Salão de SP: Algo aproveitável para Portugal?

citação:Originalmente colocada por JeTBoy

prisma-maxx-4g.jpg

É impressão minha ou este "Chevrolet" usa a base do Corsa-B?:(

Sim, infelizmente ! [8]
 
Eu penso que o Ecosport teria êxito na Europa (com o tablier do Euro-Fusion). Por exemplo, em Paris ou Alemanha, os MPVs e SUVs pequenos com caixa automatica e motores de gasolina son moito comums.

Eu também penso que o Celta / Prisma poderia ser a resposta de General Motors ao Dacia Logan. Com o equipamento neccesario(ABS, airbags) e motores de Opel (por exemplo, os Ecotec 1.2 ou 1.4 16v. e os diesel 1.3 CDTI) e uma marca nova(por exemplo, GEO, já usada por GM nos USA nos anos 90) poderia ser uma alternativa low-cost ao Logan ou Albea (Siena no Brasil)em Europa.
 
citação:Originalmente colocada por Grilo

citação:Originalmente colocada por samuel18

citação:Originalmente colocada por Pedrocas

citação:Originalmente colocada por Sportboy
eco-free-int-1g.jpg



Bem, mas que m***a de tablier... [:o)]


podes crer... Está mesmo uma m***da.... Até da vontade de [:o)]


Não muito diferente desse:
19.jpg

do Ford Fusion...


[:p][:p]


Não deixam de ser feios como tudo ( para mim...)...que bela bost@ [:o)][:o)][:o)]
Acho que nenhum deles faria sucesso...mas talvez o Prisma :)
Dependendo do preço ;)
 
citação:Originalmente colocada por JeTBoy
É impressão minha ou este "Chevrolet" usa a base do Corsa-B? :(

A questão das plataformas

JetBoy, a plataforma utilizada é realmente a do Corsa B, embora revista e melhorada. Mas, sinceramente, causa-me estranheza esta fixação (não estou dizendo que seja o teu caso..) que muitos portugueses têm com plataformas.

Do pouco conhecimento que eu tenho de produção automobilística, considero que aquilo que todos aqui chamam de PLATAFORMA, seria o que se pode denominar o assoalho do carro. Pois é sobre esta parte que o resto é montado - por soldagem.

Esta parte que denominaremos de plataforma, é na verdade uma chapa única estampada com todas as reentrâncias e dobras necessárias. Algumas destas dobras compoem o que podemos chamar de "longarina". Ao contrário dos carros antigos e caminhões ela não é uma peça a parte, mas o efeito causado pela dobra de uma peça plana. Exemplificando: pegue uma chapa plana de qualquer material - papelão por exemplo - e tente dobrá-lo. Fácil? Ok, agora pegue este mesmo material e primeiro faça agumas dobras (estampagem) de forma a conferi-lo um formato de U. Agora tente dobrá-lo. Ficou mais difícil, não? Pois é assim que funciona o conceito de longarina nos carros atuais. Confiram na parte de baixo ou pelo assoalho, que as dobras do assoalho no sentido longitudinal tem exatamente esta função. Esta peça que é praticamente a maior peça estampada de um carro, é fabricada em prensas denominadas de TRANSFER, as maiores já usadas na indústria automobilística.

Se alguém aqui conhece algo de estampagem, pode imaginar o quanto deve custar o conjunto prensas mais matrizes. Os tubos mais o olho da cara. Diferente de outras linhas de estampagem, não se troca as matrizes quando bem se entende, e já deu para entender porque. Isto significa uma outra linha de produção literalmente independente. Além das plataformas outras peças grandes e importantes são produzidas nestas prensas.

Em um carro atual, independente de marca ou país, o conceito usado para chassis, é o do monobloco. Tecnicamente, aqui não existe uma peça como a longarina dos caminhões e qualquer componente da carroceria é estrutural. Por isso nos carros atuais não se pode mexer com portas, colunas - transformar um carro normal em conversivel, por exemplo, sem afetar fortemente a rigidez do veículo.

Por isso, quando aparecem alguns jum*&&¨%entos aqui para dizer que o Prisma é mais frágil porque o seu "assoalho", digo plataforma é do Corsa B, ou porque o carro X fez os testes do Euroncap, etc, está simplesmente jogando água fora da bacia.

Até onde interessa para o consumidor?

A grande questão que pode sobrar de tudo que foi dito sobre plataformas, é: até onde ela interessa para o consumidor? NA MINHA OPINIÃO: muito pouco. Ela diz respeito principalmente ao fabricante.

Tomemos o caso do Prisma e de sua família. A plataforma afetará decisivamente o espaço interno, por manter fixo o entre-eixos, e alguma coisa no comportamento dinâmico, possivelmente o conforto, na medida em que a pequena distância entre-eixos possibilitará maiores oscilações longitudinais quando se trafega em alta velocidade em estradas.

A rigidez estrutural: não depende só da plataforma, mas de muitos outros componentes, por isso não a incluo neste rol. Tampouco estabilidade. Depende de elementos que não fazem parte da plataforma. No meu modo de pensar, plataforma não é um item nem sequer opcional a ser adquirido, pois as características que eu citei acima, podem ser avaliadas visualmente por outros detalhes, sem que se precise identificar a plataforma sobre a qual foi construido um determinado carro.

Cumprs.;)
 
Boa explicação.;)
A minha única estranheza residiu no facto desse Chevrolet ter assentado numa base que data de 1992 quando poderia por exemplo fazer uso da plataforma do Corsa-C de 2001 ou mesmo do novo Corsa-D, com todas as vantagens inerentes que daí tiravam.:)
 
citação:Originalmente colocada por JeTBoy

Boa explicação.;)
A minha única estranheza residiu no facto desse Chevrolet ter assentado numa base que data de 1992 quando poderia por exemplo fazer uso da plataforma do Corsa-C de 2001 ou mesmo do novo Corsa-D, com todas as vantagens inerentes que daí tiravam.:)

A escolha da Chevrolet por essa plataforma, se deve a provavelmente o fato de como ela já esta em produção a muitos anos, o seu custo é baixo, sendo assim, é possivel oferecer o carro a um preço mais baixo. Um exemplo contrário é o do Fox, que usa a base do Polo e não consegue ser competitivo no seu segmento. Além disso, a base do Corsa B ainda é utilizada em muitos outros países como México, China, etc.
 
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