Quanto ao agradecimento, PDCouto, não tem de quê! [:I] É sempre muito bom dar e retribuir. Dá prazer quem o faz e a quem o recebe e ficamos todos contentes. [8D]
Eu sempre que posso facilito sempre a vida a o motociclista. Se não o fizer é porque não vi ou porque tenho outra razão de força maior que me impede de o fazer e não é por falta de vontade de facilitar, mas si algo que podia por em causa a segurança da passagem do motociclista (a minha e de outros também). Acho que os autombilistas devem facilitar a vida aos motociclistas sempre que possam (mas vejo que nem sempre acontece [xx(] [8)]) por duas simples razões: 1º e mais importante de tudo a segurança de todos, especialmente a do motociclista que por razões fáceis de compreender está mais exposto e 2º porque não há necessidade de empatar os motociclistas só porque conseguem mais facilmente desenvencilharem-se do trânsito que os automobilistas.
É claro que há sempre pérolas a conduzir que fazem asneiras a torto e a direito, sejam elas montadas em 2, 4 ou "500" rodas... mas isso é mal de quem conduz e não do veículo! Esses até parecem que nos querem "entregar" a vida para as nossas mãos! [8] É claro que não vou por a farinha toda no mesmo saco, porque vejo bons e maus motociclistas como vejo bons e maus automobilistas/camionistas. É preciso de parte a parte adoptar sobretudo uma condução defensiva, fazer uma "leitura" correcta da condução dos outros e prever antecipadamente o que pode acontecer em determinada situação. Isto vale para condutores de qualquer veículo. Acho que deve haver entendimento entre motociclistas e automobilistas. A cedência de passagem é um exemplo.
Eu sempre que posso chego-me para o lado para ceder passagem e fico contente comigo próprio que considero que não fiz mais que a minha obrigação como companheiro de estrada, facilitando terceiros, mesmo que estes não me agradeçam. É que não ganho nada em não lhes facilitar!
Passo todos os dias a ponte 25 de Abril (2x ao dia). Vejo que boa parte do trânsito que lá circula são motociclistas (que como eu presumo que se dirigem de e para o seu local de trabalho) e grande parte parecem-me condutores responsáveis visto que muitos deles não são de arriscar, pois aguradam pacientemente quando não podem passar e agradeçem quando alguém lhes facilita (no meu caso é prática comum facilitar-lhes). Reconheço que não é um precurso muito fácil para os veículos de 2 rodas pela falta de espaço. Ainda por cima os mesmos estão limitados às faixas de asfalto da direita (na faixa da grelha é proibida a circulação de motociclistas e veículos pesados). Percebo que torna-se dificil para os motociclistas arranjarem espaço para passar e torna-se da mesma forma perigoso, mesmo que os automobilistas facilitem. É frequente haver acidentes de motos na ponte.
Antes de terminar, faço aqui um apelo para os motociclistas que nunca foram automobilistas ou que têm pouca experiência como automobilistas (é um apelo e ao mesmo tempo uma crítica construtiva para alguns motociclistas incautos). É preciso ter calma e cuidado quando se passa por um carro, porque não se pode partir sempre do princípio que o automobilista detecte a presença de uma moto, porque a capacidade de visão para os lados e para a traseira de um automobilista é bem mais reduzida e mesmo que este último conduza com cuidado, o caso pode ficar feio. De certeza que muitos de vós que são também automobilistas já devem ter-se apercebido disso, certo? Já tenho reparado em muitos motards que passam entre os carros parados em fila sempre a dar toques na buzina. É uma boa prática porque chama a atenção aos automobilistas da presença de uma mota perto de si e evita que um deles guine inocentemente o volante do carro para o lado deitando um motard ao chão.
Houve uma vez que aconteceu uma cena que me deixou algo aborrecido. Foi à entrada da ponte 25 de Abril, na faixa da esquerda, mesmo em cima da junta de dilatação entre a parte de terra firme e o tabuleiro metálico da ponte e que é um local algo perigoso devido ao espaço que de repente encolhe (com o ínicio do rail da esquerda logo ali a "afiar os dentes"). Como sempre o trânsito é muito compacto, os carros circulavam a baixa velocidade quase em fila indiana. Estava atrás de mim um motociclista que se aproximava da minha traseira mais do lado esquerdo (eu estava a controlá-lo pelo meu espelho da esquerda). O meu pensamento imediato foi procurar a melhor maneira de lhe proporcionar a passagem. Como ele estava posicionado na minha esquerda pensei que seria melhor chegar-me para a direita e ele passava pela esquerda sem problema. Assim o fiz. Conforme começo a chegar para a direita apercebi-me que ele já não se encontrava no campo de visão de nenhum dos 3 espelhos do meu carro!!! [:0] "Onde é que o gajo se meteu???" Pensei logo! Procurei à pressa pelo paradeiro do motociclista! Não é que o gajo decidiu meter-se pelo meio dos carros passando-me pela direita!?!?!?

Quando vi o gajo já estava quase à minha frente passando a escassos centímetros do carro.

[xx(] Nem sequer se assustou, passando-me como se nada tivesse acontecido! Para evitar acertar nele, quase mandei o carro para cima dos rails! [xx(] Isto tudo passou-se muito rápido, mal dando tempo para reagir! É esta falta de cuidado que é desnecessária e perigosa. Eu quiz fazer o meu melhor numa boa acção, mas pode sair o tiro pela culatra como neste caso quando não existe cuidado de parte a parte... pode muito bem ser a "morte do artista"! Num automóvel existem dificuldades a ter em conta e uma delas e mais perigosa é a menor visibilidade para os lados e para trás. A outra dificuldade é a agilidade menos de um carro devido ao seu tamanho e peso (quanto mais, pior). É que é preciso saber e ter em conta quais são essas dificuldades em ambos para se saber evitar situações perigosas como estas.
Certamente que quem é ao mesmo tempo motociclista e automobilista deve entender perfeitamente aquilo que estou a dizer.
Quero deixar bem claro que não estou aqui a dizer mal dos motociclistas, nada disso! Como disse em cima, há bons e maus condutores e tal comportamento não tem a ver com o veículo onde se fazem deslocar. Tem a ver com a mentalidade de cada um. Um mau automobilista muito certamente é um mau motociclista, da mesma forma que um bom motociclista certamente é um bom automobilista.