Aborto - Terá a Igreja legitimidade para opinar?

devem opinar como qualquer pessoa.... so nao concordo é pk "eles dizem x...entao é pk deve ser x"
Acho que a opniao da igreja deve ter tanta importancia como a minha a tua e a de todos, e nao valoriza-la mais do que a dos outros!!!
 
A igreja deve dar a sua opinião e tem toda a legitimidade para o fazer. Está em jogo a vida humana. Nascimento e morte são assuntos que em tudo têm a ver com a igreja.
Quando se discute o aborto o grande problema e enigma é saber qual o instante em que uma vida é considerada humana. Não há concenso, daí as infindáveis discussões, debates e divergência de opiniões.
A igreja tal como a ciência buscam a resposta para esse enigma. Nenhuma ainda tem a resposta mas ambas caminham no mesmo sentido. Uns tendo como base apenas a fé, outros com base apenas em provas fisicas. Ambos têm toda a legitimidade para opinar em relação ao aborto. Diria mesmo que ciencia e igreja são as duas entidades com mais legitimidade no que toca ao aborto.


O que a igreja não pode fazer é enfiar a sua opinião pela cabeça das pessoas e fazer pressões junto das populações para que as suas ideias prevaleçam. Mas isso é outro assunto.
 
Têm direito a opinião mas não têm o direito de influenciar, nem obrigar ninguém a votar no que eles querem.

ps- infelizmente quem acredita na mentira que é a igreja e tudo o que a rodeia já está influenciado á partida...
 
Então só os interessados podem opinar???
lololol
e se um padre daqui a 3 anos decide abortar? que argumentoas mais estupidos, toda a gente tem direito de opinar...
 
citação:Originalmente colocada por AlfaZor

Têm direito a opinião mas não têm o direito de influenciar, nem obrigar ninguém a votar no que eles querem.

ps- infelizmente quem acredita na mentira que é a igreja e tudo o que a rodeia já está influenciado á partida...
e Alguem tem o dirento de obrigar a votar no que esse alguem quer???
Estes argumentos...
 
Só segue os preceitos da religião quem quer.

Em Portugal, a liberdade de culto é um princípio constitucional.

A discussão de assuntos sobre a vida e a morte exigem a participação da sociedade em geral, por conseguinte e sendo a Igreja uma organização importante na vida de muitas pessoas, deve contribuir para a mesma.

Agora, como já atrás referi, deve ser entendida como mais uma opinião a juntar às demais.

Ninguém me obriga a ouvir e muito menos a seguir quem não quero, mas esta liberdade exige que não impeça os outros de exercerem o mesmo direito.

Quanto aos fundamentalistas, estes adquirem o poder através dos que se vergam aos mesmos. Mas claro, a coragem e a capacidade de decidir por si, ainda pode ser para todos, espero.
 
sinceramente acho que os padres têm o direito a votar como cidadãos que são, e a manifestar a sua opiniao!!!

Agora, influenciar?!?Não, vindo de uma religiao altamente machista (que é a minha, para que conste), os padres não têm direito a influenciar ninguem!

Só pessoas que passam por essa situação sabem o que custa, aqueles aspectos de ser a mae a decidir sozinha, ou se o pai deve decidir também, isso sim são assuntos de quem passa pelas coisas ou pode passar. Quem está de fora racha lenha, os padres nao fazem filhos (ou não deviam fazer :D]), portanto a influencia fica para eles, juntamente do celibato.
 
Religião altamente machista ?!?!?
Esta é nova para mim.
Eu sou católico e nunca precisei de ser machista.
Cá eu casa um opina ou outro ouve e ambos decidem!
Não há machismo nem feminismo nenhum ....
 
citação:Originalmente colocada por Omega

Religião altamente machista ?!?!?
Esta é nova para mim.
Eu sou católico e nunca precisei de ser machista.
Cá eu casa um opina ou outro ouve e ambos decidem!
Não há machismo nem feminismo nenhum ....

O machismo nao é de quem pratica!

Quantas mulheres rezam a missa?
Quantas mulheres sao cardeais?
Quantas mulheres ascendem a papa?

É a isso que me refiro...e não é de agora, é de sempre!!!Sou católico nao praticante, sou crente, tenho a minha fé, mas é em Deus, e não nos homens que simbolizam a prática da religiao, que actualmente se encontra num estado crítico onde a igreja é um negócio, onde até nos funerais se pede dinheiro...que vergonha, é uma tristeza!!!
 
É por causa de tiradas como estas

citação:O Papa Bento XVI considerou ontem que “as mortes silenciosas provocadas pela fome, aborto, pesquisas sobre embriões e eutanásia” são um “atentado à paz” ao mesmo nível das “vítimas de conflitos armados e do terrorismo”.

(...)

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, abordou a questão do aborto durante a homilia do Dia Mundial da Paz, proferida na manhã desta segunda-feira, salientando que a falta de respeito pela vida embrionária "é uma violência" que origina outras violências.

(...)


"A vida não é um bem arbitrário, de que se possa dispor ao sabor de políticas, de interesses pessoais ou mesmo de sofrimentos inevitáveis", afirmou o cardeal na homilia, realizada na paróquia de Santo António, no Estoril.




Que sou da opinião que a Igreja se deve abster de proferir qualquer comentário sobre o assunto nas homilias e "outros" actos.

Diário de referência

Diário de Referência

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:( [8)]
 
citação:Originalmente colocada por ASAS

citação:Originalmente colocada por paio pires

mandasse eu cá, e todas as religiões eram proibidas...

mais nada...

Quando a igreja e o futebol acabar, Portugal passa a ser o pais que mais crece na UE!

a igreja não faz falta nenhuma...mas acabar com o futebol era catastrofico...começava uma guerra civil...[xx(]
 
citação:Originalmente colocada por pensante

todos temos direito a uma opinião,
era o que faltava silenciar a igreja...
voltamos à ditadura? dass...


Só é contra quem quer que o sim
ganhe à força.

Era um favor que faziam...

Quando a "Igreja" se actualizar (i.e. perder as demagogias de 500 anos) e se adaptar à nova realidade planetária (ex: o uso do preservativo), fica então "apta" a emitir opinião...

Até lá, os argumentos utilizados são pouco mais que inuteis...
 
Infelizmente a igreja serve-se do seu priveligiado posicionamento sócio-comunicacional para deturpar e propositadamente confundir ( e em sentido de comunicação unívoco!...) conceitos como embrião, feto, ser vivo, criança, etc...

Aproveita ainda tal privilégio para difundir juntos crentes, a seu bel-prazer, uma mistura de conveniência de conceitos fisiológicos com conceitos morais, confundindo planos e retirando dividendos da ignorância geral dos seus interlocutores. Depois lá vem o golpe de mágica e zás, mistura-se também a noção de mal, de pecado, etc, etc...
 
Eu votei não. E não o fiz de ânimo leve, ao contrário do que possa
parecer. A Igreja encontra-se numa posição muito sensível, pois apesar
de este ser um estado laico, muita gente vive sob a "luz" da Igreja.
Aliás, alguns vivem cegos sob essa luz. Não podemos pensar que a Igreja,
ao emitir uma opinião, está apenas a dar a sua opinião. Na verdade,
e considerando esses "cegos", passo a expressão, a Igreja fala por toda
uma comunidade. Portanto acho que é relevante esclarecer que, nesta
questão, a "opinião da Igreja" não é uma simples opinião.

Continuando, e focando no prisma dos cidadãos lambda, convenhamos que
os membros do clero podem apresentar "sintomas" condizentes, mas a sua
motivação é distinta. Não esqueçamos que alguns não podem criar
família por uma impossibilidade física, e outros não "podem" por
desígnio próprio (divino, dirão alguns).
Isso também influi sobremaneira no parecer que possam ter sobre esta
temática.

Isto é só a minha opinião.
 
A votação é sim ou não ao projecto de lei sobre a interrupção voluntária da gravidez e não sobre o que a Igreja pensa ou diz. A Igreja ou "Igrejas", opinam de acordo com os seus princípios, que são os princípios da vida, pelo que era impensável opiniar a favor do aborto.

A lei actual já prevê a interrupção da gravidez em casos especiais. Risco de saúde para a mãe, mal formação do bebé, violação e outros casos do género. Tudo no prazo legal. Este prazo poderia ser repensado, mas sempre com indicações médicas. Não sei se há alguma má formação que seja detectada fora do prazo actual?

Num programa da Sic Notícias ouvi o seguinte:

"A lei portuguesa é "igual" à espanhola. A diferença está na interpretação dos médicos.
Em Espanha, é considerada razão maior, "problemas psicológicos" por estar grávida e não querer ter o filho, para que se possa abortar no prazo legal. Em Portugal não."

Independentemente disso, continuo a não aprovar a interrupção voluntária da gravidez, só porque lhe apeteceu não ter o bebé.

O dinheiro que se gasta nestas campanhas, seria melhor gasto em planeamento familiar, em apoio a famílias de risco, em abonos de família dignos (não os 10 € que dão por mês em alguns casos, subsídios de maternidade condignos, licensas de maternidade de 24 meses, etc...

Veja-se o exemplo da Alemanha. 25.000€ por nascimento!
 
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