citação:Originalmente colocada por Cheires
citação:Originalmente colocada por Foliv
AS ORDENS NÃO CUSTAM DINHEIRO AO ESTADO!!!!!
Quem paga são os única e exclusivamente o membros...
AS ordens servem para REGULAMENTAR as profissões.....
Cada ordem é que determina o que define um profissional da area:
um médico, engenheiro, biólogo, enfermeiro, economista, etc, só pode assim ser chamado, se a ordem respectiva reconhecer a sua habilitação e capacidade.
A regulamentação profissional, estabelece criterios de serviço, responsabilidades, direitos e deveres, bem como prestam serviço ao cidadão comum caso tenha alguma reclamação a fazer sobre um dos seus membros, tem serviços PUNITIVOS ao membros que desrespeitem os estatutos da carreira.
Exemplos:
1º lá porque se tira um curso em engenharia não quer dizer que se possa chamar de engenheiro a essa pessoa.
estes são "somente" licenciados ou bachareis em engenharia ATÉ se inscreverem na ordem,
mas para isso acontecer o curso respectivo tem que ser reconhecido pela ordem, se não for não se podem chamar engenheiros
O reconhecimento de cursos pelas, é baseado EXCLUSIVAMENTE em critérios de QUALIDADE de formação:
Que universidade era, qual o currículo das disciplinas, a habilitação dos professores, o equipamento existente nas faculdades
...tudo isto é levado em conta para que um curso seja reconhecido, isto para evitar que cursos sejam inventados somente para dar o titulo de engº, tais como cursos de engª politica, engª administrativa.
Assim, um verdadeiro engenheiro, reconhecido pela ordem, ou qualquer outro membro da respectiva ordem, são os unicos que podem EXERCER A PROFISSÂO sobre a qual tiveram formação academica.
um licenciado em engenharia de um curso não reconhecido NÃO PODE EXERCER de acordo com o que a define, a profissão.
Um caso real, o dos homeopatas:
O que define um homeopata? o que é preciso para ser um? que tipo de formação tem que se ter? Quais os direitos e deveres de um homeopata, e que funções tem?
como sabem, a homeopatia, curandice, mediums e adivinhos, são"profissões não regulamentadas, portanto QUALQUER UM pode exerce-las sem ter que prestar provas a ninguém, basta abrir um tasco desses e começar a facturar, podem ser bons podem ser maus, podem ser aldrabões, podem ter ou não os poderes, ou podem ser vigaristas,
Nestes casos, como se distinguem os bons dos maus? a quem recorrer? Que direitos tem o cliente destes serviços??
È nesta área que intervêm as ordens:
são instituições de bem, e ao protegerem a profissão estão automaticamente a proteger quem recorre a ela.
Sem ordems ou equivalentes, as profissões ficam não regulamentadas e sem critérios mínimos de qualidade.
Quanto á unificação das mesmas, seria totalmente inútil e contra producente, pois traria somente prejuízos e complicações a quem a ela recorreria.
Cada profissão tem os seus requisitos próprios, não sendo muitos destes, compatíveis com os das outras ordens.
Não concordo em nada com aquilo que dizes, e passo a explicar porquê.
1 - Eu ando num instituto politécnico público e como tal certificado pelo estado portugues. As lincenciaturas aqui ministradas são aprovadas pelo miistério da educação, logo quando sair licenciado, porque é que ainda tenho que encher mais uns bolsos de quem não tem nada que fazer para exercer a minha profissão? Paguei as propinas.
2 - Concordo que sejam associações de profissionais a quererem defender as suas profissões, mas não se metam em autorizar ou não na assinatura de projectos, isso deveria ser regulamentado pelas entidades estatais.
3 - quando falas nos critérios minimos de qualidade, qualquer instituto politécnico ou universidade reconhecidos pelo estado estão aptos a formar engenheiros, arquitectos médicos, o que for.
Imagina que uma certa universidade de medicina não seria reconhecida pela ordem dos médicos, andou um aluno 6 anos a estudar e depois não pode atender doentes porque a universidade que frequentou não está reconhecida pela ordem. è o cúmulo.
Ainda para mais para se entrar por exemplo na ordem dos engenheiros basta apenas fazer mais um exame, e claro pagar as cotas, tendo todos os alunos sido avaliados ao longo do seu percurso académico.
Por isso e para mim este tipo de organismos são totalmente escusados, que defendam as profissões que representam, vá lá, agora meterem-se a legislar... Penso eu que apenas a Assembleia da Républica o pode fazer.
PS - O meu curso acho até que nem tem ordem, e mesmo que tivesse não me inscreveria, é Engenharia Informática.
Tu dizes e bem, que se uma UNIVERSIDADE DO ESTADO (publica portanto) já LICENCIA técnicos DEVIDAMENTE habilitados para determinada profissão, o papel da ordem seria secundário...
E quem regulamentaria a QUALIDADE do ensino particular e cooperativo ( privadas) a qualidade dos currículos, dos professores, das instalações, laboratórios, no fundo a qualidade da própria habilitação, quem faria as inspecções, quem verificaria a conformidade com os padrões de ensino???
É que o estado tem controlo sob as suas faculdades a varios niveis, mas no sector privado a sua influencia seria muito limitada.
Quem distinguiria então os bons dos maus profissionais, será que os cursos das privadas seria tão bons quanto os das publicas???
Genericamente falando e dada a estreita cooperação entre estado e ordens, a generalidade dos profissionais formados pelas publicas são reconhecidos, o contrario se passando com as privadas, e o estado a este nível não pode intervir...
Cabem então ao pares profissionais ( as ordens ) assegurar que todos os seus membros cumprem cabalmente todos os requisitos legais, de formação e de qualidade técnica para exercer a profissão, e sendo assim uma vez reconhecidos pelas ordens, todos são vistos como iguais.
Quanto á frase de denoto a BOLD, é publicado regularmente pelas ordens profissionais uma lista onde constam todas as instiuições e respectivos cursos que cumprem os criterios de qualidade e como tal de aceitação perante as ordems respectivas.
Assim, antes de se concorrer para determinado curso, deveriam consultar, e evitavam de se inscrever num curso não reconhecido.
Nem ordens,e em grande numero de casos, nem o estado pode impedir que determinado estabelecimento privado funcione ou leccione qualquer tipo de formação. Não é proibido ensinar.....
Onde se pode exercer então o controlo desses supostos profissionais é na da valiação curricular e de habilitação valida que é feito pelas ordens...
Caso contrario qualquer um de nós, com ou sem habilitação, dizia ser formador, abria um tasco e passava diplomas a quem frequentá se determinado curso.