Policia Judiciária Fecha Departamentos !?

Phoenix

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Alguém tomou conhecimemto desta intenção ?

Segundo parece numa medida economicista o ministro da tutela pretende proceder ao encerramento de directorias de Investigação Criminal.

Uma das que li, ontem, numa minuscula noticia do Correio da Manhã e á de Setubal.

Alguém ouviu esta excelente ideia para tornar a nossa investigação mais celere e eficaz com meios concentrados ?

Parece que determinadas "policias" são incomodas, e logo Setubal que é abrange uma area tão vasta.


Só podem andar loucos na posse do poder.
[xx(]



Não me digam que esta é a ideia deles de reduzir custos com a Função Publica. [8]
 
São os departamentos de Investigação Criminal de Setubal, Aveiro e Portimão [8]



A noticia de ontem

O Governo pondera a possibilidade de extinguir os Departamentos de Investigação Criminal de Setúbal, Aveiro e Portimão da Polícia Judiciária.

A medida consta de um plano de reestruturação daquela Polícia e já terá sido apresentado ao director nacional, Alípio Ribeiro. Contactado pelo Correio da Manhã, aquele responsável mostrou-se evasivo, garantindo não existir ainda nenhuma decisão tomada.

“O estudo está na fase de conclusão, é supervisionado pelo Ministério da Justiça mas ainda não há decisões”, esclareceu. No entanto, o CM sabe que os referidos departamentos, dada a sua proximidade das grandes áreas metropolitanas, estão ‘condenados’ a fundir-se nas Directorias de Lisboa, Coimbra e Faro.

Fonte da Associação Sindical daquela Polícia, ASFIC, garantiu desconhecer essa possibilidade, mas avançou que a medida nunca seria do agrado dos investigadores.




Hoje

Despesa - custos podem levar à extinção de departamentos
Governo faz contas à Polícia Judiciária

O Governo está a estudar os custos e o rendimento operacional de todos os departamentos da Polícia Judiciária a fim de proceder à reestruturação da elite da investigação criminal. A primeira parte do estudo já foi concluída e, depois de alguma polémica, manteve a Interpol e a Europol sob a alçada da PJ.

As conclusões do trabalho, que tem sido acompanhado pelo Ministério da Justiça, estão na fase final e, segundo as nossas fontes, apontam para o encerramento de alguns departamentos.

O Correio da Manhã soube que os departamentos de investigação criminal de Setúbal, Aveiro e Portimão correm o risco de fechar pela sua proximidade às grandes áreas metropolitanas. Mas o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ, Carlos Anjos, apesar de confirmar que esse será o destino de alguns departamentos, considera “prematuro avançar com qualquer conclusão”.

Segundo Carlos Anjos, o Ministério da Justiça já concluiu uma auditoria a todos os departamentos da PJ para avaliar com rigor os custos de cada um, as comarcas que serve, o número de operacionais de investigação criminal, o número de pessoal administrativo e ainda o número de inquéritos investigados.

As conclusões, diz Carlos Anjos, ainda não estão prontas.

Este estudo surge no âmbito do Plano de Reestruturação da Administração Pública, o denominado PRACE, que vai levar à fusão de diversos serviços públicos e poupança nos custos.

RAZÕES FINANCEIRAS

“À semelhança da alteração do mapa judiciário, das cadeias e dos tribunais, assim como da Administração Pública, também é pertinente um estudo sobre a PJ”, disse ao CM Carlos Anjos, que acredita que esta reforma está relacionada “com questões económicas e não com motivos operacionais”.

Qualquer decisão será depois contemplada na Lei Orgânica da PJ, que também está a ser sujeita a alterações.

A primeira parte do estudo gerou contestação quando o Governo quis retirar as ligações da Interpol e da Europol da alçada da PJ, o que não chegou a fazer.

O director nacional da Polícia Judiciária, procurador Alípio Ribeiro, contactado pelo nosso jornal, garantiu que o estudo sobre a reestruturação da PJ “está na fase de conclusão, é supervisionado pelo Ministério da Justiça”, mas, garantiu, que “ainda não há decisões”.

OPINIÕES

MARIA JOSÉ MORGADO, EX-DIRECTORA ADJUNTA

“Ainda é prematuro tecer qualquer comentário, nem sequer sei se vai haver ou não reestruturação. Se por acaso fecharem algum departamento, essa decisão estará incluída numa reestruturação em toda a PJ. Pelo que só poderei dar a minha opinião quando tiver nas mãos a lei que prevê todas as possíveis modificações.”

FERNANDO NEGRÃO, EX-DIRECTOR

“A PJ tem os seus departamentos particularmente dispersos e distribuídos em lugares estratégicos. É demasiado delicado o encerramento de qualquer unidade de investigação. As conclusões são duas. A primeira é que o País vai ficar mais desprotegido no combate ao crime grave. A segunda é que estamos numa situação de enfraquecimento da PJ.”

MARQUES VIDAL, EX-DIRECTOR

“Saí da Polícia em 1991, ainda fui autor da Lei Orgânica de 1991, por isso já lá vão 15 anos. Passado todo este tempo, as necessidades logísticas de uma Polícia de investigação criminal mudam, por isso não estou em condições para responder. De qualquer forma, se a criminalidade evoluiu as polícias têm de se adaptar.”

MOITA FLORES, EX-INSPECTOR

“É um passo atrás e é um passo grave, a não ser que a Directoria de Lisboa tenha uma competência de tal maneira poderosa que chegue a todas as áreas de Setúbal, desde Almada a Alcácer do Sal. Por outro lado, as chefias devem ser compostas por polícias, porque se são apenas para os magistrados é a destruição da Polícia.”
Sónia Simões




Realmente o pessoal da PJ deve ter mexido nalgum ninho de vespas e isso foi incomodo.
 
citação:Originalmente colocada por Phoenix

Realmente o pessoal da PJ deve ter mexido nalgum ninho de vespas e isso foi incomodo.


Tb me parece, resta saber em qual deles, é que nos últimos tempos as noticias de corrupção, trafico de influências e crimes sexuais dentro da politica tem sido tantas, que ficamos sem saber (;)) em qual ninho de vespas a P.J. mexeu.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Phoenix

Realmente o pessoal da PJ deve ter mexido nalgum ninho de vespas e isso foi incomodo.


Tb me parece, resta saber em qual deles, é que nos últimos tempos as noticias de corrupção, trafico de influências e crimes sexuais dentro da politica tem sido tantas, que ficamos sem saber (;)) em qual ninho de vespas a P.J. mexeu.


Não sejam assim. [:p]

Como Portugal está descansada quanto a determinados tipos de crimes é perfeitamente natural que estes departamentos sejam superfulos.

E também, verdade seja dita, se é para considerar "inconstituicional" e para o costumeiro "arquive-se por falta de provas", então a decisão tem o meu apoio a 1000%, nem vale a pena ter uma policia de investigação.

Assim poupam aos Agentes o embaraço de lhes chamarem incompetentes nas investigações. [8][8)] Também é costumeiro, não é verdade !!



Agora deixa-me premir este botão ......

... já está !!!

[IRONIC OFF]
 
Há uma coisa que a maioria das pessoas não sabe, é que cada Departamento de Investigação Criminal, não se dedica a um tipo só de crime, mas a vários dentro das competências da PJ.

Fechar departamentos significa menos operacionalidade, quem não se recorda dos carros parados por falta de manutenção ou combustível ou da falta de pessoal que mesmos os esparsos concursos anunciados não conseguem suprir, agora juntem a isto a ausência de meios locais (ainda que escassos) no interior do país e a colocação dessas pessoas em edifícios antiquados sem condições para suportar mais gente, agora nem sequer há salas especificas para se ouvir pessoas, imaginem depois...
 
citação:Originalmente colocada por Nthor


Há uma coisa que a maioria das pessoas não sabe, é que cada Departamento de Investigação Criminal, não se dedica a um tipo só de crime, mas a vários dentro das competências da PJ.

Fechar departamentos significa menos operacionalidade, quem não se recorda dos carros parados por falta de manutenção ou combustível ou da falta de pessoal que mesmos os esparsos concursos anunciados não conseguem suprir, agora juntem a isto a ausência de meios locais (ainda que escassos) no interior do país e a colocação dessas pessoas em edifícios antiquados sem condições para suportar mais gente, agora nem sequer há salas especificas para se ouvir pessoas, imaginem depois...


Aqui o Phoenix tem razão.

Judiciária é Funcionalismo Publico não é !?

Então já se viu onde é que eles vão arranjar formas de reduzir ... conveniente não é !!!

[8][8][8][xx(]


Se queriam manter operacionalidade evidentemente que á muitos anos investiam mais nesta força, quer em quantidade e qualidade de meios, quer em efectivos.
Assim como tem vindo a ser publico parecem existir variadissimas lacunas e graves.

Aliás isso passa tambám epla dispersão de meios (leia-se essencialmente verbas) afectos a investigação quepodiam ter sido canalizados para a PJ.
Sei lá, digo eu, não sou "Judite".
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Phoenix

Realmente o pessoal da PJ deve ter mexido nalgum ninho de vespas e isso foi incomodo.


Tb me parece, resta saber em qual deles, é que nos últimos tempos as noticias de corrupção, trafico de influências e crimes sexuais dentro da politica tem sido tantas, que ficamos sem saber (;)) em qual ninho de vespas a P.J. mexeu.

Não me espantava que o ninho de vespas fossem eles proprios[:I]
 
citação:Originalmente colocada por Excalibur

citação:Originalmente colocada por Nthor


Há uma coisa que a maioria das pessoas não sabe, é que cada Departamento de Investigação Criminal, não se dedica a um tipo só de crime, mas a vários dentro das competências da PJ.

Fechar departamentos significa menos operacionalidade, quem não se recorda dos carros parados por falta de manutenção ou combustível ou da falta de pessoal que mesmos os esparsos concursos anunciados não conseguem suprir, agora juntem a isto a ausência de meios locais (ainda que escassos) no interior do país e a colocação dessas pessoas em edifícios antiquados sem condições para suportar mais gente, agora nem sequer há salas especificas para se ouvir pessoas, imaginem depois...


Aqui o Phoenix tem razão.

Judiciária é Funcionalismo Publico não é !?

Então já se viu onde é que eles vão arranjar formas de reduzir ... conveniente não é !!!

[8][8][8][xx(]


Se queriam manter operacionalidade evidentemente que á muitos anos investiam mais nesta força, quer em quantidade e qualidade de meios, quer em efectivos.
Assim como tem vindo a ser publico parecem existir variadissimas lacunas e graves.

Aliás isso passa tambám epla dispersão de meios (leia-se essencialmente verbas) afectos a investigação quepodiam ter sido canalizados para a PJ.
Sei lá, digo eu, não sou "Judite".
Olha, e não é que tens razão? :D

Os gajos também são funcionários públicos!...

Mas, a ser assim, que ainda não sabemos, está na mesma lógica... escolas, maternidades, hospitais...

Mas, porventura, até será o melhor em termos de gestão!
 
Afinal parece quem sempre é verdade...:

"O Governo quer fechar seis delegações da Polícia Judiciária (PJ). O ministro da Justiça tem em cima da mesa uma proposta para o encerramento de todos os departamentos de investigação do Continente. Se a proposta for para a frente, apenas sobram as directorias de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.

O documento integra o programa de reestruturação central do Estado e está em fase de apreciação. Se o encerramento avançar, a Polícia Judiciária vai perder metade das estruturas de que dispõe actualmente no Continente.

Em causa, estão os departamentos de investigação de Portimão, Setúbal, Leiria, Guarda, Aveiro e Braga, que passarão a integrar as actuais directorias de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, futuras unidades territoriais, como passarão a ser chamadas.

Da proposta resulta ainda a criação de uma nova unidade territorial no Alentejo. Évora será então a cidade escolhida para acolher esta nova unidade, que vem responder à extinção do departamento de investigação de Setúbal.

No interior do País, da Guarda deverá ainda desaparecer o último departamento de investigação que verá as actuais competências serem transferidas para a nova unidade de Coimbra.

A reestruturação da PJ não passa apenas por mexidas nas estruturas físicas, a proposta prevê ainda uma drástica redução do número de directores nacionais adjuntos, que passarão de 10 para apenas dois.

Só com esta redução dos quadros superiores da PJ, a tutela deverá conseguir uma poupança em encargos e remunerações na ordem dos 576 mil euros.

Todas estas mudanças estão em aberto. Só no final do mês o ministro da Justiça deverá acolher as sugestões da directoria nacional, nesta matéria.

Contactada pela TVI, a Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal Judiciária não quer para já fazer qualquer comentário a esta eventual reforma na PJ."

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=733369
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Afinal parece quem sempre é verdade...:

"O Governo quer fechar seis delegações da Polícia Judiciária (PJ). O ministro da Justiça tem em cima da mesa uma proposta para o encerramento de todos os departamentos de investigação do Continente. Se a proposta for para a frente, apenas sobram as directorias de Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.


[8]

Estas intenções a fazer fé no que tem ocorrido nos ultimos tempo, não saõ meras intenções, devem ser já certezas.

Porque razão se desinveste na segurança, se retira capacidade de intervenção ?

Acho que é legitimio perguntar
 
Medidas de racionalidade são sempre bem vindas.

Conheço Empresas de serviços que operam em todo o País e têm uma sede e uma ou 2 bases operacionais.

A PJ pode ser um desses casos. Não vejo a PJ como polícia de intervenção, mas sim como de investigação e como tal deveria estar dotada de meios cada vez mais eficientes e que só é possível disponibilizá-los em alguns pontos do País.

Vejam os exemplos de outras polícias de investigação criminal...
 
citação:Originalmente colocada por Nero

citação:Originalmente colocada por manel666

Alguem aki k concorreu ao concurso de inspectores??

Eu inscrevi-me.

Agora vamos lá ver no que dá...

Disseram m k os exames iam ser tipo casos praticos, o que significa k é preciso andar a marrar a legislção toda.
Sabes de alguma coisa sobre isso?
 
Parece que vou rumar contra a maré, mas até concordo.

A começar pela diminuição dos directores adjuntos de 10 para 2, quanto menos melhor, ainda me lembro do mau estar que houve em alguns sítios da Pj na altura do apito dourado quando a Pj Porto fez buscas e afins em várias zonas sem avisar Lisboa.

Setúbal fica ao lado de Lisboa (sim, não sou da margem sul...), a Pj em Evora na minha modesta opinhião fica melhor localizada e serve mais gente, ok, Setúbal existe mais criminalidade, paciençia, Lisboa dá conta do recado.

A Pj não é uma policia de proximidade, não é preciso haver um departamento em cada esquina, é preciso é que tenham excelentes condições de trabalho e leis favoráveis.
 
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