___87

Ai não? Então diz-me qual é o empregador que percisa dum engenheiro informático, para lhe pagar X, depois contrata um engenheiro informático com doutoramento? Para quê? Para ir logo para outra empresa onde lhe pagam 2X?
Vocês em termos de teorias batem o Nilton e de longe. :D

Conheces o mercado de emprego, ou estás apenas a adivinhar?
 
Quando me souberem responder a isto eu sou capaz de começar a ficar esclarecido.


Porque razão se alega que em Portugal existe um baixo índice de qualificação e depois o pessoal licenciado nos números que estamos a ver, engrossam as estatisticas do desemprego ?
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

Porque razão se alega que em Portugal existe um baixo índice de qualificação e depois o pessoal licenciado nos números que estamos a ver, engrossam as estatisticas do desemprego ?
Porque os licenciados têm um nível de qualificação muito baixo. Porque este boom de cursos superiores, abriu as portas a muita gente, mas também contribuíu para que se colocassem no mercado de trabalho toda a carne picada vinda das faculdades.

Depois, há um divórcio histórico entre as Universidades e a sociedade real,. Eu sei que custa muito a admitir, mas a maior parte das licenciaturas nem dá para preencher os requesitos de um caixa de hipermercado.

É por isso, que ter um canudo pode ser condição necessária, mas não a suficiente. É tentar ganhar qualificações para complementar o currículum.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L
Porque os licenciados têm um nível de qualificação muito baixo. Porque este boom de cursos superiores, abriu as portas a muita gente, mas também contribuíu para que se colocassem no mercado de trabalho toda a carne picada vinda das faculdades.

Depois, há um divórcio histórico entre as Universidades e a sociedade real,. Eu sei que custa muito a admitir, mas a maior parte das licenciaturas nem dá para preencher os requesitos de um caixa de hipermercado.

É por isso, que ter um canudo pode ser condição necessária, mas não a suficiente. É tentar ganhar qualificações para complementar o currículum.

Parcialmente esclarecido.

E dizei-me acreditais que os tais 54.000 são todos oriundos de cursos imprestáveis e sem aplicação nomercado de trabalho !?
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

citação:Originalmente colocada por Carlos.L
Porque os licenciados têm um nível de qualificação muito baixo. Porque este boom de cursos superiores, abriu as portas a muita gente, mas também contribuíu para que se colocassem no mercado de trabalho toda a carne picada vinda das faculdades.

Depois, há um divórcio histórico entre as Universidades e a sociedade real,. Eu sei que custa muito a admitir, mas a maior parte das licenciaturas nem dá para preencher os requesitos de um caixa de hipermercado.

É por isso, que ter um canudo pode ser condição necessária, mas não a suficiente. É tentar ganhar qualificações para complementar o currículum.

Parcialmente esclarecido.

E dizei-me acreditais que os tais 54.000 são todos oriundos de cursos imprestáveis e sem aplicação nomercado de trabalho !?
Não sei qual o nº, mas o que sei é que muita gente tira o curso e fica a coçá-los à espera de um emprego 'DIGNO' das suas pretensas qualificações.

E há outras vertentes sobre a mesma realidade. Há 3 anos atrás, o comité Ciência, verificou que existem 30,000 licenciados na área de Economia e Gestão sem conhecimentos de informática na ótica do utilizador. Ou seja, para o trabalho do dia a dia, pouco prestam....

Mas pudemos vasculhar mais um pouco e arranjar mais exemplos...
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Excalibur

Parcialmente esclarecido.

E dizei-me acreditais que os tais 54.000 são todos oriundos de cursos imprestáveis e sem aplicação nomercado de trabalho !?
Não sei qual o nº, mas o que sei é que muita gente tira o curso e fica a coçá-los à espera de um emprego 'DIGNO' das suas pretensas qualificações.

E há outras vertentes sobre a mesma realidade. Há 3 anos atrás, o comité Ciência, verificou que existem 30,000 licenciados na área de Economia e Gestão sem conhecimentos de informática na ótica do utilizador. Ou seja, para o trabalho do dia a dia, pouco prestam....

Mas pudemos vasculhar mais um pouco e arranjar mais exemplos...

Com esses indicios:

1ª Bluff das empresas e do mercado de trabalho !
Reclamam a inexistência de pessoal qualificado contudo perante a existência dos mesmos não os absorvem criando excedentes.

2ª Má ministração de cursos( num curso onde não se ensina informática na óptica do utilizador só pode ser feita esta classificação)

3ª Coçá-los !? Sim, muitos sem percepção de que é preciso trabalhar para comer.

4ª Demasiada preocupação na busca do trabalho limpo, "sem espinhas" e bem remunerado, quando existem nas areas técnicas saidas profissionais, claro é preciso sujar os sapatos com pó, as mãos ou mesmo vestir batas (fatos macaco) de trabalho e botas e não só aquelas que se usam em laboratórios.


Aqui a culpa reside em parte na falta de orientação desde que se entra no Preparatório até que se conclui o Secundário
 
Sobre a reportagem no CM estes são alguns dos comentários colocados online:



citação:

- Silvia
Sou licenciada, mas nem quero o título de doutora, nem nunca concordei com essa designação para um simples licenciado. Estou desempregada, mas nessa frenética procura a um emprego, oculto a minha licenciatura, mesmo assim o empresário português(maioria sem a 4ª classe) procura mãos de obra barata, qualificação baixa e os subsídios. Em Portugal, não se procura qualidade!!mas como fugir ao fisco...


- Jorge de Sequeira
Porque se criou o ensino superior privado? Agora as consequências estão à vista de todos nós. As privadas só quiseram "apanhar" o dinheiro daqueles que queriam ter um curso superior à força. A maior parte deles tiveram sorte porque têm logo à partida emprego garantido. É uma das causas do ensino superior não ser de qualidade.


- vilas b.
FLEXIBILIDADE, claro! Só assim se abre a possibilidade de os mais competentes virem a ocupar os melhores lugares e de os mais capazes gerirem, administrarem e aperfeiçoarem os FORMANDOS. Se os licenciados não se empregam é porque a qualidade da formação superior, e não só, não passa de uma fraude. Pelo menos 50% do corpo docente não tem competência nem pedagógica, nem científica. Andamos a brincar com os alunos!


- jose ferreira cardoso
Mais 14 mil doutores à procura de emprego? Então dizem que não ha médicos em Portugal!!! Aqui na frança so se chama doutor aquele que estudou medicina. Um advogado aqui não é doutor um professor também não, a um engenheiro chama-se pelo nome dele,nao é SR Engenheiro.Vamos là a ver s Portugal entra na UE d'uma vez por todas.



- Xana Ferreira
Eu licenciei-me em Radiologia (na publica) em Junho e infelizmente estou a trabalhar noutra area, e muitos dos meu colegas estao desempregados! Infelizmente, ha pessoas com a 4 classe a fazer o meu trabalho, o que e ilegal, sem nenhuma fiscalizacao!


- Helena
Uma pessoa com uma licenciatura e um/a licenciado/a, uma pessoa com um doutoramento e um/a doutor/a. O problema dos cursos superiores está em serem ou demasiado gerais e uma pessoa sabe um pouco de muito, ou muito especificos, e uma pessoa sabe muito de pouco. Com o meu curso aprendi muito sobre quase nada. E tal como alguém já disse, fiz-me à vida. Agora faco o que gosto, mas não em Portugal.


- Empresario - Penafiel
Pois na minha Empresa esses meninos não põem os pés, pensam que sabem tudo e são os maiores, são os Doutores chicos espertos, afinal o que andaram a aprender na escola? A beber loirinhas e idas às discotecas? só sabem teoria! as Empresas não precisam da teoria desses meninos armados em Doutores! As Empresas precisam de prática! Nas escolas não aprenderam nada, andaram a gastar o dinheiro dos papás!



- Leandro Coutinho
Ainda bem que há variados tipos de licenciados no desemprego. As "universidades de papel e lápis" fartam-se de produzir gente com canudo em Psicologia, Relações Internacionais, Sociologia, Direito, Comunicação, etc. Essa malta vem convencida com a sua "doutorite" e, depois, confronta-se com o facto de não saber fazer nada e ter perdido tempo a estudar coisas inúteis.



- Jorge
Há muitas licenciaturas, que não preparam as pessoas para saberem fazer alguma coisa de útil. Estas saem das escolas de ensino dito superior e não conseguem provar se são uma mais-valia para o empregador. Apesar de terem o titulo de Dr./Eng., não têm competência para criar um empreendimento por si ou inovar. Ficam à espera da "benevolência alheia", ou de um confortável lugar na função pública.



- Isabel
Não os habituem a pensar que podem pedir ordenados principescos. Tudo bem que ganhem mais que os não doutores, mas a diferença que existe é demasiada e injusta. Deixem também de os tratar como se fossem ser superiores e exigam-lhes trabalho que justifique o que ganham. SE FIZESSEM ISSO DE CERTEZA QUE O PAÍS IA PARA A FRENTE.



- Lusitano
Se eu fosse um empresário empregador e se estivesse perante um "licenciado" concorrente a uma vaga de emprego, dir-lhe-ia: A licenciatura é uma mais valia para si, mas para mim vai ter de o provar! De qualquer forma, concordo que para se saber alguma coisa, tem que se ser pelo menos licenciado e auto-didacta. Que falta fazem os antigos cursos industriais e liceais!


- Andre Couto
O problema maior é que estas universidades que mandam 14 mil para o desemprego recebem tantos incentivos do Estado como as que mandam 14 mil para o mercado de trabalho!



- RR
Para além de muitos serem inúteis, ganham altas mordomias. Desçam-lhes os chorudos ordenados e verão como têm dinheiro para todos. Ganham como se vivessem na Alemanha ou Dinamarca. Solideriedade? Pois sim. E o pópó de luxo? E condomínios privados? Etc...etc..etc...

- Cátia
Acho ridículo falarem do desemprego como se fosse problema exclusivo dos governos. Cada um é responsável por si. Este tipo de notícias pode levar as pessoas a pensar que ir para a faculdade não vale a pena, o que é errado! O grande problema é saber o curso que se escolhe e depois de formado não ficar de braços cruzados a mandar cv's e agarrar a "1ª coisa que aparece porque isto está mau".

- Cátis
Tem piada... no meu curso - turismo - não encontro ninguém desempregado. Outro problema é as pessoas saírem da faculdade a pensar em mandar e-mails para tudo quanto é sítio mas não porem sequer em hipótese criarem a sua própria empresa! Se Portugal fosse assim tão mau, não tinhamos Belmiro de Azevedo, Américo Amorim e outros. Ser empresário exige trabalho e dedicação, é por isso que somos poucos...


- Nuno
Universidades mandam 14 mil para desemprego?! Estão formados não estão? Então agora que se mexam e procurem trabalho... O problema é que estes meninos e meninas que terminam os cursos não sabem nada de nada. Não são nenhuma mais valia para as empresas pois não são dinâmicos nem auto-didactas. Como os nossos hermanos dizem, busca la vida.


- Carlos Ribeiro
Infelizmente nasci Tuga! Verdade seja dita que em terra de "cegos" quem tem... Há anos e anos que escrevo e digo que o caminho só pode ser a flexibilização da actual demagoga e caduca Lei laboral que, é injusta para os mais novos e faz muita gente válida agarrar-se a empreguinhos para toda a vida de forma cómoda mas redutora das capacidades do ser humano. (Almada)
 
Também não devemos entrar em pânico.

A função de 1 recém licenciado é a de aprender. Está preparado para se integrar no mercado de trabalho na condição de aprendiz.

Tem que conciliar a sua formação com as suas expectativas. E naturalmente os seus rendimentos.

O meu pai conta-me que no tempo dele um Engº ia estagiar pela sopa (subs. de alimentação). Hoje, por menos de 600€ não aceitam.

Vivemos tempos de mudança e deveríamos ajudar quem precisa nessa mesma mudança. O Governo deveria criar um observatório ou coisa do género que pudesse ajudar o aluno a encontrar o curso mais indicado para si, seja por testes de vocação e de habilitação, seja pelo estudo das novas áreas de oportunidade que irão surgir no fim do ciclo de aprendizagem.

E realmente, acabar com esta farsa da licenciatura de 5 anos (Bolonha aleluia !!!), onde se gastam recursos a todos sem qualquer efeito prático.

E finalmente meter na cachola que a Licenciatura é condição necessária (saber escolher o curso, a escola, estudar, estudar, estudar...), mas não a suficiente. Há um processo de selecção natural em que só os melhores são escolhidos. Então façam para serem os melhores.
 
A empresa em que trabalho, já a quase 7 anos, actualmente, practicamente só está a admitir licenciados ou bacharéis. Excluíndo os da produção.
 
citação:Originalmente colocada por xicos

A empresa em que trabalho, já a quase 7 anos, actualmente, practicamente só está a admitir licenciados ou bacharéis. Excluíndo os da produção.
Como se diz, se podes comer a carne, porque hás-de roer os osssos?

Vou alargar a minha área de actuação no princípio de 2007 (vamos a ver...) e coloquei anúncios nos jornais e recebi avalanches de respostas.

1º Critério: Licenciatura concluída
2º Critério: Universidade A,B ou C
3º Critério: <s>Fotografia</s>. Não, esta é brincadeira... :D
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por xicos

A empresa em que trabalho, já a quase 7 anos, actualmente, practicamente só está a admitir licenciados ou bacharéis. Excluíndo os da produção.
Como se diz, se podes comer a carne, porque hás-de roer os osssos?

Vou alargar a minha área de actuação no princípio de 2007 (vamos a ver...) e coloquei anúncios nos jornais e recebi avalanches de respostas.

1º Critério: Licenciatura concluída
2º Critério: Universidade A,B ou C
3º Critério: <s>Fotografia</s>. Não, esta é brincadeira... :D


Hummm ... será que encontro aqui actualmente uma forma de pensar diversa da que expressaste em Maio ??


A esta pergunta

citação:
O nome do estabelecimento de ensino superior abre mais portas e influencia a aceitação no mercado de trabalho ?


Respondeste assim

citação:A mim, como potencial empregador de pessoas de LESI, vindas da UM ou do IPB (cuja licenciatura é gerida por pessoas vindas de LESI), a mim tanto se me dá.

E desenganem-se as pessoas que pensem que a Escola é apenas um nome.

Não, não é.

Já dei aqui exemplos entre pessoal de informática da FEUP e do ISEP e indiscutivelmente, entre 10 candidatos, do ISEP gosto de 6, da FEUP gosto de 2.

E se ainda não deram por isso, já vai ser tarde, pois agora com o acordo de Bolonha, os cursos vão dar uma volta e pêras...


citação:Deixa-me lá reforçar o meu ponto de vista.

O nome da Escola só por si, não vale grande coisa. Por uma razão que me parece entendível por todos. Porque cada Curso tem as suas características próprias.

E em 2 escolas diferentes, uma pode ser melhor num Curso e outra melhor no outro. E estas situações não são estáticas.

Claro que há Escolas que nem vamos mencionar, mas essas estão logo abaixo da linha de água.

Dou-vos um exemplo: Católica - Curso de Gestão

Há uma mística à volta deste Curso, especialmente em Lisboa.

Hoje, o curso de Gestão da Nova é considerado melhor que o da Católica, por factores muito objectivos.

No Porto, a Católica já não tem a mesma auréola. É verdade que no Norte o consumo de Gestores é francamente menor que no Sul e daí que as exigências em termos de Gestão serem diferentes.

E parece-me que a Gestão da FEP é muito equivalente à Católica. E já encontrei pessoas que preferem os alunos da FEP à Católica, dado a algumas vertentes práticas do Curso.

Claro que os outros Cursos de Gestão são ignorados nesta 1ª linha.



Ou seja começo a depreender que o nome conta mesmo !!!

O tópico/poll em causa era este

E os resultados da poll podem de alguma forma fazer luz sobre os critérios, para se compreender que alguns licenciados provenientes de determinados estabelecimentos terão eventualmente mais facilidade na conquista de determinadas colocações e empregos.
 
Uma das principais causas do desemprego de licenciados em Portugal deve-se ao exagerado número de escolas privadas, aliada ao facto de não existir um controle de vagas a essas privadas..saem carradas de professores das privadas,se não há vagas porque não fechar os cursos por uns tempos..
Quem diz professores, diz milhentas profissões actualmente[|)]..
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Excalibur, lê as coisas...

citação:Claro que há Escolas que nem vamos mencionar, mas essas estão logo abaixo da linha de água.


Sim, eu percebi, que explicitamente o disseste.

Mas as que escolhes ou referências, escolhes pelo nome ou pela excelência do ensino ?

O nome não tem nada a ver mesmo ou tem algum peso!?
 
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