Gil Vicente mantém a recusa de dis****r a Liga de Honra
Direcção diz, em comunicado, que vai prosseguir as acções em tribunal
A Direcção do Gil Vicente reiterou hoje, em comunicado, que vai prosseguir as acções em tribunal e de futebol, criticando quem pretende "desestabilizar a coesão do clube".
Os responsáveis do clube frisam que António Fiúza não apresentou a demissão, tendo apenas colocado o cargo de presidente à disposição, na terça-feira, para "mostrar que não está 'agarrado ao lugar'" e "dar oportunidade" ao antigo presidente João Magalhães "de apresentar um projecto alternativo".
"Em sintonia com a orientação dada pelos sócios na Assembleia Geral, consciente da responsabilidade e representatividade de que está a ser investida, a Direcção assume o compromisso de um especial empenhamento nas estratégias de intervenção que levem à concretização das linhas mestres do projecto definido - a manutenção na Liga", refere o comunicado.
"Solidária" com António Fiúza "em todos os seus actos", incluindo a "posição de colocar o lugar à disposição", a Direcção critica e "lamenta profundamente que João Magalhães (presidente do Gil Vicente de 1998 a 2003) assuma agora, publicamente, posição de afronta à actual Direcção e ao seu presidente, que não teve coragem de o fazer no local próprio, a Assembleia Geral de 07 de Setembro".
O comunicado sublinha que o facto de o presidente ter colocado o lugar à disposição "não é uma demissão fuga ou abandono do barco, mas forma de mostrar que não está agarrado ao poder".
A direcção gilista está revoltada com a entrevista que João Magalhães deu terça-feira ao diário desportivo A Bola, na qual teceu duras críticas à forma como esta tem conduzido todo o processo no âmbito do "caso Mateus".
"Então teve medo de apresentar o seu projecto - retirar as acções que o clube tem nos tribunais - e jogar na Liga de Honra", acrescentam, lembrando ainda que João Magalhães se "recusa a assumir a gestão do clube (à) certamente com medo da reacção dos sócios na assembleia geral, que, necessariamente, teria de ser convocada".
Prometendo continuar a "lutar pela verdade desportiva e justiça das instâncias jurisdicionais", a direcção do clube minhoto apela aos sócios para não se deixarem "perturbar por manobras que procuram desestabilizar deliberadamente a coesão bem evidente na última Assembleia Geral".
A Direcção reitera a determinação em defender os seus interesses nos tribunais comuns: "recorrer a todas as instâncias possíveis e aguardar por uma decisão definitiva do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa".
Hoje foi noticiado na comunicação social o pedido de rescisão de contrato dos 14 futebolistas que transitam da época passada, que no final do mês poderão chegar aos três meses de salários em atraso, mas a Direcção do Gil Vicente não faz qualquer comentário ao sucedido neste comunicado.
Na base do "caso Mateus", que espoletou toda esta situação, está o facto do Gil Vicente ter recorrido para os tribunais comuns (violando as regras da Federação, UEFA e FIFA) para resolver o problema com a inscrição do internacional angolano: o Belenenses, que desceu de divisão, participou dos minhotos, que foram relegados para a Liga de Honra, onde ainda não competiram, pois esperam que novo recurso aos tribunais comuns anule esta decisão.
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