Bem, parece que já cá se encontra em Portugal.[^]
"Apresentação nacional: Suzuki Swift Sport
Texto: Francisco Cruz; Fotos: Suzuki
Esteve para se chamar GTI - o que lhe permitiria ostentar, após 16 anos de interregno, uma designação que ganhou fama na marca (quem não se lembra do Swift GTI?) -, mas, por imposição da casa-mãe, acabou por assumir o nome de Sport. Sport de desportivo. Sport de prazer de condução. Sport de espírito irrequieto. É assim o novíssimo Suzuki Swift 1.6 VVT Sport com que o DD teve oportunidade de contactar, na apresentação nacional do modelo, entre Lisboa e Abrantes.
Concebido, a exemplo dos restantes Swift e do SX4, segundo a nova filosofia Way of Life, o Suzuki Swift Sport é, claramente, um Swift à parte, uma versão que não renega a família a que pertence, mas que também faz questão de se assumir como diferente no aspecto e nos genes – clara e assumidamente nascidos na competição e resultantes da experiência adquirida pela marca através da participação no Campeonato do Mundo de Ralis Júnior (Junior World Rally Championship – JWRC).
Utilizando estes conhecimentos, que estiveram na base da concepção do modelo, a marca nipónica juntou-lhes depois outras indicações, obtidas já numa utilização diária, no Japão (onde o Swift Sport foi lançado em Setembro de 2005), acabando por produzir uma proposta mais ao gosto dos consumidores europeus, que procura exibir um carácter verdadeiramente desportivo, de condução rápida e divertida, com um estilo tão cativante quanto agressivo, mas que, ao mesmo tempo, também procura inspirar orgulho nos seus proprietários.
Esta confiança na qualidade do produto, que leva os responsáveis da Suzuki a acreditarem na possibilidade de, mesmo tratando-se de um carro de nicho, conseguirem atingir as 10 mil unidades vendidas por ano (em Portugal, o importador prevê vender 100 por ano), acaba, no entanto, por resultar daquilo que é muitas vezes o click decisivo na compra de um automóvel: o impacto inicial.
E a verdade é que o impacto inicial do novo Suzuki Swift não é propriamente algo que rapidamente se esqueça: com uma postura larga, baixa e promissoramente estável, o Sport faz parte daquele lote de propostas que, recorrendo aos pormenores, apela aos sentidos, quer através do novo desenhos dos pára-choques (o da frente com uma enorme entrada de arte abaixo da grelha, com rede do tipo favos de mel), quer através das cativantes jantes em liga leve de 17 polegadas, quer ainda na sequência de uma traseira que, assumidamente, pretende impressionar quem vai deixando para trás – duas volumosas ponteiras de escape metalizadas, ópticas de design interior redesenhado e sobressaído, assim como spoiler traseiro a terminar o tejadilho, tudo a querer dizer «Cuidado comigo, porque eu não sou um Swift normal!».
Disponível em apenas cinco cores (vermelho supreme, azul, cinza escuro, prata e preto), todas metalizadas (e opcionais, com um custo acrescido de 234€), também no interior o Swift Sport procura manter bem presente o conceito racing, não só através de um habitáculo maioritariamente em preto, como recorrendo a uma série de soluções de inspiração desportiva – volante de aro mais grosso e em pele (mas regulável apenas em altura), com costura de linha encarnada, aplicações várias em metal, pedais em aço inoxidável e bancos género bacquet que, em preto e encarnado, oferecem excelente apoio lateral.
Relativamente ao Swift normal, continua a subsistir um bom nível de construção e de fixação dos materiais, mas também alguns plásticos menos agradáveis e de qualidade mais duvidosa, sendo que, quanto à posição de condução, o Sport oferece um posicionamento que, para roçar a perfeição, apenas necessitaria de um volante com regulação em profundidade e um assento ligeiramente mais baixo.
Relativamente ao espaço destinado aos restantes ocupantes, o Swift Sport continua a oferecer quotas de habitabilidade limitadas, em especial para as pernas dos ocupantes dos lugares traseiros, assim como uma bagageira de capacidade modesta (213 litros), ainda que passível de ser expandida até aos 495 litros, mediante o rebatimento das costas do banco de trás.
No entanto, num assumido aspirante a desportivo, mais importante do que o espaço de carga, a habitabilidade ou o conforto (muito reduzido, tal é a dureza das suspensões) é, sem dúvida, o binómio motor/ desempenho, aspecto em que o Swift Sport mostra ter garras para, como se diz na gíria, tentar apertar com a concorrência.
Disponível apenas com um bloco a gasolina de origem Suzuki com 1.586 cc e 125 cavalos de potência, além de um binário máximo de 148 Nm às 4.800 rpm (o red-line surge às 6.500 rpm), o Suzuki Swift Sport faz parte daquele lote de automóveis criados para serem conduzidos bem perto dos limites (são melhores as acelerações do que as recuperações), posição onde o motor melhor demonstra as suas capacidades, ajudado por uma caixa manual de cinco velocidades (podia ser um pouco mais rápida, apesar de agradável na utilização)… mas também onde a insonorização mais facilmente revela as suas limitações (além do motor conviver connosco lado-a-lado, é também o barulho do vento a passar que entra no habitáculo) e os consumos mais depressa confirmam o já esperado – são generosos, ainda que admissíveis até certo ponto, especialmente se levarmos em conta que este é, efectivamente, um carro para gozar.
De resto, o gozo ao volante da versão mais musculada da família Swift está também no comportamento: com um baixo centro de gravidade, o Sport agarra-se bem à estrada (embora igual ao da versão normal, o chassis sofreu alterações e foi reforçado, tal como a suspensão, aqui com amortecedores Monroe bem firmes), reage bem ao acelerador, consegue uma boa inserção da frente em curva (a direcção, com bom peso e precisão, é assistida electronicamente), revelando apenas, já na saída e caso circulemos um pouco além dos limites, uma certa tendência subviradora.
Contudo, porque os responsáveis da marca não quiseram descurar a questão da segurança, o Suzuki Swift Sport surge equipado, de série, bem equipado, incluindo, ESP com ABS, EBD e Controlo de Tracção, além de seis airbags, sistema de travagem com quatro travões de disco (os da frente ventilados) e coluna de direcção retráctil, entre outros equipamentos. Porque, já lá diz o ditado, o seguro morreu de velho."
in
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=141&id_news=246515
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Agora temos é de esperar que as revistas (mais ou menos) especializadas de automóveis façam testes e etc.
É muito bonito[B)][B)][B)]