O peso dos Funcionários Públicos

Uma questão somente.

Eu preumo que tinha colocado aqui um post pelas 16.30 mas não está por cá.
Existiu alguma falha ou foi do meu PC ?

Agradeço a quem me possa escalarecer.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.
...Não compliques.

Este indice limita-se a indicar-nos a desigualdade da distribuição de renda.
Só. Mais nada.

Meteste colherada... ;)
Não nos dá nada do que se produz vs o que se recebe.
E se achaste que sim num primeiro momento... a lista ordenada dos países devia-te ter tocado o alarme[:p].
Estudaste economia? Eu também, mas um de nós está um bocado esquecido e olha que não sou eu...[:p]

Vai lá rever o conceito de renda e depois conjuga-o com o índice![:p][:p][:p]

Os índices (...) não se "limitam" apenas a si próprios (mas como redutor de ideias de ti só podia...), mas a serem interpretados em conjugação com outros factores! A leitura economica é isso mesmo!...[8D]

Mas não é disso sequer que se está a falar, mas sim num relatório cujas conclusões, apesar de serem uma (muito boa) interpretação de um jornalista, são fulminantes para tudo o que tu defendes em termos de identificação de problemas e das respectivas soluções para este país...;)
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por André

(...)Depois, lá aparece o Nthor, que, às vezes, ainda consegue fugir à tentação de dizer que isto tudo é uma grande conspiração desses seres extra-terrestres, os políticos, que querem subjugar o povo pobre e humilde que se farta de trabalhar.

A falta de argumentos credíveis recorres a este tipo de linguagem.

Não sei que idade tens, mas devias ter mais cuidado com o que escreves sobre as outras pessoas, é que os tribunais podem funcionar mal, mas ainda funcionam e todos temos direito ao nosso bom nome.

Nthor, o André está na brincadeira... E o que ele afirmou não configura o crime de difamação.
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por André

(...)Depois, lá aparece o Nthor, que, às vezes, ainda consegue fugir à tentação de dizer que isto tudo é uma grande conspiração desses seres extra-terrestres, os políticos, que querem subjugar o povo pobre e humilde que se farta de trabalhar.

A falta de argumentos credíveis recorres a este tipo de linguagem.

Não sei que idade tens, mas devias ter mais cuidado com o que escreves sobre as outras pessoas, é que os tribunais podem funcionar mal, mas ainda funcionam e todos temos direito ao nosso bom nome.

Nthor, o André está na brincadeira... E o que ele afirmou não configura o crime de difamação.
Sim, de facto!

Calma Nthor!;)
 
citação:Originalmente colocada por Phoenix

Uma questão somente.

Eu preumo que tinha colocado aqui um post pelas 16.30 mas não está por cá.
Existiu alguma falha ou foi do meu PC ?

Agradeço a quem me possa escalarecer.
Não faço ideia, pois não estive cá a essa hora!
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por Phoenix

Uma questão somente.

Eu preumo que tinha colocado aqui um post pelas 16.30 mas não está por cá.
Existiu alguma falha ou foi do meu PC ?

Agradeço a quem me possa escalarecer.
Não faço ideia, pois não estive cá a essa hora!

OK.
Vou ver se reponho os que havia colocado.

Obrigado
 
Novamente

É interessante ter um olhar diverso do costumeiro olhar sobre o "Já Sabes Quem", é que embora não haja consenso e na generalidade os FP paguem as favas, existem ainda assim umas vozes que se levantam no meio da multidão e falam em contra corrente.

Vejamos.



Que a culpa não morra solteira


Octávio Teixeira
Economista
No discurso de tomada de posse, o novo Presidente da República entendeu deixar alguns desafios "cruciais para abrir caminhos consistentes de progresso".

Realço o do "atraso competitivo" da economia portuguesa. Concordo que aumento da competitividade no âmbito dos produtos transaccionáveis é factor essencial para o desenvolvimento.

Tal como estou de acordo com as declarações do PR de que a baixa produtividade resulta do facto de que "o trabalho é pouco eficiente e, na maioria dos casos, não é por culpa dos trabalhadores" (sim dos empresários e gestores) e a de que "tentar preservar a competitividade à custa de salários baixos é uma estratégia sem futuro".

Mas lendo estas declarações do Presidente da República, ocorre-me dizer: "Bem prega frei Tomás"#133;

Sendo diversas as razões em que assenta a baixa competitividade da nossa economia, um facto há que não pode ser escamoteado: a persistente apreciação da taxa de câmbio efectiva registada no nosso país pela aposta que foi feita no sentido de colocar Portugal no "pelotão da frente" da união monetária e da moeda única.

Aposta voluntarista e economicamente irresponsável, porque não foram tidas em conta as diferenças existentes na estrutura produtiva, nas taxas de crescimento e de inflação, os efeitos dos choques externos assimétricos, etc.

Ora, o principal e primeiro responsável por essa aposta foi o então primeiro-ministro Cavaco Silva, que sobrevalorizou a convergência nominal e olvidou a convergência real da economia.

Resultado: nos últimos dez anos a apreciação foi de 16%, com as consequentes perdas de competitividade e de quotas nos mercados externos e doméstico.

Os benefícios decorrentes da baixa das taxas de juro foram passageiros (e induziram o endividamento exagerado das famílias e empresas bem como o boom especulativo no imobiliário).

Mas os custos da perda de competitividade persistem e prolongar-se-ão por muito tempo, e deles recuperar será difícil e prolongado.

Para compensar aquela perda de competitividade anual e promover alguma tímida melhoria relativa, a produtividade terá de aumentar na ordem dos 2,5 a 3% ao ano.

E se se quiser travar o crescimento do desemprego, então o PIB terá de crescer pelo menos 3,5% ao ano.

Difícil com empresários que tendo o potencial financeiro necessário (vejam-se as recentes operações financeiras em torno da GALP, PT e BPI), mostram aversão ao investimento produtivo gerador de nova riqueza.

Pelo que temo que no futuro próximo regressemos a frei Tomás e que a "autêntica cooperação estratégica" do PR com o Governo venha a ser a de promover a competitividade à custa dos salários baixos, alargados agora a toda a economia.


Embora sendo uma estratégia sem futuro e fortemente penalizadora dos trabalhadores, os que não têm culpa.
http://dn.sapo.pt/2006/03/20/economia/que_a_culpa_morra_solteira.html




"Portugal tem economistas a mais e empresários a menos"


"Promovam a vocação empresarial junto dos economistas." Foi este o desafio deixado por José Roquette à Ordem dos Economistas, na quarta-feira passada, num encontro promovido por aquela organização em que o empresário foi a figura convidada para falar sobre ética empresarial. Porque "Portugal tem hoje economistas a mais e empresários a menos", afirmou.

Considerando que era um desafio pesado aquele que deixava ao bastonário da Ordem dos Economistas, Murteira Nabo, Roquette sublinhou: "Até porque não é nada fácil ser empresário. Os riscos são grandes e o primeiro falhanço ainda é muito penoso e marcante. Mas esta é a sede própria para se promover a formação de uma nova classe empresarial portuguesa, já que não existe a Ordem dos Empresários. Esta poderia ser uma das funções da CEP (Confederação Empresarial de Portugal), mas esse projecto está em banho maria."(ver Nota)

Na opinião do empresário e ex-dirigente do Sporting, "se quisermos deixar o ónus da culpa do que corre mal no País para a classe política não vamos a lado nenhum e Portugal não terá hipóteses de percorrer um bom caminho". "A única forma de a economia portuguesa crescer é criando-se investimento sustentado. Neste aspecto, o Estado dever ser árbitro e não jogador. Cabe aos empresários assumirem o seu papel de geradores de crescimento sustentado. Portugal tem falta de projectos sustentáveis e que percorram várias legislaturas", realçou.

Roquette chamou ainda a atenção da classe empresarial e política para a necessidade de se definirem estratégias de afirmação do País no exterior. "Não podemos competir em todos os sectores. Isso está fora de questão. É preciso fazer opções e definir uma estratégia. Portugal tem um grande défice estratégico. Mas, também nesta matéria, a sociedade civil tem uma altíssima responsabilidade.""

Segundo o empresário, há ainda um outro problema que a classe empresarial portuguesa terá de resolver: o da sua imagem. "Os empresários portugueses têm a imagem dos promotores de desemprego, evasores fiscais, poluidores, entre outras coisas. Têm uma má imagem."A solução para este problema, diz, é a ética empresarial.

"Há uma questão cultural que é geradora da diferença qualitativa. E é essa questão que tem de ser mudada pela classe empresarial. Se assim não for, nem que o Estado triplique o número de fiscais do fisco se resolve o problema da fuga aos impostos e da economia paralela."

Os empresários portugueses devem perceber que "a ética compensa. Até porque hoje já não há empresa que não seja socialmente responsável que não seja penalizada. A ética nos negócios é o caminho para garantir o crescimento sustentado dos resultados".

Neste campo da ética empresarial considerou como um grande exemplo em Portugal a EDP, empresa de que foi administrador até há cerca de um mês. "Tem um código de ética exemplar. E do ponto de vista da sua execução é igualmente exemplar."
http://dn.sapo.pt/2006/05/02/economia/portugal_economistas_a_mais_e_empres.html




ANTONIO FERNANDES AMARAL, espanha/frança
10.06.2006
Presidente, o TRABALHO que vem V.Exa exercendo por Portugal faz-me pensar que podera existir uma luz ao fundo do túnel. Fui obrigado a emigrar no ano 1999 portanto, no período do início da crise económica, política e principalmente de virtudes, pois os empresários portugueses continuam a ser curtos de ideias. Senhor Presidente como muito bem sabe aquando da entrada de Portugal na CEE o País estava no mesmo nível de atraso dos nossos vizinhos. As vias estruturantes foram muito bem feitas, pensei, Portugal vai Para Frente.Qual o meu espanto no ano 98 começámos a cair. Não por culpa sómente das decisões politicas tomadas a partir de 98, mas as maiores culpas têm os empresários e continuam a ter. Sou quadro superior num dos maiores grupos mundiais do seu sector e sei do que falo, pois muito recentemente quis fazer uma joint-venture com uma empresa portuguesa e o que encontrei os novos velhos do Restelo... PARABÉNS SENHOR PRESIDENTE E FORÇA PARA CONTINUAR A REMAR CONTRA OS NOVOS VELHOS DO RESTELO
http://www.presidencia.pt/diadeportugal/?id_categoria=6&id_item=109




Acácio Mendes, director do Hotel D. João III, Leiria

“Estragou-se muito dinheiro em formação”

O sector hoteleiro enfrenta um grande problema que passa pela dificuldade em encontrar mão-de-obra. Uma situação que para Acácio Mendes, director do D. João III, em Leiria, tem vários culpados, entre os quais os próprios empresários. Para este responsável, é preciso apostar forte na qualificação, mas evitar os erros do passado, visto que já se “estragou muito dinheiro em formação”

JORNAL DE LEIRIA (JL) - Passados os jogos do Euro em Leiria, ganhou aquilo que estava à espera?
Acácio Mendes (AM) – No início a fasquia foi colocada muito alta e estávamos à espera que o evento fosse mais prolongado, o que levaria a que tivéssemos uma taxa de ocupação muito boa durante mais tempo. Contudo, acabou por ser bastante positivo, com uma ocupação muito boa. Até ao final do Euro, as coisas vão depender um pouco das equipas que passarem à final. Com a Espanha a ir embora, é um prejuízo muito grande, porque são famílias inteiras que deixam de vir.

JL – Espanha acaba por ser o mercado com mais potencial?
AM – Sim, porque vêm famílias inteiras. São turistas mais pacíficos, visitam mais coisas, não gastam tanto dinheiro em cerveja mas gastam noutras coisas. É diferente do que virem só homens. Os adeptos de futebol chegam, vêem o jogo e vão embora.

JL - Pensa que os principais benefícios para a região ainda estão para vir?
AM – Sim. Tivemos receitas directas e imediatas, mas o mais importante será a promoção que foi feita do País. As pessoas com quem falei, de diversas nacionalidades, ficaram encantadas com Portugal. Nenhuma campanha teria o retorno que poderá ter a promoção que está a ser feita com o Euro.

JL - Como comenta o facto de muitos estabelecimentos comerciais terem estado fechados no dia do primeiro jogo do Euro em Leiria?
AM – Quando há um evento grande, os portugueses começam por dizer mal. Depois transportam esse pessimismo para outras coisas e são sempre do contra. Por exemplo, no fim-de-semana da Páscoa todos os museus estão fechados. Diz-se que o futuro de Portugal passa pelo turismo, mas com mentalidades assim não passará com certeza. Por isso não me admira que as lojas tenham estado fechadas. Havia lojas abertas em Leiria no dia de Páscoa. Tenho dúvidas que tenham vendido. No dia do jogo não abriram. Seria medo? Não sei, mas acho grave não aproveitarem estas oportunidades.

JL - Há quem defenda que o turismo poderá ser um dos motores da recuperação da economia nacional. Acredita que sim?
AM – Acredito, porque não vejo outra alternativa. Em termos industriais, com a ameaça da China, cada vez vai ser mais difícil vingarmos. A agricultura é o que é, já que somos um País de minifúndio. A saída terá que ser nos serviços, e isso passa sempre pelo turismo. Mas tem que haver uma grande aposta na formação, área onde há uma grande lacuna. Não há pessoas para trabalhar na hotelaria, por culpa dos empresários e do Governo. Até aqui estragou-se muito dinheiro em formação. Recorde-se o início do famoso Fundo Social Europeu. Mas os empresários também têm culpa no facto de não haver pessoas para trabalhar na hotelaria porque nem sempre respeitam a lei, causando nas pessoas a imagem de que este trabalho é uma escravidão.

JL - Na era da globalização, acredita que é possível a uma unidade hoteleira sobreviver por si só?
AM – Não. Será cada vez mais difícil fazê-lo. Nós fazemos parte da Best Western, a maior cadeia hoteleira mundial a que se adere voluntariamente. Cada hotel tem o seu proprietário, mas a central de reservas e o marketing é comum a todos. Não há outra solução. Um hotel que fique à espera que os clientes lá vão parar terá cada vez mais dificuldades porque as cadeias franchisadas estão a crescer e vão abafar os outros.

JL – Nunca equacionaram a venda do hotel?
AM – Nos negócios nunca se pode dizer que não se vende. Tudo tem o seu preço. Mas nunca foi uma prioridade. É óbvio que se chegar cá um ‘Abramovich’ e oferecer muitos milhões....(risos). Não há nada que não se venda.

Percurso
Acácio Mendes cresceu no hotel e acabou por cursar gestão hoteleira. Antes de terminar os estudos trabalhou na unidade, passando por várias secções. É à família que dedica a maior parte do seu tempo livre. Gosta de “tudo o que tenha motor e rodas”, joga voleibol e, sempre que pode, gosta de fazer férias na neve.

Raquel de Sousa Silva

http://www.jornaldeleiria.pt/index.php?article=2358&visual=1








Temos um denominador comum - Responsabilização dos empresários e outros agentes ligados á economia e ao sector produtivo deste pais.

Vem meus caros, de encontro ao que aqui já mencionei, culpas repartidas por Empresários e Estado.

Não andem a reboque, sejam dinâmicos e exijam ao estado que vos acompanhe, com legislação adequada, com justiça condizente, com qualidade nos serviços centrais e locais (esta sera a parte do estado para o vosso investimento).

Deixem de ser lamechas e como já o disse, tirem o dinheirinho debaixo colchão e invistam (sim quando se semeia e se é bom agricultor colhem-se os frutos, direi, os LUCROS) em algo que torne notório o nosso pais, não dependam de leis de excepção de proteccionismo e de subsidios, não esperem que o estado FALIDO invista, para que vós por arrasto já entrem em terreno desbravado.

Arrisquem porra, sejam dinâmicos. Esta será a vossa parte no nosso crescimento.





Sobre essas questões iberistas, que amiude nos entram porta dentro, por causa de um Prós & Contras ou uma qualquer sondagem de um Expresso, ou outro Jornal dito de referência, vale a pena lêr:




Novos Discursos Negreiros e Iberistas



Em Fevereiro de 2004, o semanário português Expresso promoveu uma discussão pública sobre a questão ibérica, colocando o problema nos seguintes termos: Portugal tem ou não futuro como um país soberano? Ou está condenado a transformar-se numa província espanhola ?.

O motivo directo desta questão foi venda por empresários portugueses de grandes empresas e bancos a empresários espanhóis. Alguns dois deles vieram público afirmar que o país não tinha futuro, só restando vendê-lo ao melhor preço e foi isso que fizeram na parte que lhes tocava.

É neste contexto que alguns iberistas portugueses ( e espanhóis) aparecem a divulgar as suas teses. Uma delas foi logo destacada na edição do dia 14 de Fevereiro do Expresso, em duas versões. Uma resumida e a que impressa, e a outra completa mais completa que apareceu apenas na versão on-line do jornal, a que publicamos.

"Defendo a Unificação"

"Em resposta ao desafio proposto pelo Expresso, jornal que sempre li e leio, devo começar por vos dizer que sou uma pessoa com 60 anos de idade e que já trabalhei fora e dentro do país desde os meus 20 anos. Devo dizer que sempre admirei o povo e dirigentes Espanhóis. Sei do que falo, porque desde há 20 anos que moro mesmo ao "lado" de Espanha, onde ia e ainda vou as minhas compras fazer; pois embora eles sempre tenham tido e continuam a ter ordenados superiores aos nossos, os preços dos produtos sempre foram mais baratos, apesar da guerra Espanhola, que Portugal não passou.

É preciso não esquecer que os Espanhóis ganham muito mais que nós, mas tem os produtos mais baratos, para não falar de melhores vias de comunicação (estradas, auto-estradas, etc..)

Os políticos e gestores Portugueses ganham muito mais que os gestores estrangeiros (basta comparar os ordenados do primeiro ministro português e o primeiro ministro espanhol), no entanto a grande maioria do povo Português está na miséria e os os reformados nem vale a pena falar; somos considerados o Brasil Europeu.

A minha filosofia de vida é que cada um poderia e deveria estar onde conseguisse um bom nível e qualidade de vida, através do seu trabalho. Eu infelizmente nasci em Portugal e por motivos vários não pude ir para Espanha, mas hoje sinto-me terrivelmente arrependida e frustada, tanto por mim, como pela minha família.

Deve ser feita a unificação e na minha opinião, Portugal não tem mais razão de existir. Existiria apenas a Península Ibérica, una e indivísivel. Sou da opinião que mais tarde ou mais cedo isso irá acontecer. Talvez daqui a 100, ou 200 anos?

A nossa desgraça foi em 1640 os Filipes não terem conseguido unificar Portugal e Espanha. Com o que tenho trabalhado, hoje em dia teria a qualidade de vida que mereço. Logo à nascença fica-se estigmatizado, tanto para o bem, como para o mal, de acordo com o local de nascimento e depois o local de vivência e durante toda a vida até à morte."

Maria Célia Dias Costa Reis Jorge Santos. Cidade da Guarda (Expresso on-line, 22:29 13 Fevereiro 2004
).

Breve Análise:

O texto da Maria Santos reflecte num tom perturbado as ideias típicas de um iberista, nomeadamente na reafirmação dos seguintes conceitos:

1. Racismo. O simples facto de alguém nascer em Portugal condena-o desde logo a uma vida miserável e destituída de sentido, daí a sua afirmação: "à nascença fica-se estigmatizado". Os portugueses estão condenados a serem um povo inferior incapaz de melhorarem as suas condições de vida. De nada serve também trabalharem ou lutarem contra as adversidades.

2.Impotência. Apesar da felicidade morar no outro lado da fronteira, o iberista não tem forças para a transpor e aí se radicar, mudando de nacionalidade. Esta falta de energia, acaba por o condenar a ele e à sua descendência a vegetar e a carpir o seu negro destino.

3.Exclusão. A suprema condenação existencial do iberista está no seu limitado consumo, não tem tudo aquilo que um espanhol possui e ainda por cima a um preço muito mais em conta.

5.Auto-aniquilação. Estigmatizado, impotente perante o seu próprio destino, o iberista acaba por só ter um desejo: extinguir a fonte de todos os males: a sua nacionalidade. Ele não admite que alguém possa sentir bem identificando-se como português. O iberista só admite este reconhecimento a dois tipos de portugueses: a) os políticos incompetentes e corruptos, quando se colocam ao serviço dos interesses espanhóis; b) os que como António Champalimau ou Vaz Guedes se manifestam orgulhosos venderem as empresas e os bancos portugueses aos espanhóis, desprezando desta forma o esforço de gerações e gerações de portugueses que os ajudaram a criar o que depois desbarataram (1).

Neste contexto, a única coisa que um português pode fazer por estes iberistas é muito pouco, até porque eles próprios se sentem mal na sua pele. Eles carregam a marca da sua origem, a infâmia e o desprezo do país. Vivem o drama de um negro com vergonha de o ser, sentido intimamente que só a morte o libertará do drama da sua existência. O problemas dos iberistas é desta forma de natureza psicanalítica.

.

Nota 1 : Antes de morrer, em 2004, António Champalimau, deixou parte da sua fortuna para a criação de uma Fundação dedicada a apoiar a investigação na área da saúde.

..



Políticos e Empresários com Mentalidade de Antigos Negreiros

Nos primeiros meses de 2004, o jornal Expresso, procurou fazer depender as decisões sobre Portugal das intenções de alguns do seus empresários. O comum dos cidadãos é desta forma subtilmente afastado da discussão e 14 milhões de seres humanos (10 residentes em Portugal e 4 no estrangeiro) são deste modo tratados como meras mercadorias. O futuro de Portugal é desta forma reduzido a um assunto de negociantes. Quanto vale Portugal? Quanto vale um português? Com quem será preferível fazer o negócio, como a Espanha ou os EUA? Ou haverá outro potencial interessado no negócio? .
Ninguém parece ter percebido a infâmia que este tipo de discursos comporta, pois eles negam a todo e a qualquer português a dignidade que merece qualquer ser humano.

É curioso que dois dos três empresários motivaram esta iniciativa do Expresso - António Champalimau e José Manuel de Mello -, tenham sido particularmente favorecidos pela ditadura salazarista. O terceiro- Vaz Guedes - é o herdeiro de uma empresa ( Somague ) que se expandiu à custa de obras públicas promovidas pela ditadura. Não consta que nenhum deles alguma vez se tenha incomodado com a ausência de liberdade em Portugal ou com a desenfreada exploração de milhões de pessoas em Portugal, Angola, Moçambique e em outras colónias onde possuíam negócios protegidos pela ditadura.

É natural que existam em Portugal pessoas que não querem ser portugueses. Estão no seu direito, mas devem então mudar de país e nacionalidade. O que o país não pode ter é no Estado políticos (ministros, deputados,etc) e funcionários públicos que tenham idêntica opção. Tem sido com alguma perplexidade que o comum dos portugueses, tem assistido nos últimos anos a ministros abrirem as portas a interesses especulativos dos espanhóis, e uma vez saídos do governo, ficam ao seu serviço das suas empresas como administradores. É inconcebível que na Assembleia da República, existam deputados que num total desprezo pela memória colectiva dos portugueses, e os crimes que foram cometidos contra a sua humanidade, afirmem, por exemplo, que o etnocído de Olivença seja uma coisa do passado.

Sejamos claros: A expiação de um sentimento de culpa colectivo, não pode justificar estas situações. É tempo dos políticos e funcionários iberistas e negreiros serem compulsivamente afastados do Estado português, porque não servem a comunidade que fazem parte, nem respeitam os seus mais elementares direitos e sentimentos. Não será tempo também de afastar os que pululam pelas empresas públicas?

CF




Bem hajam e desculpem a extensão do post

Edit
Nota - Será que o "Banho de Maria" se prende com o facto de lobbies e interesses não terem interesse em que haja um efectivo apoio a projectos novos, de empresários novos com ideias novas ?
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

Eu acho incrivel 12 paginas a dizer o mesmo.

citação:O que eu acho mal é em Portugal todo o FP achar que é um herói.
Se perguntares o mesmo aos empresários, por exemplo, vais ver as respostas...

citação:Empregados para a vida, enfrentam adversidades e tudo com a 4 classe. Espectaculo....uns verdadeiros herois......
Mais uma generalização com base no desconhecimento... Típico!...[:p][:p][:p]

Quem é que te disse que na FP tem tudo a 4ª classe?...

citação:Enquanto for essa mentalidade estamos mal. Eu a ir para FP é para ser o melhor. Não e para ter o status de heroi na sociedade.
Bem, então vê lá se não faz sentido: Enquanto for essa mentalidade estamos mal. Eu a ir para privada, ou ser empresário, é para ser o melhor. Não é para ter o status de herói na sociedade. E acrescentaria, é para aplicar bem os subsídios, declarar ao fisco e tentar ser o melhor na minha área produtiva...[:p][:p][:p]

citação:Mas um dia a FP ha-de melhorar em Portugal e ter como objectivo servir os cidadãos e nao o bem estar próprio à custa da pobreza dos outros.

Cóf, cóf:D:D
Desculpa lá a sinceridade, mas é precisamente esse sentimento sobranceiro e quase monárquico sobre a plebe função pública que vos fica mal...

A função pública não tem lá escravos de ninguém e não "sub-serve" ninguém. A função pública tem funcionários servidores do Estado, do bem público, com responsabilidades acrescidas face aos demais funcionários, da privada, entenda-se, e com uma algo exagerada desproporcionalidade de deveres face aos direitos de que ainda usufrui!

De acordo com o princípio da igualdade os deveres, entre público e privado, deveriam ser idênticos, mas os direitos também. O que se assiste é a um ataque intelectual e socialmente "raivoso" à função pública, quiçá a roçar a cobiça, alguma inveja, que se reflecte nas palavras ostensivamente agressivas e numa vã tentativa de diminuição dos empregados do sector Estado, que, vê-se bem, mais parecem almejar o desiderato do transformismo da função pública em tapete, ou escarradouro público...

Errado e intelectualmente, digamos, menos claro...

Reitero, mas já sei que não vão "entender", que na função pública há três tipos de entradas:

- As de nomeação política;

- As dos "amigos" (...) por preenchimento do impresso de inscrição entregue ao nojento do senhor cunha, processo típico dos tempos da "outra senhora" e até há, digamos, 20, 15 anos a esta parte, e, finalmente;

- As dos que não conhecendo ninguém concorrem a concursos exigentes com muitos milhares de candidatos e onde são aprovados algumas dezenas, sendo escolhidos...

Muitos dos que chumbam nesses concursos vêm, depois, rassabiados, "morder na função pública". Outros, valorosos mas humildes, e entendendo que, afinal, só não entraram na "odiosa função pública" por mero, azar (que também conta nas coisas da vida), pois valor não lhes faltava, recordam com graça mais essa peripécia das suas vidas...

Meus caros, a função pública vale o que vale, mas não vale mais do que é, assim bem como a iniciativa privada, o conjunto dos nossos empresários, vale o que vale, nem mais nem menos! Embora devesse valer, no seu conjunto, note-se, muito, mas muito mais!...

Agora, conclusão após conclusão, relatório após relatório, constatação após constatação a verdade, que é como o azeite (...), sublinha a fraca qualidade da nossa classe empresarial e, não olvidemos, dos nossos políticos que, quando não estão no poleiro de "servidores públicos", trabalham para ela...

Daí muitas das conclusões e medidas enquanto são poder!...

No meio disto tudo, apanhando com a incompetência dos demais está, sabem quem?... A função pública, claro está...[8]
 
citação:Originalmente colocada por CLIO_thoris

Sobre alegações de privilégios

Apesar de ser um assunto recorrente e, eventualmente, enfadonho, não posso deixar de manifestar a minha repulsa pelos comentários grosseiros, sistemáticos e, frequentemente injustos, relativamente aos funcionários públicos, criticados por todos quantos não o são, mas que, provavelmente, já tentaram entrar para a Função Pública.
Sou professor há quase 32 anos, carregando três estigmas que gente menos bem formada, infelizmente muita, rotula pessoas na minha situação: 1º - sou “retornado” de Moçambique, donde parti em Agosto de 1976; 2º- sou funcionário público ; 3º- sou professor! Um mal nunca vem só…
Aceito sem rodeios que muitos serviços públicos são péssimos; aceito que existam funcionários a mais para as necessidades do país ; aceito que se critique, com maior ou menor contundência o que está, de facto, errado; aceito que sejam dadas sugestões que contribuam para melhorar a malfadada Administração Pública ; aceito ainda que as críticas venham de pessoas com conhecimento de causa, sem que se generalize a incompetência, o laxismo, o “deixa-andar” , os privilégios e quejandos. Porque é falso!
O meu falecido pai, em Moçambique, trabalhou na “nobre” Privada e, posteriormente, passou para a Função Pública. Onde terminou os seus dias. Se fosse vivo, receberia 320 euros de Reforma. A minha mãe, como viúva, recebe 50% dessa “excelente” reforma, recebe 160 euros por mês. Paga (pago) 800 euros mensais para estar num Lar de idosos, pois, infelizmente, não a posso ter em casa, dado que me seria necessário ter uma empregada a tempo inteiro, face à doença física e à degeneração mental que a acompanha. Não pode nunca estar sozinha.
Para poder ter uma pequena formação superior (Bacharelato), tive que ser eu a pagar, na medida em que a Faculdade ficava a 1200 Kms da cidade onde vivia e os meus pais…com voz embargada, depois de eu ter dispensado dos antigos “exames de aptidão à universidade”, me terem dito, a custo…que eu saberia que não lhes era possível pagarem-me os estudos. Era verdade, eu tinha consciência do “chorudo” vencimento do meu pai, na Função Pública. A minha mãe, sempre frágil e doente, era doméstica. Mas fui. “Esgravatei”, bati a muitas portas, mas arranjei empregos e completei a formação já referida. Sim, fui aquilo a que hoje se chama “trabalhador estudante”, mas esse estatuto, na altura, não existia.
Em 10 de Setembro de 1973 comecei a trabalhar, no liceu onde estudara, e até hoje nunca larguei o ensino. Significa que , em Setembro próximo, completarei 32 anos de serviço. Ininterrupto. Sou do Quadro de uma Escola, tenho a vida estabilizada, dois filhos casados e um que transitou agora para o 12º ano. Trabalhamos ambos, eu e a minha mulher, desde o casamento, que já leva décadas: eu sou funcionário público, ela é da privada! Conheço muito bem os dois sistemas, pois na família trabalham, praticamente todos, na Privada. E não vou entrar em comparações de vencimentos, pois não me assiste o direito de divulgar o que os outros ganham, as regalias que têm, os privilégios de que usufruem, as “benesses” que recebem, etc, etc, etc. Isto para desmascarar os detractores da Função Pública, que ressumam ódio…e revelam à saciedade a sua ignorância, a ausência de sustentabilidade nas acusações balofas, um azedume injustificável pelos “párias do Estado”. Mas reflictam: quando vão a uma consulta médica privada, alguém protesta com o atraso de horas na consulta?? Quando vão a um dentista privado, quem se atreve a protestar com o mau humor do estomatologista/odontologista ou cirurgião-dentita, ou os que mais há nesta actividade ?? Quem pede contas ao canalizador sobre a não passagem de recibo…nos ditos “biscates” a que todos, ou quase, recorrem ?? Quem critica aqui o absentismo dos “pequenos patrões” que se comprometem a fazer uma obra de empreitada em 4 meses e leva doze meses a concluí-la…porque o pedreiro não apareceu, o electricista foi com o filho ao médico, o ajudante não sei de quê teve que ir às Finanças, enfim, um rol interminável de incompetências, de justificações inventadas…para conseguirem fazer várias obras ao mesmo tempo e ganhar num mês o que, honestamente, se ganha num ano?? E na maior parte dos casos… com descaradas fugas ao fisco!! Quem critica os técnicos de electrónica, das empresas privadas, que se comprometem a reparar um aparelho de um dia para o outro e, passadas duas semanas, ainda nem lhe tocaram?? Quem critica o mau humor e a frequente falta de educação de tantos e tantas empregados/recepcionistas de empresas privadas, que, por serem da Privada…não são alvos de crítica?? Onde estão os livros de Reclamações, em imensas privadas…que, quando solicitados, nos dizem: “Neste momento não é possível, acabou ontem, estamos à espera que o patrão traga outro hoje ou amanhã”…. Bom, não vou exemplificar mais, pois, em todos os sectores de actividade, há queixas, há razões substantivas para se criticar, mas….como não é Função Pública, não vale a pena!! Os “malandros”, esses sim, estão todos no “Estado”. E, na verdade, alguns estão. Mas não todos.
Produtividade: mas a Função Pública existe para dar lucro?? Os hospitais existem para dar lucro?? As escolas existem para dar lucro?? Os tribunais existem para dar lucro?? As autarquias existem para dar lucro?? As Finanças existem para dar lucro?? O Serviço Público é tendencialmente barato, existe para servir todos os cidadãos do país, e , necessariamente, não tem que dar lucro! Sim, tem e deve ser mais funcional, mais eficiente. O que é diferente.
Empresas Públicas: não é o mesmo que Função Pública, mas a generalidade dos “empregados da privada” confunde. E dou o exemplo da Caixa Geral de Depósitos: todos os bancos portugueses juntos não tinham capacidade para comprar a CGD. Funciona, dá imenso lucro ao Estado. É uma “empresa”, tem que dar lucro!! Assim como a TAP deveria dar, e outras empresas públicas também, Não são Função Pública, são “empresas”.
Peso dos Funcionários: 700 mil funcionários é muito! Aceito, mas a culpa não reside nos funcionários, reside em quem os coloca!! Todos os governos, de todas as cores políticas, são altamente responsáveis pela “obesidade” da Administração Pública. Todos. Exemplo: em anos de eleições, verifique-se o “crescendo” de funcionários nos ministérios, nos Institutos Públicos e, particularmente, nas Autarquias, onde o voto é necessário para se vencer uma Câmara!! No entanto, e se atentarmos nos outros países europeus ( e não só), onde é que se vê despedimentos em massa na Função Pública?? É privilégio dos “funcionários públicos” de Portugal?? Estão enganados…pois mesmo dentro da União Europeia há Administrações Públicas mais pesadas que a nossa!! Documentem-se, antes de criticar o nosso “volume” descomunal….e indiquem (exemplifiquem)despedimentos colectivos em Funções Públicas estrangeiras!!
Peso no Orçamento, devido aos vencimentos: pois bem, há médicos e enfermeiros a mais nos hospitais públicos?? Há professores a mais nas escolas?? Há auxiliares a mais nas escolas?? Sabem como funciona uma escola?? Sabem quantas horas está uma escola aberta e que todos os auxiliares, administrativos, etc, têm nº de horas por semana?? Como gerir todos os espaços, se toda a gente exige a Biblioteca aberta, o Bar aberto, a Portaria vigiada, o PBX sempre com gente para os telefonemas incontáveis, a Papelaria aberta, a Reprografia aberta, enfim, tantos serviços que os alunos, professores e, particularmente, os Pais, querem abertos…ao mesmo tempo que querem a vigilância apertada por causa da segurança dos filhos?? Não pedem os pais, constantemente, aulas de apoio, ateliers, clubes, ocupação de “furos” dos filhos, e muito mais, e como se podem satisfazer tantas exigências, se há funcionários a mais?? Não se dão conta da incongruência das críticas?? Porque não vão os críticos aleivosos a Clínicas Privadas?? É caro?? Porque não colocam os filhos em escolas privadas?? É caro?? Mas é bom e… até dão lucro!! Exige-se níveis de excelência, gratuitamente, e depois protesta-se??
Claro que o peso do Estado é enorme, mas quantos licenciados e bacharéis não existem no Ensino?? Quantos licenciados não existem nos hospitais (entre médicos e enfermeiros)?? Quantos licenciados não existem nos tribunais?? E com tantos funcionários com formação superior, em serviços que custam pouco ao utente, como é possível dar lucro?? Mas vou ser redundante: vão aos serviços privados: pagam caro, e, em muitos casos, são mais mal servidos que na Função Pública. “Sol na Eira e Chuva no Nabal”… expliquem-me como o conseguem!! Eu não sei!!
Privilégios: primeiro gostaria de conhecer o conceito de privilégio dos “críticos acérrimos” dos funcionários!! Terem carro da empresa, telemóvel da empresa, seguros de vida e de doença da empresa (tudo isto extensível à família) ajudas de custo incomparavelmente superiores à Função Pública quando se deslocam, comparticipação nos estudos dos filhos nos estudos até os completarem …Bom, a Privada, em inúmeros casos que eu conheço, oferece tudo isso, e… igualmente em inúmeros casos a pessoas sem formação académica que o justifique!! Mas os “privilegiados” são, agora e sempre, os “malditos funcionários”!!
Muito mais teria para dizer, mas chover no molhado…não vale a pena!!
Mais do que um artigo…é um desabafo!!

Jaime Ventura Branco

http://quadraturadocirculo.blogs.sapo.pt/arquivo/700283.html

Esclarecedor.
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

OS FPs, os operários fabris, os trabalhadores por conta de outrem, as empregadas domésticas são os grandes heróis deste País!

(...)

[^]

Com o que por cá se paga os Portugueses tem mesmo de ser heróis, heróis e ginastas, para fazer o dinheiro dar para o mês todo.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

"Funcionários Públicos são quase 740 mil

(...)

http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=331648

Será que não se enganaram nas contas ou, finalmente, agora é que acertaram?
(...)
Não sei se eles acertaram nas contas, mas depois desta desta noticia:

citação:Executivo de Sócrates nomeou 2.148 pessoas
2006/02/17

O Governo liderado por José Sócrates nomeou em 11 meses, 2.148 pessoas, sendo o Ministério das Finanças o que mais pessoas empregou, seguido do ministério da Saúde, noticia hoje em manchete o Independente.

De acordo com o semanário, que consultou os Diários da República nesse período, o primeiro-ministro assinou 260 despachos conjuntos que, somando às suas próprias nomeações directas e às do conselho de ministros, perfazem 423 indigitações.

O jornal - que titula em capa «Chuva de Boys» - refere ainda que José Sócrates tem 15 secretárias pessoais, 18 assessores e 13 adjuntos no seu gabinete de primeiro-ministro.

Quanto aos ministérios, o das Finanças é o que mais pessoas admitiu, 312, seguido do da Saúde (309) e dos Negócios Estrangeiros (156). Em sentido oposto, o que menos nomeações realizou foi o Ministério dos Assuntos Parlamentares (15) e o da Defesa Nacional (52).

De acordo com o semanário «há nomes para todos os gostos e para todos os lugares: institutos, comissões, grupos e conselhos, direcções-gerais e chefias várias, empresas de capitais públicos ou participados pelo Estado, assessores adjuntos, secretárias, assistentes, auxiliares administrativos, consultores motoristas, governadores civis, gestores operacionais, coordenadores de unidades e representantes em órgãos internacionais, entre outros».

@ http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=648047

Ficamos a saber que:

citação:Governo debaixo de fogo por causa de contratações na Administração Pública
21.08.2006 - 08h24 Ricardo Dias Felner

Todos os contratos individuais de trabalho celebrados com o Estado vão deixar de ter de ser publicados em Diário da República. A medida está a gerar uma onda de protestos por parte dos partidos da oposição, que acusam o Governo de falta de transparência e de querer esconder nomeações políticas.

Na base da polémica está uma "orientação técnica" do Ministério das Finanças, datada de 4 de Agosto e assinada pela directora-geral da Direcção-Geral da Administração Pública (DGAP), Teresa Nunes.

Na prática, ela significa que a grande maioria das entradas para a Administração Pública - nomeadamente para cargos de assessores do Governo e outros postos normalmente associados a contratações políticas - vai deixar de ser escrutinada pelos cidadãos.

No documento é explicitado que a medida teve a "concordância" do secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo. O Ministério das Finanças recusa, para já, fazer qualquer comentário sobre o assunto.

@ http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1267796

E agora ficamos a saber que "Funcionários Públicos são quase 740 mil", resta saber quantos destes mil, foram nomeados pelo governo e, mais grave ainda, vão continuar a "comer à conta do mangas", depois de se tirarem pessoas de serviços onde fazem falta em nome de uma redução de efectivos mal explicada, mas com objectivos muito claros.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

Todos os contratos individuais de trabalho celebrados com o Estado vão deixar de ter de ser publicados em Diário da República. A medida está a gerar uma onda de protestos por parte dos partidos da oposição, que acusam o Governo de falta de transparência e de querer esconder nomeações políticas.

Na base da polémica está uma "orientação técnica" do Ministério das Finanças, datada de 4 de Agosto e assinada pela directora-geral da Direcção-Geral da Administração Pública (DGAP), Teresa Nunes.

Na prática, ela significa que a grande maioria das entradas para a Administração Pública - nomeadamente para cargos de assessores do Governo e outros postos normalmente associados a contratações políticas - vai deixar de ser escrutinada pelos cidadãos.

No documento é explicitado que a medida teve a "concordância" do secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo. O Ministério das Finanças recusa, para já, fazer qualquer comentário sobre o assunto.

@ http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1267796

E agora ficamos a saber que "Funcionários Públicos são quase 740 mil", resta saber quantos destes mil, foram nomeados pelo governo e, mais grave ainda, vão continuar a "comer à conta do mangas", depois de se tirarem pessoas de serviços onde fazem falta em nome de uma redução de efectivos mal explicada, mas com objectivos muito claros.

[/quote]

Esta notícia não está correcta. Os cargos de assessores do Governo e outros postos normalmente associados são feitos por nomeação.

Os CTR de trabalho são utilizados somente para assistentes administrativos e auxiliares e precedem de processo de selecção.
 
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/692792.html

O Jornal que o JR gosta a falar mal dos liberalistas...

Um "preview": «Esta postura, de quem fala grosso, de quem tem a boca sempre cheia das palavras “roturas” ou “reformas”, pode ser que renda alguma popularidade junto de certas camadas populares, mas dificilmente vai levar a direita ao poder de novo. Ameaçar com despedimentos, ainda por cima com números tão elevados, que afectam centenas de milhares de pessoas e as suas famílias, não é “sexy”. Ninguém gosta de tipos que estão sempre a falar em coisas deprimentes, e é esse discurso que parece ter contaminado a direita. »
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/692792.html

O Jornal que o JR gosta a falar mal dos liberalistas...

Um "preview": «Esta postura, de quem fala grosso, de quem tem a boca sempre cheia das palavras “roturas” ou “reformas”, pode ser que renda alguma popularidade junto de certas camadas populares, mas dificilmente vai levar a direita ao poder de novo. Ameaçar com despedimentos, ainda por cima com números tão elevados, que afectam centenas de milhares de pessoas e as suas famílias, não é “sexy”. Ninguém gosta de tipos que estão sempre a falar em coisas deprimentes, e é esse discurso que parece ter contaminado a direita. »
Eu chamar-lhe-ía outra coisa, mas aqui não é próprio...
 
"Na prática, ela significa que a grande maioria das entradas para a Administração Pública - nomeadamente para cargos de assessores do Governo e outros postos normalmente associados a contratações políticas - vai deixar de ser escrutinada pelos cidadãos"

A notícia peca por grosso erro...não se passa a ser da Administração Pública (funcionário público com carreira profissional) através de contratação política. trata-se de contratos de prestação de serviços e avenças.
 
citação:Originalmente colocada por zerorpm



citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Todos os contratos individuais de trabalho celebrados com o Estado vão deixar de ter de ser publicados em Diário da República. A medida está a gerar uma onda de protestos por parte dos partidos da oposição, que acusam o Governo de falta de transparência e de querer esconder nomeações políticas.

Na base da polémica está uma "orientação técnica" do Ministério das Finanças, datada de 4 de Agosto e assinada pela directora-geral da Direcção-Geral da Administração Pública (DGAP), Teresa Nunes.

Na prática, ela significa que a grande maioria das entradas para a Administração Pública - nomeadamente para cargos de assessores do Governo e outros postos normalmente associados a contratações políticas</u> - vai deixar de ser escrutinada pelos cidadãos.

No documento é explicitado que a medida teve a "concordância" do secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo. O Ministério das Finanças recusa, para já, fazer qualquer comentário sobre o assunto.

@ http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1267796


E agora ficamos a saber que "Funcionários Públicos são quase 740 mil", resta saber quantos destes mil, foram nomeados pelo governo e, mais grave ainda, vão continuar a "comer à conta do mangas", depois de se tirarem pessoas de serviços onde fazem falta em nome de uma redução de efectivos mal explicada, mas com objectivos muito claros.



Esta notícia não está correcta. Os cargos de assessores do Governo e outros postos normalmente associados são feitos por nomeação.

Os CTR de trabalho são utilizados somente para assistentes administrativos e auxiliares e precedem de processo de selecção.

Posso ter visto mal, mas dá-me ideia que é o que dizes que lá esta escrito.

De qql maneira o que é relevante (e para o caso, uma vez que todos sabemos da historia da dança das cadeiras sempre que há governo novo) é o ocultar as varias nomeações de boys e girls que se elevam as centenas em cada ministerio e percorrem toda a cadeia de directores e afilhados.
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por zerorpm

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/692792.html

Ameaçar com despedimentos, ainda por cima com números tão elevados, que afectam centenas de milhares de pessoas e as suas famílias, não é #8220;sexy#8221;. Ninguém gosta de tipos que estão sempre a falar em coisas deprimentes, e é esse discurso que parece ter contaminado a direita. »
Eu chamar-lhe-ía outra coisa, mas aqui não é próprio...


Sobre esta "coisa" das reduções salariais, um artigo do ano passado que é interessante ser lido.



Avelino de Jesus
Salários e competitividade #8211; em defesa do aumento dos salários portugueses

A rigidez à baixa dos salários tem sido glosada #8211; e lamentada #8211; sendo mesmo apontada como responsável pela recente perca de competitividade da economia portuguesa. Não há relatório que não lance sabidos apelos à moderação salarial.

Esta visaria o amortecimento dos custos de produção e a recuperação da competitividade, na ausência da possibilidade de desvalorização cambial.

Por sua vez, as organizações sindicais e alguns economistas #8211; cada vez menos numerosos #8211; lamentam a repressão salarial, sugerindo que esta seria a causa do fraco crescimento da economia, devido ao seu efeito de depressão da procura.

A política de baixos salários, embora por razões diferentes das acima referidas, deve ser firmemente rejeitada.

Os baixos salários constituem #8211; ao lado das baixas taxas de juro #8211; uma causa fundamental da falta de competitividade da nossa economia, devido ao efeito de distorção na afectação competitiva de recursos e ao travão que coloca às reestruturações sectoriais e às mudanças tecnológicas que o país exige.

As abordagens da questão salarial ficam quase sempre no âmbito do curto prazo. É nesse contexto que o indicador dos custos unitários do trabalho é sistematicamente avançado como indicador da competitividade e daí vem a preocupação obsessiva com a travagem dos salários. A sobrevalorização deste indicador deve evitar-se, mesmo numa análise de curto prazo. Não podemos omitir os outros factores produtivos para além do trabalho. A competitividade resulta não do baixo custo de um determinado factor, no caso o trabalho, mas da composição adequado de factores e da correspondente produtividade assim conseguida. Ainda que no curto prazo #8211; portanto com uma dada composição de factores #8211; é muito redutor olhar apenas para os custos do trabalho.

Mas o mais importante é compreender o papel da política salarial numa visão que vá além da miopia do curto prazo em que o debate parece ter sido encerrado.

A questão salarial deverá ser considerada no longo prazo enquanto variável influente no desenho da estrutura sectorial e do padrão tecnológico da economia. Uma taxa de salários baixa leva a uma composição inadequada dos factores de produção, pela sobreutilização que provoca do trabalho pouco qualificado, em detrimento de trabalho mais qualificado e, sobretudo, do factor capital.

Considerando a taxa de salários nesta perspectiva, os salários portugueses são extremamente baixos, são causa importante da rigidez da economia e constituem forte obstáculo à sua reestruturação e competitividade.

Os salários são em Portugal anormalmente baixos. Não é aceitável #8211; e não me coloco aqui no plano da justiça social que requeria abordagem própria #8211; a defesa do congelamento dos salários, nem mesmo de um crescimento moderado. É antes altamente desejável um crescimento forte e rápido, apenas modulado pelo política e socialmente suportável.

O indicador apropriado, de acordo com os padrões analíticos consagrados, para avaliar o custo do trabalho é o salário médio horário do pessoal operário na indústria transformadora. Apresento no gráfico abaixo os valores deste indicador para o ano de 2002. O salário médio português em Portugal é intoleravelmente baixo: 5 dólares face a 19 dólares em média na União Europeia a 15. Em relação a Portugal, o salário médio na União Europeia vem, assim, multiplicado por 4 enquanto no PIB per capita correspondente é apenas multiplicado por 1,3.

Perante o nível da taxa de salário em vigor, o país não realizou as reestruturações sectoriais e as mudanças tecnológicas que a maior parte dos países da OCDE realizaram nos últimos 20 anos. Estas adaptações fizeram-se nesses países em resposta ao estado do mercado dos produtos e à estrutura dos custos dos factores. Os salários elevados significaram um poderoso indicador no sentido de orientar os investimentos para opções de elevada componente de capital e de trabalho altamente qualificado. Os reduzidos salários em Portugal levaram as empresas #8211; agindo racionalmente perante os dados sobre os custos dos factores #8211; a resistir àquelas necessárias modificações, continuando a manter ultrapassadas estruturas produtivas.

Em Portugal o emprego nas indústrias mais sujeitas à concorrência internacional de países com salários baixos cresceu, entre 1980 e 2000, 4% contra um decrescimento na generalidade dos países que procederam neste período às devidas reestruturações industriais, por exemplo: 52% no Reino Unido, 50% na Finlândia, 45% na Dinamarca, 35% na Noruega.

A conclusão a tirar aponta a necessidade de dois tipos de intervenções públicas. Primeiro, a necessidade de legislar um substancial aumento do salário mínimo e uma intervenção activa na formação dos salários de pessoal qualificado. Segundo o imperativo de flexibilização da legislação laboral.

As políticas públicas em vigor não se orientam no sentido indicado. Pelo contrário, os salários vão degradar-se, quando o que se impõe é o seu rápido crescimento.

A intervenção do Estado tem sido feita de forma errónea e em sentido contrário ao necessário.
Primeiro, o salário mínimo tem sido fixado a níveis excessivamente baixos; compare-se, a título de exemplo, o actual salário mínimo português de 70 contos com os 100 contos da Grécia.

Segundo, o modo como se está a gerir o problema dos excesso de peso da massa salarial na Administração Pública só pode exercer um efeito depressivo sobre os salários em toda a economia incluindo, no sector privado.

Terceiro, a política de imigração que tem sido prosseguida reforça esta tendência, ao facilitar a entrada de pessoal que vai pressionar as esferas do mercado de trabalho com salários mais baixos e ao dificultar #8211; em acordo com as corporações profissionais #8211; a vinda de pessoal para o mercado de trabalho mais qualificado.

Quarto, a estruturas sindicais, demasiado orientadas por objectivos estritamente políticos, continuam a ter um papel na degradação dos salários ao não conseguirem implementar estratégias eficazes de pressão para a alta dos salários; pelo contrário, seguem sobretudo orientações defensivas que têm trazido mais rigidez ao mercado de trabalho, sem qualquer contributo para o desequilíbrio das estruturas empresariais portador das reestruturações indispensáveis.


No entanto, parece que já todos entenderam que a situação da economia portuguesa não dispensa enormes sacrifícios. O problema está em saber quais sacrifícios valerão ao pena e quais ao que serão inúteis e mesmo contraproducentes.

O ambiente em que vivemos parece apontar para uma redução salarial e a manutenção a todo o custo dos níveis de desemprego anormalmente baixos. Os sacrifícios portadores de transformações de que o país precisa não são esses.

A progressiva degradação económica do país não será travada e invertida sem que, por efeito do necessário aumento dos salários e da imperiosa flexibilização das relações laborais, tenhamos que suportar um longo período de taxas de desemprego a dois dígitos.
http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=262520
 
Meus senhores abordamos os FP como um todo e concerteza que existem razões para se idolatrarem e ou odiarem

A administração pública, pode e deve-se dividir em 3 sectores, a saber:

A Central, a autárquica e os outros

A Central é insuficiente, os recursos humanos alem de insuficientes estão mal distribuidos pelos ministérios, cabendo a quem de direito efectuar essa gestão para melhor "reinar"

A Autárquica é excessiva e mais não digo

Os outros, entendam como quiserem, mas lá chegarão...sómente 1 já é demais e está em excesso

Agora não se insurjam contra um todo e não alimentem polémicas onde elas não existem, pois são certamente pessoas de bom senso e de excepcional capacidade de racicionar e retirar elações dos que repetidamente são motivo da xacota geral
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

citação:Originalmente colocada por J.R.
...Não compliques.

Este indice limita-se a indicar-nos a desigualdade da distribuição de renda.
Só. Mais nada.

Meteste colherada... ;)
Não nos dá nada do que se produz vs o que se recebe.
E se achaste que sim num primeiro momento... a lista ordenada dos países devia-te ter tocado o alarme[:p].
Estudaste economia? Eu também, mas um de nós está um bocado esquecido e olha que não sou eu...[:p]

Vai lá rever o conceito de renda e depois conjuga-o com o índice![:p][:p][:p]

Os índices (...) não se "limitam" apenas a si próprios (mas como redutor de ideias de ti só podia...), mas a serem interpretados em conjugação com outros factores! A leitura economica é isso mesmo!...[8D]
Lanmento por ti mas o indice que foi falado a respeito do Chile a SECO por um FP significa pouco mais que NADA.
Tu quiseste alterar o que o indice te diz.
Espalhaste-te.
Devias ter-te limitado ao Copy Paste;).
citação:Mas não é disso sequer que se está a falar, mas sim num relatório cujas conclusões, apesar de serem uma (muito boa) interpretação de um jornalista, são fulminantes para tudo o que tu defendes em termos de identificação de problemas e das respectivas soluções para este país...;)
ERRADO.
Está na altura de começares a ler o relatório ou dos Jornalistas que o leram.
FULMINANTES PARA MIM????
Tem Juízo[:p].
 
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