Liberal
New member
Ao contrário do que tenho lido aqui, as razões deste aumento não tem a ver com a liberalização, mas precisamente com o contrário, a regulação desastrada do Estado.
Em 1998, o governo de António Guterres impões a regulação das tarifas, e o que se passou desde então é que o que pagamos pela electricidade não corresponde ao custo real, ou seja, nem sequer temos suportado os aumentos do gas natural e do petroleo. Com os aumentos destas formas de energia a regulação tornou-se insustentável, gerando um defice de 400 milhões de euros só em 2006. Na verdade o preço que pagamos (contando com a inflação) da electricidade é hoje mais barato do que 1998, apesar dos aumentos galopantes do petroleo. O que é impensável !
Este brutal aumento só vai tapar um terço desse defice, pelo que mais aumentos poderemos desde já esperar.
Qual foi então o grave problema da regulação ? O problema é que agora vamos pagar todo este defice nos próximos anos sem que nada possamos fazer. Se o mercado estivesse liberalizado e os preços não controlados pelo Estado, a energia teria um preço mais alto em 2005 e 2006 e tentariamos poupar, seriamos mais eficientes energéticamente, como aconteceu na gasolina e gasóleo, em que houve uma diminuição significativa no consumo desde finais do ano passado. Agora nada podemos fazer. Além do mais, quando há uma retracção no consumo, as empresas tendem a baixar as suas margens. Mas o que aconteceu não foi isso, o consumo aumentou e bem, impulsionado por preços irreais. E isso ajuda também a explicar uma bela fatia dos lucros obscenos da EDP.
Conclusão da historia: no próximo ano a maioria dos portugueses ao ver estes aumentos nas suas contas vão culpar a liberalização. E como tentei demonstrar, foi precisamente o contrário que sucedeu.
Em 1998, o governo de António Guterres impões a regulação das tarifas, e o que se passou desde então é que o que pagamos pela electricidade não corresponde ao custo real, ou seja, nem sequer temos suportado os aumentos do gas natural e do petroleo. Com os aumentos destas formas de energia a regulação tornou-se insustentável, gerando um defice de 400 milhões de euros só em 2006. Na verdade o preço que pagamos (contando com a inflação) da electricidade é hoje mais barato do que 1998, apesar dos aumentos galopantes do petroleo. O que é impensável !
Este brutal aumento só vai tapar um terço desse defice, pelo que mais aumentos poderemos desde já esperar.
Qual foi então o grave problema da regulação ? O problema é que agora vamos pagar todo este defice nos próximos anos sem que nada possamos fazer. Se o mercado estivesse liberalizado e os preços não controlados pelo Estado, a energia teria um preço mais alto em 2005 e 2006 e tentariamos poupar, seriamos mais eficientes energéticamente, como aconteceu na gasolina e gasóleo, em que houve uma diminuição significativa no consumo desde finais do ano passado. Agora nada podemos fazer. Além do mais, quando há uma retracção no consumo, as empresas tendem a baixar as suas margens. Mas o que aconteceu não foi isso, o consumo aumentou e bem, impulsionado por preços irreais. E isso ajuda também a explicar uma bela fatia dos lucros obscenos da EDP.
Conclusão da historia: no próximo ano a maioria dos portugueses ao ver estes aumentos nas suas contas vão culpar a liberalização. E como tentei demonstrar, foi precisamente o contrário que sucedeu.