citação:Originalmente colocada por Pé Leve
Errado, de novo, mais uma vez...[citação:Originalmente colocada por André
...Pé Leve, escusas de te desculpar, já sei que este é provavelmente um caso único e muito raro...][
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Infelizmente esse não é, repito, não é um caso raro na função pública! Sempre tenho dito isso e repito-o, pois a mim não me falta flexibilidade para reconhecer que, de facto, há muita coisa a funcionar mal![][
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O que me distingue, na opinião e apresentação de ideias críticas, de vós neste campo é que eu reconheço que na FP há demasiadas falhas...
De resto deixa-me repetir-te que, em sentido lato, há dois (/três) tipos de funcionários públicos:
- Os que entraram pela simples entrega do impresso de inscrição, e;
- Os que entraram como eu, concorrendo a nível nacional, com vários milhares de candidatos (provas que duraram mais de um ano, curso, estágio, comissão de serviço, formação técnica especializada permanente, mudança de área e formação adequada, progressão, concurso para chefias a nível nacional com a 17ª melhor nota inicial em 450 candidatos, aprovação, curso de um ano, posse com 35 anos que constituiu record absoluto desde sempre e a nível nacional na categoria, tudo sem ficar a dever nada a filho de mãe nenhum...).
Há diferenças, meu caro, muitas diferenças cuja indiferença de apreço em alguns dos vossos comentários demonstra algum desconhecimento ou, quiçá, alguma ingratidão social!
Um dia destes conto-te que vida levo...
Essa conversa é gira. A sério que é.
Simplesmente o ponto que eu quis demonstrar é este:
Aquela junta não está a funcionar melhor, apesar de ter todas as condições físicas e materiais para o fazer.
E o mesmo se aplica aos milhões que o Estado tem gasto em admitir funcionários, em aumentar os existentes, em renovar fisicamente os serviços, em comprar maquinaria informática.
Ou nós EXIGIMOS dos funcionários, ou muda o raio da certeza do emprego para toda a vida que só propicia a que a maioria não faça nenhum porque não tem necessidade de o fazer, ou nós instituimos um sistema de avaliação externo aos serviços, ou nós instituimos concorrência interna, ou o Estado muda a sua forma orgânica de funcionar, ou reduz a sua burocracia, ou simplifica a sua maneira de funcionar...ou o Estado muda as suas regras de funcionamento...ou...
...de nada serve andarmos a despejar milhões nos serviços, esperando que por milagre eles comecem a funcionar bem.
A reforma da FP só é cara no que diz respeito ao ter que pagar as indeminizações aos milhares de trabalhadores que não necessita e a pagar as avaliações externas.
De resto é muito barato reformar a FP. Baratíssimo até. É só mudar as regras do jogo. Mudar a constituição não custa dinheiro. Alterar o vosso estatuto, também não. Diminuir a burocracia também não. Simplificar os procedimentos, muito menos. Tudo isto não custa dinheiro.
Custa...votos e popularidade [
E isto a ti não te passa pela cabeça, porque na tua cabeça vocês são uns explorados, ainda talvez, pelo grande capital.
Tu defendes é que se aumentem mais os ordenados e as "condições", porque assim o pessoal fica mais motivado e pronto lá muito no fim da lista de prioridades, também achas que se deve mudar o esquema de funcionamento e exigir mais de todos, funcionários e chefes...
Veja-se o que essa fórmula magnífica nos deu. Veja-se o que é a FP.
Nota: Não tomes a tua situação pessoal (como chegaste, nomeadamente) como geral na FP. Sabes bem, que não o é