Drumond defende um “25 de Abril” anti-Espanha

Diplo

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Os sublinhados são meus.


Jornal da Madeira: 1ª Página
http://www.jornaldamadeira.pt/not2005.php?Seccao=17&id=53058

deputado do PSD e presidente do FAMA diz que o Governo Central está a pôr em causa a independência de Portugal

Drumond defende um “25 de Abril” anti-Espanha e pela identidade nacional

Gabriel Drumond lança críticas ferozes ao Governo de Sócrates, ao qual atribui a classificação de «medíocre menos». O presidente do FAMA diz que Sócrates é «inculto» e que Teixeira dos Santos é «analfabeto».

(...)

Madeirenses não abdicam
da sua autonomia


JM — O que querem é que a Madeira também entregue a sua Autonomia?
GD — Sim. Mas o madeirense não abdica da sua autonomia. O madeirense sempre foi revolucionário e nunca se deixou abater pelas desgraças e tristezas.

Madeira devia referendar
o grau de autonomia que quer


JM — Uso o termo revolucionário, que utilizou, para confrontá-lo com as recentes notícias que dão conta do ressurgimento da Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira (FLAMA). Que opinião tem a esse respeito?
GD — A FLAMA teve o seu período. Foi um período conturbado, entre 1974 e 1978. Portugal viveu um período em que se dizia que íamos entrar na Democracia. Acontece que não temos Democracia em Portugal. Para que isso aconteça, a nossa Constituição da República tem de ser referendada. É por isso que digo que tem de haver um novo 25 de Abril, porque o primeiro terminou, não deu os seus frutos e Portugal está em último lugar da União Europeia. É uma vergonha. A Espanha, que vivia em ditadura, passou a democracia e ultrapassou-nos, com a agravante de cerca de 30 por cento dos portugueses quererem ser espanhóis. Eu não quero ser espanhol. Sou português e quero continuar a sê-lo.
O que gerou o 25 de Abril foi o facto de 30 por cento dos portugueses quererem ser espanhóis. É inconcebível uma revolução que cria gerações que querem ser espanholas. Passados trinta anos, as gerações paridas do 25 de Abril querem ser espanholas. Por isso, a Revolução dos Cravos foi patética e destruiu o ideal português.</u>
Os únicos verdadeiros portugueses que existem são apenas 250 mil e são os madeirenses. Sempre defendi que na Madeira devia haver um referendo, em que se perguntaria aos madeirenses em que grau de autonomia é que queriam viver. Isso é que seria a verdadeira democracia.
Quanto à FLAMA, está ultrapassada. A história não se repete nesses moldes. Essa época fechou e abriu-se outra, revolucionária, dentro dos parâmetros europeus da democracia. O que pode acontecer é, um dia, a Assembleia Legislativa da Madeira declarar unilateralmente a independência da Madeira. Contudo, isso não tem nada a ver com armas nem revolução armada, mas sim uma revolução política.

Madeira poderá
ser declarada independente


JM — Acredita que isso possa acontecer?
GD — Sim, acredito que um dia possamos declarar a independência da Madeira, se se chegar à conclusão que Portugal quer ser espanhol, como já vai acontecendo.</u>

Orçamento pode levar
à perda da independência


JM — Se esta tendência continuar, a Madeira tem de pensar nessa solução?
GD — Sim. A Madeira não quer ser espanhola e, nessa altura, será a única região portuguesa a hastear a bandeira de Portugal.</u> Isto não é surrealismo, pode acontecer, se continuarmos neste percurso.
A aprovação do Orçamento de Estado para 2007 foi o princípio da loucura. Este orçamento pode levar à perda da independência de Portugal e este tornar-se numa região autónoma espanhola a curto prazo.

País conduzido para ser
região autónoma de Espanha


JM — Este novo 25 de Abril que sugere é uma revolução entre a Madeira e o continente para defender a identidade portuguesa?
GD — Sim, é isso. A FLAMA pode nascer noutros moldes para defender mais uma vez Portugal, evitando que caia nas garras de Espanha.
Portugal já não é um país levado a sério dentro da Comunidade Europeia, porque ao ser aprovado um Orçamento como este, não é de levar a sério este país. Portugal está a ser conduzido para ser a maior região autónoma espanhola. A Madeira não quer pertencer ao reino de Espanha. Vai haver 250 mil portugueses no Atlântico à espera que um dia, daqui a alguns séculos, tornemos a ser independentes.
Portugal não tem dinheiro e a única solução que encontram é a unificação com Espanha. Há vultos da nossa literatura e da nossa economia que defendem a nossa integração em Espanha como uma região autónoma. A Madeira não aceita isso.</u>

JM — Atendendo a essa situação, este 25 de Abril anti-Espanha pode estar mais perto do que longe?
GD — Pode. Dentro de dois ou três anos, isso pode acontecer. Se Portugal continua neste sistema económico e com esta política do secretário-geral do PS, que é um homem que não tem cultura suficiente para gerir Portugal, isso pode verificar-se.
Este é um Governo anti-português, o que é grave, porque está em causa a independência nacional.</u> Mas, há uma região autónoma, que são os madeirenses, liderados por um grande português, que é o doutor Alberto João, que é contra esta política da integração de Portugal em Espanha.

«Medíocre menos»
para este Governo


JM — Atendendo a este sentimento de a Madeira não querer pactuar com o resto do país, a autonomia regional nunca estará em causa?
GD — A autonomia nunca esteve em causa. Não é por causa do eng.º José Sócrates ou qualquer outra pessoa que os madeirenses vão deixar de ser autónomos. A autonomia vem do povo.
É preciso esclarecer de uma vez por todas que a Madeira foi descoberta em 1419 e não em 1974 e que entre estas duas datas os madeirenses viveram a passar fome, a serem roubados e escravizados. Temos tido sempre Outonos e Invernos e, quando o sol começava a raiar, lançaram logo fumo. Já estamos de novo debaixo da negritude daqueles cavalheiros. O nosso problema não é o povo português, que é simpático e solidário. A questão é que sempre fomos governados por pessoas medíocres. Agora, nem chegam a medíocres. Se classificasse este Governo, atribuia-lhe um medíocre menos.</u>
JM — Esta atitude do Governo tem merecido a contestação da população, através do recurso à greve. Acredita que isso irá mudar alguma coisa?
GD — Isso não tem qualquer significado. Só teria sentido se o Governo fosse culto e democrata. Contudo, não existe democracia em Portugal, mas um sucedâneo de democracia.
Esses senhores estão convencidos que são grandes professores. O ministro das Finanças é um analfabeto e ainda não sabe que o é. As nossas universidades estão a produzir estes monstros. Mesmo assim, no meio desta palhaçada toda há bons professores, mas o sistema produz monstros, que são indivíduos iluminados. Convencem-se que são deuses e que vão salvar Portugal e transmitem isso a Portugal, mas, por detrás, andam a fazer tudo para entregar isto a Espanha.</u>

Devia haver mais 50
Albertos Joões


JM — Só mesmo uma revolução para dar a volta a este problema?
GD — O povo português tem de tomar de novo as rédeas disto. Tem de ser uma revolução feita com cabeça, tronco e membros. Não é uma revolução de armas, mas cultural. São as próprias universidades e os pensantes que ainda existem neste país que se devem revoltar contra o sistema. O doutor Alberto João é o exemplo do contra-sistema. Deveria haver mais 50 ou 60 Albertos Joões no país para dizer que tudo isto está errado e que não queremos ser espanhóis.
Há trinta anos que Portugal é mal governado. Enganam o povo, mas um dia este vai acordar. No entanto, quando isso acontecer, já não poderão contar com as Forças Armadas, porque não existem.

JM — Por isso é que tem de ser o povo a lutar?
GD — Só com um levantamento popular é que podemos correr esses vendilhões e os Vasconcelos que existem em Portugal. É preciso mandar esses senhores de vez para Madrid, só com bilhete de ida.
A única posição que ainda bate o pé contra Espanha é a Madeira. O grande problema de Portugal é a Madeira, não pelo seu tamanho, mas pela qualidade do povo madeirense. Contudo, houve exércitos de milhões de pessoas que foram absorvidos por meia-dúzia de soldados, como na Batalha de Aljubarrota.</u>

JM — Os madeirenses são uma padeira de Aljubarrota?
GD — São, sem dúvida. Estamos metidos no barco da luta pela portugalidade. O espírito de portugalidade vai resurgir ainda mais assanhado na Madeira. Cada vez seremos mais portugueses dos portugueses.</u>

Ricardo Caldeira
 
Esse discurso mete nojo[:o)]

Portugal embora seja um país autonomo tem muito a ganhar com parcerias economica com espanha e os espanhois tb tem interesse em portugal.
Normal 2 paises colados e proximos nas suas origens e somos ambos países Ibéricos.:)
 
Portugal e Espanha partilham os mesmos rios, milhares de portugueses vão a Espanha fazer turismo e outros milhares trabalham lá, tmbem existem espanhois a trabalhar cá e vem aos milhares fazer cá turismo, existem negócio conjunto. A lingua e as origens são semelhantes. Para mim Espanha é o unico país irmão.:)
 
Drumond? Apelido de algum Cubano? Empregado do Jaime Ramos?
Posta mas é um jornal a sério, que é o Diário de Notícias da Madeira e deixe-se desse pasquim que é o Jornal da Madeira! [:o)]
 
O que eu defendo mesmo é que dêem a independência aos cubanos ( MADEIRA)!!

-Paravam de chorar, ficavam com o dinheiro deles TODO para eles ( mas tb não recebiam mais nenhum, queria ver de o deles chegava)

-Ficava-mos ( CONTINENTAIS ) Sem a despesa da madeira, evitava-mos a fuga ao fisco da zona franca da madeira...


Enfim, segundo os próprios madeirenses, ficávamos todos contentes, eles independentes e nós sem os termos que aturar nem sustentar...
 
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