citação:
Pegadas de dinossauro
Uns metros mais abaixo encontra-se uma bifurcação. À esquerda, surge o curso cavado por uma antiga ribeira que desaguava numa destas praias. Sinais de outros tempos… Para a direita é o caminho a seguir, sempre, até se avistar o mar. Depois de se chegar junto ao precipício, vêem-se surpreendentes pegadas de dinossauros. Olhando com atenção percebe-se claramente que o caminho definido por estes animais vem da zona onde hoje é o mar. E diz-se hoje, porque há cerca de 70 milhões de anos não existia o oceano. O terreno, quase na vertical, está assim não porque os dinossauros fossem equilibristas. Resulta da evolução geológica que fez mover as placas calcárias.
Os gigantes que por aqui passaram moviam-se com o auxílio das quatro patas e, apesar do peso da cauda, também não a arrastavam constantemente. A confirmar a teoria, lá estão as marcas das patas (de forma arredondada) e da cauda (de forma rectangular).
Não deixa de ser curioso conhecer a história dos dinossauros nesta zona. Diz-se que, há muitos séculos atrás, vinha Nossa Senhora da Mua montada no seu burro e que se deparou com a falésia. Corajoso, o animal, conseguiu subir toda aquela escarpa, ficando o seu rasto cravado na pedra. A lenda correu como o vento e ali mesmo junto ao cabo foi construído um templo, cujos azulejos contam precisamente esse acontecimento. Só que as pegadas, no fim de contas não eram de burro, mas sim de dinossauro.
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