Nova greve no Metro de Lisboa
Paralisação marcada para a manhã desta terça-feira
O Metro de Lisboa deverá parar terça-feira de manhã, pela quinta vez este ano, com os trabalhadores a exigirem o prolongamento do Acordo de Empresa e a companhia a assegurar transporte alternativo em autocarros.
A greve nas composições decorre entre as 06h30 e as 11h30, enquanto o sector da manutenção, que abrange os piquetes, paralisa entre as 07h00 e as 12h00, especificou hoje Diamantino Lopes, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes Rodoviários e Urbanos (FESTRU).
A empresa, que prefere não fazer comentários sobre esta greve, encontra-se num momento de transição de administração, tendo já sido nomeado um novo conselho de gerência, presidido pelo ex-presidente da Transtejo Joaquim Reis, mas que ainda não tomou posse, disse à Lusa fonte ligada ao Metropolitano de Lisboa (ML).
Para 7 e 9 de Novembro estão marcadas novas paralisações no mesmo horário, segundo a FESTRU.
O conselho de gerência estima gastar, com o aluguer de autocarros para garantir transporte alternativo à superfície, cerca de 100.000 euros por dia.
No centro das preocupações dos trabalhadores está o Acordo de Empresa (AE) em vigor há 30 anos e actualizado por negociações entre as partes ao longo destas três décadas, mas que expira no final de 2007.
Os sindicatos exigem a continuidade do AE e receiam perder direitos conquistados ao longo do tempo e consagrados no acordo que define os direitos e obrigações dos trabalhadores e da entidade patronal.
Diamantino Lopes citou como exemplo, por ocasião da última greve, as compensações que os maquinistas acumularam por assumirem funções que eram asseguradas por carreiras entretanto extintas.
Os maquinistas passaram a desempenhar as funções dos factores - encarregues do fecho e abertura das portas - e outros trabalhadores receberam formação para assegurar trabalho de serralheiro ou electricista, acompanhada de mais dinheiro ou regalias sociais, como o apoio escolar.
Os trabalhadores temem que o fim do AE signifique também o fim destas compensações.
Por outro lado, os sindicatos apontam o risco de "banalização e desqualificação" das carreiras, caso passe a vigorar o regime de contratação individual.
Sem AE e contratação colectiva, os trabalhadores receiam que o Metro recorra a "contratação de mão-de-obra precária e temporária", o que, acreditam, fará diminuir os níveis de exigência e segurança.
Para minorar os efeitos da greve, a empresa vai ter os habituais transportes alternativos com pontos de paragem o mais próximo possível das estações de Metro, identificados com faixas de cor correspondente à linha servida.
A empresa informou que todos os títulos de transporte válido no ML podem ser utilizados nestes percursos, que funcionam em permanência entre as 06h30 e as 12h00.
Os utilizadores da Linha Azul (Amadora Este/Baixa-Chiado) podem recorrer a três percursos alternativos: Amadora Este - Rossio, Colégio Militar - Praça do Comércio e Sete Rios - Rossio.
O percurso da Linha Amarela é também assegurado por três carreiras: Odivelas - Marquês de Pombal, Senhor Roubado - Marquês de Pombal e Campo Grande - Rato, sendo esta a única a servir a Cidade Universitária.
Em alternativa à Linha Verde (Telheiras-Cais do Sodré), há uma carreira entre o Campo Grande e o Cais do Sodré.
Entre Telheiras e o Campo Grande, os utentes podem ainda utilizar as carreiras 47, 78 e 767 da Carris.
A Linha Vermelha, que liga o Oriente à Alameda, é substituída por um percurso entre estas duas paragens.
Lusa
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Os maquinistas passaram a desempenhar as funções dos factores - encarregues do fecho e abertura das portas -
Sim, antigamente no metro o maquinista ia à frente e na ultima carruagem ia outro para controlar a abertura e fecho das portas!!! Agora os desgraçados têm de carregar no botão de abrir e fechar as portas sozinhos, sem qq ajuda! Duplicação do ordenado já [}

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