Portugal a construir mísseis?...

Construção de um missil em Portugal? Foge ainda bem que é lá na guarda, assim fazem os testes à vontade e eu fico descansadinho e sem medo de levar com um desses grandes progeteis na cabeça [:p][:X][:X][:X]
 
citação:Originalmente colocada por eu

Carlos, qual é o mal de desenvolvermos tecnologia militar?

Até nisto ponto a Suécia é um bom exemplo a seguir!
Assim como a Noruega, Dinamarca, Finlândia e o resto do Mundo.

Eu não tenho problemas (preconceitos) contra a tecnologia militar. Quero é que o dinheiro público seja empregue em coisas que tirem este País da cêpa torta.

Já agora, como estão as famosas contrapartidas para Portugal nestas últimas aquisições militares? :)
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L
Assim como a Noruega, Dinamarca, Finlândia e o resto do Mundo.

Eu não tenho problemas (preconceitos) contra a tecnologia militar. Quero é que o dinheiro público seja empregue em coisas que tirem este País da cêpa torta.

Já agora, como estão as famosas contrapartidas para Portugal nestas últimas aquisições militares? :)


Não estão.

Os LAV (Light Armoured Vehicle) que deveriam ser montados em portugal nas antigas instalações da Sorefame agora serão numa fábrica de atrelados (????) mas nada está definitivamente acertado, os componentes serão ou não em parte montados ou fabricados em POrtugal.

As pistolas que deveriam equipar as froças da Ordem não serão montadas em Portugal.

A substituta da G3 "idem idem aspas aspas".

Os submarinos Alemães com tecnologia e componentes Lusos provavelmente não os terão, as "Novas" Fragatas recentemente adquiridas em 2ª Mão á HOlanda serão recondicionadas por Estaleiros Holandeses.


Mas claro temos de gastar rios de dinheiro para rearmar Formas Armadas e de Segurança.
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

citação:Originalmente colocada por Carlos.L
Assim como a Noruega, Dinamarca, Finlândia e o resto do Mundo.

Eu não tenho problemas (preconceitos) contra a tecnologia militar. Quero é que o dinheiro público seja empregue em coisas que tirem este País da cêpa torta.

Já agora, como estão as famosas contrapartidas para Portugal nestas últimas aquisições militares? :)


Não estão.

Os LAV (Light Armoured Vehicle) que deveriam ser montados em portugal nas antigas instalações da Sorefame agora serão numa fábrica de atrelados (????) mas nada está definitivamente acertado, os componentes serão ou não em parte montados ou fabricados em POrtugal.

As pistolas que deveriam equipar as froças da Ordem não serão montadas em Portugal.

A substituta da G3 "idem idem aspas aspas".

Os submarinos Alemães com tecnologia e componentes Lusos provavelmente não os terão, as "Novas" Fragatas recentemente adquiridas em 2ª Mão á HOlanda serão recondicionadas por Estaleiros Holandeses.


Mas claro temos de gastar rios de dinheiro para rearmar Formas Armadas e de Segurança.
Até aí somos comidos... [:0]
 
Já agora sobre o projecto do Missil.

O Saudoso Eurico da Fonseca foi responsável enquanto trabalhou na Força Aerea Portuguesa pelo desenvolvimento de alguns projectos de Misseis ou Foguetes, um deles inclusivé atingiu a estratosfera.

Este HOMEM de comprovadas qualidades no campo da investigação Astronautica e Aeronautica nacional,( trabalhou temporáriamente na NASA tendo privado de perto com Werner Von Braun, somente o pai do programa espacial Americano e o principal responsável pelo homem pisar a lua ) foi co-responsável até 1984 npor um projecto de concepção de foguetes da Armada. (ver texto)

Por isso quando se ombreva de igual para igual com outros paises desitiram, e hoje querem cativar interesses estatais e particulares quando se levam anos de atraso significativo ?
Parece-me agora surreal desenvolver um projecto destes de raiz.



Excertos da que foi provávelmente a ultima entrevista a Eurico da Fonseca


Quer falar-nos um pouco da sua experiência na NASA?

A minha experiência na NASA foi de simples colaboração e teve duas fases. Em 1958 o então Ministério da Educação Nacional decidiu criar um órgão de formação e informação sobre o que então se dizia ser "a conquista do espaço" e criou o Centro de Estudos Astronáuticos, dedicado aos jovens mas aberto a todos, e convidou-me a dirigi-lo porque era a única pessoa que tratava do assunto nos jornais, rádio e TV.

Nessa qualidade participei em várias reuniões internacionais e apresentei trabalhos en congressos, um deles sobre um novo método de voo interplanetário, que visava a optimização da energia despendida, em vez da velocidade ideal, que era o objectivo tradicional.

Em 1961 a NASA interessou-se por ele e o governo dos EUA convidou-me a visitar o país e todas as instalações oficiais e provadas referentes à astronáutica.

Discuti a ideia com von Braun que já conhecia pessoalmente, e soube que o interesse se relacionava também com a viagem à Lua.

Em princípio, ao fim de seis meses devia ficar a trabalhar na NASA mas a meio, e depois de um estágio no laboratório da US Navy, fui obrigado a voltar a Portugal para ingressar no Centro de Estudos Especiais da Armada e tratar de todos os assuntos referentes à concepção e fabrico de foguetes, desde os anticarro aos de socorros a náufragos, até 1984.

In Numero 11 Revista CiênciaJ Setembro/Outubro 1999
 
citação:

Os LAV (Light Armoured Vehicle) que deveriam ser montados em portugal nas antigas instalações da Sorefame agora serão numa fábrica de atrelados (????)

Eu sou a favor de cá se fazer mta coisa, e este exemplo da sorefame era um deles..num país com linhas ferroviárias e um metro em expanção e com o projecto do TGV á vista termos acabado com a fabrica de comboios é estranho.


No entanto existem tantas tecnologias militares no campo da investigação , nos transportes, no reconhecimento etc etc que seriam apostas viáveis.

Agora estarem ocupados a desenvolver misseis parece pouco racional pois não fazem falta e servem para causar destruição e morte, se a nivel economico possa dar algum dinheiro a nivel moral e racional é uma pessima opção.
Se estamos aqui a inventar coisas sem moral e para espanhar o mal entao mais valia plantarmos droga para a vender para a europa, pois rendia mais dinheiro e não matavamos tantos inocentes.;)
 
citação:Originalmente colocada por Nephilim

citação:


Eu sou a favor de cá se fazer mta coisa, e este exemplo da sorefame era um deles..num país com linhas ferroviárias e um metro em expanção e com o projecto do TGV á vista termos acabado com a fabrica de comboios é estranho.

Se a Sorefame fosse só isso de construir Comboios ...

Ora vejam lá:

citação:

A Sorefame não é uma empresa qualquer, tem uma história de competência pouco comum no nosso tecido económico. Num sistema de mercado verdadeiramente livre e despido de jogos de conveniências corporativas e nacionalistas, não precisaria de quaisquer protecções para sobreviver.

Tem atributos e experiência suficientes para competir num mercado aberto. Porém, o seu negócio está fortemente condicionado por decisões do poder político e pela (duvidosa) lógica de repartição internacional das unidades produtivas por parte dos grandes grupos transnacionais (na circunstância, a canadiana Bombardier, líder mundial no fabrico de material circulante). Quem tem mãos para este poker?

Na idade pré-global, a Sorefame foi um símbolo da engenharia portuguesa, prestigiada além-fronteiras e presente em inúmeros mercados de elevado grau de exigência. Com o decorrer dos anos, a empresa soube manter as suas competências distintivas, ultrapassar o período da desordem gonçalvista e modernizar, com ajudas do Estado, os seus processos produtivos.

Pelo caminho, ficou sem um dos seus braços, as construções hidráulicas, após ter sido adquirida, primeiro pela alemã ABB/AD Tranz e, posteriormente, integrada no grupo Bombardier por via de absorção. O resultado foi Portugal ter perdido, irreversivelmente e sem contrapartidas, uma valência industrial da maior relevância. Assim se compreende que a barragem do Alqueva (tal como as que se lhe seguirão) tenha sido construída por espanhóis.

Sorefame 1


citação:
A montante da construção das barragens e das centrais existia um vastíssimo campo de
conhecimentos e desenvolvimentos que envolvia diversas especialidades da engenharia
portuguesa e que contava com a participação de diversas actividades que ganham impulso e
notariedade. Destaque-se a importância que ganha neste âmbito, e não só, o sector da
indústria metalomecânica pesada em Portugal e das especialidades da engenharia que lhe
estão associadas. Protagonizado por empresas como a Sorefame, Mague, a Sepsa, entre
outras, o sector experimenta um crescimento notável no período do pós-guerra, participando
no processo de industrialização em curso. Desenvolvem engenharias próprias e levam a
cabo a construção de equipamentos diversos, nomeadamente os de apoio à realização das
centrais e das barragens. A sua produção é diversificada e cruza-se com diversas realidades
da actividade nacional. Notáveis, entre outras realizações como os guindastes e toda uma
gama de aparelhos de elevação, os célebres pórticos que a Mague constrói para os estaleiros
da Lisnave e da Setenave. Enquanto a Sorefame orienta parte das suas actividades para o
fabrico de carruagens e restante material ferroviário.
Estava em curso um verdadeiro programa de modernização e industrialização da actividade
económica nacional que, em parte derivava da outra peça fundamental cuja autoria
pertencera a Ferreira Dias: a lei nº 2005, do Fomento e Reorganização Industrial.
Retomemos por isso o curso dos acontecimentos e os efeitos da II Guerra Mundial na
economia portuguesa.

Sorefame-Mague-Lisnave-Setenave



O projecto foi iniciado em 1986 pelo Professor Catedrático e Vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa Manuel Seabra Pereira, quando cumpriu um ano sabático na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Aí desenvolveu novos métodos de cálculo de sistemas mecânicos apropriados ao projecto de segurança passiva de veículos. Dois anos depois, em colaboração com um grupo de trabalho do IST e com a empresa “Sorefame”, desenvolveu uma proposta para o metro de Los Angeles. Um projecto importante numa altura em que os requisitos de segurança passiva ainda eram pouco conhecidos.

Sorefame 2


Por isso enquanto neste pais não se responsabilizar absolutamente NINGUÉM pelo completo destruir de empresas rentáveis, que são desmembradas e vendidas a retalho com interesses obscuros, estaremos de Ku para a lua á espera de melhores dias
 
pois excalibur isso da sorefame foi um triste desfecho...pois é mau estarmos a comprar comboios e a se fechar a unica fabrica que tinhamos de comboios.
 
citação:Originalmente colocada por Nephilim

pois excalibur isso da sorefame foi um triste desfecho...pois é mau estarmos a comprar comboios e a se fechar a unica fabrica que tinhamos de comboios.
A Sorefame produzia carruagens em aço inox para os USA.

Não há dúvida que o 25 do A de 74 deu cabo deste País.

E o problema é que ainda não se apanharam os responsáveis desses desmandos.

Está tudo a fingir que não se passou nada...
 
2.1 - Indústria transformadora

a) Situação:

A taxa de crescimento da indústria transformadora, que de 1968 a 1973 foi de cerca de 1O% por ano, desceu em 1974 para 2 % e foi negativa (‹5 %) em 1975.
A produtividade nacional é muito baixa, sendo de cerca de um terço da produtividade média europeia. Esta baixa produtividade é basicamente devida à insuficiente dimensão da maior parte das empresas (insuficiente investimento herdado do fascismo) e às deficiências estruturais da indústria nacional. Com efeito, há cerca de 15 000 empresas na indústria transformadora e mais de 50% têm menos de 10 trabalhadores, o que revela a pulverização industrial existente.
Há apenas algumas dezenas de grandes empresas na indústria pesada, número, aliás, que tende a reduzir-se por concentração sectorial das empresas nacionalizadas.
Na quase totalidade das empresas privadas dominam as pequenas e médias empresas (cerca de 90% têm menos de 100 trabalhadores), o que evidencia a importância do sector privado, quer no emprego, quer nas condições de produção.
Assim, a viabilidade económica da pequena empresa, sem organização nem técnicas evoluídas, com equipamento as mais das vezes obsoleto, só era possível no tempo do fascismo, graças ao proteccionismo aduaneiro, à mão-de-obra e às matérias-primas baratas. Com a crise do petróleo em 1973 e a consequente inflação dos preços das matérias-primas importadas, por um lado, e, por outro, com a subida salarial após o 25 de Abril, a situação económica de grande parte das empresas deteriorou-se rapidamente, até porque os mecanismos de contenção de preços de venda do Ministério do Comércio Interno bloquearam os necessários acertos. As empresas estão descapitalizadas, recorrem excessivamente ao crédito bancário, com agravamento dos seus encargos financeiros, e têm graves dificuldades em pagar os encargos fiscais e da previdência social.
No que respeita ao sector nacionalizado, que abrange as indústrias de base (cimentos, celulose, siderurgia, construção naval e química de base), os tabacos e as cervejas, a situação ressente-se fortemente do facto de as nacionalizações não terem sido imediatamente seguidas de medidas de reorganização e de gestão adequadas. Com efeito, foram apenas nomeadas, durante vários governos provisórios, comissões administrativas insuficientemente responsabilizadas</u>, e só recentemente, na vigência do VI Governo, se procedeu às reorganizações que se impunham, embora algumas ainda estejam em curso. Daqui resultou uma situação económica difícil, com deficits muito elevados (em 1975, prejuízos da ordem dos 2 milhões de contos), falta de planeamento e abrandamento do investimento.
A quebra dos mercados interno e externo e a quebra da produção em 19741975 contribuíram para o agravamento da situação económica da indústria. No campo das relações de trabalho, a situação é má. Há excedentes de mão-de-obra mal utilizada na produção, a produtividade atingiu níveis muito baixos e o absentismo aumentou, incentivado, aliás, pela facilidade em se obter «baixa» e com subsídio igual ao salário pleno. Além disso, existe indisciplina nas empresas, clima reinvidicativo e riscos de saneamento selvagem; a importante redução do leque salarial, com o congelamento dos salários dos quadros, desmobilizou as chefias. Os conflitos laborais, a escalada salarial, o abuso da greve, a descapitalização e o receio da falência ou da intervenção do Estado desmobilizaram os empresários. O investimento no sector privado reduziu-se drasticamente</u>;

http://www.publico.clix.pt/servico/notinuse/proggov/governo1/prog/prog1iiid2.html
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L
[A Sorefame produzia carruagens em aço inox para os USA.

Não há dúvida que o 25 do A de 74 deu cabo deste País.

E o problema é que ainda não se apanharam os responsáveis desses desmandos.

Está tudo a fingir que não se passou nada...


Não podia estar mais de acordo.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

[blue]


2.1 - Indústria transformadora

a) Situação:

(...)


A exemplo do que disse ao Carlos L. concordo.

A politização dos sindicatos só podia dar no que deu e no que continua a dar - Exemplo: OPEL AZAMBUJA.

Mas a exmplo do Só Ares que chegou a PR, também os outros terão longa vida politica e "reincidente" porque na altura da verdade o Zézinho vota sim.
Até os ratos que abandonaram o navio terão aspirações á presidência.
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Nephilim

pois excalibur isso da sorefame foi um triste desfecho...pois é mau estarmos a comprar comboios e a se fechar a unica fabrica que tinhamos de comboios.
A Sorefame produzia carruagens em aço inox para os USA.

Não há dúvida que o 25 do A de 74 deu cabo deste País.

E o problema é que ainda não se apanharam os responsáveis desses desmandos.

Está tudo a fingir que não se passou nada...

olha que me parece que mtos comboios que circulavam(ou ainda circulam) na CP nos anos 80 eram feitos na sorefame assim como as carruagens antigas do metro de lisboa.

Qto ao 24abril... um golpe de Estado para acabar com uma guerra e uma ditatura não deveriam ter nada a ver com esta quebra na industria e na economia do país.
Ou só se trabalhava nos regimes fascistas?[:I]
Talvez faça falta é outro "25abril" para acabar com esta xulice dos ministros
 
Pergunta tonta para os defensores do "antigamente é que era":

O que é que têm a dizer do sistema económico Corporativo? (nao confundir com cooperativo)
 
Acho piada culparem o 25de abril por tudo...:(

o 25 de abril veio trazer a liberdade e acabar com a ditadura.

a Espanha tb acabou com a ditadura e tem talvez até mais liberdade que nós em algumas coisas e isso nunca os impediu de serem uns dos países mais industrializados da europa.

Se portugal está mau economicamente a culpa é dos gestores e politicos do nosso país sem duvida.
 
citação:Originalmente colocada por Nephilim

olha que me parece que mtos comboios que circulavam(ou ainda circulam) na CP nos anos 80 eram feitos na sorefame assim como as carruagens antigas do metro de lisboa.

Muitos não!! TODOS.

Á excepção das chamadas automotoras e locomotivas Diesel

citação:Qto ao 24abril... um golpe de Estado para acabar com uma guerra e uma ditatura não deveriam ter nada a ver com esta quebra na industria e na economia do país.
Ou só se trabalhava nos regimes fascistas?[:I]
Talvez faça falta é outro "25abril" para acabar com esta xulice dos ministros

O problema foi o mau uso da Revolução, dos saneamentos á sede de poder ás partidarizações das comissões de trabalhadores, passando pelas nacionalizações. O retrato do artigo que o J.R. coloca é fiel.

Em vez de terem optado por uma transição regrada e rpogramada foi a "balducha" completa.
Faz lembrar os relatos que fazem dos soldados do Exercito Vermelho quando contactaram pela primeira vez com as cidades e residências Alemãs. [8)] [8]
 
Isto não tem nada a ver com a política.

Tem a ver com a nossa história, com o apuramento dos factos, de corrigir o que está errado.

Como é que conseguimos viver em paz, lado a lado com quem construíu e com que destruíu?

Reparem, eu nem era nascido na altura e pretendo ter uma visão apolítica, mas tenho que me envolver. E deixem-me perguntar em voz alta. Quem é que destruíu o meu País?

Ninguém é responsável?

No Iraque apanharam o sacana do Saddam e consideraram-nos culpado de algumas infâmias e outras vêm a caminho.

Aqui é só heróis.

Quando leio a história do Salgueiro Maia, a sua família, o homem que foi ignorado por muitos, tenho imensa pena de viver num País sem memória, sem critério...

DEsculpem, mas este assunto incomoda-me...
 
Voltar
Superior