O peso dos Funcionários Públicos

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

...
pese embora o façam com garra e inteligência,
...
Com a modéstia como virtude. :)
Tenho de fazer-vos essa vénia, embora, talvez mais o J.R. do que tu, por vezes a eloquência na defesa vos torne algo, sei lá, assim como que sofistas!...:D;)
Porra!
Ganda elogio[:0][8)]

“A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta" - Mário Quintana.

Eh!eh!!eh!!![8D]
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Pé Leve

...
pese embora o façam com garra e inteligência,
...
Com a modéstia como virtude. :)
Tenho de fazer-vos essa vénia, embora, talvez mais o J.R. do que tu, por vezes a eloquência na defesa vos torne algo, sei lá, assim como que sofistas!...:D;)
Porra!
Ganda elogio[:0][8)]

#8220;A modéstia é a vaidade escondida atrás da porta" - Mário Quintana.

Eh!eh!!eh!!![8D]
;)
 
Entrevista com o ex-presidente da Comissão de Revisão de Vínculos, Carreiras e Remunerações da Administração Pública, Luís Fábrica, o tal, que depois de dizer a verdade foi demitido porque, já se sabe, a verdade doi que sa farta e o país funciona assim [:p][xx(]



Correio da Manhã – No seu trabalho à frente da Comissão, o que é que o surpreendeu mais?

Luís Fábrica – Várias coisas me surpreenderam. Mas aquela que mais me impressionou foi a sensação de, ao longo destes anos todos, não se ter feito praticamente nada para evitar o rumo que se via, por antecipação, que era grave. Muito pelo contrário, a situação tinha vindo a agravar-se constantemente. Todos os indicadores que nós conseguimos encontrar demonstravam duas coisas</u>: em Portugal, a situação estava a agravar-se constantemente, enquanto nos nossos parceiros europeus mais próximos tinha-se aproveitado exactamente o mesmo período de tempo para operar reformas na Administração Pública, com resultados positivos.

– Esse período inicia-se quando?

– Em 1995. Os problemas já vinham de trás, mas a partir desse período a situação agravou-se</u>.

– E a partir de 1999 ainda entram mais de 29 mil funcionários...

– Tem sido uma progressão que até ao momento não tem parado, o que acho preocupante. E daí que a Comissão diga que a primeira e mais urgente atitude a tomar é parar</u>. Mesmo antes de se pensar em reduzir, e nas técnicas para reduzir, o número de efectivos e a despesa correspondente, é parar. De facto, nós não temos motivos para depreender que o aumento do número de efectivos corresponde proporcionalmente a uma melhoria dos serviços prestados. A Administração Pública que nós temos agora, com mais umas dezenas de milhares de funcionários, está a prestar serviços melhores do que aquela que existia há dez, 15 ou mesmo 20 anos atrás, com muito menos funcionários? O Estado ou a Administração Pública no seu conjunto aumentou a qualidade da sua prestação feita à comunidade? Ou se, pelo contrário, se traduziu num engordar da Administração Pública?

– Qual é a sua resposta a essa pergunta?

– A resposta que se pode dar, e a conclusão que os cidadãos certamente tiram, é que não vêem nenhum resultado palpável no resultados dos serviços prestados na Função Pública, minimamente proporcional ao seu crescimento.

– De quem é a culpa do engordar da Administração Pública?

– A culpa é de todos, mas em montantes variáveis. É evidente que os principais responsáveis são os sucessivos governos</u>. No fundo, não são os funcionários que se intrometem na Função Pública. Ninguém entra num cargo à força, mas antes porque alguém o deixou entrar. Realmente aqui há uma responsabilidade, de primeira linha, da parte do Governo</u>. Mas também é importante reconhecer que, cada vez que um Governo anuncia a sua preocupação com o problema e pensa adoptar estratégias reformadoras, a reacção dos sindicatos e de boa parte da opinião pública é uma reacção intensa, ou seja, os governos defrontaram-se sempre, nesta matéria, com uma resistência, às vezes bastante efectiva por parte de todos os sectores importantes da sociedade. A própria opinião pública não está suficientemente mobilizada a ponto de poder dizer: há custos que têm de ser suportados, vamos suportá-los. Há aquela ideia de que isto não é tão grave assim. Tenho a impressão que há aqui uma analogia com as dietas: há quem acredite que se beber dois copos de água, um ao almoço outro ao jantar, emagrece. Há aqueles que entendem que basta comprar roupas de tamanho superior para que o problema desapareça, há aqueles que acham que não estão gordos. Ou seja, há estratégias de fuga ao problema semelhante às estratégias de fuga à dieta. Agora, as pessoas têm de entender que aqueles que prometem uma dieta que se pode fazer de forma instantânea, sem dor e sem custos, são charlatães.

– Para este aumento de funcionários parar, o que é preciso fazer?

– Parar é o mais fácil, mas implica ter uma perspectiva muito clara de quais são as áreas onde, efectivamente, é necessário admitir mais gente, que as há. É preciso dizer que há zonas na Administração Pública carenciadas. Porque a estratégia de contenção sendo, em muitos casos, uniforme, acaba por afectar, em termos idênticos, áreas da Administração onde realmente há um excesso de recursos e áreas onde esses recursos faltam.

– A Comissão identificou essas áreas?

– A Comissão identificou, em traços largos, as áreas onde esse problema se verifica com mais acuidade. Quando nós dizemos que a Saúde e a Educação merecem uma atenção especial, isso quer dizer que há áreas na Educação e na Saúde que merecem uma atenção prioritária por parte do poder político. Mas isso não significa que não exista dentro da Educação e da Saúde áreas onde o problema é exactamente o inverso. Portanto, quando se vem dizer que a Comissão disse que não se devia ter admitido tanto pessoal auxiliar e administrativo na Educação e agora vamos ver que a escola A ou B tem problemas de auxiliares, temos de ter em conta que nós falamos em grandes números e não em situações demasiado específicas.

– Qual é o número óptimo de funcionários?

– Não sei. Vivemos num nevoeiro estatístico</u>. Uma das coisas que me surpreendeu desagradavelmente foi que eu pensava que no momento em que tomasse posse, cairiam sobre mim um monte de dados estatísticos. Isso não aconteceu. Pelo contrário, o que aconteceu foi a necessidade, sentida desde o primeiro dia, de a Comissão, pelos seus próprios meios, andar a buscar os dados que entendia necessários. Houve uma grande insuficiência dentro da própria Administração. Houve pedidos a demasiados departamentos que não foram respondidos</u>. E, portanto, há aqui variáveis que deviam ter sido eliminadas e não foram porque, ou o Governo não tem os dados, ou os dados não apareceram em tempo útil. Por exemplo, já o relatório tinha sido entregue quando o Governo anuncia a base de dados da Administração Pública. Ou seja, nós trabalhamos sem estes dados muito importantes.

– Está a dizer que há uma espécie de código de silêncio para manter esse sistema que engorda a Função Pública?

– Não posso fazer afirmações genéricas, mas vou dar um exemplo: nós dirigimos inquéritos aos serviços e esses inquéritos tiveram respostas muito limitadas.

– A imagem que fica da Administração Pública não é muito positiva...

– Os trabalhadores da Função Pública são entre os 700 mil e os 800 mil. Há aqui muita gente. Encontrámos pessoas extremamente dedicadas e que se queixam da incompreensão que existe para com o seu trabalho. E, noutros casos, encontrámos o oposto. Tal como no sector privado, nós encontramos bons trabalhadores, com brio e que cumprem as suas funções. E encontramos os outros. Ora, o que acontece é que há, no sector privado, formas mais eficazes de reacção contra estes desvios. Estes meios de reacção é que, no sector privado, não são os ideais mas são melhores do que na Função Pública. É muito fácil que os maus exemplos se contagiem. Se o trabalhador vê que o seu esforço não é reconhecido, que o colega ao lado não trabalha adequadamente e têm um percurso de carreira e remuneratório exactamente idêntico, tem de concordar que é humano que, ao fim de algum tempo, o seu interesse comece a desvanecer-se.

– Esse é o principal problema?

– É um dos problemas. A Administração Pública tem um grave problema nos níveis cimeiros da direcção</u>. E que não tem vindo a melhorar. Quando se fala na parti- darização da Administração Pública, é importante referir que os malefícios dessa partidarização não se reflectem nos níveis intermédios, mas nos lugares superiores.

– Qual seria o número ideal de funcionários públicos?

– Primeiro temos de saber o que é que queremos que a Administração Pública preste à sociedade. E, só depois, saber quais os recursos a utilizar e os locais onde há gente a mais e a menos. Mas isto, na verdade, nunca existiu. A Administração Pública foi existindo porque sim.



Esperemos que o mundano não tenha (mais) um ataque cardíaco.

Se bem que o mais provável é, para variar, evitar os factos indesejáveis e fazer de conta de que não vê :D

Ah, Pé Leve, 'tá descansadito...o governo já não vai, provavelmente, efectuar a grande reforma da administração pública prometida neste mandato.

Anda já um zumzum entre os membros da comissão do PRACE a circular, um Secretário de Estado já veio para o DN dizer que vinha aí a presidência europeia e tal, não dava muito jeito, ora a presidência acaba no fim de 2007, está-se em 2008, a ano e pouco das eleições e voilá já se sabe...
 
E agora, com algum tempo, chegou a hora de desmistificar uma das maiores falácias que o amigo eu, sempre que pode, espalha por este tipo de tópicos.

A relação do PIB com a despesa na administração pública e a eterna questão do porquê de comparando Portugal e Espanha, cá a despesa representar quase 15% do PIB e em Espanha andar à volta dos 10/11%.

Diz-nos categoricamente o eu, que o problema em relação a este aspecto é que o PIB português é muito baixo e como tal, é normal que a despesa pública represente mais cá do que lá.

Diz-nos o eu que o problema é que o sector privado não conseguiu criar riqueza, daí que o PIB tenha crescido pouco.

O grande problema do eu é que ao analisarmos os números (por exemplo em: http://www.min-financas.pt/inf_geral/Relatorio_diagnostico_CRSCR.pdf) verificamos coisas engraçadas que ele esquece sempre de mencionar...

Como por exemplo o facto de na década de 90 quando o PIB cresceu a um ritmo tão elevado como o espanhol a despesa pública no PIB (que aumentava bastante) ter...aumentado a um ritmo MUITO MAIS ELEVADO ao passo que em Espanha o aumento da despesa pública era menor do que o crescimento, isto para crescimentos praticamente iguais dos 2 países [:p]

Exemplificando para os que só chegam lá pelo concreto.

Em 1995, a despesa pública representava 12,9% do PIB. Em 2000, após 5 anos de alto crescimento económico (em média acima dos 3%) representava...14,2%!

No mesmo período, a Espanha e praticamente todos os países dos 15, mantinham a despesa pública face ao PIB ou mesmo diminuiam-na</u>.

Não podemos falar aqui de insuficiência do aumento de riqueza do sector privado. Até 2001, o país cresceu bastante. O certo é que a despesa pública cresceu...mais que o país crescia.

O eu tem relativa razão quando fala nos últimos anos. Obviamente que o fraco crescimento económico desde 2001 começou a agravar a situação.

Agora só falta o eu, demagogicamente, vir dizer que a culpa continua nesses anos a ser do sector privado, que devia ter crescido muito mais do que cresceu :D[:p]

Tudo isto porque a despesa pública é sagrada para o amigo eu. O país tinha que por tinha sustentar o crescimento da despesa pública. O problema não é o Estado consumir o que consume, o problema é o privado não conseguir permitir ao Estado consumir isso ou...ainda mais [}:)]

A verdade é que o problema deste país é que quando o mesmo crescia 3,4 e 5% a despesa pública crescia a 13% ao ano sabem...

...a má vida que se levou na década de 90, nomeadamente, na 2ª metade onde se andou em total contra-ciclo</u> em relação ao que se fazia na Europa, particularmente em Espanha...levou a isto mas há gente que não quer ver as coisas...nem os números que demonstram a coisa [:p]

Pois é...caput...lá se foi o grande argumento do eu, na eterna discussão da FP [}:)]

Aconselho a que leiam o relatório da comissão. Está incompleto, podia estar melhor, mas é o retrato mais real que existe sobre a administração pública e a sua história recente [:p]
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

Eu penso sim nos desfavorecidos, naqueles que muito trabalham e ao fim de 30 anos de casa, são despedidos com uma miséria...
E fazes bem em pensar. Só te fica bem. :)

Claro que nenhum desses é FP... [8)]
 
citação:Originalmente colocada por André
...Ah, Pé Leve, 'tá descansadito...o governo já não vai, provavelmente, efectuar a grande reforma da administração pública prometida neste mandato...
Eu estou, até porque a minha carreira está num patamar de importância à parte do geral!...

Mas, devo dizer-te, acho que, e a ser imprescindível que se mexa na dita "odiosa FP", o Governo deveria ir em frente com as reformas na administração pública e começar, desde já, com a reformulação de todos os contratos datados de há, pelo menos, 25 anos a esta parte, mas cingindo-se apenas aos contratos daqueles que entraram:

- por nomeação política;
- após terem sido avençados;
- após terem sido requisitados de serviços diferentes dos serviços públicos;
- como supranumerários;
- sem terem entregue certificados de habilitações, ou profissionais, nacionais reconhecidos;
- como tarefeiros e progrediram depois;
- após terem simplesmente entregue o impresso de inscrição como único processo que antecedeu a posse...

E, de um modo geral, todos os que entraram por cunha!

Quando o sistema for capaz de ter a dignidade de fazer isto que referi, com os pontos todos nos "iii's", então aceito pacificamente a reforma na função pública!;)

Ah, entretanto reduzam-se a números honestos os cargos políticos (ministros, secretários de estado, acessores...), resumindo-se a menos de metade os ministros e a cerca de um terço os deputados e outros "apensos" que temos de pagar que gravitam no mundo da política, viajam nas comitivas para todo o lado e não fazem a ponta de um corno!...
 
Caro André,

Vejo que ficaste perturbado pelos meus posts. Acalma-te... se leres aquilo que eu escrevo e não aquilo que tu pensas/imaginas/anseias/especulas que eu escrevi, facilmente concluis que as nossas opiniões convergem mais do que divergem...

Quanto ao PIB, só disse uma coisa óbvia: qualquer despesa em função do PIB parece demasiado elevada quando comparada com Países com um PIB superior.

E relativamente à culpa ser dos privados, lê com atenção! Na minha opinião a culpa não é bem dos privados que existem, é dos privados que não existem mas deviam existir! E este relatório de Davos veio reforçar esta ideia...

Vê lá se percebes de uma vez por todas e te deixas destes posts ressabiados
 
citação:Originalmente colocada por eu

Caro André,

Vejo que ficaste perturbado pelos meus posts. Acalma-te... se leres aquilo que eu escrevo e não aquilo que tu pensas/imaginas/anseias/especulas que eu escrevi, facilmente concluis que as nossas opiniões convergem mais do que divergem...

Quanto ao PIB, só disse uma coisa óbvia: qualquer despesa em função do PIB parece demasiado elevada quando comparada com Países com um PIB superior.

E relativamente à culpa ser dos privados, lê com atenção! Na minha opinião a culpa não é bem dos privados que existem, é dos privados que não existem mas deviam existir! E este relatório de Davos veio reforçar esta ideia...</u>
Vê lá se percebes de uma vez por todas e te deixas destes posts ressabiados
ISTO É PARA RIR OU CHORAR???????
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por eu

Caro André,

Vejo que ficaste perturbado pelos meus posts. Acalma-te... se leres aquilo que eu escrevo e não aquilo que tu pensas/imaginas/anseias/especulas que eu escrevi, facilmente concluis que as nossas opiniões convergem mais do que divergem...

Quanto ao PIB, só disse uma coisa óbvia: qualquer despesa em função do PIB parece demasiado elevada quando comparada com Países com um PIB superior.

E relativamente à culpa ser dos privados, lê com atenção! Na minha opinião a culpa não é bem dos privados que existem, é dos privados que não existem mas deviam existir! E este relatório de Davos veio reforçar esta ideia...</u>
Vê lá se percebes de uma vez por todas e te deixas destes posts ressabiados
ISTO É PARA RIR OU CHORAR???????


Depende, se te sentes atacado pelas conclusões obvias do relatório ou se pelo contrario vês surgir uma luz ao fundo por causa dele.

Esta coisa de basear decisões politicas em boatos, pode ser bom ao principio, mas invariavelmente acabam descobertas.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por André
...Ah, Pé Leve, 'tá descansadito...o governo já não vai, provavelmente, efectuar a grande reforma da administração pública prometida neste mandato...
Eu estou, até porque a minha carreira está num patamar de importância à parte do geral!...

Mas, devo dizer-te, acho que, e a ser imprescindível que se mexa na dita "odiosa FP", o Governo deveria ir em frente com as reformas na administração pública e começar, desde já, com a reformulação de todos os contratos datados de há, pelo menos, 25 anos a esta parte, mas cingindo-se apenas aos contratos daqueles que entraram:

- por nomeação política;
- após terem sido avençados;
- após terem sido requisitados de serviços diferentes dos serviços públicos;
- como supranumerários;
- sem terem entregue certificados de habilitações, ou profissionais, nacionais reconhecidos;
- como tarefeiros e progrediram depois;
- após terem simplesmente entregue o impresso de inscrição como único processo que antecedeu a posse...

E, de um modo geral, todos os que entraram por cunha!

Quando o sistema for capaz de ter a dignidade de fazer isto que referi, com os pontos todos nos "iii's", então aceito pacificamente a reforma na função pública!;)

Ah, entretanto reduzam-se a números honestos os cargos políticos (ministros, secretários de estado, acessores...), resumindo-se a menos de metade os ministros e a cerca de um terço os deputados e outros "apensos" que temos de pagar que gravitam no mundo da política, viajam nas comitivas para todo o lado e não fazem a ponta de um corno!...

Mas PéLeve, estas medidas resolvem alguma coisa?

Quem é que nos diz que um concurso de provimento não está feito para meia dúzia de sobrinhos?

Eu já fui júri em concursos e sei que é fácil "arranjar" a acta dos critérios de avaliação...

Tenho que concordar com os nossos "inimigos" JR, Carlos L e André... Pura demagogia.

Isto não tem saída... É o salve-se quem puder...
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm
...Mas PéLeve, estas medidas resolvem alguma coisa?

Quem é que nos diz que um concurso de provimento não está feito para meia dúzia de sobrinhos?

Eu já fui júri em concursos e sei que é fácil "arranjar" a acta dos critérios de avaliação...

Tenho que concordar com os nossos "inimigos" JR, Carlos L e André... Pura demagogia.

Isto não tem saída... É o salve-se quem puder...
Mas, mas, mas... Passaste-te para o "inimigo"?...:D:D:D

Eu sei que essas medidas não resolvem porque, de facto, não são exequíveis! Exequíveis são outras, cegas, que irão abranger todos, sem distinção, independentemente da forma de acesso inicial!

Epá, se têm de começar a "reorganizar" que o façam pelo menos com um mínimo de decência e dêem-se ao trabalho de irem ver quem entrou de que forma...

Todos os sistemas de selecção (em concursos públicos) feitos por e para pessoas têm falhas! Mas é preferível que hajam sistemas de selecção a cunhas, sobretudo se pelo menos parte das provas for feita de forma anónima (com atribuição de um número de código, como aconteceu comigo)...;)

Depois ainda, e ainda mais "radical" (já que querem mexer a sério...), era chamar de volta ao serviço todos os funcionários públicos que se reformaram até aos 55 anos de há 5 anos até agora!

Mas, já sei, já sei que isso não é possível legalmente, embora, de certa forma, fosse justo!...
 
citação:Originalmente colocada por J.R.
ISTO É PARA RIR OU CHORAR???????
Infelizmente, caro J.R., é para chorar...[xx(]

Precisamos com urgência de mais empreendedores neste País com a capacidade de inovar, trazer valor acrescentado aos produtos e serviços e competir com as empresas estrangeiras.

Ou agora, só para me contrariar, ainda começam a defender que não precisamos de mais empresários?:D
 
citação:Originalmente colocada por eu

citação:Originalmente colocada por J.R.
ISTO É PARA RIR OU CHORAR???????
Infelizmente, caro J.R., é para chorar...[xx(]

Precisamos com urgência de mais empreendedores neste País com a capacidade de inovar, trazer valor acrescentado aos produtos e serviços e competir com as empresas estrangeiras.

Ou agora, só para me contrariar, ainda começam a defender que não precisamos de mais empresários?:D
Que o Nthor confunde artigos de opinião de uma sub-directora impreparada... Normal[8D].
Agora tu teres-te ficado amarrado a isso... é que já é estranho[:0].

Eu CONTINUO com o D.N, J.Negócio e D.E. do dia 27 de Setembro à minha frente[:p]. Capisce??

E gostava muito que voçês LESSEM[8D].

P.S. E volto a responder-te da mesma forma à "ausência de empreendedores". Continuas fechado a terem que ser Nacionais. Não têm que o ser. E não aparecem. Pq????? Ler o DAVOS talvez fizesse bem. Principalmente a ti.
Aos outros ainda só peço que leiam o que citam nos seus próprios posts.
 
PéLeve

Absolutamente de acordo nas "selecções"....
Pq um FP não é o mesmo que um trabalhador da privada.
Não tem Patrão.
Logo tem tudo que ser muito mais rigoroso.
Mas para isso o Estado tem que ser... exíguo e só fazer o que é estritamente necessário[8D].
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

PéLeve

Absolutamente de acordo nas "selecções"....
Pq um FP não é o mesmo que um trabalhador da privada.
Não tem Patrão.
Logo tem tudo que ser muito mais rigoroso.
Mas para isso o Estado tem que ser... exíguo e só fazer o que é estritamente necessário[8D].
Ora nem mais! Selecções rigorosas tornam o processo muito mais fiável e transparente, embora eu as defenda também para o sector privado onde os critérios são diversos!...;)

Bem, mas agora reparo, tu disseste "um FP não é o mesmo que um trabalhador da privada.
Não tem Patrão.
Logo tem tudo de ser mais rigoroso."

:(:(:(:(:(

Bem, afinal sempre há diferenças, que, na sua génese, contariam esta aproximação dos dois "sistemas"!...:D

Ah, e gostei da letra maiúscula na palavra "Patrão"... sintomático...[:p][:p];)
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Ora nem mais! Selecções rigorosas tornam o processo muito mais fiável e transparente, embora eu as defenda também para o sector privado onde os critérios são diversos!...;)
No privado cada um sabe de si, sejam patrões ou acionistas.
Problema deles.
citação:
Bem, mas agora reparo, tu disseste "um FP não é o mesmo que um trabalhador da privada.
Não tem Patrão.
Logo tem tudo de ser mais rigoroso."

:(:(:(:(:(

Bem, afinal sempre há diferenças, que, na sua génese, contariam esta aproximação dos dois "sistemas"!...:D
Claro que há diferenças.
Sempre se disse isso.
Mas as diferenças devem ser poucas.
E claras pq... não pode haver despedimentos (não tens patrão).
Logo onde deverá ser feita a DIFERENÇA???
No ordenado para os melhores trabalharem na FP;).
Não numa "confusão gigantesca de regulamentos e decretos e de Estatutos..... impenetrável.
Como agora o "Estatuto do Pessoal Dirigente" CONSAGRA que qd alguém termina o exercício de um cargo dirigente tem DIREITO A UMA PROMOÇÃO[:0][:0] o que os exclui do congelamento de carreiras. (DN de hoje)

E isto é sempre assim.... há sempre qq coisa que distorçe.

citação:Ah, e gostei da letra maiúscula na palavra "Patrão"... sintomático...[:p][:p];)
De quê??:D.
 
Como em tudo na vida existem os bons e os maus, e os maus e mal amados deste País são os FP.

Venham daí as pedras e os paus, as criticas e as inverdades, a demagogia e cegueira.

Não discuto se existem muitos, poucos ou excessivos.

Não discuto de são bons, sofriveis ou maus profissionais, seja na publica ou privada, há de tudo.

Meus senhores agora vos garanto uma coisa. Somos os unicos que fazem os descontos certos das obrigações sociais, não falha nem um cêntimo ( não temos telhados de vidro;))

Somos os unicos a quem não se pode apontar nada neste sentido, pois somos cumpridores e contribuidos para uma sociedade mais equilibrada.

Se todos e estou a referir-me aos empresários e ou empresas pagassem todas as suas contribuições devidas e não houvesse tanta divida ás finanças e á segurança social, podem ter a certeza que neste momento não existiam bodes espiatórios.

Em 2004 a receita de IVA e IRS no País, teve como maior contribuinte o Alentejo:(:(:(:( ( quando lá passo só vejo paisagem e por sinal muito bonita na Primavera e Outono ) e o ultimo lugar de colecta de impostos foi o grande Porto.

O Vale do Ave possui o maior numero de Ferraris por m2 da Europa e um das maiores concentrações do Mundo. ( São de funcionários das autarquias locais [8][8] )

Em média no ano passado, fecharam 2 empresas na zona, mas os luxos perduram por lá.

Nunca se compraram em Portugal tantos jipes topo de gama , como nos ultimos anos, principalmente por gente ligada á agricultura ( deve ser para lavrar os campos [8][8] )

A corrida aos montes alentejanos, tem sido um farta vilanagem por gente que pede empréstimos para modernização de uma linha de montagem e essas aplicações nunca são fiscalizadas, mas são muito bem aplicadas, como no caso relatado.

Os empresários que diáriamente se deslocam aos serviços juridicos dos bancos, montados em carros topos de gama, e aperaltados em fatos de centenas senão milhares de €€€€, a "chorar" que não podem continuar a pagar as dividas, porque simplesmente a empresa não dá lucro.

Dar dá, mas é para o luxo do próprio e dos acólitos, ou então nem sequer se preocupa com a modernização da empresa, sim porque tem de estar sempre á frente do que o mercado procura, mas para isso é necessário investimento e para investir, investe em luxos, o resto que se F#d@.

O grande problema dos empresários em Portugal, é que qualquer investimento, ao fim de um ano ou menos, tem de ter lucro.
Em Espanha a média de retorno para um investimento é de cerca de 3 anos e em frança, cerca de 5 anos.

Não sejam lambões[xx(]

Depois temos os empresários/ empreendedores, como por exemplo a TENSAI,( poderia nomear muitas outras empresas de sucesso nacional e internacional</u> ) que teve visão de mercado e fez propecção de mercado, e reparou por exemplo que em determinado País a moda eram os electrodomésticos de cor e sem sair de Portugal e com ampliação das instalações, faz os ditos porque tem mercado. Precisava de por no mercado electrodomésticos com outra voltagem, e estão no mercado. Material com uma maior e mais rápida capacidade de congelação e estão no mercado.
Abriu a porta a novos colaboradores, pois as encomendas são em maior nº do que o esperado. Estão a pagar acima do valor de mercado.

Neste momento já tem a capacidade de fabrico "comprometida" até Fevereiro de 2007.

E muitos e bons exemplos há no nosso Portugal, mas infelizmente de empresários/oportunistas tambem Portugal está bem carregado e recheado.

Existe um ditado popular que diz:

A corda parte sempre pelo lado do mais fraco.

Posso ser "fraco", mas a minha opinião e maneira, certa ou errada de ver a situação, ninguem ma retira nem faz com que mude de opinião.

Quando visualizar idoniedade e igualdade, nas obrigações sociais, reverei a minha postura;)
 
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

Meus senhores agora vos garanto uma coisa. Somos os unicos que fazem os descontos certos das obrigações sociais, não falha nem um cêntimo ( não temos telhados de vidro;))
Há falha falha...
Então na ADSE falha imenso[:p].
Para o ano falhará menos:D
citação:
Somos os unicos a quem não se pode apontar nada neste sentido, pois somos cumpridores e contribuidos para uma sociedade mais equilibrada.
Primeiro: Não são os unícos.
Segundo não são contribuintes. Deveriam ser reguladores e prestadores de serviços "imprivatizáveis".
Agora são um PESO.
E nada como a atribuição de subsídios, pelos FP e estado, para criar a necessiadade de mais FP para fiscalizar a atribuição, aplicação, os resultados..... e criar uma Sociedade Civil Empresarial amorfa, doente e DEPENDENTE.


citação:
Posso ser "fraco", mas a minha opinião e maneira, certa ou errada de ver a situação, ninguem ma retira nem faz com que mude de opinião.
uma profissão de fé...
citação:
Quando visualizar idoniedade e igualdade, nas obrigações sociais, reverei a minha postura
e um Hino à IMOBILIDADE e a colocar-me na fila para ser.... o último a mudar[}:)].

Já estava a fazer falta uma lufada de MOFO FP, tão bem sulinhada com n casos a vulso em tudo o que dizes e tão bem rematada:D[^];).
 
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