Tópico dos empresários portugueses...

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Nthor

Mas é claro que o peso do estado nomeadamente na justiça pouco célere e nos impostos algo pesados tb tem a sua influencia, mas os empresários nacionais aparentemente não se preocupam com isso, e preferem que o estado dê aumentos baixos do que reforme a justiça.

E é isto que é estranho
Mas tu passas-te ou quê?
Uí, encontrei um nervo sensivel.


citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Repara numa coisa, um bom empresário não tem medo dos impostos. Tem que enfrentar a situação e no seu plano de negócios tem que entrar em linha de conta que tem que dar para pagar a muita gente, a começar pelo Estado.

Sinceramente e agora não estamos com as nossas coisas, essa coisa dos impostos e dos empresários que se queixam..., olha que se f*dam. Desculpa lá o meu francês.

Um empresário a sério está preocupado com muitas outras coisas. Uma delas é a justiça. Porque a coisa é assim, caso não saibas, mas neste País usa-se muito o expediente de não repeitar os compromissos. Seja pagar, cumprir contratos e por aí fora.

Claro que um País onde tu para recorreres aos Tribunais tens de adicionar o termo 'sorte' 'e se tudo correr bem', vais ver quem é que vai querer investir por aqui. Só mesmo maluquinhos como eu e outos 5 ou 6... :)

Concordo contigo mas não é isso que vemos pois não?
 
Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Repara numa coisa, um bom empresário não tem medo dos impostos. Tem que enfrentar a situação e no seu plano de negócios tem que entrar em linha de conta que tem que dar para pagar a muita gente, a começar pelo Estado.

Sinceramente e agora não estamos com as nossas coisas, essa coisa dos impostos e dos empresários que se queixam..., olha que se f*dam. Desculpa lá o meu francês.

Um empresário a sério está preocupado com muitas outras coisas. Uma delas é a justiça. Porque a coisa é assim, caso não saibas, mas neste País usa-se muito o expediente de não repeitar os compromissos. Seja pagar, cumprir contratos e por aí fora.

Claro que um País onde tu para recorreres aos Tribunais tens de adicionar o termo 'sorte' 'e se tudo correr bem', vais ver quem é que vai querer investir por aqui. Só mesmo maluquinhos como eu e outos 5 ou 6... :)

Concordo contigo mas não é isso que vemos pois não?
O que vemos é cada um puxar para o seu lado, só para ter razão. [8D]
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
Sim, até ao fim, gostei principalmente de quando ele disse que as empresas Espanholas crescem e sustentam a economia Espanhola pq investem o lucro que tem a modernizar-se a elas próprias (ao contrario do que se faz em Portugal).
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
Sim, até ao fim, gostei principalmente de quando ele disse que as empresas Espanholas crescem e sustentam a economia Espanhola pq investem o lucro que tem a modernizar-se a elas próprias (ao contrario do que se faz em Portugal).
Não.
Isso já é outro assunto.
Disse que isso não era o motivo:D.
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
Sim, até ao fim, gostei principalmente de quando ele disse que as empresas Espanholas crescem e sustentam a economia Espanhola pq investem o lucro que tem a modernizar-se a elas próprias (ao contrario do que se faz em Portugal).
Não.
Isso já é outro assunto.
Disse que isso não era o motivo:D.
Isso é que é audição selectiva.

Mas deixa isso tb não melhora com a idade
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

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citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
Sim, até ao fim, gostei principalmente de quando ele disse que as empresas Espanholas crescem e sustentam a economia Espanhola pq investem o lucro que tem a modernizar-se a elas próprias (ao contrario do que se faz em Portugal).
Não.
Isso já é outro assunto.
Disse que isso não era o motivo:D.
Isso é que é audição selectiva.

Mas deixa isso tb não melhora com a idade
São duas situações.
Uma é que mudaste de assunto.
A outra é que ouvi TUDO[:p];).
 
citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
Sim, até ao fim, gostei principalmente de quando ele disse que as empresas Espanholas crescem e sustentam a economia Espanhola pq investem o lucro que tem a modernizar-se a elas próprias (ao contrario do que se faz em Portugal).
Não.
Isso já é outro assunto.
Disse que isso não era o motivo:D.
Isso é que é audição selectiva.

Mas deixa isso tb não melhora com a idade
São duas situações.
Uma é que mudaste de assunto.
A outra é que ouvi TUDO[:p];).
Eles amanhã devem repetir na rtpn não te preocupes, podes gravar e depois quando achares que ele disse uma coisa qql que te convém mais, voltas a ver e ficas esclarecido e recordas
 
citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por J.R.

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citação:Originalmente colocada por J.R.

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citação:Originalmente colocada por Nthor

Como dizia o espanhol no prós e contras: "yo no soy medico ou enfermero" a proposito do tratamento do "senhor doutor" com que o "formalismo" Português prejudica as relações de trabalho.
E já não ouviste o que ele disse logo a seguir sobre esse mesmo assunto???
Sim, até ao fim, gostei principalmente de quando ele disse que as empresas Espanholas crescem e sustentam a economia Espanhola pq investem o lucro que tem a modernizar-se a elas próprias (ao contrario do que se faz em Portugal).
Não.
Isso já é outro assunto.
Disse que isso não era o motivo:D.
Isso é que é audição selectiva.

Mas deixa isso tb não melhora com a idade
São duas situações.
Uma é que mudaste de assunto.
A outra é que ouvi TUDO[:p];).
Eles amanhã devem repetir na rtpn não te preocupes, podes gravar e depois quando achares que ele disse uma coisa qql que te convém mais, voltas a ver e ficas esclarecido e recordas
EU???
Eu não tenho problema nenhum[8D].
Estavas a falar do problema do "tratar por tu" vs "Sr. Doutor" e do que o Sr. da Seur disse sobre isso.

Mas se tu tens dúvidas em textos... qt mais a ouvires;).
 
citação:Originalmente colocada por Carlos.L

citação:Originalmente colocada por Nthor

citação:Originalmente colocada por Carlos.L

Repara numa coisa, um bom empresário não tem medo dos impostos. Tem que enfrentar a situação e no seu plano de negócios tem que entrar em linha de conta que tem que dar para pagar a muita gente, a começar pelo Estado.

Sinceramente e agora não estamos com as nossas coisas, essa coisa dos impostos e dos empresários que se queixam..., olha que se f*dam. Desculpa lá o meu francês.

Um empresário a sério está preocupado com muitas outras coisas. Uma delas é a justiça. Porque a coisa é assim, caso não saibas, mas neste País usa-se muito o expediente de não repeitar os compromissos. Seja pagar, cumprir contratos e por aí fora.

Claro que um País onde tu para recorreres aos Tribunais tens de adicionar o termo 'sorte' 'e se tudo correr bem', vais ver quem é que vai querer investir por aqui. Só mesmo maluquinhos como eu e outos 5 ou 6... :)

Concordo contigo mas não é isso que vemos pois não?
O que vemos é cada um puxar para o seu lado, só para ter razão. [8D]
Neste caso puxei para o teu, mas como disse o que vemos é o que tu dizes: "'Claro que um País onde tu para recorreres aos Tribunais tens de adicionar o termo 'sorte' 'e se tudo correr bem'".

Quanto aos empresarios, só mesmo uma mão cheia tem valor pq a maioria faz tudo para ser corrupto e arrastar os que o não são para o esgoto da corrupção instituida.

O que vale é que não são todos assim
 
Silva Lopes responsabiliza António Borges pela crise

Silva Lopes afirmou esta semana, no Fórum de Administradores de Empresas, que «o escudo devia ter sido desvalorizado» antes de 1999 _ data da fixação da taxa de câmbio do escudo em euros _ e apontou o dedo acusador: «António Borges foi quem mais contribuiu para a fixação da taxa de câmbio», evitando assim uma desvalorização da moeda. Uma situação que, disse, levou «Portugal a entrar no euro com uma taxa de câmbio sobrevalorizada, pela qual estamos agora a pagar a factura». Os salários, afirmou, «subiram e a produção perdeu competitividade».

O antigo ministro das Finanças foi ainda mais explícito quando sublinhou que «os novos economistas foram responsáveis pelas crises na Argentina, Brasil, Rússia, Turquia e também em Portugal». Isto porque, referiu, «a crise económica externa influencia a crise portuguesa, mas não é tudo». Uma das questões que, em seu entender, ficam por explicar é a razão pela qual «Portugal é, a par da Holanda, o país que menos cresce na União Europeia. A Espanha vai crescer 2,3% e a Grécia quase 4%, enquanto Portugal cai 0,8%, de acordo com o Ministério das Finanças».

Antigo governador do Banco de Portugal, Silva Lopes salientou ainda que esta é uma das piores crises que Portugal atravessa nos últimos 50 anos. «É tão grave quanto as crises de 74-75 _ na sequência do primeiro choque petrolífero _ e 82-84 _ após o segundo choque petrolífero com uma política económica que não respondeu adequadamente ao problema». Ao analisar as crises anteriores, Silva Lopes referiu que foi sempre o consumo privado a servir de motor à recuperação. «Em 1985 o choque petrolífero favorável, que fez cair o preço do crude, criou poder de compra aos cidadãos. Em 1993-94 foi, de novo, a procura interna, com a descida das taxas de juro, que, a pouco e pouco se aproximaram das da Alemanha». Em 1990 os juros andavam perto dos 13% e em 1995 já rondavam os 4%, disse o economista. Desta vez, porém, sublinhou, dificilmente sairemos da crise com o mesmo tipo de solução, porque, «na ausência de um milagre, só se aumentarmos ainda mais o endividamento».

«As contribuições externas foram negativas nos períodos de 'fartura', de 1986 a 1990 e de 1996 a 1999. Agora temos as exportações a aumentar mais que as importações. Mas, o meu pessimismo não me deixa acreditar que isso seja duradouro», referiu Silva Lopes. «As exportações podem ter aumentado por força da venda ao exterior, a preços muito baixos e até, talvez, com prejuízo, dos produtos que as empresas não conseguiram colocar no mercado interno». Situação que «não se repetirá no futuro». Em relação à quebra das importações, Silva Lopes também considera que não é duradoura. «É natural que, em períodos de crise, exista contenção na compra de bens de consumo duradouro, sobretudo automóveis». Uma situação que, no entanto, «não deverá continuar a verificar-se no futuro», porque as pessoas e as empresas, mais tarde ou mais cedo, vão ter de renovar o parque automóvel.

Por isso advoga que, para evoluir, o país tem de desenvolver a indústria.
O economista analisou a atitude dos empresários nacionais, que se voltaram, preferencialmente, para áreas sem concorrência internacional, de que deu como exemplos os supermercados, bancos ou o sector imobiliário, porque, sublinhou, «na indústria ninguém quer competir».

http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=127323&codEdicao=875&codAreaNoticia=33


Uma vez e outra vez.

Tudo o que seja para especular sem produzir.
[8][8)]

É isto que o empresário Português acha interessante, lucro fácil e rápido, sem investimentos, de preferencia com o dinheiro dos outros (hipermercados).

Neste pais a industria desaparecerá a breve prazo.
 
citação:Originalmente colocada por Phoenix
...Por isso advoga que, para evoluir, o país tem de desenvolver a indústria.
O economista analisou a atitude dos empresários nacionais, que se voltaram, preferencialmente, para áreas sem concorrência internacional, de que deu como exemplos os supermercados, bancos ou o sector imobiliário, porque, sublinhou, «na indústria ninguém quer competir».


http://dn.sapo.pt/noticia/noticia.asp?CodNoticia=127323&codEdicao=875&codAreaNoticia=33


uma vez e outra vez.

Tudo o que seja para especular sem produzir.

[8][8)][/b]

É isto que o empresário Português acha interessante, lucro fácil e rápido, sem investimentos, de preferencia com o dinheiro dos outros (hipermercados).

Neste pais a industria desaparecerá a breve prazo.
Talvez que à força de tanto se repetir acabem por perceber, finalmente, onde está o gato...[xx(]
 
Quando um empresário em início de carreira decide investir, qual é a primeira pergunta que faz?

Será que é esta:

- Qual o ramo de actividade onde eu posso ganhar mais dinheiro?...

Ou, em vez daquela, esta:

- Qual a área de actividade em que eu posso contribuir para o meu país e, claro, ganhar dinheiro?
 
citação:Originalmente colocada por Pé Leve

Quando um empresário em início de carreira decide investir, qual é a primeira pergunta que faz?

Será que é esta:

- Qual o ramo de actividade onde eu posso ganhar mais dinheiro?...

Ou, em vez daquela, esta:

- Qual a área de actividade em que eu posso contribuir para o meu país e, claro, ganhar dinheiro?

Desculpa a correcção mas será mais:

- Qual o ramo de actividade onde posso recorrer a subsidios, programas de apoio da CE, leis de execpção e isenção e onde eu posso ganhar mais dinheiro?...

Ou, em vez daquela, esta:

- Qual a área de actividade em que eu posso contribuir para o meu país e, claro, ganhar dinheiro?
 
É assim que querem ser dinamicos e empreendedores, isto é um exemplo do que se repetiu por esse pais fora do Minho ao Algarve.


Empresários de Setúbal lutam pelo poder, sempre com os subsídios no horizonte

Os empresários de Setúbal não se entendem. Ou seja, a esmagadora maioria é subsídio-dependente e procura encontrar a forma mais fácil de se aboletar com os benditos fundos comunitários. Um grupo muito ligado a estas coisas da formação (e das verbas respectivas) contesta a actual Direcção da Associação Empresarial e quer subir ao poder em Azeitão. Os que estão, também não têm muito trabalho que se veja. E tudo isto num distrito cada vez mais afastado dos seus recursos endógenos e por isso cada vez mais ao sabor da tutela do "maná" da Europa.

Mesmo assim, ainda têm tempo para ser solidários com Timor. Mas sobre esta solidariedade há que reflectir.

A Feira de Artesanato, realizada anualmente no Pavilhão da AERSET, em Azeitão, é um acontecimento que leva sempre muita gente a admirar. No ano passado e devido aos acontecimentos que se verificaram em Timor, a Direcção da AERSET, e bem, entendeu que metade da receita de bilheteira seria entregue com destino aos timorenses, para ajudar a reconstituir aquele País. Assim, fez a entrega de 1833 contos à Cáritas de Setúbal, cujo Presidente se vai deslocar a Dili e Baucau e fará a entrega daquela verba.

Este gesto cai bem e prova que os empresários também sabem ser solidários. Só que devemos reflectir sobre o gesto sem o pôr em causa. Assim, sabendo como se encontra o empresariado no distrito, com muita gente com salários em atraso, com empresas a encerrarem, com operários a viverem em dificuldades, e nunca conheceram a solidariedade do patronato. Ou seja, a solidariedade empresarial pode ser virada para fora mas antes tem que se olhar a si própria; serve pouco aos empresários serem solidários com os desprotegidos com Timor se no seu próprio País, na sua própria Região, não souberem responder às necessidades daqueles que precisam de solidariedade e num distrito como o de Setúbal a situação só é diferente de Timor porque não se verificou uma guerra formal. Assim, mortes, já se verificaram por suicídio, por trabalhadores que se viram perante uma situação insustentável; fome, existe, se bem que envergonhada; há muita gente que passa dificuldades e vive com problemas para conseguir manter a família, criando situações traumáticas que levam ao aumento do consumo da droga. No respeitante ao desemprego, é o distrito mais emblemático no nosso País onde se verifica o dobro da média nacional e onde encerra o maior número de empresas.

Em contraponto a esta situação, não vemos empresários em risco; aliás, têm sempre o cuidado de se acautelar antes de fecharem as empresas, não ligando ao destino daqueles que os serviram durante muito tempo. Esta disparidade é confrangedora e o que está mal não é o auxílio prestado a Timor, o que é criticável é não darem atenção àquilo que se passa à sua volta, não serem solidários com os trabalhadores.

E é neste quadro que surgem as divergências entre as duas facções do ramo empresarial que se confrontam. Não nos cabe analisar as razões das divergências, mas o que consideramos é que o tecido empresarial da Região de Setúbal é tão frágil que não tem força para andar em confrontos; a Associação empresarial em dis**** não pode ser um palco de vaidades nem um pólo para serviço ou para aumento da ambição de cada pretenso empresário. Enquanto as duas facções se andam a degladiar não estão a fortalecer o empresariado - ou o que dele resta - no distrito. É evidente que consideramos apetitoso o que poderá vir do novo Quadro Comunitário de Apoio e o que nos parece é que os elementos em contenda estão mais preocupados com o que poderão beneficiar das verbas comunitárias do novo Quadro do que estão em saber se a Região de Setúbal vai ou não ficar fortalecida.

Com estas divergências os empresários seniores estão a dar maus exemplos aos empresários jovens e a Região precisa cada vez mais de novas ideias, de novas sinergias, do que andar a toque da música das verbas europeias.

Se à Região tiraram os recursos da pesca, da agricultura, da indústria automóvel e naval, pelo menos que os empresários saibam encontrar alternativas nas novas tecnologias para manter a Região de Setúbal no lugar que por direito tem como grande Cintura Industrial. Isto sim, em vez de andarem de costas viradas já que as lutas num tecido empresarial tão frágil não passa de brincadeiras de gente grande, às quais ninguém liga e com as quais ninguém ganha.

Rogério Severino - 24-01-2000 16:17
http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=5180
 
E podiamos ir por aqui fora, de puxão de orelhas em puxão de orelhas.
Mas de forma muito sui generis não seriamos ouvidos.
(quem sabe devido aos puxões de orelhas [:p])


Sérgio Figueiredo
A Bolsa é um peditório

Se um ministro das Finanças corta um benefício fiscal a um produto de poupança ou de investimento, o pessoal revolta-se, é um «ai-Jesus-credo», estamos perante um ataque indigno ao mercado de capitais. Mas se um ministro da Economia conduz um processo de privatizações à socapa, fora de bolsa, e faz isso uma vez, duas vezes, três vezes, então não há problema. Está tudo bem...

Num caso ou noutro, seja aliás em qualquer caso, Portugal é o único país da Europa em que a conversa começa no mercado e acaba sempre no Estado. É impressionante. Mas é assim.

Se não há investidores, é porque faltam incentivos. Se não há empresas cotadas, é porque não se privatiza.

Enfim, a bolsa está moribunda, porque os portugueses conseguiram escrever nos últimos anos um guia prático de «Como matar um mercado de capitais, sem piedade». Cada capítulo um homicídio, de autores diferentes.

Os empresários e gestores, mesmo os grandes, aliás a começar por eles: todos têm medo do mercado. São até profundamente anticapitalistas. Estatutos blindados e limitações de votos. «Free floats» insignificantes para que o poder nunca fique à mercê dos investidores. Administradores mais poderosos que accionistas. Já não falando das famosas «golden shares» públicas.

Tudo isto se resume a uma mensagem: «deixem-nos em paz». Os investidores não vão naturalmente para sítios onde não são bem-vindos.

Os ministros e os governos, mesmo aqueles que se dizem mais liberais, principalmente estes, que se elegem com programas cada vez menos intervencionistas: nenhum resiste à tentação de revolucionar um sector inteiro, para lhe deixar a sua marca com uma magnífica reestruturação: são «os soviéticos», como lhes chama Belmiro.

Na primeira parte deste Governo, a doutora Ferreira Leite não entendia as empresas e deixava o seu colega Tavares estragar tudo sozinho. As empresas, os sectores e, já agora, o mercado. Portucel, Galp, EDP, Transgás, REN... Tanta reestruturação em tão pouco tempo, tantas empresas tão importantes, e tudo feito fora do mercado.

Resta, nesta cadeia de culpados, a complacência geral. Ninguém se indigna, de facto, com aquilo que é realmente importante. Aquilo que, parágrafo a parágrafo, capítulo por capítulo, vai escrevendo o livro da morte da bolsa se Lisboa.

Teixeira dos Santos veio quebrar essa regra de silêncio insurgindo-se contra o Orçamento de Estado. E os PPR, os PPA, enfim, porque é que não nos surpreende?, a lamúria inevitável de que o fim dos incentivos dão mais uma machadada no combalido mercado que ele regula.

E o presidente da CMVM regula bem. Só fala no tempo errado. Ou pelas razões menos importantes.

Não falou quando o ministro Tavares andava a brincar ao monopólio com grandes empresas portuguesas, ligando rigorosamente nada ao mercado.

Não falou quando, já com Santana, o ministro das Finanças admitiu «nacionalizar» o fundo de pensões da CGD – isso sim, uma verdadeira bomba nuclear lançada sobre o mercado, pois significa na prática eliminar um dos maiores investidores institucionais na nossa praça.

Mas criticou abertamente o fim de incentivos fiscais, que é aquilo que o mercado de capitais menos precisa em Portugal. Transparência e capitalismo. Não subsídios e voluntarismo.

Há muito que BVL deixou de ser a Bolsa de Valores de Lisboa. No dia em que significar Bombeiros Voluntários de Lisboa, em Paris alguém se há-de lembrar de a fechar. A Euronext é um mercado, não um peditório.
http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=250211
 
Em todas as empresas onde trabalhaei até hoje havia lacunas. Mas a maior é a falta de formção. Não são os salários que promovem as competências. [8]
 
citação:Originalmente colocada por Renas

Em todas as empresas onde trabalhaei até hoje havia lacunas. Mas a maior é a falta de formção. Não são os salários que promovem as competências. [8]
Concordo contigo, mas repara, trabalhadores competentes que tem um salário justo, encarregam-se eles próprios da formação e são um recurso importante para uma empresa que dá valor aos seus colaboradores.
 
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