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citação:Originalmente colocada por J.R.
Eu não estou preocupado.
Estou com pena.
Estou com pena de um fórum onde se acha natural chamar aos outros autistas e mongoloides com todas as letras... é a vida.
citação:Originalmente colocada por J.R.
Eu não estou preocupado.
Estou com pena.
Estou com pena de um fórum onde se acha natural chamar aos outros autistas e mongoloides com todas as letras... é a vida.
Não percebi.citação:Originalmente colocada por Nthor
Mas deixa-me dizer que estás a entrar por um caminho que não te fica nada bem, as pessoas não devem esquecer comportamentos passados, e nem devem ser de alguma maneira menos leais.
Pq se o estas a tentar seguir acho que é matéria para rever a tua posição neste fórum.
Provavelmente não, mas são pessoas assim que votam nos candidatos, ou por serem uns coitadinhos que ficaram viúvos á pouco tempo ou pq o homem é do "meu partido" como se o partido lhe fosse família.citação:Originalmente colocada por mário silva
Há dias, uma senhora estava toda contente a comentar que 'afinal, a luz já só vai subir 6%!'..
Haverá maior analfabetismo que isto?
(...)
Abraço
citação:Originalmente colocada por Excalibur
Exemplo deste analfabetismo é encontrar pessoas que aceitam que os jogadores tal como proposto pela FPF fiquem isentos de pagar impostos, pela aprticipação no Mundila
Prova-se que a intoxicação de massas resulta.
Fado Futebol Fé
[8][xx(]
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris
citação:Originalmente colocada por Excalibur
Exemplo deste analfabetismo é encontrar pessoas que aceitam que os jogadores tal como proposto pela FPF fiquem isentos de pagar impostos, pela aprticipação no Mundila
Prova-se que a intoxicação de massas resulta.
Fado Futebol Fé
[8][xx(]
Favor substituir por -> Fátima![]()
Vai a primeira paginaAfinal qual é mesmo o assunto deste tópico ????????????? [8)]
Um tema actual, aliás!...[Vai a primeira pagina
Lamento.
Há bom, julguei-te mal.Mas já estou recenseada! E tive pena de não poder votar no referendo do aborto...
O Analfabeto Político
O pior analfabeto politico é o que não sabe assumir os seus erros, nem sabe o que é a política. Participa por razões que só ele conhece. Sabe o custo de vida, o preço do pão e também das marcas caras. Só não sabe que vive num mundo paralelo aos que sofrem, aos que não têm o tal pão. O analfabeto politico não é burro, faz-se e vai -se fazendo.
O Estado funciona como um polvo, dando emprego, concessionando negócios, atribuindo empreitadas (em Portugal este é o principal móbil de lobby, graças ao Pato Bravo e às grandes construtoras) e dá subsidios/redistribui riqueza.
Estas funções do Estado providência modelado pelos franceses e adoptado pelos países desenvolvidos tem por primeira consequência a corrupção (activa e passiva) e clientelismo (pressões de grupos para favorecimento económico) de que se fala.
O problema principal é que o modelo é perverso, uma vez que os principios democráticos visam evitar precisamente a existência de uma classe dominante, distribuindo o poder decisório no voto do eleitor que nomeia o decisor político.
O mecanismo é deturpado pelos partidos políticos, autenticas escolas de corrupção que mais não são que estruturas piramidais semelhantes às vendas em pirâmide, tão vilipendiadas pelo comum dos mortais.
Nas grandes cidades este movimento não é tão notório pelo ruído populacional, conhecendo-se apenas os "tubarões", geralmente ligados a gigantes autárquicos.
Contudo, na província as figuras dos presidentes de câmara e respectivas redes de presidentes de junta permitem ver com clareza a arquitectura do sistema e a forma como se auto-alimenta.
O problema é que por um lado há hábitos enraízados dos quais as pessoas nem têm consciência, e por outro, "quem tem cú tem medo" e a ameaça de desemprego ou discriminação para a arraia miúda que atenta contra o sistema é real.
No fundo, o pós-25 de Abril permitiu a revalidação do status quo do antigo regime através da "lavagem de cara", entrada em cena de novos actores que permitiram uma "reforma dourada" para os velhos fascistas que passaram a actuar na sombra, através de fachadas constituídas através de fundações, associações e outras formas subreptícias de poder sem rosto.
Pode parecer uma teoria da conspiração, mas se verificarem a maioria das famílias ricas próximas do poder polítoc do Estado Novo estão ainda hoje na mesma posição, com outro enquadramento.
E não sujam as mãos com eleições ou politiquices, têm lacaios para o assunto, emergentes sequiosos de (suposto) poder que dão a cara ao escrutínio público e especialmente da comunicação social.
E este fenómeno explica a razão pela qual o poder económico prevalece sobre o poder político - é o poder económico que dita a agenda política, através do comando dos agentes políticos e dos meios de comunicação social.
Apesar de aparentemente complexo, o funcionamento do sistema político é muito simples.
Basta conhecer os actores e a estrutura de poder.
Mas para isso é preciso estar atento e ter acesso à informação, sabendo relacionar e seleccionar para discernir no meio de tanta desinformação.
E nisso estamos tão atrasados como os outros europeus.
O nosso problema é que a dimensão do país não permite o surgimento de um maior nº de grupos económicos (em termos latos, não estou a falar de grupos empresarias em sentido estrito, mas sim de lobbys) que permitam contra-balançar a lógica do bloco central - ora vai o PSD, ora vai o PS, mas só mudam os actores, porque os decisores são sempre os mesmos.
Não escrevo por escrever, conheço bem a realidade partidária.
Resumindo, o nosso problema é de dimensão e formação. É isso que permite ao poder económico manter o actual estado de coisas.
Na Europa os lobbys são assumidos ao ponto de haver lobbyistas credenciados, em Portugal é um assunto tabu de que se fala à boca fechada, como no tempo da ditadura.
Na Europa e nos EUA as pressões do poder económico são publicamente assumidas: nos EUA há empresas assumidamente republicanas e outras assumidamente democratas, sabendo-se no entanto que financiam tanto uns como outros.
Em Portugal a lei de financiamento dos partidos é uma anedota, sendo estes o destino de muitos sacos azuis pagos pelo Estado.
Tal como no Estado novo, mas por vias diferentes.
O nosso problema é que o 25 de Abril, na sua essencia uma transição para um regime democrático, foi o passaporte da classe económica dominante para a integração europeia dos seus negócios e influencia e ainda permitiu acima de tudo o apaziguamento da população face a um Estado bafiento e desenquadrado, para o qual a geração de 60 estava perfeitamente alertada pelo Maio de 68 e pela ânsia de abertura ao exterior.
Mas na essência, o obscurantismo permanece. Com outros actores.