Manipulação Telejornal RTP???

citação:Originalmente colocada por KarmaCop213



Diz o roto ao nu. [}:)]

Deixa lá, não te incomodes com isto.. Ele ficou um bocado afectado com umas palavras de há uns tempos, sinceramente já nem me lembro ao certo do que disse, mas sabes como é, há as pessoas que ficam toda a vida a remoer no mesmo e agora enquanto não conseguir superar vai andar a perseguir-me...

O que vale é que eu cago de alto para estas cenas..

:D
 
citação:Originalmente colocada por Nthor



Geralmente só depois das coisas acontecerem...

...é que se fala delas :D.



E depois teve de ser confirmada a noticia não?


Por acaso já tinha vindo em muitos jornais.. E até na radio e TV.. Achei estranho foi só descobrirem agora..
 
citação:Originalmente colocada por mundano

citação:Originalmente colocada por KarmaCop213



Diz o roto ao nu. [}:)]

Deixa lá, não te incomodes com isto.. Ele ficou um bocado afectado com umas palavras de há uns tempos, sinceramente já nem me lembro ao certo do que disse, mas sabes como é, há as pessoas que ficam toda a vida a remoer no mesmo e agora enquanto não conseguir superar vai andar a perseguir-me...

O que vale é que eu cago de alto para estas cenas..

:D

[}:)][}:)][}:)][}:)]

assim é que é, sempre a manter o nivel, sentido de humor e fair play!

acima de tudo, fair play!
 
Não tenho a menor duvida de que existe manipulação da comunicação social!

Mas também não tenho a menor dúvida de que todos os partidos o fazem.
Cada um à sua maneira e com as 'armas' de que dispõe!

Mas o que mais me preocupa é natural subserviência da comunicação social a determinados quadrantes da actividade política.

É mal crónico!
 
citação:Jornalistas da RTP negam terem sido contactados pelo Governo
09.11.2006 - 17h30 Lusa


Os jornalistas da RTP hoje ouvidos pela Entidade Reguladora da Comunicação Social negaram ter sido contactados pelo Governo para alterar noticiários da estação como acusou o deputado do PSD Agostinho Branquinho em declarações ao jornal “Expresso” de sábado passado.

"No meu ponto de vista não fazem sentido [as acusações] e foi isso que acabei de explicar à entidade reguladora", disse o director-adjunto de Informação da RTP, José Alberto de Carvalho, à saída da audição.

O responsável explicou ter "prestado os esclarecimentos que a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) entendeu" que poderiam "ajudar a esclarecer alguns dos episódios recentes que tentam envolver a RTP num contexto de luta político-partidária ao qual a RTP é absolutamente alheia".

Sublinhando que "a verdade não tem estratégia", José Alberto de Carvalho lembrou que "na RTP trabalham jornalistas, quem faz comentários ou quem faz política situa-se noutra área e é assim que as coisas devem ser entendidas".

Também o pivot José Rodrigues dos Santos garantiu não ter tido qualquer experiência de tentativa de manipulação por parte do Governo.

Ex-director de Informação, José Rodrigues dos Santos explicou ter sido chamado "por causa da história [publicada] no Expresso", adiantando ter garantido que a situação não se passou consigo.

Segundo afirmou o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD ao semanário “Expresso”, o gabinete do primeiro-ministro contactou os responsáveis pelo alinhamento do noticiário da RTP 1 com o objectivo de alterar o "Telejornal".

"Levanto a hipótese de [isso] até acontecer com o Papa, mas comigo é que não se passou de certeza absoluta", assegurou Rodrigues dos Santos.

Judite de Sousa, que foi directora-adjunta de Informação, também negou à ERC ter sentido a pressão alegada pelo deputado social-democrata.

"Fomos convocados e aqui estamos para dizer o que se passou ou não connosco. Eu disse que não, [que] comigo não se passou", afirmou a jornalista que disse ter tomado conhecimento do caso “como qualquer leitor do Expresso de sábado". Carlos Daniel, que foi subdirector de Informação da RTP com responsabilidade sobre a redacção do Porto até Setembro, escusou-se a fazer declarações sobre a sua audição na ERC, adiantando apenas que "reitera o que já foi dito sobre o assunto". O conselho regulador da ERC ouviu ainda os jornalistas da RTP- Porto João Fernando Ramos e Hélder Silva, tendo ambos referido a sua vontade em ver o caso esclarecido.

"Nunca ouvi falar desta história e espero que o deputado [Agostinho Branquinho] coloque nomes [quando falar das acusações na entidade de regulação], porque não é aceitável que levante uma suspeita destas sobre os jornalistas da RTP e sobre a informação da RTP e depois não concretize", disse João Fernando Ramos. Segundo o jornalista "é dever moral de um deputado que foi eleito por nós e que está numa democracia concretizar, e espero que ele concretize e diga quem lhe contou esta história, com quem se passou e em que circunstâncias se passou".

Defendendo que os dois principais blocos de informação da estação pública são líderes de audiências, João Fernando Ramos lembrou que "as pessoas não são burras e sabem escolher", tendo-se congratulado por continuarem a confiar na RTP.




Agora vamos lá ver se deputado Agostinho Branquinho é homenzinho o suficiente para dar nomes as acusações ou se vai continuar neste registo de palhaçada..

Se ele sabe alguma coisa que fale e que preste esse serviço ao pais, afinal ele nem tem que ter medo porque está protegido pela imunidade politica.. Se ele agora se calar, ou se continua com este diz que disse, só tenho uma coisa a dizer: Palhaço.
 
Pacheco Pereira no Abrupto:

Para quem tem dúvidas sobre a governamentalização da RTP, o telejornal de hoje deve ser visto muito atentamente. Para quem está sempre a pedir exemplos, e a quem se está sempre a dar exemplos que depois não se quer discutir, o telejornal de hoje é um excelente exemplo. Hoje foi o dia do debate parlamentar sobre o OE. Até aos primeiros minutos tudo esteve bem: o debate foi animado e permitiu uma peça dinâmica de contraditório. Por ela se pode ver que o debate não correu muito bem ao Primeiro-Ministro, mas isso não é em si relevante, só viria a favor da síntese televisiva. O problema é o que acontece depois, mais um Momento-Chávez perfeito.

À saída. O Primeiro-Ministro é perguntado sobre declarações de Jardim, reduzidas ao estilo do som que morde ou seja, depuradas de argumentos, a favor da frase bruta. Aí a culpa é só de Jardim que se põe a jeito pelo modo como fala. Até aqui muito bem, era um facto novo e tinha sentido perguntar, naquelas entrevistas de porta de saída, o que o Primeiro-Ministro pensava. O problema é que, depois dos 15 segundos que são relevantes para a resposta, seguiu-se uma longa exposição de vários minutos, uma imensidade de televisão que desequilibra totalmente a reportagem, em que, num discurso limpo, se repetem pela enésima vez argumentos conhecidos das teses governamentais sobre o OE.

O Primeiro-Ministro acaba assim, sem nunca ter sido interrompido por uma corte de jornalistas silenciosos (pelo menos da RTP), por repetir sem contraditório o que acabara de dizer dentro da sala, reforçando nessa fala límpida tudo o que o governo queria dizer. Do ponto de vista jornalístico não há aí nada de novo, e é isso que é favorecer a propaganda do governo. O Primeiro-Ministro faz o seu papel, debita o seu spin, os jornalistas da RTP, que não o interromperam ou não reduziram a peça aos poucos segundos iniciais, é que não estão a fazer o deles.

Quando estiver em Rede este telejornal das 20 horas de hoje, vale a pena ver e que cada um julgue por si.

7 de Novembro de 2006

http://abrupto.blogspot.com/
 
Se é manipulado ou não, não sei...mas sempre foi o meu telejornal preferido independentemente do governo que estava a governar.

Agora antes de escrever isto até estava a dar um veado que entrou num supermercado lá nos states...andou lá 20 minutos dentro e depois foi-se embora...:D:D

Se não vir o telejornal da rtp vejo o da sic...o da tvi nem vale a pena...manipulado ou não é mesmo mau.[}:)]
 
citação:Originalmente colocada por Manoel

Pacheco Pereira no Abrupto:

Para quem tem dúvidas sobre a governamentalização da RTP, o telejornal de hoje deve ser visto muito atentamente. Para quem está sempre a pedir exemplos, e a quem se está sempre a dar exemplos que depois não se quer discutir, o telejornal de hoje é um excelente exemplo. Hoje foi o dia do debate parlamentar sobre o OE. Até aos primeiros minutos tudo esteve bem: o debate foi animado e permitiu uma peça dinâmica de contraditório. Por ela se pode ver que o debate não correu muito bem ao Primeiro-Ministro, mas isso não é em si relevante, só viria a favor da síntese televisiva. O problema é o que acontece depois, mais um Momento-Chávez perfeito.

À saída. O Primeiro-Ministro é perguntado sobre declarações de Jardim, reduzidas ao estilo do som que morde ou seja, depuradas de argumentos, a favor da frase bruta. Aí a culpa é só de Jardim que se põe a jeito pelo modo como fala. Até aqui muito bem, era um facto novo e tinha sentido perguntar, naquelas entrevistas de porta de saída, o que o Primeiro-Ministro pensava. O problema é que, depois dos 15 segundos que são relevantes para a resposta, seguiu-se uma longa exposição de vários minutos, uma imensidade de televisão que desequilibra totalmente a reportagem, em que, num discurso limpo, se repetem pela enésima vez argumentos conhecidos das teses governamentais sobre o OE.

O Primeiro-Ministro acaba assim, sem nunca ter sido interrompido por uma corte de jornalistas silenciosos (pelo menos da RTP), por repetir sem contraditório o que acabara de dizer dentro da sala, reforçando nessa fala límpida tudo o que o governo queria dizer. Do ponto de vista jornalístico não há aí nada de novo, e é isso que é favorecer a propaganda do governo. O Primeiro-Ministro faz o seu papel, debita o seu spin, os jornalistas da RTP, que não o interromperam ou não reduziram a peça aos poucos segundos iniciais, é que não estão a fazer o deles.

Quando estiver em Rede este telejornal das 20 horas de hoje, vale a pena ver e que cada um julgue por si.

7 de Novembro de 2006

http://abrupto.blogspot.com/
Mas já no tempo do psd a coisa funcionava da mesma maneira e eu nunca vi o Pacheco Pereira a falar disso ;).
 
Pois funcionava!

Todos os partidos, sem excepção tentaram e tentam condicionar a comunicação social.

Pacheco Pereira defende a sua dama.

Mas o que o psd fez ou deixou de fazer no passado, não legitima nem invalida, nesta matéria, o que o ps hoje está a fazer.

A comunicação social está controlada e parece que gosta! :)
 
citação:Originalmente colocada por Manoel

Pois funcionava!

Todos os partidos, sem excepção tentaram e tentam condicionar a comunicação social.

Pacheco Pereira defende a sua dama.

Mas o que o psd fez ou deixou de fazer no passado, não legitima nem invalida, nesta matéria, o que o ps hoje está a fazer.

A comunicação social está controlada e parece que gosta! :)
Sim, mas sofrem do mesmo problema que nós precisam de comer e de trabalho pago, e neste tipo de sociedade em que os conhecimentos dão o mote que se rebela não come ;).
 
epa isso ha em todo o lado, ou é o caso aznar, ou as estatisticas da guerra do governo norte americano, é bagdad a ser invadida por todo o lado e o outro a dizer que os infieis estão a arder a cada minuto que passa, os iraelitas que contam a sua versão da palestina ao mundo, etc etc..

Não é uma questão de governo, de partido, de convicção politica nem mesmo de regime. É apenas normal. As pessoas também acham que têm o direito de saber tudo e mais alguma coisa, quando isso tb não pode ser assim.

Mas enfim... não percebo o espanto de ver um governo a manipular a comunicação social...
 
Já agora, para que não haja mas interpretações do que eu disse.. Eu não duvido nada que haja algumas pressões, e mesmo que não haja, todos sabemos como a imprensa gosta de bajular quem está por cima em determinado momento, basta ver como é que o Cavaco foi tratado e como é que o Soares foi tratado nas ultimas eleições...

Mas aquela historia do deputado do PSD a mim parece-me completamente ridícula.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Manoel

Pois funcionava!

Todos os partidos, sem excepção tentaram e tentam condicionar a comunicação social.

Pacheco Pereira defende a sua dama.

Mas o que o psd fez ou deixou de fazer no passado, não legitima nem invalida, nesta matéria, o que o ps hoje está a fazer.

A comunicação social está controlada e parece que gosta! :)
Sim, mas sofrem do mesmo problema que nós precisam de comer e de trabalho pago, e neste tipo de sociedade em que os conhecimentos dão o mote que se rebela não come ;).

Pois é!... Maldita barriga. :)

Aindo ontem revi os videos com as "Conversas Vadias " do Prof. Agostinho da Silva. Dizia ele à Maria Elisa: (cito de cor)
Os três esses (S) fundamentais, minha senhora...
S - Sustento
S - Saber
S - Saúde

Há verdades imutáveis.

Mas os senhores jornalistas não precisam de comer diariamente no Tavares Rico ! ;)
 
citação:Originalmente colocada por mundano
Eu não duvido nada que haja algumas pressões, e mesmo que não haja, todos sabemos como a imprensa gosta de bajular quem está por cima em determinado momento, basta ver como é que o Cavaco foi tratado e como é que o Soares foi tratado nas ultimas eleições...

O Soares não é lá grande exemplo, não mesmo. Até parece que a imprensa o tratou mal, enfim, conversa de militante...

Eu queria ver outro político que já tivesse sido 10 anos PR, com 81 anos, já meio gaga, dizer que seria uma estupidez candidatar-se novamente à presidência e depois ir candidatar-se passando em cima de outro candidato, pregando uns discursos sem pés nem cabeça sobre a sua necessidade como PR...bem...eu queria ver o tratamento que seria dado a este homem pela imprensa...se esse homem não fosse o Soares...
 
André... Sabes perfeitamente que houve um tratamento completamente diferenciado aos dois candidatos, o Cavaco também já teve 10 anos no governo, foi um dos mais contestados de sempre, etc.. etc.. E sinceramente, vendo um e o outro a falar, não sei qual anda mais gaga..


O que eu quero dizer, é que na maioria das vezes a falta de isenção que há, é simplesmente a tendência natural dos jornalistas de estarem com quem está por cima nesse momento.. Porque se fosse um caso de governamentalização, o Cavaco nunca teria esse tratamento..
 
citação:Originalmente colocada por mundano

André... Sabes perfeitamente que houve um tratamento completamente diferenciado aos dois candidatos, o Cavaco também já teve 10 anos no governo, foi um dos mais contestados de sempre, etc.. etc.. E sinceramente, vendo um e o outro a falar, não sei qual anda mais gaga..


O que eu quero dizer, é que na maioria das vezes a falta de isenção que há, é simplesmente a tendência natural dos jornalistas de estarem com quem está por cima nesse momento.. Porque se fosse um caso de governamentalização, o Cavaco nunca teria esse tratamento..

Com licença...:)

Discordo da última frase.
A eleição de Cavaco foi o melhor que poderia ter acontecido a Sócrates. Mas sobretudo a eleição à primeira volta.
Nem Soares nem Alegre serviriam os propósitos de Sócrates como o faz Cavaco.
Sócrates pode ter muitos defeitos mas é politicamente muito hábil. Incontestável este aspecto, creio.

Logo, a eleição de Cavaco foi "governamentalizada". Com muita dissimulação, obviamente.

O que o engenheiro menos desejava era ver Alegre na segunda volta. Que dor de cabeça teria sido para a máquina partidária!

Chego a pensar que Sócrates votou Cavaco...:D
 
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